Archive for Abril 23rd, 2008

Comerciantes protestam contra desapropriação para metrô em SP

Comerciantes de Santo Amaro, bairro da zona sul da cidade de São Paulo, interromperam ontem o trânsito da avenida Adolfo Pinheiro por cerca de uma hora para protestar contra as desapropriações anunciadas pelo governo do Estado para ampliar a linha 5-lilás do metrô. Cerca de 500 pessoas participaram da manifestação.

No início do mês, foi publicada a lista com os 141 imóveis que devem ser desapropriados para a construção da estação Adolfo Pinheiro, anunciada para 2010. Entre os imóveis, há 96 lojas da galeria Borba Gato e o ambulatório da Santa Casa.

Os comerciantes querem que o Metrô analise a hipótese de fazer a obra em outros terrenos próximos. “Temos áreas muito menos densas aqui perto que pesariam menos no bolso de todo mundo”, afirma a empresária Regina Buttiner.

O diretor de assuntos corporativos do Metrô, Sergio Avelledo diz que a possibilidade não existe. “Os interesses particulares são importantes, mas não maiores que os coletivos. Fizemos um estudo e ali está a maior demanda do bairro.”

O quadrilátero que será desapropriado fica entre a Adolfo Pinheiro, a José Anchieta, a São Benedito e a Izabel Schmidt. Serão poupados o Hospital Santa Marta e o prédio principal da Santa Casa. Um ambulatório da Santa Casa será removido e o Metrô deverá ceder nova área à entidade.

Fonte: Folha Online

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Petrobras pode fazer reajustes em breve devido defasagem

A disparada do preço do petróleo deve aumentar a defasagem entre os preços praticados no Brasil e no mercado internacional e poderá levar a Petrobras a reajustar os combustíveis em breve. A previsão é do economista Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores. “Não descartaria a hipótese de reajustes”, disse Silveira.

Segundo o economista, a defasagem no preço da gasolina é, em média, de 18%, enquanto a do óleo diesel chega a 25%. Ele ressalta, no entanto, que os reajustes não viriam nessa magnitude. “Se viessem, poderíamos esquecer a meta inflacionária”, observou. Para ele, os reajustes virão em parcelas, com um primeiro de cerca de 5%. “Depois de três, quatro ou cinco meses, (a Petrobras) poderia pensar em outro reajuste e jogaria a pressão inflacionária para o ano que vem.

Silveira disse ainda que o petróleo é hoje o maior risco para a inflação global, e algumas matérias-primas agrícolas, como açúcar, soja e café, e metálicas atingiram o auge dos preços em março e podem parar de subir daqui para a frente. Na opinião do economista, está cada vez mais difícil prever um teto para o petróleo, e os preços podem “ir para a lua” com o descontrole do mercado financeiro. “Nesse estágio de ultranervosismo, podemos esperar tudo. Trata-se de um mercado que perdeu o referencial e não há preço de equilíbrio.Segundo ele, é possível que nos próximos dias a commodity supere os US$ 120, podendo chegar perto de US$ 125. Nessa terça-feira, o barril na Bolsa de Nova York (Nymex) bateu o recorde de US$ 119,90. “Há efeito manada, com investidores bastante desorientados. Há incerteza muito grande, apesar da ação do Fed (BC americano), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco Central da Inglaterra (BOE). “Todas as ações atenuam, mas não removem o temor de que notícias piores poderão surgir”, comentou.

Fonte: Estado de Minas Uai

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Amazonas terá Câmara de Comércio Portuguesa

Manaus – O presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, Antônio Carrelhas, participou nessa terça, 22, em Manaus, de uma reunião com a comunidade portuguesa, entidades de classe e empresários locais. O objetivo do encontro é a criação da Câmara de Comércio Portuguesa no Amazonas e estreitar os negócios entre Portugal e a Zona Franca de Manaus.

De acordo com o cônsul de Portugal no Amazonas e presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), José Azevedo, a Câmara de Comércio Portuguesa deve entrar em funcionamento no Estado até o fim do ano e funcionar na sede da ACA. “Atualmente, mais de 5 milhões de portugueses e descendentes estão espalhados pelo mundo. A própria ACA foi fundada por portugueses. Queremos aumentar esse relacionamento para gerar oportunidades no comércio, na indústria e até culturalmente”, explica Azevedo.

O encontro, que aconteceu na sede da ACA e contou com a presença de empresários e representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, foi organizado pela ACA e pela superintendente da Suframa, Flávia Grosso, com o objetivo de divulgar as ações da Câmara no Estado. Como forma de incentivar a realização de negócios com Portugal, a Suframa está organizando uma comitiva de cerca de 10 empresários locais para apresentar os produtos amazônicos na Feira Internacional de Alimentos que será realizada na cidade do Porto, no dia 7 de maio.

Expansão

Os investimentos diretos portugueses no Brasil aumentaram 48,9% em 2007, na comparação com o ano anterior, totalizando US$ 519 milhões, de acordo com informações do Banco Central à Agência Lusa de Notícias. A entrada de investimentos diretos no Brasil provenientes de Portugal nos dois primeiros meses de 2008 já soma US$ 190 milhões (R$ 327,6 milhões). Desse total, US$ 100 milhões são atribuídos a investimentos da Prolagos, concessionária responsável pelos serviços de saneamento básico e abastecimento de água de alguns municípios no Estado do Rio de Janeiro, como Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo. Do total de investimentos estrangeiros no Brasil realizados no ano passado (US$ 34,6 bilhões), os recursos portugueses representaram 1,5%.

Fonte: Portugal Digital

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Restrição das exportações de arroz da Tailândia irá piorar

Os responsáveis dos Banco Mundial estão preocupados com a possibilidade de a Tailândia, o maior exportador de arroz do mundo, restringir as vendas ao estrangeiro daquele alimento, à semelhança do que fizeram outros países asiáticos, agravando ainda mais a actual crise alimentar.

Os principais exportadores de arroz, como a Índia e o Vietname impuseram restrições às exportações para garantir o alimentação das suas populações, contribuindo para o recente aumento dos preços, afirmou James Adams, vice-presidente do Banco Mundial para o departamento Ásia e Pacífico.

O arroz, responsável pela alimentação de três mil milhões de pessoas, já duplicou de preço no último ano, pressionando a Tailândia a seguir os seus vizinhos asiáticos e reduzir as exportações. Tal medida iria aumentar ainda mais os preços, uma vez que a Tailândia representa cerca de um terço das exportações mundiais de arroz, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

“Se um importante exportador com a Tailândia limitar as vendas ao estrangeiro, seria o mesmo que Arábia Saudita reduzisse as exportações de petróleo. Quanto mais países restringirem as suas exportações, mais forte se torna a pressão para a Tailândia fazer o mesmo”, defendeu James Adams, sublinhando que “o Banco Mundial tem esperança que a Tailândia continue a resistir às pressões para diminuir as exportações.

Perante estes rumores, o primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej veio ontem negar que o País tenha planos para restringir as exportações. “Não há necessidade”, garantiu o governante, acrescentando que “a Tailândia perderia o estatuto de cozinha do mundo” se os fornecimentos forem reduzidos”.

O preço do arroz de referência das exportações atingiu no dia 9 de Abril um recorde nos 854 dólares a tonelada, um valor que compara com os 327,25 dólares a tonelada no mesmo período do ano passado.

O encarecimento do arroz, bem como de outras bens alimentares essenciais como o milho e o trigo, resulta dos elevados preços do petróleo, da forte procura dos mercados emergentes, do desvio de culturas agrícolas para a produção de biocombustíveis, do mau tempo e da actual turbulência financeira, que transformou as matérias-primas em activos mais apetecíveis.

O Banco Mundial estima que existem 33 países, desde o México ou Iémen, em risco de viverem “tumultos sociais” devido à subida do preço da comida.

“Limitar as exportações é política pura e má economia, uma vez que o controlo das exportações destrói os incentivos dos agricultores para plantar mais arroz”, afirmou Gary Becker, Nobel e economista na Universidade de Chicago, citado pela Bloomberg

“O arroz é talvez a comida mais explosiva politicamente, já que constitui a base de alimentação de muitas nações pobres da Ásia”, salientou Becker.

Fonte: Diário Econômico

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Exportação sobe 20% e EUA são maiores compradores

Mesmo com a greve dos auditores fiscais, as indústrias e empresas de Sorocaba conseguiram movimentar cerca de R$ 1,3 bilhão, em exportação e importação, durante os três primeiros meses de 2008.

O balanço, divulgado pelo Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, ainda mostra que o número de exportações teve um crescimento de 20,90%, na comparação com o trimestre do ano passado.

O total, de R$ 594,071 milhões, coloca a cidade em sétimo lugar do Estado, no volume de exportação.

Já a quantidade importada pelo município registrou um crescimento de 40,61% em relação aos três primeiros meses de 2007, com um total de R$ 764,4 milhões.

EUA compram mais
Nos três primeiros meses de 2008, os Estados Unidos foram responsáveis por 29,96% ou mais de R$ 183,7 milhões das exportações das indústrias locais.

Em segundo aparece a Argentina como outra compradora dos produtos sorocabanos, com mais de R$ 54 milhões – ou 15,21% do total. Depois, estão Alemanha (10,75%), Chile (9,92%) e Venezuela (4,65%).

Dos bens mais exportados pelas indústrias, 71% são de capital, 26,8% são de intermediários e 1,38% são de consumo.

Os produtos que mais foram exportados em março foram partes de motores e geradores (27%) e terminais portáteis de telefonia celular (12,7%).

Pelo menos nos três primeiros meses de 2008, a Alemanha desbancou a China e passou a ser a maior fornecedora de materiais para as indústrias de Sorocaba.

No trimestre, os alemães exportaram mais de R$ 159,8 milhões em produtos para os sorocabanos, cerca de 29,36% do total.

Os chineses aparecem em segundo, com R$ 154,45 milhões (19,53%).

Os Estados Unidos são os terceiros maiores fornecedores, com R$ 120 milhões – o que corresponde a 15,19% do total.

Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba

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Argentina taxa exportação para conter preços

O trigo não é motivo de desentendimento só entre Brasil e Argentina, mas também entre o governo da presidente Cristina Kirchner e os produtores rurais. Em março, os ruralistas realizaram um locaute agropecuário durante 21 dias, contra o aumento de impostos sobre as exportações de soja e girassol.

A medida faz parte da mesma política de restrição às exportações aplicada à soja e a outros alimentos, implementada desde o governo de Néstor Kirchner (2003-2007). O governo teria duas motivações principais com o aumento de impostos: conter os preços dos alimentos no mercado interno e garantir o abastecimento. Mas o locaute teve efeito contrário e gerou desabastecimento no país de carne e laticínios.

O conflito entre campo e governo agora passa por um período de trégua. Uma das promessas do governo para acalmar os produtores havia sido justamente reabrir as exportações de trigo.

Em vez disso, na semana passada, a suspensão, que seria reaberta na segunda, foi prorrogada mais uma vez.

A economia argentina vem apresentando um crescimento de mais de 8% anuais há cinco anos. Um dos principais motivos para a expansão da economia é o elevado preço de suas commodities, como o trigo e a soja, no mercado internacional. A exportação de carne, muito requisitada no exterior, também foi suspensa.

Fonte: Estado de Minas Uai

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Vale investe R$ 500 mi em Minas

O ramal ferroviário entre Corinto (Região Central) e Pirapora (Norte de Minas), de 150 quilômetros, será reativado pela Vale e usado no transporte de produtos agrícolas oriundos do Noroeste de Minas, que serão levados até o Porto de Vitória e exportados para Estados Unidos e Europa. A Vale também vai construir um terminal para transbordo de cargas em Pirapora. O projeto envolve investimentos de R$ 500 milhões e terá o apoio do governo mineiro e da Prefeitura de Pirapora.

O empreendimento foi confirmado ao Estado de Minas por um representante da Vale. Já o prefeito de Pirapora, Warmilton Fonseca Braga (DEM), revelou que, no fim de abril ou início de maio, será assinado o protocolo entre a Vale, governo e município definindo detalhes do investimento. Hoje, será realizada em Pirapora uma reunião entre representantes da Vale, prefeitura e empresas exportadoras para discutir o projeto. A recuperação do ramal Corinto/Pirapora, desativado há mais de 15 anos, prevê a substituição da bitola dos trilhos e aquisição de novos vagões. Em Pirapora, o terminal será construído num terreno de 720 mil metros quadrados, que será doado pela prefeitura.

O objetivo é que a produção de grãos (soja, feijão, arroz e milho) do Noroeste seja transportada por rodovia até Pirapora – inicialmente, prevê-se 350 carretas por dia. No terminal, as mercadorias serão embarcadas em vagões até o porto no Espírito Santo. Os vagões, por sua vez, voltarão carregados de fertilizantes, destinados aos produtores do Noreste mineiro. Para tanto, serão instalados misturadores no terminal. “Esse sistema é importante, porque grande parte dos fertilizantes é importada”, diz o prefeito, lembrando que o empreendimento poderá beneficiar também produtores de grãos do Sul de Goiás.

Segundo Braga, dos R$ 500 milhões de investimentos previstos inicialmente, cerca de R$ 425 milhões serão aplicados na recuperação do ramal. Outros R$ 75 milhões deverão ser gastos na construção do terminal. “Mas o projeto é muito grande e sua ampliação poderá envolver investimentos de até R$ 1 bilhão”, diz Braga, lembrando que o governo deverá se comprometer a pavimentar as estradas do Noroeste e conceder incentivos fiscais.

Fonte: Estado de Minas Uai

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Boeing e Airbus copiam Embraer para reduzir custos

Para driblar a forte competição do mercado e reduzir custos, Boeing e Airbus estão seguindo o caminho da Embraer e terceirizando parte significativa de sua produção dentro de um modelo de parceria de riscos. A fabricante nacional foi pioneira em utilizar a chamada gestão de parceria de riscos, na década de 90.

Na época, a Embraer teve de reinventar a indústria aeronáutica para garantir a sobrevivência e tornar-se atraente para investidores interessados em sua privatização. Com um projeto – o jato regional EMB 145 -, mas sem capital para tirá-lo do papel, a Embraer decidiu compartilhar os custos e os riscos com fornecedores. Com isso, transformou-se numa montadora.

O sistema de parcerias foi uma grande inovação, diz a pesquisadora Zil Miranda, autora de O Vôo da Embraer, a competitividade brasileira na indústria de alta tecnologia. A capacidade de gerenciar uma cadeia complexa de fornecedores é hoje um dos maiores ativos da Embraer.

Fonte: A Tarde Online

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Lucro da VW aumenta 26% para US$ 1,48 bi no trimestre

A Volkswagen anunciou que seu lucro depois do pagamento de impostos aumentou 26% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, puxado pelo crescimento das vendas em mercados emergentes. A montadora alemã informou ter obtido lucro de 929 milhões de euros (US$ 1,48 bilhão) nos primeiros três meses do ano, comparado a 740 milhões de euros no mesmo intervalo do ano passado. A companhia também confirmou que espera elevação do lucro operacional e das receitas em 2008.

As vendas de janeiro a março somaram 1,57 milhão de veículos em todo o mundo, 7% acima do total atingido no primeiro trimestre de 2007, impulsionadas pela aceleração da demanda em mercados como Brasil e China. A Volkswagen previu que as vendas de abril também apresentem expansão de 7% em relação ao mesmo mês do ano passado, para cerca de 550 mil unidades. “Esperamos que a demanda pelos veículos do grupo aumente substancialmente, especialmente nas regiões da Ásia-Pacífico, Europa Central e Oriental e América do Sul”, informou, num comunicado, a maior montadora européia.

O lucro operacional da Volkswagen aumentou 21% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 1,31 bilhão de euros (US$ 2 bilhões), contra 1,09 bilhão de euros. O faturamento cresceu 1,4% nas mesmas bases de comparação, para 27 bilhões de euros (US$ 43,1 bilhões), de US$ 26,64 bilhões de euros.

Fonte: Estado de Minas Uai

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Ford Fiesta ganha versão “S”

A Ford resolveu apostar mais um pouco no Fiesta e criou a versão “S”, apresentada nos últimos dias no Salão do Automóvel de Pequim, que está acontecendo na China. A marca aposta em um desenho mais moderno e uma ampla lista de equipamentos.

Ainda não foi divulgada exatamente qual motorização o novo modelo usará, mas acredita-se que existirão opções como 1.4i, de 80 cv, e 1.6i 16V, de 115 cv. Também poderá aparecer mais uma versão, a 1.6i, de 100 cv. Essa última não deverá ser utilizada no mercado europeu.

As pretensões da marca norte-americana com o modelo é produzir, inicialmente, cerca de 160 000 unidades por ano.

Fonte: Fast Drive

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