Archive for Abril 1st, 2008

Obra do Expresso Tiradentes tomba sobre viaduto em SP

Uma parte da obra do Expresso Tiradentes no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, tombou sobre o viaduto Grande São Paulo, que liga a avenida do Estado à av. Professor Luís Inácio Anhaia Melo.

Ainda em construção, o trecho se inclinou para a lateral e bloqueia o viaduto desde as 23h30 desta segunda-feira. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não havia carros passando sob a obra no momento do acidente.

“Eu escutei um barulho, mas não imaginei que fosse o viaduto. Passa tanto carro e faz tanto barulho aqui que que a gente nem percebe”, disse Maria Albertina da Silva, 54, que mora perto do viaduto.

Equipes da Defesa Civil e da prefeitura estiveram no local após o incidente para avaliar se a obra danificou o viaduto.

Trânsito

A CET informou que a obra interdita completamente a via de acesso entre o bairro do Ipiranga e da Vila Prudente, na zona leste.

Com o incidente, o trânsito deve ficar complicado na manhã desta terça-feira para quem deixa a zona leste e a região do Grande ABC rumo ao centro de SP.

Por volta das 7h, um guindaste deve iniciar o trabalho de remoção. Contudo, o trânsito só deve ser completamente liberado após o meio dia.

A CET montou desvios na região e pede para que os motoristas tentem evitar ao máximo trafegar pelo local.

Para quem segue no sentido centro, há desvios pela rua Maria Daffré e pela rua Capitão Pacheco Chaves –que leva à Avenida do Estado.

Os motoristas que vêm do centro no sentido Vila Prudente podem seguir pelas ruas do Amparo e Ibitirama para sair na Capitão Pacheco Chaves.

Quem vai no sentido zona sul tem como alternativa as ruas 1822, Dom Lucas Obes e a avenida das Juntas Provisórias para sair na av. Presidente Tancredo Neves.

A CET orienta que os caminhoneiros evitem as avenidas Salim Farah Maluf e a Luiz Inácio de Anhaia Melo e sigam pelas marginais Pinheiros e Tietê.

Já o fluxo do Expresso Tiradentes não deve ser afetado, pois o trecho que tombou do elevado ainda estava em obras.

Expresso

O Expresso Tiradentes, o antigo Fura-Fila, é um corredor de ônibus elevado com 31,8 km de extensão que liga a região do Parque Dom Pedro 2º (centro) ao Sacomã (zona sul).

O sistema de transporte começou a operar pela primeira vez em março do ano passado, reduzindo de duas horas para cerca de 70 minutos o percurso entre as duas regiões.

Projetado em 1997 pelo ex-prefeito Celso Pitta, o Fura-Fila foi renomeado de Paulistão, em 2001, e teve o projeto modificado pela petista Marta Suplicy.

Em 2005 o esqueleto de concreto que passava por cima da avenida do Estado recebeu o nome de Expresso Tiradentes.

Fonte: Folha Online

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Transportes pela hidrovia Tietê-Paraná têm recorde

O total de cargas transportadas pela hidrovia Tietê-Paraná cresceu 20,5% no ano passado: em 2006 foram 3,9 milhões de toneladas contra 4,7 milhões em 2007. Os dados são da Secretaria Estadual de Transportes, que considera o volume recorde. “Superou nossa expectativa, que era de crescimento de 10%. Pela primeira vez atingimos esse patamar”, diz o diretor do Departamento Hidroviário do Estado, Oswaldo Rosseto.

A principal responsável pelo impulso foi a exportação do milho – commodity em alta no mercado internacional. De 172 mil toneladas em 2006, o grão foi para 801 mil toneladas em 2007.

Em seguida veio o açúcar – produto contabilizou um movimento de 88 mil toneladas. Outra forma de medir o desempenho da hidrovia é a TKU, ou seja, a quantidade de toneladas transportadas por quilômetro útil.

Em 1995 o transporte hidroviário no Estado registrava 320 milhões de TKUs e, em 2007, foi atingida pela primeira vez a marca de 1,3 bilhões de TKUs.

O volume de cargas transportado por hidrovia, contudo, ainda é pequeno. De acordo com o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), a via representou 13% do total das cargas transportadas no Brasil em 2006.

A hidrovia Tietê-Paraná tem 2.400 quilômetros de vias navegáveis nos rios Paraná (1.600 km) e Tietê e Piracicaba (800 km) com dez barragens, dez eclusas, 23 pontes, 19 estaleiros e 30 terminais intermodais de cargas no trecho paulista.

Na região, passa por cidades como Barra Bonita, Pederneiras, Itapuí e Jaú. Pederneiras é o principal porto em São Paulo, com 1,2 milhão de toneladas em 2007.

A fim de garantir a continuidade de expansão do transporte fluvial, o governo estadual previu no PPA (Plano Pluri-Anual) investir, até 2010, R$ 127,7 milhões no setor. Destes, R$ 68 milhões serão destinados a obras de ampliação e proteção dos vãos de navegação das pontes na hidrovia Tietê-Paraná. Oswaldo Rosseto espera, ainda, atingir até o fim de 2008 um total de 5,2 milhões de toneladas transportadas.

Fonte: Bom dia Bauru

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Subproduto do biodiesel vai virar energia elétrica

Assim como já ocorre com a cana-de-açúçar, que gera, além do álcool, energia do bagaço e da palha, plantas oleaginosas e gorduras usadas como matéria-prima na produção de biodiesel vão fornecer também eletricidade. A equação é simples: cada litro de biodiesel produzido 300 mililitros de glicerina, em parte descartada, em parte usada pela indústria de cosméticos. O problema é que a necessidade de glicerina tem limite, o que provocará uma grande quantidade de rejeito, principalmente depois que o País adotar a adição de 5% de biodiesel ao diesel, em 2013. No lugar de jogado num aterro industrial, o resíduo pode virar biogás, de acordo com a professor Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás.

As bactérias são extraídas do esterco bovino. “Não isolamos uma bactéria. Trata-se de um consórcio bacteriano composto por várias espécies de microrganismos”, informa. A transformação da glicerina é feita num biodigestor, equipamento onde ocorre a fermentação de biomassa para a obtenção do biogás. O gás produzido é o metano, o mesmo liberado pelo gado bovino após a ruminação do capim ou pelos aterros sanitários e lixões das cidades. “É um gás para ser queimado, assim como o gás natural que usamos na cozinha”, diz Maria Palha.

A partir de julho, quando o País começar a usar o B3 (diesel com adição de 3% de biodiesel), a estimativa é de um consumo de 1,3 bilhão de litros anuais de biodiesel. Como a cada litro já gerados 30% de glicerina, haverá no Brasil uma oferta de 390 milhões de litros de glicerina. “Hoje a glicerina é absorvida pela indústria cosmética como matéria-prima. Mas, quando a produção de biodiesel aumentar, haverá mais glicerina do que o mercado é capaz de absorver”, adverte.

Hoje, usinas de cana-de-açúcar são auto-suficientes em energia. No futuro, as usinas de biodiesel também deverão ser, sem fazer uso do seu produto principal, mas extraindo metano que pode ser usado para gerar energia elétrica da sobra de glicerina. O estudo começou em abril de 2007, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A equipe, integrada por alunos de mestrado, iniciação científica e outros professores do Departamento de Engenharia Química da UFPE ainda estuda a relação ideal entre a quantidade de glicerina empregada e a de esterco no processo. “Que o consórcio de bactérias degrada a glicerina, transformando a substância em gás, nós já temos certeza. Só falta analisar o teor de glicerina e de metano envolvidos.” Segundo ela, 30 graus centígrados é a melhor temperatura para obter a fermentação e o gás. E será fundamental, completa, que empresas que detêm tecnologia de captura de gases contribuam com projetos de qualidade para sequestrar o máximo do metano liberado.

Um dos gases causadores do efeito estufa, fenômeno que provoca o aumento global da temperatura, o metano tem no gado seu principal emissor, equivalente à emissão anual de gás carbônico (CO2) de 36 milhões de veículos de passeio, informa a pesquisadora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), segundo a assessoria do Ministério de Ciência e Tecnologia. O metano é 21 vezes mais agressivo à atmosfera no caso do efeito estufa, do que o CO2. Sua queima, em vez da liberação pura e simples, reduz esse efeito.

Fonte: 24 Horas News

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É preciso maior superávit primário

O superávit de R$ 8,966 bilhões nos dois primeiros meses do ano, equivalente a 6,22% do PIB, permite pensar que a meta de 3,8% do PIB será cumprida neste ano.

Mas a questão não é bem saber se a meta será cumprida, mas avaliar, neste momento da conjuntura, se não seria necessário aumentar a meta, isto é, reduzir as despesas correntes do governo federal com o objetivo de evitar uma explosão da demanda e a necessidade de o Banco Central (BC) elevar a taxa Selic, o que interromperia um ciclo de aumento dos investimentos, que são mais sensíveis a uma elevação dos juros.

Os dados de fevereiro – que convém analisar à luz do grande aumento da arrecadação – mostram que o déficit nominal foi de R$ 6,477 bilhões, enquanto no mês anterior se tinha registrado um superávit de R$ 5,531 bilhões, cabendo ao governo central a maior responsabilidade neste desempenho. O BC está revisando sua projeção de déficit nominal de 1,2% para 1,6% do PIB, mostrando, assim, que está afastada a hipótese de sua eliminação.

Essa revisão foi imposta pelo aumento do pagamento nominal de juros, que somou R$ 15,444 bilhões em fevereiro e que representou, nos dois primeiros meses, 6,43% do PIB. O montante dos juros pagos em fevereiro foi o maior desde que se começou a fazer o balanço das contas públicas (1992), e o juro médio ficou em 11,6%, com ameaça de aumento nos próximos meses em razão da alta do custo do dinheiro no exterior e de uma provável elevação da taxa Selic.

Esses dados justificam amplamente a posição de alguns economistas favoráveis a uma elevação do superávit primário, que permitiria, pelo menos, compensar os efeitos de um custo maior da dívida. A dívida líquida do setor público se elevou em fevereiro a R$ 1,583 trilhão, passando de 41,9% do PIB para 42,2%.

É evidente que uma redução da dívida, que se traduziria por uma diminuição dos juros pagos, permitiria dispor de mais recursos para financiar investimentos públicos, que contribuiriam para diminuir os custos de produção onerados por uma infra-estrutura inadequada.

No ano passado, o governo central contou com o resultado das empresas estatais federais para reduzir seu déficit nominal: neste ano, elas estão comprometidas com programas de investimentos (especialmente a Petrobrás) e não poderão dar a mesma contribuição – até porque o déficit nominal deverá ser maior do que se previa.

Fonte: Estadão

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Ituran quer ampliar atuação no Brasil

O Brasil deve ser já no ano que vem o principal mercado mundial da Ituran, empresa israelense fabricante de rastreadores. Em 2007, as operações cresceram 25% e este ano a meta é avançar mais 50%. “O mercado brasileiro ainda está inexplorado”, afirma Yaron Littan, o novo presidente da Ituran no país.

Para crescer, os planos da Ituran incluem investir R$ 200 milhões até 2010. Outro projeto da empresa é abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), também por volta de 2010. “Seria uma alternativa para financiar nosso crescimento”, afirmou Littan ao Valor. A empresa tem o capital aberto na bolsa de Tel Aviv e na Nasdaq.

O Brasil é o segundo principal mercado do grupo, criado em 1994 em Israel. O grupo começou a operar aqui em 2000. O país responde por 25% do faturamento mundial da Ituran, que chegou a US$ 130 milhões em 2007. Em 2008, esta participação deve subir para cerca de 35%.

O principal mercado para os rastreadores da empresa ainda é Israel. Mas segundo Littan, o mercado lá já está saturado e não tem mais para onde crescer. Já no Brasil, a situação é diferente. O executivo estima que o país tem 600 mil rastreadores instalados em carros de passeio, frotas e caminhões, número insignificante perto do tamanho da frota nacional. A Ituran tem 150 mil aparelhos ativos.

Além do mercado ainda inexplorado, outro fator que anima os planos da Ituran para o país é a obrigatoriedade da instalação de rastreadores nos carros que saírem de fábrica a partir de 2009. Com isso, dos atuais 600 mil, o mercado pode chegar rapidamente a cerca de 4 milhões de aparelhos. As montadores seriam as principais clientes da Ituran. Atualmente, os principais negócios são fechados com seguradoras, que ficam com 70% da carteira da empresa. O restante está dividido em frotas e pessoas físicas.

Um aparelho custa em média R$ 820 mais uma taxa de R$ 35 por mês no plano básico. Segundo Pedro Menezes Coli, gerente de marketing e vendas da Ituran, o preço já caiu consideravelmente em relação ao passado. “O fato de ter um rastreador no carro faz o preço do seguro cair significativamente”, afirma ele. Há casos, como em alguns modelos da Parati, um dos carros mais visados pelos ladrões de automóveis, de redução de até R$ 2 mil por seguro. Um movimento que vem sendo percebido é a pessoa comprar apenas o rastreador e não fazer o seguro do veículo, diz Littan.

Fonte: Valor Econômico

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Ministério da Justiça deve obrigar Volkswagen a fazer recall do Fox

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça deverá ordenar à Volkswagen a realização de um recall do Fox. A decisão deverá ser tomada nos próximos dias.

O setor automotivo é líder em recalls, de acordo com relatório divulgado ontem pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), órgão ao qual o DPDC está subordinado. No ano passado, o departamento acompanhou e fiscalizou 44 procedimentos de recall, dos quais 28 foram relativos a veículos. O DPDC costuma ser bastante rigoroso nestes processos e exige que a montadoras façam alterações em todos os veículos em que há qualquer risco de problemas para os consumidores. Ao todo, os veículos responderam por 63,6% dos recalls no ano passado, seguidos de “produtos diversos” com 15,9%, brinquedos com 9,1%, medicamentos com 6,8%, motocicletas e alimentos, cada um com 2,3%.

O DPDC está investigando os problemas envolvendo o banco traseiro do modelo Fox, da Volkswagen, desde o ano passado. Em princípio, havia apenas uma denúncia sobre o manejo do banco traseiro do Fox. Somente um caso de mutilação no dedo de um usuário havia sido notificado. A denúncia estava pronta para ser arquivada, pois a montadora argumentou que se tratava de um caso isolado. Mas, houve cautela por parte do diretor do DPDC, Ricardo Morishita, que preferiu aguardar para ver se surgiam casos semelhantes. No início deste ano, outros casos foram registrados e o DPDC passou a olhar o caso Fox com maior atenção.

Nestes casos, os consumidores reclamaram de uma argola localizada próxima a alça destinada a rebaixar o banco traseiro do veículo. Eles alegaram que ao usar a argola sofreram mutilações no dedo com o rebaixamento automático do banco. A Volkswagen informou, em sua defesa, que o manual de instruções do Fox explica corretamente aos consumidores que eles devem utilizar a alça, e não a argola, para rebaixar o banco traseiro.

Em fevereiro passado, a Volkswagen disse que não era necessário recall, porque estava disponibilizando aos consumidores a instalação gratuita de uma peça adicional que evitava problemas no veículo: uma borracha que isolava a argola.

Essa resposta não foi bem recebida pelo DPDC. Os técnicos do departamento entendem que os consumidores devem ser amplamente alertados sobre os supostos problemas no veículo. Essa informação sobre eventuais riscos deve ser ostensiva.

Fonte: Valor Econômico

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Petrobras confirma ter feito oferta por postos da Esso no Brasil

A Petrobras confirmou ontem que fez uma oferta pelos ativos de distribuição da Exxon Mobil Corp no Brasil, a marca de postos Esso. O diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, entretanto, se recusou a dizer se a empresa fez a oferta sozinha. Ele também se negou a fazer comentário quanto a preço ou sobre como a oferta foi recebida.

Costa foi evasivo ao responder perguntas sobre a negociação. “Só posso dizer que houve proposta. Mas o tempo é do vendedor. Não tem prazo para a divulgação do resultado. Caberá a decisão ao vendedor”, disse, em entrevista após a inauguração das obras do Comperj.

Rumores do mercado indicam que a estatal estaria em parceria com a distribuidora AleSat. A Petrobras ficaria com os postos da Esso fora do Brasil e a distribuidora no mercado interno. O Grupo Ultra, que estaria interessado na parceria, teria sido excluído e apresentado proposta sozinho.

Costa também se negou a comentar as informações que circulam no mercado de que a estatal teria descoberto novo megacampo de petróleo próximo a Tupi, na Bacia de Santos. Mas, ontem mesmo, a estatal esclareceu que já informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a descoberta da nova reserva. O diretor havia dito que não podia falar sobre o assunto antes de o tema passar pela agência. “A Petrobras esclarece que o executivo referia-se ao fato de a empresa não ter fornecido detalhes sobre a nova descoberta, mas a ANP já foi notificada”, declarou a nota da estatal.

PDVSA

A Petrobras informou que decidiu ontem ficar só com 10% da participação no campo venezuelano de petróleo pesado, por falta de clareza nos dados exploratórios. Inicialmente, a estatal participaria com 40%, ante os 60% da PDVSA, estatal petrolífera da Venezuela. Agora, a PDVSA continua com 60% e outros 30% vão a leilão. A exploração do campo com reservas de óleo ultrapesado faz parte do acordo entre as empresas para os investimentos na refinaria Abreu e Lima (PE), onde a PDVSA ficará com 40% e a Petrobras terá 60%.

Auto-suficiência
Costa declarou ainda que o déficit na balança comercial do petróleo nos três primeiros meses do ano não comprometeu a auto-suficiência do País. “Continuamos produzindo mais petróleo do que o consumo do mercado doméstico, mas nosso petróleo pesado exige uma mistura para a produção de alguns combustíveis. Em alguns casos compensa importar o derivado e exportar o nosso petróleo.”

Ele afirmou que ocorreu um aumento nas importações de derivados que tiveram consumo maior do que o previsto no início de ano, como querosene de aviação, nafta e óleo diesel.

Fonte: DCI

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Gazprom busca contratos de longo prazo

Alexander Medvedev, vice-presidente da estatal Gazprom, declarou hoje que a implementação de projetos para aumentar a produção de gás na Rússia depende da assinatura de contratos de fornecimento a longo prazo com países europeus.

O executivo também disse que a companhia tem recebido sinais contraditórios dessas nações que, segundo ele, sugerem a necessidade de elevação da produção pela empresa. Ao mesmo tempo, as companhias especulam sobre uma eventual necessidade de redução da dependência de energia proveniente da Rússia.

Alguns especialistas entendem que a Gazprom, que nos últimos anos teve como foco a aquisição de ativos, deveria rapidamente providenciar meios para aumentar a produção, garantindo assim o efetivo cumprimento dos contratos de exportação e suprimento da demanda interna. De todo gás utilizado na Europa, 25% é fornecido pela Gazprom, e espera-se que este número cresça para 33% até 2020.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Funcionários dos Correios de 18 Estados e DF entram em greve

Funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) de 18 Estados e do Distrito Federal entraram em greve nesta terça-feira por tempo indeterminado. Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações e a implementação de um plano de carreira.

A substituição do atual fundo de pensão dos trabalhadores dos Correios, o Postalis, pelo novo fundo, o Postalprev, também é exigida pelos funcionários.

Segundo José Gonçalves, um dos representantes da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) no comando de greve, entre 80% e 90% dos carteiros –grupo em que está a maior parte dos grevistas– estão de braços cruzados. Procurada pela Folha Online, a assessoria dos Correios ainda não se pronunciou.

Gonçalves informou que já aderiram à paralisação Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba, Acre, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (incluindo o interior do Estado, Campinas e Vale, que têm sindicatos separados).

De acordo com o secretário-geral da federação, Manoel Cantoara, a expectativa é de que o movimento cresça nesta terça, após a realização de novas assembléias. Para ele, “o nível de insatisfação com relação ao não-cumprimento de acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre um adicional de periculosidade deixou muita gente indignada”.

A Fentect e o Ministério das Comunicações acordaram em novembro do ano passado o pagamento de 30% do salário como adicional de periculosidade. Na ocasião, foram pagos três meses como adiantamento, mas o valor, segundo a federação, deixou de ser depositado em março.

“Queremos reunião com o ministro [Hélio Costa]. com o presidente Lula. Eles prometeram e deixaram de cumprir”, afirmou Gonçalves à Folha Online. Ele participa de passeata da categoria em Brasília na manhã desta terça.

POr meio de nota divulgado ontem, os Correios informaram que iriam “aguardar o dia de amanhã [hoje] para ver o índice de adesão e os procedimentos a serem adotados”.

Durante o período de greve, as agências dos Correios funcionam normalmente, mas não há garantia de entrega das correspondências. Assim, os serviços que garantem a entrega em prazo pré-estipulado –Sedex 10 e Sedex Hoje, por exemplo– não funcionam. Em São Paulo, os Correios têm 22 mil funcionários.

2007

No ano passado, os Correios ficaram em greve por nove dias. Os empregados da estatal decidiram voltar ao trabalho após receber reajuste de 3,74% (ante reivindicação inicial de 47,77%), abono de R$ 500, aumento linear de R$ 60 em janeiro, vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade, além da não-reposição dos dias de paralisação.

Fonte: Folha Online

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Números de Gol e TAM decepcionam e ações caem

A expectativa de mais uma leva de números ruins no primeiro trimestre assustaram os investidores de Gol e TAM.

As ações da Gol caíram 7,15%, a maior queda entre as ações do Índice Bovespa, e os papéis da TAM ficaram 1,6% abaixo do dia anterior. Embora as companhias esperem que 2008 traga resultados melhores, os primeiros três meses do ano deixaram a desejar.

“O primeiro trimestre ainda está com margens bem apertadas”, disse ontem Líbano Barroso, vice-presidente de finanças e relações com investidores da TAM, durante teleconferência para apresentação de resultado do quarto trimestre de 2007. A companhia não divulga projeções financeiras. Já a Gol, na sexta-feira, informou que sua margem operacional para os três primeiros meses do ano, calculada pelo padrão americano de contabilidade, deve ficar entre 2% negativos e 0%. Já a margem de lucro antes do imposto de renda deve ficar entre 1% e 3%.

A Gol também informou que, embora esperasse ocupação média de entre 67% e 69%, a taxa do trimestre deve fechar entre 62% e 63%. Além disso, embora aguardasse um aumento de 65% na oferta unitária (medida por assentos disponíveis por quilômetro voado), a empresa prevê encerrar março com crescimento de 57%. Ainda assim, a empresa projeta que ficará dentro de sua meta de R$ 0,21 para o “yield” (quanto cada passageiro paga por cada quilômetro voado), estável em relação ao quarto trimestre de 2007.

Por sua vez, Barroso, afirmou que o yield da TAM para o primeiro trimestre deve ficar 5% maior nos vôos domésticos do que o registrado no quarto trimestre. Ele não deu estimativas para o segmento dos vôos internacionais. “Em março, o crescimento foi bastante superior, em torno de 10%”, disse, embora mantenha a previsão de crescimento de 5% para todo o ano. O yield é importante porque mostra quanto as empresas estão conseguindo cobrar de seus clientes.

Ontem, a TAM divulgou os seus resultados dos últimos três meses de 2007. Embora tenham sido considerados negativos por analistas, seu impacto já estaria em parte embutido no preço das ações. A companhia aérea, líder no mercado doméstico, com 49% de participação, registrou queda de 63,5% em seu lucro líquido no quarto trimestre de 2007 em relação a igual período de 2006. A retração, para R$ 49,8 milhões, foi causada principalmente pelo aumento de 28,5% nos custos e despesas da companhia no período, que chegaram a R$ 2,2 bilhões, segundo os resultados divulgados ontem. Os maiores aumentos foram com pessoal, arrendamento de aeronaves e outras despesas, que incluem gastos não recorrentes em torno de R$ 40 milhões.

A receita líquida da TAM cresceu 17,4%, para R$ 2,28 bilhões, ajudada pelo crescimento de 11,6% na receita com venda de passagens, 53,1% na receita com cargas e 76,2% em outras receitas, que incluem o cartão fidelidade e a contabilização de bilhetes vencidos.

Em fevereiro, a concorrente Gol também divulgou uma queda de 60,2% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 76,9 milhões. Operacionalmente, ela teve prejuízo de R$ 32,2 milhões. O resultado deveu-se a uma elevação de 60% nas despesas operacionais, ante crescimento de 47,2% nas receitas.

Tanto a TAM quanto a Gol foram afetadas pelas restrições impostas em setembro passado no número de pousos e decolagens e na distância permitida dos vôos a partir do aeroporto de Congonhas, principal centro de operações das duas empresas. A TAM, por exemplo, que no quarto trimestre de 2006 voava 13 horas por dia com seus aviões, viu a média cair para 12,3 horas diárias.

O yield da TAM no quarto trimestre caiu 7,8% no trimestre para R$ 26,00. No mercado doméstico, o indicador caiu 5,8% e no internacional, 29,7% – devido principalmente à desvalorização do dólar e às promoções realizadas no último trimestre para os novos vôos a Frankfurt, Montevidéu e Madri.

Se, por um lado, a desvalorização do dólar afetou as receitas internacionais, que corresponderam a cerca de 23% do total no quarto trimestre, ela também ajudou a compensar o aumento ainda maior dos custos, uma vez que quase 50% deles estão atrelados ao dólar. No ano fechado, o lucro líquido caiu 78,9%, para R$ 128,8 milhões, enquanto os custos aumentaram 24,3%, para R$ 7,88 bilhões. Em 2007 todo, a receita operacional cresceu 10,1%, para R$ 8,47 bilhões. Apenas com vôos, o faturamento aumentou 7,7%, para R$ 7,74 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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