Archive for Abril 14th, 2008

Exportações de carne para a China podem ajudar

As exportações de carne podem ser uma boa opção para ajudar o Brasil a diminuir o saldo comercial negativo para com a China, disse à Macauhub o Secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil, Célio Porto.

“No ano passado o Brasil teve saldo negativo de 1,8 mil milhões de dólares com a China. Só nos dois primeiros meses deste ano, o saldo negativo já é de 1,4 mil milhões. A carne é um produto que pode ajudar o Brasil a diminuir o desequilíbrio nas trocas comerciais a curto prazo, enquanto mais a médio prazo, outros produtos como o café e lacticínios também devem ajudar ”, disse Célio Porto.

“O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves. A China, com uma grande população e crescimento de poder de compra é vista como um grande mercado pelas empresas brasileiras”, afirmou ainda Célio Porto.

Depois de ter suspendido as importações de carnes brasileiras em 2005, devido ao problema da febre aftosa, a China agora tem autorizado a importação de carnes de alguns produtores brasileiros.

Em Novembrode 2007, a China autorizou as importações de mais quatro estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia.

Recentemente, três estabelecimentos do estado de São Paulo também foram autorizados a entrar no mercado chinês. “Hoje o comércio já retornou, mas ainda não na dimensão que poderia ser”, disse o Secretário à Macauhub.

Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações de carnes brasileiras para o mercado chinês diminuiram 81 por cento mas, se forem também considerados os territórios de Hong Kong e Macau, as vendas do Brasil aumentaram 106 por cento para atingir os 181 milhões de dólares.

“A China acaba por importar carne brasileira via Hong Kong e Macau, mas o nosso desejo é que com as autorizações à importação da carne brasileira o comércio seja directo”, afirmou.

O Secretário de Relações Internacionais do MAPA, disse que “estão a ser feitos vários esforços para acelerar a importação chinesa de carne a partir de todo o território brasileiro”.

“Em Março estivemos em Pequim e pedimos que fossem autorizadas mais importações”, disse.

“Em Maio o Brasil deverá ser considerado livre da febre aftosa, o que deve ajudar até porque no caso particular da carne bovina, já foi assinado um protocolo para aumentar o comércio entre o Brasil e a China, que deverá entrar em vigor em Junho”, acrescentou Porto.

O MAPA prevê que em Agosto sejam assinados novos protocolos durante a reuniao da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (COSBAN).

Fonte: MacauHub

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Greve dos fiscais – Não tem onde colocar contêiner

O presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Eduardo Lopes, disse ontem que as agências estão apreensivas porque não têm perspectiva em relação ao fim da greve dos auditores da Receita Federal.

”Temos de pedir para as pessoas terem bom senso e que alguma coisa aconteça, pois todos que se propõem a ajudar acabam esbarrando no Planejamento”, referindo-se principalmente à Secretaria da Receita.

De acordo com Lopes, os setores portuários têm feito vários contatos em Brasília, todos sem sucesso. “A história toda se resume à questão econômica, e é o Planejamento que acaba tendo voz ativa.” Segundo ele, agora há uma alta dose de descrédito de que a greve acabe e a situação se resolva.

“Não tem mais onde colocar contêiner. Os terminais estão cheios, as operações dos navios estão lentas. Pelo ângulo que você enxerga há prejuízo. Vá ao cais e pergunte aos caminhoneiros há quanto tempo eles não carregam um contêiner?”, diz Lopes. Segundo ele, os prejuízos são inimagináveis e afetam todos os setores da economia, como transportes, despachantes e a indústria, que sofre com a falta de matéria-prima.

De acordo com o diretor da Regional de Santos do sistema Ciesp/Fiesp, Ronaldo Forte, as empresas que precisam de produtos importados para manter a produção são as mais prejudicadas. “É muito mais o prejuízo invisível que o visível. Quanto custa uma produção parada. O impacto é muito grande porque ninguém mais está preparado pra ter estoque.”

Segundo Forte, 95% dos terminais da margem direita e 80% da margem esquerda do Porto de Santos estão lotados e a área de contêineres para a exportação está sendo ocupada pelos contêineres com mercadorias importadas que aguardam o desembaraço. “Da exportação tem saído alguma coisa”, completou.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Rodada Doha dará confiança aos mercados

Diante da incerteza elevada nos mercados financeiros mundiais, o sistema de comércio internacional é uma fonte importante de estabilidade para governos, corporações e consumidores. “O comércio desempenhou esse papel muito bem há dez anos, durante a crise da Ásia, atuando na absorção de choques entre os setores financeiro e real da economia mundial”, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, no Encontro de Primavera do Fundo Monetário Internacional, em Washington. Por isso, disse Lamy, a conclusão da Rodada Doha é a mensagem mais eficaz para dar confiança aos mercados financeiros mundiais.

“As próximas semanas serão cruciais na Organização Mundial do Comércio (OMC). Então, por favor, ajudem-nos a avançar na conclusão da Rodada Doha agora”, pediu Lamy aos 24 membros do Comitê Financeiro e Monetário, que representam os 185 países membros do Fundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, representa a Constituency do Brasil no FMI, que agrega o Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago.

Em discurso proferido ao Comitê, ele voltou a advertir sobre os riscos de um fracasso em Doha. Essa situação, comparou Lamy, é semelhante àquela do copo com água até a metade. “Estou completamente convencido de que temos meios políticos e técnicos para terminar a Rodada Doha este ano”, disse. O primeiro passo, ponderou, é que até maio os membros da OMC concordem, em nível ministerial, sobre a estrutura para cortes de tarifas agrícolas, de subsídios agrícolas e de tarifas industriais.

Lamy afirmou ao Comitê do FMI que as diferenças entre as partes nas negociações não são grandes. Tecnicamente, ele acredita que será possível fazer a ponte entre os posicionamentos dos ministros. O que é necessário, avaliou Lamy, é um posicionamento político das partes.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Exportadores brasileiros perdem mercado

“O mesmo risco que a gente corre quando vacila com uma namorada bonita acontece quando uma empresa tem que abrir mão de um mercado. Logo aparece alguém mais interessante e fica praticamente impossível recuperar o terreno perdido”. De forma bem-humorada, o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Ricardo Wirth, ilustra a difícil situação pela qual vêm passando as empresas exportadoras brasileiras.

Estima-se que 898 deixaram de exportar no último quadrimestre. Dessas, 52,2% das vendas estão concentradas em 69 grandes companhias – que ameaçam não renovar seus contratos de exportação por estarem perdendo rentabilidade. O volume de mercadorias embarcadas caiu 11,12% em abril.

A forte valorização do real em relação ao dólar já faz alguns especialistas acreditarem que o Brasil não vai alcançar a meta de exportar US$ 132 bilhões em 2006. As projeções giram em torno de US$ 120 bilhões. “Quem é grande está aumentando a exportação, enquanto os pequenos estão saindo. E isso está acontecendo por causa do câmbio”, analisa o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. “Diversas empresas estão dizendo que não pretendem renovar seus contratos. Quando me perguntam o que acho, respondo: resistam o máximo que puderem, pois é ainda mais difícil voltar ao mercado”, conta.

O coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Cezar Muller, explica que os contratos de exportações geralmente são de longo prazo e o trabalho de conquistar espaço em outro país é árduo. Sendo assim, situações econômicas adversas transitórias geralmente não são suficientes para mudar as estratégias de venda das empresas. Porém, um momento como o vivido pelo Brasil nos últimos meses já começa a exigir medidas mais drásticas. “Temos casos de empresas perdendo negócios por falta de competitividade e abrindo mão de contatos externos para não comprometerem a sua situação financeira. Como vivemos esse processo há bastante tempo, acabamos dando oportunidade para os concorrentes tomarem espaço”, lamenta.

Caso a situação continue dessa forma, Müller diz que haverá uma continuada redução das exportações, principalmente dos produtos de maior valor agregado. “Não é um processo brutal no primeiro momento, mas passa a ser de constante decréscimo, o que pode ser ainda mais perigoso”, sugere. As conseqüências disso, segundo ele, são os processos de demissão, redução do volume de produção e fechamentos de fábricas. Situações essas que podem ser facilmente ilustradas pelos setores coureiro-calçadista, moveleiro e de máquinas agrícolas.

No ano passado, o setor calçadista brasileiro vendeu 20 milhões de pares a menos do que em 2004. Este ano, esse número deverá se repetir, de acordo com as estimativas da Abicalçados. A grande vilã, de acordo com os empresários, continua sendo a questão cambial. “O custo aumentou em função do dólar e o mercado não absorveu. E quanto mais caro o produto, menos vendemos”, lamenta o vice-presidente da entidade, Ricardo Wirth.

Segundo ele, esses 40 milhões de pares perdidos pelas empresas entre 2005 e 2006 significam um mercado que acabou sendo conquistado pelos competidores. Em 1993 foram exportados 201 milhões de pares de calçados, considerado o melhor ano para o setor. Depois de alguns anos difíceis, houve uma recuperação 2004, quando o volume chegou a mais de 210 milhões. Nesses primeiros quatro meses do ano, foram 5,8 milhões de pares perdidos.

As empresas gaúchas, responsáveis por cerca de 70% da exportação nacional em termos de volume, são as que mais sofrem. Algumas fábricas fecharam, outras reduziram produção e algumas já começam a rever contratos de exportações. “Hoje, não temos como dizer que exportação é um bom negócio”, admite Wirth.

Ele avalia que já virou rotina as empresas fecharem contratos de exportações com margens negativas ou até mesmo sem margem para depois correr atrás do prejuízo. “Elas alinhavam os negócios e, então, tentam alguma redução de custos com os fornecedores. A matéria-prima representa mais da metade do preço dos calçados e a indústria acaba repassando essa pressão”, explica.

Uma das alternativas que o setor está buscando para minimizar os prejuízos tem sido a busca da diversificação de mercados. Há sete anos, os Estados Unidos eram o destino de 80% das vendas externas brasileiras. Hoje, esse índice já é de 40%. “Foi uma estratégia importante já que o mercado americano é o mais sensível a preço. Lá predominam os grandes compradores e eles acabam encontrando preços mais acessíveis na China”, destaca. (Com Agência Globo)

Móveis e calçados contabilizam perdas no Estado

O vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Ricardo Wirth, administra a Indústria de Calçados Wirth, que está há 58 anos no mercado. A empresa exporta há 36 anos e manda para o exterior 95% da produção de 2 milhões de pares por ano. Dos 11 mil pares produzidos por dia, houve uma redução para nove mil pares. “Estamos trabalhando para voltar à produção anterior, mas está difícil”, constata.
No segmento moveleiro, a situação é semelhante. Dados da Associação das Indústrias de Móveis (Movergs) mostram que, na comparação de janeiro a abril de 2006 com o mesmo período do ano passado, o Brasil baixou em 11% suas exportações de móveis. No caso do Rio Grande do Sul, essa queda foi de 7,4%. De março de 2005 a março de 2006 o setor moveleiro gaúcho – segundo maior estado exportador – fechou 35% dos seus postos de trabalho, o que representa 10,5 mil trabalhadores. “As empresas reduzem o número de funcionários e enxugam custos para manter a estrutura funcionando enquanto essa crise perdura”, afirma o presidente da entidade no Estado, Luiz Attilio Troes.

O gerente de exportações da empresa Multimóveis, Marcelo Zortéa, diz que a empresa faz contratos com o câmbio flutuante para evitar maiores prejuízos. Mas, isso não impede que os clientes internacionais acompanhem as pequenas variações da moeda para pedir desconto. “Basta o dólar subir um pouco para nos ligarem e tentar renegociar. Entretanto, eles não sabem que a situação é crítica e que as empresas estão trabalhando sem margens e até mesmo no vermelho.”

A Multimóveis, com sede em Bento Gonçalves, exporta cerca de 40% da sua produção. A expectativa é de que a empresa tenha uma queda de 30% nas exportações. (PK)

Manufaturados são os mais atingidos

As grandes empresas, que venderam mais de US$ 100 milhões nos primeiros quatro meses do ano, responderam por 52,2% do total dos dólares que entraram no Brasil devido às vendas externas. Esse percentual foi de 45,79% no primeiro quadrimestre de 2005 e era de apenas 32,30% em 2002, segundo o Ministério do Desenvolvimento.

Segundo o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, os produtos mais afetados pelo câmbio são os manufaturados, que não têm cotação em bolsa, como ocorre com as commodities.

Ele chama a atenção para a queda, nas últimas semanas, da média diária exportada, que está em cerca de US$ 475 milhões, quando o ideal para se alcançar a meta de US$ 132 bilhões seria uma média de US$ 552 milhões. “Se projetarmos as vendas externas para os números de hoje, o total exportado em 2006 seria de US$ 120 bilhões”, diz.

O coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Cezar Muller, analisa que a situação no Brasil pode acabar sendo mascarada na medida em que a balança comercial é positiva. Porém, isso acontece justamente e função da melhoria dos preços das commodities. “Como elas têm baixo valor agregado, não é dessa forma que será possível sustentar a máquina exportadora. O modelo que temos que buscar para o Brasil é o que prevê a substituição das exportações de matérias-primas por produtos industrializados, exportando mais produtos manufaturados”, sugere.

Fonte: Jornal do Comércio

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Eletrobrás quer tentar ganhar poder financeiro

A Eletrobrás passou, há uma semana, por sua mais profunda transformação desde que começou a operar, em 1962. A Lei 11.651, que lhe deu poderes semelhantes aos da Petrobras, o maior grupo empresarial brasileiro, conferiu autoridade à soberania da empresa, mas não o respaldo de mercado. A companhia recuperou o que havia perdido no período de privatizações, nos anos 90, e ainda teve ganhos extras no controle de suas oito subsidiárias. Mas não ganhou musculatura financeira.

O sistema Eletrobrás, que tenta há quatro anos negociar ações na Bolsa de Nova York, esbarra no rigor da Security Exchange Commission (SEC), o temido órgão de controle do mercado acionário americano. Entre as principais dificuldades, está a ingerência política que sempre marcou a gestão do grupo.

O engenheiro eletricista José Antonio Muniz Lopes, atual presidente da Eletrobrás, apesar da qualificação técnica, não foge à regra: apadrinhado do senador peemedebista José Sarney, ele garante que tem a fórmula para corrigir os problemas das seis distribuidoras federalizadas, que hoje são o calcanhar-de-aquiles do grupo. As empresas federalizadas são seis, nos Estados do Amazonas, Roraima, Acre, Alagoas e Piauí. Lopes reconhece o uso político de parte das elites políticas locais, que buscam dividendos eleitorais no fornecimento subsidiado de energia. Mas, diz haver também distorções econômicas que contribuem para as enormes dívidas que cada uma delas carrega. Seu plano é substituir os 26 diretores por uma diretoria única de sete técnicos, com sede no Rio de Janeiro, longe da influência de deputados e governadores. Mas até agora o ministro Edison Lobão ainda não aprovou o projeto. “O governo não quer privatizá-las, mas organizar a gestão financeira e acabar com déficits e dívidas”, disse.

Fonte: G1

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Receita da Danone cresce 19% no primeiro trimestre

A Danone S.A. anunciou, nesta segunda-feira, que sua receita no primeiro trimestre cresceu 19%, para € 3,76 bilhões, em relação aos € 3,17 bilhões no mesmo período do ano passado. A companhia reafirmou que estima um crescimento de vendas entre 8% e 10% para este ano.

A fabricante de iogurte, água mineral e comida de bebê confirmou outras metas para 2008: uma melhora no lucro antes dos juros e impostos em relação às vendas de pelo menos 30 pontos bases, e crescimento de pelo menos 15% nos lucros adjacentes por ação.

Excluindo o efeito das taxas de câmbio e da extensão da consolidação, as vendas tiveram um aumento de 11% no primeiro trimestre, puxado por uma alta de 3% em volume e de 8,4% em valor.

Fonte: Estado de Minas Uai

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Política industrial terá aporte de R$ 250 milhões do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  deverá desembolsar entre R$ 200 bilhões e R$ 250 bilhões até 2010 para projetos  ligados à nova política industrial, que ainda será anunciada pelo governo. A  informação foi dada  pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio  Exterior (Mdic), Miguel Jorge. Ele também assegurou que o projeto geral da política,  cujo anúncio vem sendo adiado nos últimos meses, será levado ao presidente da  República dentro de duas semanas.

O ministro também comentou que um dos objetivos da nova política é justamente  ampliar a taxa de investimentos como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).  No ano passado, essa taxa foi de 17,6% e a meta é alcançar 21% em três anos.  Miguel Jorge, que  participou esta semana da posse da nova diretoria da Câmara de Comércio  Americana do Rio de Janeiro, fez da política industrial e de seus efeitos na  economia, um dos tópicos de seu discurso.  Durante apresentação aos executivos no evento, o ministro comentou que alguns  analistas de mercado e economistas têm indicado que o País precisaria de uma  taxa de investimento entre 20% e 25% do PIB para alcançar um crescimento sustentado  acima de 5% ao ano.

Lembrou que os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF),  têm crescido acima do próprio PIB nos últimos anos, mas ainda assim o nível  ainda é baixo na comparação com outros países, como a China, em que os investimentos  representam ao redor de 40% do PIB.  Uma das medidas voltadas ao incentivo dos investimentos é acelerar o prazo em  que as empresas contabilizam a depreciação de máquinas e equipamentos novos.  Esse formato permite, na prática, uma vantagem financeira para as empresas.  Minguel Jorge explicou que estão em análise alternativas de desoneração tributária,  mas não adiantou detalhes. O ministro explicou, contudo, que as medidas de desoneração não serão voltadas  apenas aos setores exportadores. “Queremos aumentar o grau de investimento na  economia. Portanto, as desonerações são para as empresas investirem, independentemente  se são empresas voltadas à exportação ou ao mercado interno”, disse.

As negociações em torno das desonerações são um dos motivos de atraso do anúncio  da nova política industrial. Há reuniões marcadas com representantes do Ministério  da Fazenda e da Receita Federal para tratar do assunto. “Ainda estamos (negociando),  por isso que a política não foi anunciada ainda, estamos negociando, tanto como  ministério da Fazenda quanto com a Receita as desonerações até onde elas poderão  ir e que tipo de desonerações nós faremos”, argumentou o ministro, citando que  a desoneração será “horizontal” e abrangerá praticamente todos os setores.

Fonte: Tribuna do Norte

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GM instala fábrica no Norte do estado

A cerimônia de assinatura de protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a diretoria da General Motors para a implantação de uma unidade industrial em Santa Catarina está confirmada para as 16h de hoje, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Joinville (Acij). Na oportunidade, será assinado o termo de compromisso entre a Prefeitura Municipal de Joinville e a empresa para a construção da nova fábrica de motores da montadora.

Investimento de R$ 350 milhões

Logo após a assinatura, o governador Luiz Henrique, o prefeito Marco Tebaldi, além do presidente mundial da General Motors, Jaime Ardilla, o vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto e o diretor de implementação da unidade, Luiz Moan concedem entrevista coletiva à imprensa para falar sobre o acordo.

Na construção da unidade, a GM já adiantou que vai investir R$ 350 milhões para produzir 120 mil motores/ano e 50 mil cabeçotes/ano na primeira fase, destinados às montadoras de Gravataí, no Rio Grande de Sul, e de Rosário, Argentina, para veículos Celta, Prisma e Classic. Os motores e cabeçotes serão transportados, basicamente, por navios de cabotagem, um dos fatores que influenciaram na escolha por Joinville, no Norte do Estado, próximo ao Porto de São Francisco do Sul. O vice-presidente da GM destacou também que a qualidade da mão-de-obra e a logística oferecida também influenciaram a escolha.

As negociações para instalação de uma fábrica da General Motors em Santa Catarina foram concluídas no dia 22 de fevereiro em reunião do governador Luiz Henrique e o vice Leonel Pavan com o vice-presidente da montadora no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, no Centro Administrativo do Governo do Estado.

Fonte: A Tribuna

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Texaco cresce em meio a rumor de venda de ativos

Em meio aos fortes rumores de venda da sua rede de postos, a Texaco mudou de presidente no Brasil. O colombiano Maurício Nicholls deixou o cargo dia 1º de abril para assumir a gerência-geral para a América Central, Caribe e região Andina, dando lugar ao brasileiro Maurício Campos, há 34 anos na empresa.

Os executivos evitam comentário sobre a possibilidade de venda da empresa no país. Ao receberam o Valor na semana passada para comentar a mudança no comando e falar sobre os resultados da Texaco no país, Nicholls foi enfático: “a política da companhia é não comentar sobre boatos que circulam no mercado”.

O grupo Ultra, que adquiriu parte da rede de postos Ipiranga no ano passado, é apontado como o potencial comprador pelo mercado. Analistas dizem que a ChevronTexaco teria colocado à venda apenas os postos e não as unidades de graxas e lubrificantes. Segundo essas fontes, o Ultra teria se antecipado aos possíveis concorrentes fazendo uma proposta de compra à Chevron, dona da Texaco, antes que ela contratasse um banco para assessorá-la ou formasse um “data-room”. Procurado, o Ultra informou por meio de sua assessoria que “todas as oportunidades de crescimento e aquisições em distribuição de combustíveis estão sendo ou serão analisadas”.

A Petrobras, que tem demonstrado um apetite por aquisições na distribuição e aguarda resposta da Esso sobre sua proposta de compra, garante que não recebeu nenhum convite para analisar a Texaco. “Por aqui, não passou nada”, garante uma fonte qualificada da estatal.

A Texaco detém 9,2% do mercado de distribuição das empresas ligadas ao Sindicom (que respondem por 80% do mercado) e 7,7% do mercado total, com a quarta maior rede do país, atrás da BR (Petrobras), Shell e do Ultra-Ipiranga.

À venda ou não, a Texaco apresenta melhora nos indicadores de vendas de combustíveis e na receita. As vendas totais de álcool no país cresceram 60% em 2007, mas na Texaco o percentual foi maior, tendo aumento de 80%. As vendas de gasolina aumentaram 6%, alavancadas pelo lançamento da gasolina aditivada com Techron, que substituiu a comum. As vendas de diesel, onde a concorrência é maior, cresceram cerca de 3%.

A subsidiária registrou lucro líquido de R$ 75,8 milhões no ano passado, nada menos que 900% a mais que o resultado de 2006, quando o ganho foi de R$ 7,58 milhões. Entre as razões para esse desempenho estão o crescimento da economia brasileira, as mudanças no ambiente regulatório, o aumento da participação no mercado e também a valorização do real, considerando que parte das despesas são contabilizadas em dólares.

“Como nosso balanço é feito com base na legislação societária americana, quando o real se desvaloriza a receita sobe. Mesmo assim, o resultado do ano passado não foi tão bom quando se considera o capital empregado no país. Ainda não está nos níveis de retorno que o acionista espera, mas talvez em 2008 isso ocorra”, explicou Nicholls.

O executivo vê melhoras no mercado que estão ajudando a recompor as margens. O novo presidente da Texaco país, Maurício Campos, atribui ao crescimento do mercado e o boom de vendas de álcool a fatores como a maior fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que passou a obrigar os postos a comprarem álcool apenas das distribuidoras com quem têm contrato de exclusividade. Essa medida, que parece óbvia, reduziu as vendas diretas das usinas de álcool para os postos e também a compra do produto vendido por distribuidoras menores, sem marca forte. Ele também destaca o fim da guerra de preços que permitiu elevar as margens tanto na gasolina quanto no álcool. Nicholls acha a sonegação irá ser afetada com a nota fiscal eletrônica.

A Texaco prevê investir US$ 40 milhões em 2008, em linha com o ano passado. Agora vê oportunidade de investir na exportação de álcool para mercados onde a Chevron opera. A empresa exportou 18 milhões de litros de álcool para os EUA em 2005 e 2006.

Fonte: Valor Econômico

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Varig desiste de vôos longos ao exterior

Praticamente um ano depois de assumir a gestão da Varig, com planos de estabelecer a companhia no mercado internacional, a Gol anunciou que a subsidiária encerrará todos os vôos de longo curso ao exterior. Na sexta-feira, a notícia levou a queda de 3,6% nos papéis da empresa, para R$ 25,99 – um dos patamares mais baixos desde que a Gol abriu o capital.

A Varig deixa de voar para Cidade do México, Madri e Paris. Em março, a empresa cancelou os vôos para Frankfurt, Roma e Londres. Todos esses destinos foram incorporados à malha entre setembro de 2007 e janeiro deste ano, como parte de um esforço da Varig para obedecer os prazos impostos pela legislação do setor e poder manter a operação das rotas.

A Varig atribuiu a decisão de cancelar os vôos principalmente à alta do petróleo – superior a 60% na comparação com 2007. Além dos custos maiores, a empresa registra ocupações baixas e tem praticado tarifas mais baratas do que a concorrência, na tentativa de atrair clientes. Esses fatores juntos, aliado ao fato de que a empresa não tem acordos abrangentes com aéreas internacionais, tornaram as operações de longa distância insustentáveis. “É uma indicação negativa de que a recuperação da Varig não está indo bem e que a marca tem menos força do que se pensava”, diz Caio Dias, analista do Santander. Para André Castellini, consultor da Bain & Company, que presta serviços à TAM, a suspensão dos vôos da Varig é um sinal positivo, à medida que a empresa vai estancar parte dos prejuízos.

O presidente do conselho de administração da Gol, Nenê Constantino, demonstrou otimismo com a recuperação da Varig e garantiu não estar arrependido com a compra da aérea. Questionado se os prejuízos acumulados pela aérea podem levá-lo a vender a subsidiária, ele deu uma longa risada e descartou taxativamente essa possibilidade. “(Não vamos) vender nada, só comprar”, disse o empresário ao Valor, na abertura de um evento em comemoração dos dois anos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo ele, os resultados positivos da Varig ainda “vão surgir”. A Gol comprou a Varig em março de 2007.

Segundo Nenê, o cancelamento de vôos ao México e à Europa deveu-se à falta de bons aviões no mercado, para aluguel, e disse que “se Deus quiser” a companhia terá, no futuro, jatos 787 Dreamliner da Boeing. Atualmente, nos vôos mais longos, a Varig utiliza aviões 767-300 antigos, que consomem mais combustível do que jatos novos e têm pouco apelo junto aos clientes. Nenê também assegurou ter sido “abandonada” a idéia de fechamento de capital da Gol, que foi considerada no ano passado.

Fontes ligadas à companhia dizem que as perdas recentes também têm sido causadas pela demora do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em aprovar a unificação das operações da Gol e da Varig. Os executivos da empresa esperavam o aval do Cade até o fim de 2007, mas isso não aconteceu. O prazo projetado pelo grupo, agora, é julho deste ano. O surgimento de passivos imprevistos – como dívidas trabalhistas em aeroportos internacionais – ajudou a corroer a eficiência da aérea, segundo essas fontes.

Ainda não está certo o que a empresa fará com os aviões 767-300 (são cerca de 12). Após os cancelamentos dos vôos internacionais do mês de março, planejava-se colocar parte dessas aeronaves no mercado doméstico, operando vôos entre Manaus e Rio de Janeiro e São Paulo. A idéia era aproveitar os porões maiores dos 767 para transportar mais carga e compensar os custos. O plano está suspenso por hora, segundo a assessoria de imprensa, e alguns aviões devem ser devolvidos. Mas a Varig poderá precisar de alguns desses jatos se mantiver os planos de voar para Nova York no quarto trimestre.

A Varig informou que vai se concentrar nos mercados “onde possui vantagem competitiva”, o doméstico e o sul-americano. Os dados, porém, sugerem que a empresa não tem operações lucrativas de forma geral.

Fonte: Valor Econômico

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