Archive for Abril 24th, 2008
Pórtico-guindaste do dique seco já está no porto
Já está dentro da área do porto organizado do Rio Grande o pórtico-guindaste adquirido pela WTorre/Estaleiro Rio Grande para o primeiro dique seco de grande porte do País, em construção no Superporto rio-grandino. Ele está a bordo do navio Zhen Hua 20, especial para esse tipo de transporte, que o trouxe da China e atracou, na tarde de ontem, nos Dolphins, localizados entre o terminal da Termasa e o Tecon. O equipamento saiu da China em 4 de março e estava fora da Barra do Rio Grande desde o último dia 13, aguardando a retirada da linha de transmissão de energia elétrica para São José do Norte, que atravessa o canal de acesso ao porto para poder entrar.
A retirada do último cabo aéreo da linha de transmissão ocorreu na manhã de ontem, começando às 8h e terminando às 11h50min. E às 13h foram iniciados os trabalhos para a entrada do pórtico que, às 14h08min entrou na área dos Molhes da Barra e seguiu pelo canal de acesso. Às 14h25min, o navio com o equipamento passou entre as torres da linha de transmissão e minutos depois chegou ao ponto de atracação. A remoção da linha foi necessária porque as torres auxiliares de montagem que o acompanham têm altura de aproximadamente 100 metros, enquanto os cabos aéreos estavam a 72 metros do nível da água.
Conforme o engenheiro naval Neocélio Marinho, da WTorre, o pórtico-guindaste, construído pela empresa ZPMC (Zenhua Port Machinery Company), de Shanghai, veio desmontado, em duas partes, e por isso está com 45 metros de altura. Depois de montado, ficará com 90 metros de altura.
Engenheiros chineses responsáveis pela montagem do equipamento vieram com o navio. O guindaste de aço, de 130 metros de vão, com capacidade para levantamento de cargas de até 600 toneladas, ficará no local de atracação até 10 ou 15 de maio.
Até lá, serão feitos os preparativos para descarga e a montagem total do equipamento que, pronto, pesará 2,8 mil toneladas, segundo Marinho. Ele irá para o dique seco já montado e ficará entre os dois cais que compõem as laterais do dique. Trata-se de um guindaste sobre trilhos, que transportará blocos construídos nas oficinas do dique e colocará no navio ou plataforma em montagem.
Linha de transmissão
Nesta quinta-feira, a HotLine, empresa contratada pela WTorre para fazer a substituição dos cabos aéreos da linha de transmissão de energia para São José do Norte, começa a instalação de novos condutores aéreos, mais flexíveis e de maior resistência mecânica, que permitirão a entrada de outras estruturas no Porto do Rio Grande, uma vez que podem ser tracionados. Um exemplo é o porta-batel que o navio Zhen Hua 19 trará em maio, também da China, para o dique seco. Conforme a engenheira eletricista Monalisa Braga, da HotLine, desta vez serão instalados quatro cabos, que é o padrão. A linha anterior tinha cinco. Será um pára-raio, no qual serão instaladas 15 esferas sinalizadoras, e três condutores.
A instalação começa pelo cabo pára-raio. Concluída a colocação dos novos cabos, São José do Norte voltará a receber energia da CEEE. Desde a última sexta-feira, o Município é abastecido por três grupos de geradores. Posteriormente, os cabos aéreos serão substituídos por subaquáticos.
Fonte: Jornal Agora
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 24 Abril, 2008
Dubai enviará missão empresarial ao Rio Grande do Sul
A delegação governamental gaúcha que está em Dubai para apresentar as potencialidades gaúchas nas áreas de investimentos recebeu da Câmara de Comércio e Indústria daquela cidade solicitação para que seja organizado um programa de visitas para uma missão empresarial ao Rio Grande do Sul.
Para o secretário Luiz Fernando Záchia, tanto o diretor executivo de Serviços Comerciais como o diretor de Relações Internacionais da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai mostraram interesse em conhecer o Estado.
A função da Câmara do Comércio e Indústria é a de representar e incentivar o desenvolvimento das empresas locais, além de promover a competitividade global dos negócios baseados em Dubai, bem como estabelecer oportunidades de parcerias em negócios internacionais.
A delegação que viajou de Hannover, na Alemanha, para Dubai é integrada, além do secretário Luiz Fernando Záchia, pelos secretários da Fazenda, Aod Cunha, da Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, e do Meio Ambiente Carlos Otaviano Brenner de Moraes.
Em Dubai, a delegação gaúcha manteve, ainda, encontro com o secretário-geral do Departamento de Municipalidades, Jassim M. Bin Darwesh. A função desse departamento é criar uma cidade por excelência em diversas áreas, sendo uma das principais propulsoras do desenvolvimento recente da cidade. Sua atuação se estende à habitação, ao lazer, à segurança, à saúde e à educação, inclusive ao licenciamento ambiental.
Nesta quinta-feira, 24, a delegação gaúcha, que inclui também a presidente da Caixa RS, Susana Kakuta, e a diretora-presidente da Fepam, Ana Pellini, terá, às 10h, uma reunião com a Jafza – Jebel All Free Zone Authority e DP World – zona de livre comércio em Dubai, considerada uma das maiores do mundo. Isenta de taxas e burocracias, ela fomenta o desenvolvimento dos negócios na região. A DP Wordl é uma das quatro grandes empresas portuárias mundiais. Vinculada ao governo de Dubai, mantém operações em mais de cem países e nos cinco continentes.
O programa prevê, também, reunião com dirigentes da empresa Masdar, em Abu Dhabi, que desenvolve o Projeto Cidade. Considerada uma das iniciativas mais inovadoras do governo dos Emirados Árabes Unidos, a idéia é criar uma cidade futurística, no meio do deserto, em que se defende o lema “Zero Carbono, Zero Desperdício”.
Numa parceria com instituições mundialmente renomadas, a Masdar será uma cidade que utilizará 100% de energias renováveis, não poluirá o ambiente e ainda reciclará todo o lixo que produzir. Numa área de cinco quilômetros quadrados, seus futuros 50 mil habitantes terão à disposição tecnologia e infra-estrutura previstas como das mais avançadas do planeta. Companhia privada de capital social, a Masdar Abu Dhabi Future Energie Company (ADFEC), estabelecida em Abu Dhabi e controlada pela Companhia de Desenvolvimento Mudabala, foi designada para conduzir o projeto Masdar e patrocinar o desenvolvimento de energias avançadas e de tecnologias sustentáveis.
Fonte: Jornal Agora
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Câmbio alivia alta do combustível para aéreas brasileiras
O sinal vermelho no setor aéreo mundial acendeu com os contínuos recordes na cotação do petróleo. No Brasil, espera-se que as companhias aéreas registrem um forte crescimento na conta do combustível, que pode se transformar em aumento no preço das passagens. Ao menos nas operações domésticas, porém, as empresa nacionais ainda contam com a desvalorização do dólar para compensar o avanço do combustível.
“As companhias brasileiras ainda não estão numa situação alarmante como a que se vê entre as empresas aéreas no exterior”, afirma Daniela Bretthauer, analista de aviação do banco Goldman Sachs. “Mas elas vão sofrer um impacto grande com aumento do preço do petróleo, ainda que isto não seja tão visível agora”, diz. O combustível costuma ser o maior gasto na conta de uma empresa aérea. No quarto trimestre do ano passado, esse item representava 30% e 36% dos custos operacionais da TAM e da Gol, respectivamente.
Fonte: Valor Econômico
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Governo barra exportação de arroz
Como efeito direto da crise mundial de alimentos e por temer o desabastecimento interno, o governo proibiu por tempo indeterminado a exportação de arroz do estoque público, administrado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O governo também cogita intervir no milho.
O estoque de arroz da Conab é avaliado em 1,6 milhão de toneladas. O Ministério da Agricultura se reúne hoje para discutir os novos leilões do cereal da Conab e eventuais medidas para impedir a venda ao exterior mesmo dos produtores.
Os leilões da Conab servem justamente para evitar uma disparada de preços e eventuais efeitos no índice de inflação. Tradicionais âncoras da estabilidade, os preços dos alimentos vêm subindo recentemente.
Se as medidas forem insuficientes, o Ministério da Agricultura admite adotar barreiras. “Temos que dar segurança de que não faltará arroz, de que os preços não irão disparar e de que não haja especulação, além da que ocorre no mercado mundial. Se for necessário, adotaremos barreiras”, disse o ministro Reinhold Stephanes.
Hoje, o governo só dificulta a exportação de um produto agrícola, o couro wet blue, via imposto de exportação.
A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) acompanha o assunto com “apreensão”. “Estamos bastante apreensivos sobre qualquer intervenção estatal para a exportação de produtos agrícolas. Na Argentina, isso quase chegou a uma guerra civil”, disse Ricardo Cotta, superintendente técnico da instituição.
A exportação de arroz foi suspensa na semana passada, quando o governo recebia a 30ª Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
O que pesou na decisão do governo brasileiro foi a suspensão das vendas de tradicionais países exportadores da Ásia, como Camboja, Indonésia, Malásia, Cazaquistão, Vietnã, Egito e Índia. Desde o mês passado, esses países vêm restringindo as exportações. A proibição adotada pelo Brasil veio a público ontem, durante um comentário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Todo mundo quer comprar arroz, e o país não tem estoque que nos permita abrir mão de parte da produção. O Brasil foi obrigado a parar porque não pode deixar o mercado interno correndo risco”, disse.
Após a venda de cerca de 500 mil toneladas, países africanos e da América do Sul consultaram o Brasil sobre a possibilidade de exportação de outras 600 mil toneladas, mas o embarque foi negado.
O Brasil não é um exportador tradicional de arroz. Segundo Stephanes, não há risco imediato de falta de arroz no mercado doméstico. “Temos que tomar cuidado porque podemos ter problemas daqui a cinco ou seis meses.”
Milho
O risco de desabastecimento, embora em menor nível, abrange o milho. Stephanes disse que o excedente no país é de 12 milhões de toneladas. “Embora a folga seja relativamente grande, se não conseguirmos prever possibilidade de importação, diria que todos os mecanismos possíveis devem ser adotados para assegurar o abastecimento, ainda mais porque se trata de um insumo para a produção de carnes e leite”, disse o ministro.
Segundo Stephanes, o monitoramento mais acurado do milho leva em conta a maior demanda mundial e a possibilidade de menor oferta em dezembro e janeiro, na entressafra.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Petrobras investirá R$4 bi na Bahia até 2012
A Petrobras está executando um plano de investimentos para a Bahia orçado em quase R$4 bilhões até 2012. Entre as obras em andamento, está a construção, no município de Candeias, da primeira usina de biodiesel da empresa no Brasil. Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que ontem participou de uma palestra para professores e alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), já foram investidos na planta cerca de R$78 milhões. A unidade, cuja inauguração foi confirmada para o final deste semestre, irá produzir 57 milhões de litros de combustível por ano, a partir de dendê, algodão, girassol, mamona e outras oleaginosas fornecidas por pequenos produtores ligados à agricultura familiar.
Além da usina, os investimentos da companhia no estado incluem ainda a implantação de duas novas unidades de produção na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em São Francisco do Conde, projeto orçado em R$1,5 bilhão. Com a ampliação, a refinaria poderá, a partir de 2010, produzir diesel e gasolina com menor teor de enxofre. As obras serão iniciadas em janeiro de 2009 e devem durar dois anos. Durante esse período, serão gerados cerca de cinco mil postos de trabalho no território baiano.
Combustíveis – Durante o encontro na Ufba, o presidente da Petrobras, ao lado do reitor Naomar de Almeida, preferiu não comentar sobre a possibilidade de reajuste no preço dos combustíveis. O dirigente acredita que o valor do petróleo, que no início da semana ficou em US$120 o barril, tende a se estabilizar em alta devido à queda dos estoques. Enquanto isso, o cenário atual é de equilíbrio entre demanda e oferta do produto, em torno de 86 milhões de barris por dia.
Gabrielli defendeu ainda mudanças na Lei do Petróleo, que regula o setor no Brasil, sobretudo em relação ao risco exploratório para futuros contratos de concessão nos blocos do chamado pré-sal, área que engloba reservas já testadas como Tupi, Júpiter e Carioca. Ele citou como exemplo o campo de Tupi, na Bacia de Santos, onde as concessionárias, incluindo a Petrobras, já investiram US$240 milhões. “Na época foi um risco que deu certo. Mas hoje não existe mais risco porque as reservas já estão identificadas, estimadas entre cinco e oito bilhões de barris”, argumentou.
Fonte: Correio da Bahia
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Ford sai do prejuízo e lucra US$ 100 mi no 1º trimestre
A montadora americana de veículos Ford anunciou hoje que obteve um lucro líquido de US$ 100 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra um prejuízo de US$ 282 milhões em igual período do ano passado. O resultado positivo foi atribuído a reduções de custo na América do Norte e ao forte desempenho de suas operações internacionais, lideradas pela Europa.
A receita da montadora caiu para US$ 39,4 bilhões entre janeiro e março de 2008, ante US$ 43 bilhões no primeiro trimestre de 2007, devido parcialmente ao fato de a Ford não ter contabilizado a receita das suas marcas de luxo, Jaguar e Land Rover, que se encontram em processo de venda para a indiana Tata.
O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, está se apoiando na melhora do desempenho trimestral para reforçar seus argumentos em defesa da atual reestruturação da companhia, que perdeu US$ 15,3 bilhões nos últimos dois anos. Segundo ele, a montadora quer voltar a ser lucrativa em 2009. “Nosso plano está funcionando”, disse Mulally, em comunicado. “O resto de 2008 será um desafio, mas estamos cautelosamente otimistas, a despeito das dificuldades externas”, declarou.
Fonte: A Tarde Online
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Companhias brasileiras terão oito aviões gigantes da Airbus
A fabricante de aviões Airbus divulgou ontem as estimativas para a demanda mundial e da América Latina para os próximos 20 anos. De acordo com a companhia, o Brasil precisará de 332 aviões até 2026, sendo oito A380, o avião gigante com capacidade para até 800 passageiros. Segundo Rafael Alonso, vice-presidente da empresa para a América Latina e Caribe, a crescente demanda por aviões no Brasil é conseqüência do incremento do tráfego aéreo de passageiros. Segundo a empresa, desde os anos 90 o tráfego internacional brasileiro mais que dobrou, enquanto o movimento doméstico cresceu 77%.
Para a Airbus, os 332 aviões comerciais que o Brasil deve adicionar à sua frota representarão um valor de US$32 bilhões. “O Brasil, tendo a maior economia da América Latina, tem levado ao imenso crescimento do tráfego aéreo de passageiros, e isso vai se acentuar nos próximos 20 anos”, afirmou Alonso. O executivo afirmou ainda que a Airbus obteve 61% das encomendas feitas no Brasil nos últimos dez anos. Atualmente, a frota da empresa aqui é de 103 aeronaves comerciais, todos operados pela TAM. O 104º avião é o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No total, o Brasil tem 208 aviões acima de 120 passageiros em operação atualmente. A Airbus estimou ontem que o mudo deve ampliar em 24,3 mil aeronaves comerciais e de carga a sua frota até 2026. Para a América Latina, são 1.500 aviões de passageiros. No mundo, o maior comprador deve ser os Estados Unidos, com 5.800 aeronaves, seguida pela China (3 mil) e Reino Unido (1.100). Na América Latina, o Brasil é o segundo maior comprador, atrás do México, que deve adquirir 480 aviões no mesmo período.
Fonte: Correio daBahia
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