Archive for Abril 2nd, 2008
Greve de fiscais faz fila de caminhões crescer e já lota armazéns
Uma fila com cerca de 750 caminhões faz parte na nova paisagem da cidade fronteiriça de Foz do Iguaçu (PR), fruto da greve dos auditores da Receita Federal, que começou no último dia 18. De acordo com os grevistas, as filas de caminhões se formaram em todos os 14 pontos de fronteira brasileira pois apenas 30% do efetivo nacional da Receita Federal está trabalhando . A expectativa de prejuízo é de R$ 11,5 milhões, até ontem. Além disso, informações veiculadas ontem pela imprensa dão conta de que o galpão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, está saturado.
De acordo com a Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) a situação é preocupante. Em documento da associação enviado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, os membros da NTC&Logística revelam estimar as perdas em torno de US$ 480 mil para cada dia de paralisação. No entanto, o resultado pode ser ainda mais expressivo uma vez que o cálculo não inclui os valores com os danos à própria carga e a multas por quebra de contratos.
“Outro ponto sensível é a região Uruguaiana (RS), que tem cerca de 3.000 caminhões nas mesmas condições. No Centro-Oeste, na região de Corumbá (MS), há cerca de 300 caminhões. Nos pontos de fronteira com o Uruguai, há cerca de 500 caminhões em igual situação”, estimam os transportadores.
Além do ministro Guido Mantega, o ofício da NTC&Logística foi encaminhado também aos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo; dos Transportes, Alfredo Nascimentos; das Relações Exteriores, Celso Amorim; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; além da Casa Civil, Agência Nacional de Transportes Terrestres, Conselho de Ministros da Câmara do Comércio Exterior e Receita Federal do Brasil.
O sindicato dos Auditores da Receita Federal (Unafisco) afirma que, apenas em Santos, 1.300 Declarações de Importação (DIs), não foram analisadas até sexta-feira, repercutindo em fábricas do ABC paulista que trabalham no modo just in time; cerca de mil declarações de Trânsito Aduaneiro (DTAs) não foram parametrizadas; e cerca de 700 contêineres de transbordo estão parados. “A perspectiva é de que esses números aumentem nos próximos dias”, diz a entidade por meio de sua assessoria de imprensa.
Fonte: DCI
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Saldo comercial do país cai 66%
O aumento das importações provocou forte queda de 66,4% no superávit comercial no primeiro trimestre do ano, em comparação com os três primeiros meses do ano passado – de US$8,72 bilhões para US$2,84 bilhões. O resultado representa o pior desempenho de janeiro a março do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, quando o petista assumiu o Palácio do Planalto diante de grande turbulência econômica, o saldo não foi tão ruim. Na ocasião, as exportações superaram em US$3,8 bilhões as importações do país.
O Brasil não possui déficit comercial desde o ano 2000. Se mantido o ritmo atual, os dados da balança comercial indicam que o superávit vai continuar se deteriorando ao longo do ano. Nos três primeiros meses de 2008, as exportações cresceram 15,6%, contra 44,1% das importações, aquecidas pelo crescimento mais forte da economia e o real forte. Em números, foram US$38,69 bilhões exportados, contra US$35,85 bilhões em compras.
Em março, as exportações registraram ainda uma pequena queda de 2,14% na comparação com o terceiro mês do ano passado. Entre as explicações estariam uma redução de 29% nas vendas de minério de ferro e demora no embarque de soja. Já a greve de auditores da Receita Federal ainda não teria causado prejuízo significativo às exportações, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
Na avaliação do governo, o volume de importações indica um fato “extremamente positivo”, nas palavras do secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, porque a indústria estaria renovando máquinas e equipamentos. A importação desses bens cresceu 61,4% nos primeiros três meses do ano.
As exportações continuam sendo puxadas pelas commodities. A exportação de produtos industrializados cresceu apenas 13,1% no primeiro trimestre do ano, contra 18% nas vendas de produtos básicos. Barral admitiu ontem a necessidade de impulsionar a indústria brasileira, algo que o governo espera fazer com a nova política industrial, cujo lançamento vem sendo adiado desde o ano passado e cujo anúncio é esperado para as próximas semanas.
Fonte: Correio da Bahia
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Liminares garantem liberação de cargas nos portos
A greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), que completa hoje 15 dias, está fazendo com que os exportadores e importadores baianos recorram à Justiça para evitar prejuízos ainda maiores. Com a paralisação, apenas as cargas perecíveis, como alimentos; perigosas, como produtos inflamáveis; de medicamentos, e as bagagens de viajantes estão sendo despachadas. O restante praticamente está sendo liberado através de decisão liminar, expedida via mandado de segurança. Somente no Porto de Salvador, onde cerca de 2,5 mil contêineres aguardam liberação, segundo o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros da Bahia, cerca de cinco decisões judiciais são acatadas por dia.
O auditor fiscal da RFB, assistente do inspetor chefe da alfândega do Porto de Salvador, Luciano Freitas Maciel, informa que no Porto de Aratu apenas dois mandados de segurança foram recebidos desde o início da greve, que teve início no último dia 18. “Esse baixo número deve-se a dois motivos. Primeiro, pela baixa quantidade de declarações de cargas do porto. Segundo, pela própria característica do porto, que é destinado a granéis (sólido, líquido e gasoso)”, declara Maciel.
Dentre os produtos que estão sendo mais penalizados com a greve, ele destaca os petroquímicos, a madeira, o sisal, o cacau e o café. “No Porto de Salvador, por exemplo, apesar de ainda não existir fila, as perdas já devem ultrapassar os R$2 milhões”, finaliza o dirigente.
A supervisora de importações da José Rubem Transportes e Equipamentos, Paula Melfra, acredita que as empresas importadoras são as mais prejudicadas com a paralisação dos auditores da Receita. “No caso das indústrias, por exemplo, elas não trabalham com um estoque de matéria-prima suficiente para suprir essa carga que fica parada na alfândega. Por isso, faz-se necessário a alternativa pelo mandado de segurança, que não sai por menos de R$3 mil”, revela. O preço do armazenamento de cargas é outra queixa dela. “Temos um cliente, por exemplo, que está com uma carga de US$1 milhão parada no Porto de Salvador desde o início da greve, dia 18 de março. Como o prazo para retirada da mercadoria já foi ultrapassado, o custo de armazenagem será de, no mínimo, US$30 mil”, divulga a dirigente, informando que, se não houvesse a greve, esse valor não sairia por mais de US$15 mil.
Aeroporto – O caos não está acontecendo apenas nos portos de Aratu e Salvador, mas também no aeroporto de Salvador. “Lá a situação é ainda pior, porque eles trabalham em esquema de plantão, sempre um fiscal e um auditor da Receita. Porém, se você der o azar de pegar um plantão cujo trabalhadores tenham aderido à greve, tudo pára. Semana passada aconteceu isso comigo”, relata ele.
De acordo com o gerente de estudos e informações do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, Arthur Souza Cruz, ainda não dá para mensurar os prejuízos do mês de março causados pela greve. “A gente só vai ter um resultado da balança comercial do estado a partir do próximo dia 10. Mas, hoje (ontem) pela manhã, na reunião mensal da Comissão de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), fui informado que a situação está sob controle, uma vez que o mínimo operacional, determinado pela Supremo, de 30%, está sendo mantido”, afirma o dirigente, confirmando o fato de que muitas empresas estão “apelando” para a liminar, na tentativa de amenizar os prejuízos.
Fonte: Correio da Bahia
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Exportação de frutas será tema de reunião em Brasília
A análise da competitividade nas exportações de frutas frescas e processadas, as prioridades para negociações internacionais e a promoção de frutas no exterior serão os temas discutidos na terça-feira (1), às 14h, na 16° reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura.
No encontro, que será realizado no auditório térreo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o coordenador-geral de Apoio às Câmaras Setoriais e Temáticas, Aguinaldo José de Lima, apresentará a reestruturação das câmaras.
Fonte: Safra News
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Justiça determina volta de fundo à gestão da VarigLog
Decisão do juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, determinou a volta do fundo Matlin Patterson para a gestão da VarigLog, empresa de transporte de carga. O fundo americano se associou, por meio da Volo do Brasil, com três sócios brasileiros (Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) para controlar a VarigLog.
O juiz decidiu pela exclusão dos brasileiros da sociedade. O fundo e os brasileiros travam uma disputa judicial com ações no Brasil e no exterior desde a metade do ano passado. Eles se desentenderam na administração, feita pelos sócios brasileiros, dos recursos recebidos pela venda da Varig para a Gol.
Segundo Nelson Nery Junior, advogado que representa o Matlin, foi fixado pagamento de US$ 428 mil para cada um dos três sócios. O juiz determinou ainda que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) se pronuncie sobre o assunto.
Com a exclusão dos brasileiros, o fundo de investimento passa a controlar a empresa, o que estaria em desacordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, que restringe a participação do capital estrangeiro em empresas aéreas a 20%. O Matlin, porém, pode indicar novos sócios brasileiros.
“Hoje [ontem] a administração já foi assumida pelo Matlin. O fundo pode indicar novos diretores e administradores. Ele terá de prestar contas e informar o juízo sobre o que está fazendo”, disse Nery. Os outros sócios ainda podem recorrer da decisão. Procurado, Marco Antonio Audi, que fala pelos sócios brasileiros, disse que não poderia atender à reportagem.
O juiz justifica a decisão como a fórmula encontrada para preservar a empresa em nome de interesses maiores, propiciando fôlego econômico, sem prejuízo de posterior regularização societária.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Servidores dos Correios seguem em greve
Funcionários dos Correios de 20 Estados entraram em greve ontem por tempo indeterminado, segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Os Correios suspenderam os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e Disk Coleta. Segundo a empresa, as agências continuarão abertas, mas a entrega de correspondências pode atrasar.
Em reunião com o comando de greve da Fentect, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e a diretoria dos Correios propuseram a prorrogação por 90 dias do abono emergencial de 30% do salário dos funcionários -suspenso em março.
Segundo o secretário-geral do Fentect, Manoel Cantoara, a greve continuará até a formalização da proposta. O comando da greve apresentará a oferta do governo em assembléia. Em São Paulo, a reunião está marcada para hoje, às 15h, na praça da Sé (região central).
Cantoara ressalta que o sindicato quer que o acordo determine que o bônus seja definitivo após 90 dias. O sindicato quer a classificação do bônus como adicional de periculosidade. Para os Correios, isso só será possível com uma mudança na legislação.
Segundo a Fentect, 22 dos 33 sindicatos filiados à entidade aderiram à greve. Para os Correios, a adesão é maior no interior de São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Pernambuco (70% dos funcionários). Nos demais Estados, os Correios dizem que a adesão é “baixa e não compromete os serviços de distribuição.”
Fonte: Folha de S. Paulo
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Petrobras aumenta gás para uso industrial em 10%
O petróleo se mantém próximo dos US$ 100 o barril, e a alta se reflete no mercado brasileiro. A Petrobras anunciou reajuste de 10% para o GLP (gás de cozinha) destinado ao uso industrial e de 10,4% para o querosene de aviação (QAV).
Em 1º de janeiro, o GLP vendido em botijões de 45 kg ou a granel subiu 15%. O QAV, 2,8%. Depois a Petrobras reduziu duas vezes o preço do combustível, em 0,2% cada, no começo de fevereiro e março.
Usado na maioria dos lares brasileiros, o botijão de 13 kg de GLP não teve reajuste. Desde 2002, o preço do produto não é corrigido pela Petrobras. No ano passado, o preço do GLP industrial também não foi reajustado. Já o QAV teve alta acumulada de 12,6% em 2007.
Os aumentos pressionaram as contas das companhias aéreas. É que o combustível é a principal fonte de custo das empresas e corresponde a cerca de um terço das despesas.
No GLP, o reajuste anunciado anteontem às distribuidoras e que passou a valer ontem já fez o preço do granel e do botijão de 45 kg ficar com o quilo cerca de 40% mais caro do que o do vasilhame destinado ao consumo doméstico.
Para Amaro Helfstein, diretor comercial da Copagaz, a diferença desorganiza o mercado e faz clientes industriais comprarem o botijão menor.
A Petrobras tem represado os reajustes dos principais combustíveis. No caso da gasolina e do diesel, há uma defasagem de cerca de 10% ante os preços praticados no mercado internacional.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Vale investirá US$ 7 bi para duplicar porto e ferrovia no Norte
A Vale do Rio Doce vai investir US$ 7 bilhões em ferrovia e porto até 2012 para suportar o crescimento da produção de minério de ferro da empresa na mina de Carajás, no Pará. O plano prevê aplicar US$ 4 bilhões para elevar a capacidade da Estrada de Ferro Carajás (EFC), incluindo a compra de vagões e locomotivas, e outros US$ 3 bilhões para criar um novo porto em Ponta da Madeira, na ilha de São Luís, no Maranhão, por onde a companhia escoa o minério produzido na região Norte destinado à exportação.
Os investimentos bilionários em logística farão com que o terminal marítimo de Ponta da Madeira dobre, a partir de 2012, a capacidade de movimentação de minério de ferro, que situa-se hoje em cerca de 100 milhões de toneladas por ano. “O novo porto vai adicionar 100 milhões de toneladas ao ano à capacidade de escoamento do terminal”, diz Eduardo Bartolomeo, diretor executivo de logística da Vale.
A execução do projeto do novo terminal portuário fará com que Ponta da Madeira atinja, em cinco anos, capacidade de movimentar 230 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O número se explica porque, antes de dobrar o volume de minério a ser escoado pelo terminal, a Vale implanta uma etapa intermediária que ampliará a capacidade do porto em mais 30 milhões de toneladas por ano a partir do fim de 2009. Este projeto está aprovado e em execução.
Na semana passada, Bartolomeo esteve em Ponta da Madeira para o lançamento da pedra fundamental do virador de vagão número quatro do terminal, um investimento de mais US$ 500 milhões. O projeto, que inclui um novo pátio de estoque e novos equipamentos para movimentar o minério, acrescentará 30 milhões/ano à capacidade do terminal da Vale no Maranhão.
Já o novo terminal portuário de US$ 3 bilhões ainda depende de aprovação final do conselho de administração da companhia e das licenças ambientais. Atualmente, encontra-se em fase de engenharia, com gastos de US$ 30 milhões. O projeto incluirá um sistema de recebimento do minério formado por quatro viradores de vagões e três linhas de desacarga. Está prevista também a construção de seis pátios para estoque do minério e a compra de nove equipamentos para movimentar o produto.
O sistema de embarque nos navios será formado por dois berços, de 380 metros de comprimento cada um, para atracar embarcações de até 400 mil toneladas de capacidade. O minério chegará aos navios por meio de uma ponte de acesso, mar adentro, com 1,7 mil metros de extensão. Serão duas linhas de embarque e, nos píeres, haverá quatro carregadores de navios.
A ampliação do terminal de Ponta da Madeira e os investimentos em ferrovia no sistema Norte estão relacionados ao desenvolvimento de Carajás Serra Sul, o maior projeto “greenfield” da empresa e o maior do mundo para produzir minério de ferro. Com investimentos previstos de US$ 10 bilhões, Serra Sul terá capacidade de produção de 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, a partir de 2012, quando a Vale espera produzir 450 milhões de toneladas do produto por ano.
Para atingir esta produção, a Vale conta com a implantação de três grandes projetos: o aumento da produção de Carajás para 130 milhões de toneladas por ano, o próprio Carajás Serra Sul e Maquiné-Baú, em Minas Gerais. Para assegurar o crescimento, a Vale investirá em logística US$ 12 bilhões até 2012, os quais fazem parte dos US$ 59 bilhões do plano de investimentos da empresa para os próximos cinco anos.
Dos US$ 12 bilhões, US$ 7 bilhões se destinam ao sistema Norte da empresa. Há também investimentos no Sudeste, entre os quais o aumento da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e do terminal da empresa em Tubarão, no Espírito Santo, que irá perder, para Ponta da Madeira, em 2010, a liderança entre os terminais da Vale em termos de movimentação de minério de ferro.
O crescimento da operação no Norte dependerá também de investimentos no sistema ferroviário, disse Bartolomeo. A partir de junho deste ano, a Vale passa a operar na EFC com comboios de trens de 330 vagões, o que irá aumentar a capacidade da ferrovia e diminuir de 12 para 9 o número de trens que circulam por dia pela via. Os comboios maiores exigirão a compra de 2.630 vagões, dos quais mil unidades já foram contratadas com a Amsted-Maxion. A prioridade da Vale é fazer estas encomendas aos fabricantes nacionais.
Outros 6,6 mil vagões serão necessários quando o terminal de Ponta da Madeira estiver operando a ritmo de 230 milhões de toneladas anuais. Bartolomeo disse também que entre os investimentos previstos para a EFC está a interligação dos pátios para colocar mais trens estacionados na operação da ferrovia. A EFC é uma via em linha simples projetada para operar com 56 pátios. No projeto de Serra Sul, está prevista a construção de um ramal ferroviário da EFC com extensão de 104 quilômetros.
Fonte: Valor Econômico
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Add comment 2 Abril, 2008
Trecho de 80 m do Fura-Fila cede e pára sobre viaduto
Inexplicável até agora, o acidente num trecho das obras do Expresso Tiradentes, antigo Fura-Fila, causou enormes problemas de congestionamento em São Paulo ontem. Uma estrutura com 80 metros de comprimento e cerca de 800 toneladas, segundo dados do consórcio responsável pela obra (a Prefeitura informa 64 metros e 960 toneladas), cedeu por volta das 23h30 de segunda-feira. O braço inclinou-se até parar na mureta do Viaduto Grande São Paulo, que liga a Avenida dos Estados à Avenida Luiz Inácio de Anhaia Mello, Vila Prudente, e ao ABC paulista. Todo o trecho ficou interditado até 19h30. Foram necessárias 40 toneladas de contrapeso para nivelar e reequilibrar a ponte.
Ninguém ficou ferido. Os 20 operários que trabalhavam no local conseguiram sair a tempo. “Houve um pequeno escorregamento. A peça foi escorregando devagarzinho até encostar no viaduto”, disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM). “O importante é sempre a segurança da obra. Nós jamais faríamos a manutenção da data sacrificando a segurança”, afirmou Kassab sobre a previsão de inaugurar o trecho em 18 de maio. Agora, a data de inauguração do trecho de 2,8 quilômetros do Expresso Tiradentes sobre o Rio Tamanduateí é incerta.
Dois guindastes ajudaram no trabalho de recolocação da peça no lugar. O professor Claudio Vidrih Ferreira, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, disse desconhecer acidentes iguais a esse no País. “É muito provável que tenha ocorrido sobrecarga localizada, com migração de tensão para um lado”, disse Ferreira. Em outras palavras, teria havido sobrepeso de um dos lados do corpo da obra.
O diretor de Infra-Estrutura da São Paulo Transportes (SPTrans), Pedro Evangelista, disse que o deslizamento não deveria ter acontecido. “Não há nenhum método revolucionário nessa construção. Todos já estávamos acostumados com esse tipo de obra. Nunca vi desequilíbrio desses. Não é comum nessas obras.”
O consórcio responsável pela obra, formado pela Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, vai avaliar se houve dano na estrutura. Um laudo deve ser concluído em até 30 dias. “Precisamos avaliar se houve comprometimento. Aparentemente não houve nenhum dano, mas será preciso fazer perícia. A liberação para continuidade da obra ocorrerá somente depois disso”, disse Rodolfo Mantuano, diretor da Carioca.
Além do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Prefeitura deverá contratar outra empresa para fazer a perícia. “Se for constatado erro da construtora, haverá punições, como reza o contrato”, disse o prefeito. O Viaduto Grande São Paulo não sofreu sobrecarga de peso, com acomodação da estrutura.
ACELERA, FREIA
Em dias de trânsito normal, os quase 8 km entre o início da Avenida Salim Farah Maluf e o cruzamento entre as Avenidas Paes de Barros e Anhaia Mello são percorridos em 15 minutos. Ontem, alguns motoristas passaram mais de quatro horas para cruzar esse pequeno trecho que desemboca no Viaduto Grande São Paulo. Pelo semáforo do cruzamento, que fica aberto um minuto e 50 segundos, passavam no máximo meia dúzia de carros e quatro ou cinco caminhões a cada sinal verde.
“Devo estar nesse trecho há quase quatro horas”, reclamava Eder Mazzeto, que disse ter saído da Via Dutra às 10 horas. Já passava das 14 horas quando cruzou a Paes de Barros. Para Antonio Dias Carvalho, a situação era pior. Saí às 11h40 de Vinhedo e precisava chegar até as 17 horas a Diadema para entregar uma carga de suco de laranja. “Se não chegar a tempo, terei de voltar com a carga.”
COBRANÇA
Pré-candidato à Prefeitura, Kassab vistoriava as obras de adequação viária de cruzamento na região central, na quarta-feira passada, quando questionou o diretor Pedro Evangelista sobre a conclusão do trecho. “Doutor Pedro, que dia que vai ficar pronto o Expresso Tiradentes? A data? 18 de Maio? 18 de Maio. Agora vou cobrar do diretor. Ele já deu a data em primeira mão”, disse.
Pessoas ligadas ao consórcio e ao Executivo admitem que nesse período pré-eleitoral há “certa pressão” para que as obras sejam entregues o mais rápido possível. Kassab disse que não. “Está atrasada, inclusive. Até porque a engenharia tem prazos e cronogramas técnicos que não podem ser acelerados”, ressaltou.
A execução do trecho 3 do Expresso Tiradentes para implantação do ramal da Vila Prudente teve início no final do ano passado e recentemente teve o ritmo acelerado. Custou R$ 93,8 milhões até agora aos cofres municipais, com parte da verba vinda do governo federal. Tem 2,8 quilômetros de extensão, e deveria estar pronto em 31 de julho do ano passado, quando terminou o contrato com o Consórcio Ramal Vila Prudente.
O trecho acidentado utilizou o método chamado balanço sucessivo, em que a construção é feita pelo alto da estrutura, para evitar problemas no trânsito. São módulos pré-moldados de dois metros de extensão que são acoplados um a um por um mecanismo hidráulico. Nesse caso, cada gomo fica pronto a cada sete dias.
Em São Paulo há pontes construídas com o método de balanço sucessivo, como a do Morumbi, sobre o Rio Pinheiros. Foi construída também uma no Trecho Oeste do Rodoanel, sobre o Rio Tietê, em Barueri. A segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, em pleno Parque Estadual da Serra do Mar, utilizou esse método.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Vendas para a China devem crescer 10%
Companhia Vale do Rio Doce planeja exportar mais de 100 milhões de toneladas de minério de ferro para a China neste ano, sob termos de contrato, um aumento de 10% sobre 2007, disse o¨ntem o presidente da unidade chinesa da empresa. Questionado sobre se a paralisação das negociações de preços entre as mineradoras australianas e as siderúrgicas pode aumentar as vendas da Vale para a China, Michael Zhu, presidente da Vale China, disse que “não temos escopo para aumentar nessa quantidade”.
A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, chegou em fevereiro a um acordo com as siderúrgicas chinesas para alta de 65% a 71% nos preços da commodity. O acordo da Vale costuma servir de referência para as mineradoras australianas. Mas os crescentes preços do minério no mercado à vista levaram as australianas Rio Tinto e a BHP Billiton a tentar um reajuste maior, baseado na vantagem de frete que possuem em relação ao Brasil.
Zhu acrescentou que a Vale está em conversações para montar várias unidades de pelotização de minério de ferro na China, incluindo nas cidades de Rizhao, Anyang e Caofeidian, município em que a Shougang Group, um dos maiores grupos siderúrgicos do país, está baseado.
Fonte: Gazeta Mercantil
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