Pedágio sobe para R$ 6,20 entre Rio Grande e Pelotas

Seis reais e vinte centavos. Este é o novo valor cobrado aos motoristas de veículos de passeio que cruzam o pedágio do Capão Seco, localizado entre as cidades do Rio Grande e Pelotas. O novo valor entrou em vigor a zero hora desta quinta-feira e foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo o superintendente de Infra-estrutura da ANTT, Amarildo Floriano, o órgão ainda não tinha autorizado o reajuste pois o contrato de concessão à rodovia estava sendo revisado. Diz que o aumento não podia ser impedido devido aos moldes em que o contrato foi firmado, e que este reajuste nada tem a ver com o estudo que está sendo feito sobre um possível impacto na tarifa após a duplicação da rodovia. “Este reajuste estava previsto no contrato e independe do estudo que vem sendo feito e ainda não foi concluído.

Assim, o aumento da tarifa foi reconhecido e, conseqüentemente, sua aplicação autorizada”, explica.

O último reajuste ocorreu em dezembro de 2006, vigorando a partir de janeiro de 2007.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande (Sindicam), Paulo Quaresma, diz que os caminhoneiros foram pegos de surpresa, uma vez que não viram qualquer publicidade sobre o aumento. Fala que o reajuste na tarifa prejudica sua categoria, já que este foi realizado justamente no início da safra de grãos. “Este reajuste acarreta prejuízos diretos aos caminhoneiros. O Sindicam é contrário a presença do pedágio e, conseqüentemente, ao reajuste de sua tarifa. Estamos perplexos com a autorização da ANTT, que também é responsável por um estudo que apontará, justamente, o possível aumento na tarifa devido a duplicação da BR-392″, declara.

Paulo Quaresma argumenta também que sua categoria não sabe a quem recorrer. “Não sabemos a quem faremos a denúncia. Mas é preciso que os órgãos públicos tomem uma posição pois o aumento do pedágio prejudica o trabalho dos caminhoneiros, acarretando na queda da importação e exportação do Porto do Rio Grande que, inclusive, perde muita carga para outros portos onde não existem tantas tarifas cobradas durante sua malha viária”, argumenta.

O presidente do Sindicam fala que convocará os caminhoneiros para uma assembléia geral, quando estará em pauta uma possível greve junto aos terminais retroportuários do Município.

Com a alteração, os valores cobrados dos veículos comerciais variam entre R$ 8,50 (com dois eixos) a R$ 25,60 (com seis eixos).

Durante visita a Porto Alegre no mês passado, a ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, afirmou que o pedágio entre Rio Grande e Pelotas - até então de R$ 5,90 - era um dos mais elevados do País. Disse ser um absurdo cobrarem quase R$ 6 por pouco mais de 50 quilômetros de rodovia enquanto outros trechos federais estão sendo concedidos por até R$ 1,90 por cada cem quilômetros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua passada por Rio Grande, inclusive, mencionou a possibilidade de outra estrada, não pedagiada, ser construída às margens da rodovia já existente, caso permaneça o impasse entre a concessionária responsável pela manutenção da rodovia e o governo federal.

Fonte: Jornal Agora

Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística

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