Archive for Maio 14th, 2008

Santos reduz previsão de crescimento

A acentuada queda nas exportações pelo porto de Santos e o baixo crescimento das importações provocaram um saldo negativo de 6,2% no total de cargas movimentadas no primeiro trimestre, com efeitos inusitados nas projeções para 2008. A Codesp, administradora estatal do complexo portuário, que havia estimado um crescimento de 6,4% para 86 milhões de toneladas neste ano, reviu esse dado para apenas 2,9%, o que representa uma perda de carga equivalente a 3,2 milhões de toneladas.

O fator cambial, nas exportações, e a greve dos auditores fiscais da Receita, nas importações, são atribuídos como pesos negativos no desempenho do porto, cuja receita, como para a maior parte do segmento de logística, depende de volumes movimentados.

Fonte: Valor Econômico

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Europeus avaliam se incentivos ferem regras

A União Européia (UE) avaliará os incentivos dados pela política industrial anunciada pelo Brasil. Bruxelas quer saber se as medidas não ferem os acordos internacionais que proíbem os subsídios à produção industrial. “Vamos estudar cuidadosamente cada uma das medidas para ver se são compatíveis com as regras internacionais”, disse uma fonte em Bruxelas. Segundo a UE, a idéia, no momento, não é abrir uma disputa contra o Brasil. “Nem sabemos ainda como essas medidas serão implementadas”, explicou outro funcionário da UE em Brasília.

Nos últimos meses, a UE esteve de olho nas medidas de incentivo dadas pelo Brasil à sua indústria. A MP do Bem chegou a ser avaliada também pelos europeus. A iniciativa de Bruxelas demonstra a atenção que o velho continente está dando ao País e a uma eventual concorrência no setor industrial por parte dos países emergentes.

A China já foi questionada na Organização Mundial do Comércio (OMC) por sua política industrial. Pelas regras internacionais, os subsídios à produção de manufaturas são proibidos. Outros programas criados pelo governo Lula para incentivar a produção industrial e a Zona Franca de Manaus também já foram questionados pelas grandes potências comerciais, mas nunca chegaram aos tribunais da entidade, como no caso chinês.

Washington cobrou do Brasil, no mês passado, explicações sobre a MP do Bem, alegando que as medidas poderiam ser distorcidas e dar vantagens às indústrias brasileiras nas exportações. Criada em junho de 2005, a medida estabelece uma série de incentivos para o setor industrial e tenta promover investimentos, além de uma redução de carga tributária no setor produtivo. Na época, dúvidas foram levantadas sobre eventuais violações às regras da OMC, que há décadas proíbem subsídios ao setor industrial.

Entre as principais preocupações em relação à MP do Bem estavam o Recap, que suspende o PIS e a Cofins nas vendas e importação de novas máquinas e equipamentos para as empresas que tenham mais de 80% de lucros vindos de exportações. Há um ano, Washington fez uma série de questionamentos e alertou que os programas poderiam ser vistos como subsídios ilegais ao setor industrial, o que seria proibido pelas regras da OMC. Os europeus também fizeram estudos sobre os programas, mas nunca chegaram a levar o caso à OMC.

Fonte: Jornal do Comércio

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Exportação de lácteos dispara até abril

Entre janeiro e abril deste ano, o valor exportado pelo Brasil em lácteos já equivale à quase metade do que foi vendido ao exterior pelo setor em 2007 inteiro. A receita com os embarques desses produtos alcançou US$ 152,2 milhões nos primeiros quatro meses do ano, 158% mais do que os US$ 59 milhões de igual período de 2007, de acordo com números do Ministério de Desenvolvimento compilados pela Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) .

A oferta internacional mais contida num momento de demanda aquecida segue sustentando as exportações de lácteos do país, que somaram 42,7 mil toneladas, 48,2% mais do que entre janeiro e abril de 2007. Segundo a CNA, que em seus cálculos não considera as vendas externas de doce de leite e leite em pó modificado, o saldo da balança comercial dos lácteos ficou em US$ 88,5 milhões no período, quando as importações somaram US$ 63,7 milhões. No mesmo intervalo de 2007, o saldo havia sido de apenas US$ 6,5 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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UE de olho no pacote da indústria

A União Européia (UE) avaliará os incentivos dados pela política industrial anunciada pelo Brasil. Bruxelas quer saber se as medidas não ferem os acordos internacionais que proíbem os subsídios à produção industrial. “Vamos estudar cuidadosamente cada uma das propostas para ver se são compatíveis com as regras internacionais”, disse uma fonte. Segundo a UE, a idéia, no momento, não é a de abrir uma disputa contra o Brasil. “Nem sabemos ainda como essas ações serão implementadas”, explicou outro funcionário da UE em Brasília. “Mas vamos analisá-las.”

Nos últimos meses, a UE esteve de olho nas iniciativas de incentivo dados pelo Brasil à sua indústria. A MP do Bem também chegou a ser avaliada pelos europeus. A iniciativa de Bruxelas demonstra a atenção que o velho continente dá ao País e a uma eventual concorrência no setor industrial por parte dos países emergentes.

A China já foi questionada na Organização Mundial do Comércio (OMC) por sua política industrial. Pelas regras internacionais, os subsídios à produção de manufaturas são proibidos. Outros programas criados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva para incentivar a produção industrial e a Zona Franca de Manaus também já foram questionados pelas grandes potências, mas nunca chegaram aos tribunais da entidade, como no caso da China.

Do bem – Washington cobrou do Brasil, no mês passado, explicações sobre a MP do Bem, alegando que as medidas poderiam ser “distorcidas” e dar vantagens às indústrias brasileiras nas exportações. Criada em junho de 2005, a MP estabelece uma série de incentivos para o setor industrial e tenta promover investimentos, além de uma redução de carga tributária no setor produtivo. Na época, dúvidas foram levantadas sobre eventuais violações às regras da OMC, que há décadas proíbem subsídios ao setor industrial.

Entre as principais preocupações americanas em relação à MP do Bem estavam o Recap, que suspende a cobrança de PIS e Cofins nas vendas e importação de novas máquinas e equipamentos para as empresas que tenham mais de 80% de lucros vindos de exportações. Há um ano, Washington fez também uma série de questionamentos e alertou que os programas poderiam ser vistos como subsídios ilegais ao setor industrial.

A iniciativa da Casa Branca não representa a abertura de uma disputa legal, como no caso das queixas do Canadá contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) há seis anos, quando os programas de apoio tiveram de ser modificados.

O debate deixa claro que o tema está no radar de política comercial dos Estados Unidos. A Casa Branca não poupou nem mesmo o ICMS. E questionou por que o Rio de Janeiro cobra uma taxa de apenas 2% para fabricantes locais, ante 19% de ICMS para os demais. A resposta do governo é de que o imposto vale também para produtos importados.

Fonte: Diário do Comércio-SP

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Governadores pedem ferrovias no PAC

Governadores do Paraná, de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Frente Parlamentar em Defesa do Ramal da Ferroeste, estão empenhados em incluir no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) pleitos e os estudos de ferrovias em projetos.

Em Florianópolis, ontem, uma reunião agendou encontro com a ministra Dilma Roussef. “A idéia é integrar todos os projetos existentes”, diz o deputado estadual, Pedro Uczai (PT-SC). A articulação é uma resposta à ministra Dilma que cobrou projetos para o PAC, principalmente de ferrovias.

A expansão da Ferroeste prevê a construção de um ramal de 440 km entre Cascavel (PR) a Maracaju (MS) e a criação de outro, de 300 km, que partirá de Guarapuava, sudoeste do Paraná e se estenderá até Chapecó (SC). Os investimentos somariam R$ 1,3 bilhão. “É uma ferrovia viável, que se paga” diz o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

Em Santa Catarina, outro pleito é de ligar Chapecó a três portos (São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba), num trajeto de 700 km e que absorveria investimentos de US$ 1,5 bilhão.

O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, quer levar a linha até Maracaju (MS), a 80 km de Dourados (MS). A localização estratégica garante para Mato Grosso do Sul novas alternativas de escoamento para uma produção que já bate as 10 milhões de toneladas/ano.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Vincenzo Mastrogiacomo, afirma que Santa Catarina importa 5 milhões de toneladas de grãos do Paraná e do Mato Grosso do Sul. “Cada quilômetro de uma estrada de ferro custa US$ 1 milhão. Dessa forma, a ligação para os portos catarinenses custaria cerca de US$ 300 milhões, o que é considerado um custo possível”, diz. Lino Gomes, da Ferroeste, afirma que só a movimentação de grãos em Santa Catarina justificaria a construção do ramal.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Petróleo em alta ajuda a Petrobrás

Os números da Petrobrás no primeiro trimestre foram bem recebidos pelos analistas. O lucro líquido de R$ 6,92 bilhões superou as expectativas e as ações da empresa registraram alta. A alta dos preços do petróleo foi decisiva para o resultado (ontem à tarde, o barril estava cotado a US$ 126,98 na Bolsa Nymex) e respondeu por R$ 1,682 bilhão do lucro operacional, segundo a empresa.

Entre os primeiros trimestres de 2007 e 2008, o preço médio de venda do petróleo brasileiro passou de US$ 47,79 para US$ 86,13 o barril. A alta foi de 80,2%, mas a cotação é cerca de US$ 10 inferior à do tipo Brent, porque o óleo extraído no País é pesado e tem menor valor.

No período, o custo de extração em reais pouco variou (respectivamente, R$ 15,20 e R$ 15,16 o barril), mas o ônus das participações governamentais cresceu de R$ 18,92 para R$ 28,04 por barril. A União, os Estados e os municípios ganharam com a alta dos preços.

A empresa pagou caro pela demora no reajuste dos preços de combustíveis: o refino, uma de suas atividades básicas, registrou prejuízo de R$ 566 milhões. É uma anomalia que tende a ser atenuada com o aumento de 15% do diesel e de 10% da gasolina entregue nas refinarias, desde 1º de maio.

Os investimentos aumentaram de R$ 8,3 bilhões para R$ 10,197 bilhões, valor que parece pequeno em vista de um aumento de apenas 2% na produção de óleo e gás natural, repetindo o mau desempenho do início de 2007.

A geração de caixa cresceu, mas não o suficiente para custear os investimentos. Com isso, o endividamento líquido aumentou de R$ 26,670 bilhões para R$ 31,753 bilhões entre os primeiros trimestres de 2007 e 2008. E, cotejando 31/3/2007 com 31/3/2008, o saldo de caixa diminuiu de R$ 20,463 bilhões para R$ 11,560 bilhões.

O lucro da Petrobrás entre janeiro e março foi influenciado favoravelmente pela base de comparação. No primeiro trimestre do ano passado, o balanço acusou despesas extraordinárias, da ordem de R$ 2 bilhões, com o fundo de pensão Petros e com a valorização do real.

Agora, será preciso gerar mais caixa e mais lucros para financiar investimentos que passarão de R$ 45 bilhões, em 2007, para R$ 54 bilhões, neste ano. Sobretudo o custo da produção e extração de óleo da camada pré-sal será substancialmente mais elevado, tornando mais onerosa a política de segurar os reajustes de produtos finais e obrigando ao aumento do endividamento.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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ALL vira o jogo com carga recorde

Com aumento de recorde 18% no volume transportado no primeiro trimestre, a América Latina Logística (ALL) registrou lucro de R$ 22 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 19,2 milhões registrado no ano anterior. A receita bruta da ALL em 2008 subiu 18,8%, atingindo R$ 580 milhões. O diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Sérgio Pedreiro, disse que além do crescimento do volume transportado a companhia apresentou também melhora na eficiência operacional, principalmente na malha da antiga Brasil Ferrovias.

“No período tivemos aumento da produtividade de 4%, muito em função dos investimentos realizados no trecho da Brasil Ferrovias, principalmente em São Paulo”, disse Pedreiro. Na antiga Fepasa, havia até trilhos de 1940, data do início da ferrovia.

No primeiro trimestre o volume transportado foi de 7 bilhões de toneladas por quilômetro-útil (TKU), crescimento de 18% no comparativo com o mesmo período do ano passado. No resultado consolidado, incluindo as operações na Argentina, o crescimento foi de 14% em volume consolidado, para 7,9 bilhões de TKUs. “O aumento da safra também proporcionou essa elevação e manteve a participação do transporte de grãos no movimento da ALL”, ressaltou. Hoje, a área de industrializados eqüivale a 30% do transporte total da companhia contra 70% do transporte de grãos.

Fonte: Gazeta Mercantil

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TAM aumentará preço das passagens aéreas

A TAM informou ontem que planeja aumentar o seu yield (preço pago por cliente por quilômetro transportado) até o final do ano, como forma de amenizar a alta do preço dos combustíveis. Segundo Líbano Barroso, vice-presidente de finanças e de relações com investidores da companhia aérea, ao final do ano o yield doméstico deverá estar 7% maior do que em 2007. Já o yield dos vôos internacionais deve crescer 5% em dólares. “Os aumentos serão aplicados ao longo do ano, de modo a não reduzir a porcentagem de assentos ocupados nos vôos”, informou.

O executivo lembrou que, mesmo com essa alta, não haverá recuperação do yield perdido entre 2006 e 2007. A alta no preço das passagens tem como meta diminuir o impacto do preço dos combustíveis. No primeiro trimestre, por exemplo, o gasto com combustíveis subiu 48,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$844,8 milhões. Em conseqüência, o Cask (custo por assento por quilômetro) da TAM cresceu 2,1%, enquanto que o Cask sem contar combustíveis caiu 5,5%.

A empresa espera que o preço médio do barril de petróleo do tipo WTI, negociado em Nova York, fique em média entre US$115 e US$120 o barril em 2008. Na virada do ano, o preço médio esperado era bem menor, na casa dos US$90. Mas parte do aumento dos combustíveis também será amenizada graças a alguns mecanismos de hegde (proteção financeira). Segundo Barroso, cerca de 38% dos gastos com combustíveis estão com essa proteção.

Lucro – A companhia aérea TAM teve lucro líquido de R$2,655 milhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa uma queda de 95,53% em relação ao balanço registrado nos três primeiros meses do ano passado (R$ 59,433 milhões). Já a receita líquida da empresa totalizou R$2,260 bilhões, frente ao volume de R$1,834 bilhão apurado em igual período de 2007. O Ebitdar, geração de caixa antes do leasing de aviões, caiu de R$340,399 milhões de janeiro a março do ano anterior para R$271,508 milhões no primeiro trimestre deste ano.

Fonte: Correio da Bahia

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Ocean Air continuará operando em Salvador

Apesar de informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de que a Ocean Air iria cancelar vôos em 16 cidades do país, a empresa aérea anunciou ontem que vai continuar com suas operações em pelo menos 25 dos 37 destinos nacionais onde estava presente, incluindo Salvador. A companhia vai deixar de voar para 12 cidades brasileiras a partir do próximo dia 27 de maio e irá demitir cerca de 600 funcionários, que já estão sendo comunicados.

Em nota, a Ocean Air aponta a alta do preço dos combustíveis e a necessidade de maior eficiência operacional como fatores determinantes para que decidisse cancelar suas operações em cidades onde o pequeno número de usuários não cobriria os custos de operação. Segundo a Anac, entre as localidades que terão vôos cancelados está a cidade baiana de Vitória da Conquista. Com a decisão, a frota da Ocean Air será reduzida de 16 para dez aviões, todos modelos Fokker Mk-28, com cem assentos.

Fonte: Correio da Bahia

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