Archive for Abril 8th, 2008
Greve retém R$ 1 bilhão em cargas no Porto de Paranaguá
A greve dos Auditores Fiscais da Receita Federal completa três semanas na hoje (8) em todo país. A paralisação já reteve 1 bilhão de reais em cargas no Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, segundo a delegacia regional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco). Dos 49 servidores que atuam no porto, 15 estavam trabalhando nesta segunda-feira (7).
De acordo com o presidente da Unafisco-Paranaguá, Rodrigo Sais, têm prioridade na fiscalização as cargas com produtos perecíveis, medicamentos e materiais explosivos. Na sexta-feira (4), a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) conseguiu uma liminar contra a paralisação dos fiscais. O juiz federal substituto, Carlos Felipe Komorowski, determinou um prazo máximo de cinco dias para a liberação dos produtos parados no porto. O juiz federal reconheceu a necessidade da continuidade do serviço público para evitar ainda mais perdas.
Nenhuma carga, porém, foi liberada até agora por força da liminar. O inspetor responsável pela alfândega do porto ainda não teria sido notificado da decisão. Segundo Rodrigo Sais, a liminar obtida pela Fiep será cumprida na medida do possível, já que a categoria também tem uma liminar que garante o direito à greve. “Decisão judicial não se discute, se cumpre. Porém, não vamos enfraquecer o movimento pois temos o direito de greve garantido”, afirma Sais.
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal começou no dia 18 de março e atinge portos, aeroportos e fronteiras. Esse é o terceiro ano consecutivo que a categoria paralisa as atividades para pedir reajuste e a aprovação de um plano de carreira. Os auditores da Receita fiscalizam bagagens pessoais e cargas que passam pelos dos aeroportos, contêineres que chegam a portos e caminhões que transportam mercadorias.
Fonte: Gazeta do Povo-PR
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 8 Abril, 2008
Conab prevê safra recorde de 140,8 milhões de toneladas
A produção nacional de grãos na safra 2007/08 está estimada em recorde de 140,8 milhões de toneladas. O resultado representa aumento de 6,8% em relação ao período anterior, que foi de 131,7 milhões de toneladas (aumento de 9,2 milhões de toneladas). Os dados foram divulgados hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que concluiu o sétimo levantamento de safra.
Conforme os técnicos da estatal, o principal motivo do aumento da produção são as boas condições climáticas registradas nos últimos quatro meses e a melhor distribuição das chuvas em todo o País. “O aumento na produtividade do milho 1ª safra e da soja, impulsionados pelos bons preços no mercado e pelo uso de novas tecnologias, também contribui para esse crescimento”, informa a Conab no texto de divulgação da pesquisa.
A soja saiu dos 58,4 milhões de toneladas da safra passada para 59,9 milhões de toneladas, representando aumento de 2,7%. Já o milho segunda safra, que estava em 14,8 milhões de toneladas, alcança agora 17,4 milhões de toneladas, com crescimento de 18,1%. O feijão 2ª safra teve crescimento de 39,6%, passando de 996,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas.
De acordo com a Conab, a primeira safra do grão está totalmente colhida e o plantio da 3ª safra começa no fim de abril. “Também neste mês começa o plantio de trigo. Os primeiros números constarão da próxima pesquisa”, ressaltam os técnicos.
A área total plantada na safra 2007/08 é 1,1% maior, saindo de 46,2 milhões de hectares do ciclo passado para 46,7 milhões de hectares. Em relação ao arroz, a área diminuiu em todos os Estados, exceto no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, onde há incremento de 11,2% (107,2 mil ha) no período. Esse resultado ocorreu principalmente em função da retomada das áreas que deixaram de ser plantadas na safra anterior, por causa da escassez de chuvas. Já a área de algodão está praticamente definida, totalizando 1 milhão de hectares.
Fonte: A Tarde Online
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 8 Abril, 2008
Exportadores terão desoneração tributária
Os exportadores brasileiros serão beneficiados nos próximos dias por um plano de desoneração tributária, segundo informou ontem a jornalistas o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, após fazer palestra no IIF Latin America Economic Fórum. O evento ocorre paralelamente à 49ª Reunião Anual de Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizada em Miami, nos Estados Unidos. “Teremos incentivos extras para o setor exportador, com o objetivo de estimular investimento e pesquisa e o desenvolvimento tecnológico”, limitou-se a afirmar. “Se eu falar mais, o presidente Lula não terá o que anunciar nos próximos dias.”
As medidas adiantadas pelo ministro fazem parte da segunda fase da política industrial, que deveria ter sido implantada no final do ano passado, mas acabou suspensa por conta da não-aprovação da continuidade da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que dava receita da ordem de R$ 40 bilhões ao governo. Bernardo negou, no entanto, que as medidas na área cambial façam parte dessa fase da política para os exportadores, ainda que tenha admitido a possibilidade de algumas alterações isoladas.
“Não há nada previsto na área cambial. No câmbio, o que se admite é fazer algum ajuste pontual”, disse, deixando claro que se referia a uma possibilidade. O que está em linha com o discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que na véspera, também em Miami, chamou de apenas um exercício teórico.
De acordo com o ministro, a alteração no câmbio será na mesma linha da mudança na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início deste ano. “Sabemos que medidas como esta, apesar se não serem diretamente ligadas ao câmbio, acabam tendo interferência no comércio exterior”, afirmou.
As medidas da segunda fase da política industrial têm como objetivo, de acordo com Bernardo, incentivar a produção industrial do Brasil. Questionado se o modelo para estimular a atividade brasileira estaria relacionado a uma preocupação do governo quanto ao estreitamento do hiato do Produto Interno Bruto (PIB), o que poderia pressionar mais a inflação, o ministro foi taxativo: “Claro! Sempre estivemos preocupados com isso.”
Inflação
Ainda sobre a inflação, o ministro explicou que a meta de ampliar a participação do crédito total do País em relação ao PIB de 34% no ano passado para 50% em 2010 não necessariamente terá efeitos malignos sobre os índices de preços. “A política de crescimento de crédito, como um todo, não é incompatível com o controle da inflação”, argumentou. Segundo ele, apesar de o crédito ter triplicado nos últimos anos, a inflação não subiu no mesmo ritmo e a inadimplência também não aumentou.
Sobre a criação do fundo soberano internacional, Bernardo disse durante palestra no IIF que o tema ainda apresenta problemas de difícil equação. “Este debate está entre nós (do governo) desde o ano passado”, lembrou, explicando que, diferentemente de fundos soberanos de outros países, o objetivo do Brasil é o de utilizar as reservas internacionais, atualmente próximas de US$ 200 bilhões, para internalizar os recursos e não adquirir empresas em outros países. “Mas a internalização das reservas requer um cuidado extra porque pode gerar um excesso de liquidez e trazer efeitos não desejáveis para a economia doméstica, atrapalhando, inclusive, o trabalho do Banco Central”, afirmou.
Segundo ele, o Brasil não tem a pretensão de ter um fundo soberano nos moldes vistos em outros países. Ele explicou que a idéia é promover a infra-estrutura brasileira, direcionando uma parte dos recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O BNDES tem uma carteira ampla, mas ainda não temos a decisão de como vamos tratar isso”, afirmou.
Durante a palestra, o ministro disse ainda que considera injusto o atraso da obtenção pelo Brasil da classificação de grau de investimento pelas agências de classificação de riscos, principalmente se esta demora estiver relacionada com a crise nos mercados financeiros internacionais. “Aparentemente, a situação está em suspense, o que é uma injustiça”, afirmou. “Não vejo razão para não termos essa promoção internacional, uma vez que não temos visto efeitos claros da crise sobre a economia brasileira até agora.”
Fonte: Agência Estado
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 8 Abril, 2008
GM estaria criando concorrente para o Nano
A General Motors parece ter ficado incomodada com a repercussão que o Tata Nano – carrinho de US$ 2 500 – está tendo em todo o mundo. Por este motivo, estaria pensando em novas idéias para ter um veículo bem barato para mercados emergentes.
Os engenheiros da SAIC-GM-Wuling Automobile Co. têm uma missão difícil: criar uma nova geração do Chevrolet Matiz (também chamado de Spark), custando a metade do preço atual. Com isso, viraria um concorrente direto do Tata Nano.
Este novo modelinho seria construído sobre a mesma plataforma global do pequeno Beat, que estreará no mercado mundial no final de 2009. Aliás, as fotos que ilustram esta notícia são do Beat.
Fonte: Fast Driver
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 8 Abril, 2008
Google critica oferta da Microsoft pelo Yahoo!
O presidente mundial do Google, Eric Schmidt, criticou abertamente a possível compra do Yahoo! pelo Microsoft, ontem, durante entrevista à imprensa para jornalistas latino-americanos na Cidade do México. Segundo Schmidt, a transação prejudicaria os consumidores, reduzindo suas opções.
No Google, assumimos uma posição de preocupação diante da potencial fusão da Microsoft com o Yahoo! do ponto de vista de que isso reduzirá as opções para os consumidores na internet, disse. Schmidt afirmou que a fusão afetaria a livre competição e deu como exemplo o fato de que, com ela, Microsoft e Yahoo poderiam integrar seus sistemas de e-mail. A Microsoft deu três semanas ao Yahoo para decidir sobre a oferta.
Schmidt evitou falar sobre os efeitos da possível compra do Yahoo! pela Microsoft para os negócios do Google. Mas não perdeu a oportunidade de fazer críticas à gigante de software. Há muitas coisas que nos diferem da Microsoft. Mas a mais importante delas, que é a nossa mais importante regra, é que nós não seguraremos os consumidores no Google.E completou: Se você não gosta do Google e quer ir para o Microsoft ou Yahoo, nos facilitaremos isso para você. Nossos concorrentes não fazem isso. E eu acredito que isso é uma boa forma de nunca desacelerarmos nossas atividades e de nos obrigarmos a continuar sendo inovadores.
Fonte: A Tarde Online
Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística
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