Archive for Maio 26th, 2008
Infraero participa de Encontro Mundial de Advogados de Aeroportos
No encontro, a procuradora-geral da Infraero, Emiliana Alves Lara, foi escolhida para integrar o comitê-executivo do recém-criado Fórum Mundial de Advogados de Aeroportos, que reúne representantes de todos os continentes. O fórum reúne advogados de aeroportos de todos os continentes. Os principais objetivos são: fomentar a cooperação e assistência entre advogados ligados a organizações aeroportuárias mundiais, analisar e debater assuntos jurídicos que envolvam aeroportos, além de promover o direito aeroportuário nos governos, companhias aéreas, seguradoras e outras partes interessadas (universidades, institutos, foros jurídicos, entre outros).
Durante o 1º Encontro Mundial de Advogados de Aeroportos, a procuradora-geral da Infraero proferiu palestra sobre Juizados Especiais nos Aeroportos brasileiros. Na avaliação da procuradora, os eventos foram uma importante oportunidade para a troca de experiências entre os participantes de diversos países sobre questões jurídicas relacionadas a organizações aeroportuárias, bem como sobre as vantagens e desvantagens da privatização de aeroportos.
Fonte: Mercado e Eventos
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 26 Maio, 2008
Lula cogita criação de moeda e banco central únicos na América do Sul
“Nós agora estamos criando o Banco da América do Sul. Nós vamos caminhar para, no futuro, termos um Banco Central único, para ter moeda única (…) Agora, isso é um processo e não é uma coisa rápida”, disse Lula.
Lula lembrou o fato de que nem todos os países da União Européia utilizam o euro. “Na União Européia, nós tivemos países que não aceitaram moeda única, nós tivemos países que não aceitaram a constituição e nem por isso as pessoas falavam em crise. É uma coisa normal de uma convivência democrática na diversidade”, afirmou.
A zona do euro é formada por Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. A União Européia inclui, além destes, Bulgária, Dinamarca, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Romênia, Estônia, Lituânia e Letônia.
Segundo Lula, a criação da Unasul “vai facilitar que a gente negocie com outros blocos em conjunto. Isso vai facilitar que esse estabelecimento do tratado e da confiança mútua entre nós, nós possamos fazer mais obras de integração. Poderemos fazer mais ferrovias, mais rodovias, mais pontes, mais linhas de transmissão. Ou seja, na verdade, eu acho que foi a realização de um sonho, mas ainda vamos ter que trabalhar muito para consolidar as coisas práticas”.
“Hoje nós temos dezenas de empresas brasileiras investindo em todos os países da América do Sul. Nós precisamos investir na Bolívia, nós precisamos fortalecer o Paraguai, o Uruguai, a Bolívia, que são os países economicamente mais fragéis. Nós temos obrigação de ajudá-los. Porque quanto mais forte economicamente forem os países da América do Sul mais tranqüilidade todos nós vamos ter, mais paz, mais democracia, mais comércio, mais empresas, mais empregos, mais renda, mais desenvolvimento”, disse.
Fonte: Folha Online
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Add comment 26 Maio, 2008
Nilmar visita Curitiba para conhecer sistema de transporte público
Nilmar busca também informações sobre o Sistema de Transporte implantado em Curitiba, que é tido como modelo no Brasil e deu origem até ao sistema de transporte desenvolvido na Colômbia, que leva o nome de Transmilenium.
Transporte Público é uma preocupação da deputada Nilmar. Tanto que ela já visitou vários países para conhecer sistemas que dão certo, como é o caso da Colômbia, onde no ano passado Nilmar esteve com o governador Marcelo Miranda e conheceu o Transmilênium; e em Madri (Espanha), onde a deputada esteve em companhia de um grupo de parlamentares Democratas e conheceu o sistema de transporte implantado na cidade. Tanto na Colômbia, quanto na Espanha, o transporte público passou por um grande avanço e hoje serve de modelo para cidades no mundo todo.
Essa busca por conhecimento sobre sistemas de transporte é uma preocupação da deputada, já que em Palmas há um alto índice de reclamação do serviço.
“A intenção é conhecer sistemas de transporte que dão certo para que a gente possa mostrar para a população de Palmas e do Tocantins os caminhos para a melhoria do serviço”, afirmou Nilmar.
Fonte: A Notícia
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Add comment 26 Maio, 2008
Dólar à vista abre em alta de 0,12% a R$ 1,662 na BM&F
Hoje é feriado nos Estados Unidos e no Reino Unido e não há divulgação de indicadores econômicos por lá. Isso não deve ser sinônimo de calmaria até porque as folgas de boa parte dos mercados internacionais ajudam a manter o petróleo no centro das atenções dos investidores. Na quinta-feira da semana passada (dia 22), o barril da matéria-prima (commodity) ultrapassou os US$ 135 durante a sessão e, hoje, embora ainda abaixo dessa marca, opera em alta.
No mercado doméstico de câmbio, espera-se liquidez abaixo do habitual devido aos feriados externos, o que afasta os investidores estrangeiros. O destaque do noticiário do fim da semana passada, a entrevista do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, à Agência Brasil, deve ter impacto maior no mercado de juros futuros. Mas a agenda doméstica tem outras coisas relevantes.
Os dados da balança comercial da quarta semana de maio (dias 19 a 23, com quatro dias úteis) saem às 11 horas (de Brasília). Depois de vários resultados ruins previstos, mas nem por isso menos frustrantes, nas duas últimas semanas houve melhora no superávit comercial. Também serão anunciados números referentes às contas externas e investimentos estrangeiros diretos (IED). Vale lembrar que a deterioração das contas externas é uma preocupação dos analistas e investidores, que devem acompanhar o resultado de abril com atenção, a partir das 10h30 (de Brasília), com potencial para mexer com os negócios.
A criação do fundo soberano, outro dos fatores recentes de pressão de alta na cotação do dólar será tema do encontro entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e empresários paulistas, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no fim da tarde de hoje, mas eventuais repercussões devem ficar para amanhã. Na sexta-feira da semana passada (dia 23), quando somente parte do mercado operava, os investidores reagiram a declarações de Mantega, que rebateu reportagens veiculadas na imprensa de que a criação do fundo seria adiada. Ele disse que o projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB) já está pronto e passa neste momento pela análise jurídica da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.
Também pode começar a pesar nos negócios a proximidade do fim do mês, quando há vencimento dos contratos futuros de dólar.
Fonte: Agência Estado
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Add comment 26 Maio, 2008
UE questionará EUA sobre subsídios a biocombustível
Documentos confidenciais aos quais o jornal teve acesso mostram que Mandelson e a Comissão Européia assinaram queixas de antidumping apresentadas pelo Conselho Europeu de Biodiesel no mês passado.
Os Estados Unidos serão convidados nesta semana a responderem alegações de que subsídios somando 11 pence (centavos de libra esterlina) por litro nas exportações norte-americanas de B99 (mistura de 99% biodiesel e 1% de diesel) representam competição injusta. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado
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Add comment 26 Maio, 2008
Economia da Tailândia cresce 6% no primeiro trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6% nos primeiros três meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, depois de registrar alta de 5,7% no quarto trimestre de 2007, disse o Comitê Nacional de Economia de Desenvolvimento Social. A alta do PIB ficou dentro da estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires.
A agência de planejamento estatal manteve a previsão de que a economia tailandesa crescerá de 4,5% a 5,5% em 2008, mas reduziu sua estimativa para o superávit comercial no ano de US$ 5,1 bilhões para US$ 1,5 bilhão.
O ministro das Finanças, Surapong Suebwonglee, estima um crescimento de 6% para economia do país neste ano, mas a queda do superávit primário deixa o crescimento econômico mais dependente da demanda doméstica em meio à elevação das incertezas políticas e da alta da inflação.
A agência elevou sua previsão para a inflação em 2008, um reflexo da alta dos preços da energia e das commodities. O órgão espera agora que o Índice de Preços ao Consumidor aumente entre 5,3% e 5,8%, comparado com a estimativa preliminar de uma alta de 3,2% a 3,7%.
O PIB ajustado sazonalmente cresceu 1,4% no primeiro trimestre, ante o período anterior, depois de registrar uma elevação revisada de 1,7% no quarto trimestre do ano passado, disse a agência. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado
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Exportações para Angola superam as para os EUA
Após ter concluído 2007 como sexto mercado, Angola deverá ter ultrapassado os EUA no primeiro trimestre e, até final do ano, também o Reino Unido deverá ser superado, assinala o jornal.
As vendas para Angola deverão ascender a mais de dois mil milhões de euros este ano, ficando atrás apenas de Espanha, Alemanha e França.
Fonte: Dinheiro Digital
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EUA e UE atacam proteção para indústrias do Mercosul
Mas negociadores dos EUA e da UE começaram a advertir que a inclusão de propostas de flexibilidade para o Mercosul proteger setores industriais, se aceitas, tornarão “muito mais difíceis” para Washington e Bruxelas apoiarem um acordo. O Brasil foi incisivo em sua resposta: “Sem esse dispositivo, é uma garantia de que não terá acordo”, retrucou o principal negociador comercial brasileiro, embaixador Roberto Azevedo. Grupos industriais dos EUA e da UE elevaram a voz contra o tamanho das flexibilidades para países em desenvolvimento, mas alvejando, sobretudo, o Mercosul.
O texto do mediador industrial, Don Stephenson, prevê que países em desenvolvimento que integram uniões aduaneiras possam excluir o comércio entre seus membros do cálculo do valor de importações que vai determinar o tamanho da flexibilidade (se o corte acertado for de 60%, certos setores terão redução tarifária de apenas 30%). Para Washington e Bruxelas, o cálculo para as uniões aduaneiras permitirá, no caso do Mercosul, que o Brasil e a Argentina reduzam substancialmente a abertura de seus mercados para produtos industriais.
A influente “neswletter” BNA, de Washington, publica uma estimativa que circula entre os americanos. Por exemplo, se o Brasil optar pelo coeficiente 19-21 (significa corte por volta de 60% nas tarifas) e excluir linhas tarifárias representando 17% das importações, a flexibilidade para o país aumentaria para até 20% de suas linhas tarifárias industriais. No caso da Argentina, a exclusão seria ainda maior, de 32% fora da liberalização.
Para o Brasil, porém, essas cifras são completamente falsas. Foram apresentadas numa videoconferência pelo embaixador americano junto à OMC, Peter Allgeier. Quando o Brasil reagiu, alguns assessores americanos teriam admitido que não estavam seguros de suas conclusões. O embaixador Azevedo diz que os cálculos que Washington defende levariam o Brasil a excluir menos da metade do que o texto industrial está propondo, ou seja, menos de 7% das linhas tarifárias.
Isso porque os países industrializados tentam forçar os do Mercosul a assumir compromisso como parte de uma união aduaneira, mas querem que calculem de forma isolada o valor de comércio para aplicar a proteção para suas indústrias. Significa que a margem de manobra para cada país, com setores diferentes para proteger, diminui bastante.
Se o Brasil designar papel de impressora como linha tarifária a proteger, mas a Argentina, Uruguai e Paraguai não escolherem esse produto e já tiverem esgotado sua margem de exceções, é o corte geral na Tarifa Externa Comum (TEC) que vai predominar – ou seja, o corte maior. “O que querem do Mercosul é completamente assimétrico, desproporcional e não aceitaremos essa discriminação”, avisou o representante brasileiro.
Para negociadores brasileiros, os EUA e a UE querem de fato é arrancar moeda de troca na área industrial, como acordos setoriais (acelerar a liberalização em determinados setores, como químicos ou equipamentos). Para o Brasil e a Argentina, porém, os ganhos na área agrícola, como redução de subsídios e de tarifas, já estão ocorrendo na atual crise alimentar. E não vêem por que, nesse cenário, pagar mais na área industrial.
Já na negociação agrícola, o Brasil quer pressionar para o texto de compromisso não perder a ambição liberalizante. Considera que, como está escrito, o documento abre exceção em cada parágrafo para atender aos mais diferentes interesses protecionistas. Na semana passada, depois de ter divulgado seu texto de compromisso, o mediador industrial foi indagado se estava confiante, otimista ou esperançoso sobre a Rodada Doha. “Estou desesperado”, respondeu. Nesta semana, ele poderá ter mais razões para esse estado de espírito.
Fonte: Valor Econômico
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 26 Maio, 2008
Exportador abre conta no exterior
Pela experiência atual com seus clientes, os bancos calculam que de 20% a 25% do total das receitas com exportação deverão ficar no mercado externo em um ambiente como o atual, no qual os juros para aplicações no mercado interno, em reais, são atrativos. Considerando-se os US$ 160 bilhões de exportações brasileiras em 2007, seriam de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões no mercado externo.
Na maior parte, ficam no exterior recursos para capital de giro destinados a pagamentos de importações, dívida, juros ou dividendos no exterior. O prazo de permanência dos recursos na conta fora do país tem sido de 30 a 90 dias. Os ganhos operacionais, administrativos, fiscais (IOF de 0,38% sobre o câmbio financeiro) e com o fim do pagamento do spread entre a compra e a venda do câmbio são os atrativos.
“A nossa conta no exterior foi aberta para facilitar o fluxo de pagamentos e reduzir custos nas transações internacionais como emissão de contratos de câmbio e despesas com banqueiros na emissão das ordens de pagamento”, conta Carlos Roberto Cintra, diretor financeiro da Democrata Calçados, que fatura R$ 140 milhões por ano, dos quais US$ 30 milhões com exportação. Ele diz que a conta, aberta em 2007 no Citigroup em Nova York, é usada para pagamentos de compromissos como importações, comissões de vendas, feiras no exterior e para investimentos no mercado financeiro.
Foi em agosto de 2006 que as empresas brasileiras passaram a poder deixar suas receitas com exportação fora do país. Mas, inicialmente o máximo permitido era 30%. Era necessário uma prestação de contas muito detalhada à Receita para provar que não haviam ficado fora mais do que os 30%. Inicialmente, as empresas maiores e com sistemas de gestão de caixa mais desenvolvidos foram as principais interessadas. Nomes como Votorantim, Scania, Samarco, Sadia, Embraer, Paranapanema e Braskem saíram na frente.
Agora, desde março, as empresas podem deixar no exterior 100% do obtido com as exportação. “O desconforto para provar no dia-a-dia quanto ficava lá fora e quanto vinha para dentro acabou e ter a conta no exterior ficou mais fácil”, diz Henrique Teixeira, responsável pela área de gestão de caixa de empresas que o Deustche Bank está montando no Brasil. A área conta hoje com 12 pessoas e mais oito deverão integrar o time até o final do ano. O próprio Teixeira foi tirado do Citigroup e está no Deutsche desde fevereiro.
“O banco viu uma oportunidade no negócio e trouxe seu sistema global de gestão de caixa ao Brasil”, conta Teixeira. O Deutsche já tem mais de 70 contas abertas, das quais cerca de 40 neste ano.
“O movimento tem crescido, pois, agora, os exportadores não precisam mais de tantos controles para abrir contas no exterior”, concorda Caio Marcelo Canton, diretor de gestão de caixa global para empresas do Citibank, com mais de 220 contas abertas. “Até as empresas pequenas e médias têm mostrado interesse em deixar recursos lá fora”, afirma.
Na nova e mais simples dinâmica, desde o início de março, a principal exigência é prover a Derex, a Declaração de Recursos no Exterior, para a Receita Federal, explica Canton. Com isso, nos últimos 12 meses, a abertura de contas pelas empresas brasileiras cresceu 30% no Citigroup. O total de recursos nessas contas teve aumento de 58% e os investimentos em portfólio dos clientes no exterior tiveram expansão de 36%.
Por causa dessa explosão de demanda, o Citigroup está ampliando o leque de fundos oferecidos às empresas. “Apresentamos mais alternativas de investimento em ações e em fundos multimercado”, afirma. O banco está trazendo ao Brasil um instrumento consultivo usado pelas empresas nos Estados Unidos, o chamado “treasury vision”, por meio do qual a empresa pode olhar sua posição de caixa nas mais diferentes contas nos mais diferentes países e, inclusive, em outros bancos.
“O ritmo de abertura de contas realmente aumentou”, concorda José Augusto Durand, responsável pela mesa de clientes do Itaú BBA. “Com a possibilidade de deixar os 100% no exterior, ficou mais fácil para os clientes controlar a conta e as médias empresas se animaram mais”, completa Mário Brugnetti, diretor de gerenciamento de caixa para empresas do Itaú BBA. Segundo ele, o ritmo aumentou 30%. Hoje, o Itaú BBA já tem cerca de 50 contas abertas para clientes.
O Banco do Brasil também notou demanda explosiva e já abriu 100 contas no exterior, diz o diretor Nilo Panazzolo. Recentemente, o banco fechou acordo com a empresa de software Softway e está recomendando aos clientes a utilização dos programas de gestão de caixa no exterior oferecidos pela empresa, que falam com o sistema interno do cliente do BB, com o Sisbacen, do Banco Central, e geram o Derex automaticamente, diz.
O ABN AMRO percebeu um aumento de 50% a 60% no interesse das empresas exportadoras em abrir contas no exterior, informa João Consiglio, diretor de produtos. No total, o banco já abriu 200 contas. “São empresas grandes, médias e até mesmo pequenas”, afirma.
O Citigroup pode abrir conta para seus clientes em 123 países, enquanto o Deutsche pode abrir em mais de 30 e o BB, em 23. Mas as cidades mais procuradas pelas empresas brasileiras por enquanto têm sido Nova York e Londres, além de paraísos fiscais tradicionais. A demanda pela abertura de contas em Cingapura, Hong Kong e Pequim tem crescido.
Fonte: Valor Econômico
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Add comment 26 Maio, 2008
Importação ameaça setores intensivos em tecnologia
As indústrias de produtos eletrônicos, instrumentos médicos e de automação estão na mira do governo. Um estudo realizado pelo BNDES indica que essas são as áreas que mais sofrem a concorrência de importados e podem sucumbir a um processo de desindustrialização no longo prazo, caso não sejam realizados investimentos para a modernização e o aumento da capacidade instalada dos seus parques industriais.
Entre 2004 e 2007, o complexo eletrônico, por exemplo, apresentou aumento anual de 26,4% nas importações e de 12% na produção, para atender a uma elevação no consumo de 16,9%. Na área de instrumentação médica e de automação industrial, as importações registraram incremento de 35,1% ao ano, muito superior ao aumento médio de 6% na produção. No período, o consumo aparente no país cresceu 21,2% por ano.
“O consumo de itens que têm dependência maior de importados cresceu. Não é um processo exclusivo do Brasil”, afirma Fernando Puga, assessor da presidência do BNDES. Ele observa que esses setores normalmente registram saltos de crescimento no períodos em que há aumento da renda das famílias e da oferta de crédito. “Não é que haja um processo de desindustrialização. A produção no país se mantém mais ou menos no mesmo patamar de dez anos atrás. Como o consumo cresce, a participação de importados aumenta.”
Para Puga, o coeficiente de importação deve apresentar mais elevações, mas em patamares inferiores aos verificados nos últimos dois anos. “Também houve aumento das importações de máquinas, que puxam o aumento da capacidade das indústrias e ajudam a reduzir a dependência de importados no longo prazo.”
O segmento de máquinas e equipamentos registrou no período de 2004 a 2007 elevação anual de 11,1% no consumo, com incremento de 8,8% ao ano na produção e de 19,8% nas importações. Fernando Sarti, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também considera positivo o aumento das importações com crescimento do nível de atividade, ainda que este último ocorra em escala menor. “Não é preciso internalizar todos os segmentos. Mas no setores que já têm parque industrial no país e que não têm capacidade de atender à demanda, nesses é importante estimular investimentos”, afirma. Sarti cita os setores de autopeças, químico e de produtos eletrônicos como os que necessitam investimentos para ganharem competitividade.
Júlio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), alerta para o risco de “esvaziamento da produção”. “A indústria de bens de capital está ficando oca, como a de eletrônicos. Os setores importam partes e peças para produzir máquinas e equipamentos. A produção cresce, mas o valor agregado, não. Esse movimento também ocorre em outros setores, mas agora não se sente porque o país passa por um crescimento vigoroso”, avalia Almeida.
Puga, do BNDES, pondera que investimentos em máquinas e equipamentos e na cadeia automotiva devem levar a um aumento da capacidade instalada e a uma menor dependência de importados no longo prazo. No setor químico, a preocupação recai principalmente sobre a área de fertilizantes, que tem grande peso nas importações. De acordo com o estudo do BNDES, as importações do setor cresceram 10,4% ao ano desde 2004, enquanto a produção nacional, 2,6%. “Os novos investimentos da Petrobras em gás natural permitirão o incremento da produção”, afirma Puga.
Fonte: Valor Econômico
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Add comment 26 Maio, 2008