Ituran quer ampliar atuação no Brasil

1 Abril, 2008

O Brasil deve ser já no ano que vem o principal mercado mundial da Ituran, empresa israelense fabricante de rastreadores. Em 2007, as operações cresceram 25% e este ano a meta é avançar mais 50%. “O mercado brasileiro ainda está inexplorado”, afirma Yaron Littan, o novo presidente da Ituran no país.

Para crescer, os planos da Ituran incluem investir R$ 200 milhões até 2010. Outro projeto da empresa é abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), também por volta de 2010. “Seria uma alternativa para financiar nosso crescimento”, afirmou Littan ao Valor. A empresa tem o capital aberto na bolsa de Tel Aviv e na Nasdaq.

O Brasil é o segundo principal mercado do grupo, criado em 1994 em Israel. O grupo começou a operar aqui em 2000. O país responde por 25% do faturamento mundial da Ituran, que chegou a US$ 130 milhões em 2007. Em 2008, esta participação deve subir para cerca de 35%.

O principal mercado para os rastreadores da empresa ainda é Israel. Mas segundo Littan, o mercado lá já está saturado e não tem mais para onde crescer. Já no Brasil, a situação é diferente. O executivo estima que o país tem 600 mil rastreadores instalados em carros de passeio, frotas e caminhões, número insignificante perto do tamanho da frota nacional. A Ituran tem 150 mil aparelhos ativos.

Além do mercado ainda inexplorado, outro fator que anima os planos da Ituran para o país é a obrigatoriedade da instalação de rastreadores nos carros que saírem de fábrica a partir de 2009. Com isso, dos atuais 600 mil, o mercado pode chegar rapidamente a cerca de 4 milhões de aparelhos. As montadores seriam as principais clientes da Ituran. Atualmente, os principais negócios são fechados com seguradoras, que ficam com 70% da carteira da empresa. O restante está dividido em frotas e pessoas físicas.

Um aparelho custa em média R$ 820 mais uma taxa de R$ 35 por mês no plano básico. Segundo Pedro Menezes Coli, gerente de marketing e vendas da Ituran, o preço já caiu consideravelmente em relação ao passado. “O fato de ter um rastreador no carro faz o preço do seguro cair significativamente”, afirma ele. Há casos, como em alguns modelos da Parati, um dos carros mais visados pelos ladrões de automóveis, de redução de até R$ 2 mil por seguro. Um movimento que vem sendo percebido é a pessoa comprar apenas o rastreador e não fazer o seguro do veículo, diz Littan.

Fonte: Valor Econômico

Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

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