Archive for Março 28th, 2008

País vai à OMC defender regra da regionalização

O Brasil vai à Organização Mundial do Comércio (OMC) na semana que vem para garantir que está adotando novas medidas para erradicar a febre aftosa no país, como foi anunciado recentemente, e assim tentar tranqüilizar os importadores de carne bovina. A carne brasileira está sob monitoramento internacional desde que a União Européia embargou a entrada do produto nos 27 países-membros do bloco. Os europeus sustentam que o Brasil precisa apurar seu sistema de rastreamento para assegurar a qualidade do que vende do pasto ao varejo.

O Brasil, um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo – líder em carne bovina -, sofre pressão crescente na área sanitária. Termômetro disso é a lista de reclamações que o país fará no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (conhecido como Comitê SPS) da OMC, na semana que vem.

Na ocasião, Brasília manifestará “preocupação comercial específica” contra o México em um problema com a entrada da carne bovina cozida e congelada. Dos EUA, reclamará de exigências adicionais na análise de risco sanitário para produtos agrícolas em geral. A Malásia também está no alvo, pelo custo de inspeção que impõe para os agrícolas.

Em reuniões anteriores do Comitê SPS, o país reclamou que a China proibia a entrada de carne bovina e gelatina brasileiras, atropelando o princípio da regionalização. Os chineses ignoraram a queixa. Agora, o problema voltou à esfera bilateral.

No caso da existência de uma determinada doença no território de um país exportador, o princípio da regionalização estabelece que será levada em conta a localização do foco, permitindo-se exportações de produtos de animais criados em outras regiões sem doença.

Quando eclodiu a aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná, em outubro de 2005, a China seguiu outros países e bloqueou a carne brasileira. Mais tarde, várias nações respeitaram a regionalização, recomendada pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), e reconheceram as áreas livres no Brasil, voltando a importar de outros Estados. Pequim não fez isso e foi além: vetou também a gelatina, apesar de a OIE assegurar que ela não oferece riscos.

Para evitar a repetição desses problemas, o Brasil busca um acordo na OMC para operacionalizar a regionalização sanitária prevista no artigo 6 do Acordo SPS. A OMC determina que os países reconheçam o princípio, mas não diz em quanto tempo. O Brasil e outros exportadores fizeram várias propostas nos últimos anos, rejeitadas pelos asiáticos e apoiados pelos EUA.

Agora, Brasil, Nova Zelândia, Argentina, UE e EUA trabalham em um documento de compromisso sobre a aplicação do princípio – mas o prazo continua em aberto. Em 2007, um grupo de países em desenvolvimento sugeriu que exportador e importador tivessem 90 dias para estabelecer, bilateralmente, um plano de trabalho e um calendário para a eventual regionalização.

Fonte: Valor Econômico

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Rodovia Salvador-Feira será leiloada em setembro

O leilão para concessão de duas das principais rodovias federais na Bahia acontecerá em setembro. A estimativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é que o edital para a disputa pela exploração dos 637km, que incluem a BR-324, entre Salvador e Feira de Santana, e a BR-116, até a divisa com Minas Gerais, seja lançado em julho próximo. Caso não ocorram atrasos no cronograma, a previsão é que, em junho de 2009, as rodovias já estejam controladas pela iniciativa privada, que poderá instalar até sete pontos de pedágio. A futura concessionária terá, em contrapartida, que garantir a manutenção das estradas e realizar obras estruturantes. Segundo informações do Ministério dos Transportes, o teto de pedágio para todo este lote está estimado em R$2,82, por cada cem quilômetros de extensão.

O superintendente de exploração de infra-estrutura da ANTT, Amarildo Leandro Floriani, informou que, antes do lançamento do edital, serão realizadas audiências públicas para discutir o modelo estabelecido para a concessão. A primeira, em junho, será realizada em Salvador e uma outra, em São Paulo, será direcionada a investidores. “Se todo o processo ocorrer de forma tranqüila, o leilão acontecerá em setembro, na Bolsa de Valores de São Paulo”, citou.

A empresa vencedora poderá, segundo o Floriani, implantar as praças de pedágio seis meses após a assinatura do contrato, previsto para janeiro de 2009. “Neste período, terá que realizar obras de correção de pavimento, sinalização e outros defeitos. Depois disso, poderão implantar as bases operacionais”, explicou o superintende da agência reguladora. A concessão será de 25 anos.

Mesmo com a desistência do governo federal pela realização de uma parceria público-privada (PPP) e inclusão das duas BRs baianas no Programa de Concessão de Rodovias (PCR), não houve alteração no modelo de gestão a ser desenvolvido pela futura concessionária. Os parâmetros são os mesmos adotados na fase anterior, mas sem cobrança de outorga e abertura para participação de instituições financeiras.

Os investimentos a serem assumidos pela vencedora incluem a restauração de ambas as rodovias, a construção de 146km de uma terceira faixa na BR-324, duplicação da BR-116, construção de 28,4km de ruas laterais, instalação de 41 passarelas e a implantação de unidades de atendimento ao usuário. Também deverão ser oferecidos serviços de guincho, UTI móvel e telefones ao longo das estradas. “Os investimentos são estimados em R$2 bilhões, ao longo dos 25 anos”, informou Amarildo Floriani.

Pedágio – A vencedora do leilão poderá instalar postos de pedágio ao longo dos 637km das duas rodovias. Na BR-324, estão previstos pontos de cobrança em Simões Filho, na altura do acesso a Candeias, e na saída da BA-515, próximo ao município de Amélia Rodrigues. Na BR-116, serão implantados pedágios em Santo Estêvão (no entroncamento com BR-242), Milagres (nas proximidades da entrada para Brejões), Jequié, Poções e Cândido Sales.

Fonte: Correio da Bahia

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Entregue novo trecho do metrô Recife

Ao lado do ministro das Cidades, Márcio Fortes, Presidente e Governador percorreram a estação (para alegria dos presentes) e também inauguraram o sexto trem com ar-condicionado entregue, que está sendo utilizado pela população desde as 6h da manhã de hoje.

Em 2007, o metrô do Recife foi contemplado pelo PAC com um investimento de R$ 295,6 milhões que estão sendo distribuídos desde o ano passado e vão ser aplicados até o ano de 2009. “A ampliação do metrô é uma obra que fala com a modernidade ao ir de encontro a um dos principais problemas das grandes cidades: a falta de mobilidade. A ampliação do alcance dos meios de transporte públicos é um desafio que assumi ainda na campanha eleitoral e que, com obras como esta, vamos saindo do campo oral para o campo real”, afirmou Eduardo Campos

O presidente do Metrorec, Sileno Guedes, adiantou que o intervalo entre os trens será de 30 minutos. Com a ampliação haverá uma nova demanda de usuários e cerca de 5 mil pessoas passarão a utilizar os serviços do metrô.

Fonte: Noticiário Executivo

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Reajuste do trigo afeta preço de massas, pães e bolos

O consumidor que vai ao supermercado ou à padaria já percebeu: tem pão mais caro, macarrão mais caro e biscoito mais caro. Culpa do preço do trigo. Quem vive da farinha avisa: vem mais aumento por aí.

“O macarrão de R$ 1,50 passou para R$ 1,85. O aumento foi muito grande. A macarronada fica difícil. O pessoal vai ter que fazer um regime”, comenta uma dona de casa.

O que desencadeou a alta foi o principal ingrediente de massas, pães, bolos. “É o trigo argentino”, aponta um comerciante.

A Argentina restringiu a exportação para o Brasil. Para trazer o produto de outros países fora do Mercosul,c é preciso pagar 10% a mais de imposto.

O Brasil produz por ano três milhões de toneladas de trigo e consome dez milhões de toneladas e meia. Por isso, depende tanto das importações.

Qualquer oscilação no mercado externo atinge até o preço do pãozinho de todo dia. Em Belo Horizonte, o aumento chega a 14%.

O dono de padaria, Matheus Lobato, bem que tentou, mas a tentativa de baixar o custo não deu certo.

“Eu tomei um susto porque em janeiro eu comprava farinha por cerca de R$ 65 uma saca de 50 quilos. Hoje a gente já está batendo em cerca de R$ 92”, conta o dono de padaria.

A Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip) diz que há uma crise no abastecimento de trigo – a mais grave dos últimos 20 anos, que não deve parar por aqui.

“Ainda tem uma expectativa nos próximos meses a farinha de trigo subir 25%, o que geraria a necessidade de aumentar, pelo menos, mais 8%”, calcula o vice-presidente nacional da Abip, José Batista Oliveira.

Fonte: Gazeta do Povo

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Braskem pretende investir R$ 334 milhões na Copesul

A Copesul, empresa da Braskem que opera a unidade de insumos básicos do Pólo Petroquímico do Sul, inicia na próxima segunda-feira a parada geral das operações de sua Planta 1, para manutenção dos equipamentos e implantação de melhorias e inovações tecnológicas, investindo um total de R$ 334 milhões. No período previsto de um mês cerca de 4 mil pessoas estarão envolvidas na realização de 30 mil tarefas, totalizando mais de 1 milhão de horas/homem de trabalho, em dois turnos se revezando nas 24 horas do dia, seis dias por semana.

Durante a parada, a Planta 2 da empresa continuará operando normalmente. O acidente zero é a meta da Copesul também nesta parada. “Nossa determinação é realizar um evento com qualidade, sem acidentes nem ocorrências de impacto à natureza e às pessoas, dentro do prazo planejado e dos custos orçados”, resume o diretor industrial da Copesul, Henrique Leopoldo Schulz.

A Planta 1, inaugurada em 1982 e responsável por 60% do eteno produzido na Copesul, realiza sua sétima parada geral de manutenção em atendimento à NR-13 (norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego), visando a adequar a unidade a um novo período de pelo menos seis anos de produção ininterrupta. Esta adequação refere-se ao esforço de manutenção propriamente dito, como limpeza, inspeções e substituição de peças e equipamentos, no qual estão sendo aplicados recursos de R$ 93 milhões.

Adicionalmente, a empresa vai implementar projetos de atualização tecnológica de sistemas operacionais, de controle da produção e de proteção ambiental, em um investimento de R$ 241,1 milhões. As inovações contemplam o novo sistema de controle operacional e de segurança da Planta 1, que sozinho representa um investimento de R$ 43 milhões; a substituição dos sistemas de vedação e controle de compressores e turbinas; uma segunda torre de resfriamento de água de processo, que garante maior flexibilidade operacional; e o novo tip (queimador) da tocha, que proporcionará maior capacidade de queima de gases sem geração de fumaça, reduzindo a emissão de hidrocarbonetos para a atmosfera.

Após a parada, a Planta 1 voltará a operar com sua capacidade ampliada em 28 mil toneladas/ano de eteno, o principal produto da Copesul, e em 16,6 mil toneladas/ano de propeno. A capacidade total de produção de eteno da Copesul passará de 1,22 milhão toneladas/ano para 1,25 milhão toneladas/ano. As novas tecnologias de controle implantadas durante a parada permitirão à Planta 1 retornar à operação em condições de confiabilidade superiores, o que significa produzir mais tempo na máxima capacidade, com menores perdas.

Em termos ambientais, as intervenções proporcionarão a redução do envio de efluentes líquidos para tratamento e redução na geração de resíduos sólidos. Além disso, um novo sistema de reaproveitamento de hidrocarbonetos como combustível diminuirá o volume de gases queimados na tocha.

Para garantir a capacitação técnica requerida para um evento deste porte e a conscientização para os cuidados com a segurança pessoal e coletiva, a equipe da parada participou, no conjunto, de 25 mil horas/homem de treinamento. Durante os 30 dias, serão servidos diariamente na empresa 4 mil refeições e 8 mil lanches. Mais de 200 veículos farão o transporte de pessoal.

Fonte: Jornal do Comércio / RS

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Oi fecha acordo para a compra da Brasil Telecom

Foi fechado nesta quinta-feira o acordo de compra da Brasil Telecom pela Oi (ex-Telemar), em um negócio que gira em torno de R$ 8 bilhões, informa reportagem de Guilherme Barros, colunista da Folha, publicada.

Todas as pendências envolvendo os sócios Citigroup e Opportunity, do empresário Daniel Dantas, que eram o último empecilho na BrT, foram resolvidas. O negócio ainda depende de mudança na legislação do setor e de aprovação pelos órgãos reguladores.

O governo federal, que foi o principal inspirador do negócio, foi informado na noite de ontem. A assinatura de um acordo prévio foi feita na sede da Andrade Gutierrez, em Botafogo, no Rio de Janeiro, onde estava montada uma espécie de “quartel general” com as partes envolvidas. Nos últimos dias, os negociadores viraram noites para o acordo ser fechado.

Segundo informou o grupo Oi (ex-Telemar) no mês passado, a compra do controle acionário da Brasil Telecom Participações –controladora da companhia telefônica Brasil Telecom– poderia custar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,2 bilhões.

Com a finalização da compra, o mercado de telefonia no país terá uma nova configuração. A nova Oi pode ter 29,6% do faturamento total das operadoras de telefonia fixa, celulares, banda larga e TV por assinatura, contra 29,9% da Telefônica/Vivo, 20,1% da Claro/ Embratel e 12,1% da TIM.

Mudanças

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, disse nesta quinta-feira que a agência deverá editar dois documentos com propostas de mudanças na legislação do setor. Além de modificações no PGO (Plano Geral de Outorgas) –decreto que proíbe a compra de uma empresa de telefonia fixa por outra de área diferente– será editado um documento analisando a necessidade de modificações em outras questões.

Em fevereiro, o Ministério das Comunicações enviou carta à Anatel pedindo que a agência analisasse a alteração do PGO, necessária para permitir a compra da Brasil Telecom pela Oi. No mesmo documento, o ministério pedia também que a Anatel estudasse a necessidade de outras mudanças para o setor.

Na semana passada, Sardenberg havia prometido para esta semana a votação da minuta sobre o PGO, que iria então a consulta pública por até 30 dias. Ontem, porém, ele recuou e disse que a análise será feita “nas próximas semanas” e que ainda não foi concluída por “impossibilidade prática”. Segundo o presidente, os dois documentos deverão ser analisados ao mesmo tempo.

Fonte: Folha Online

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Chávez garante que petrolífera venezuelana quer parceria com a Petrobras

O presidente Hugo Chávez disse nesta quinta-feira (27) que a PDVSA (petrolífera estatal venezuelana) quer a parceria da Petrobras na exploração e produção de petróleo na Faixa do Orinoco, na Venezuela. Segundo ele, a PDVSA já atua na região com países como Rússia, França, Noruega, Itália e Cuba, entre outros.

A participação brasileira vem sendo negociada pela Petrobras e pela PDVSA de forma casada ao acordo de associação da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Aeroportuário de Suape. Nesta quarta-feira (26), após assinatura de acordo definindo as bases de uma futura parceria na refinaria pernambucana, a Petrobras divulgou nota informando que continua realizando estudos técnicos referentes à exploração do Campo de Carabobo 1, na Faixa do Orinoco, mas que limitará sua participação acionária a 10% –a proposta anterior era de 40%.

Embora mais uma vez os contratos de parceria tenham sido adiados, Hugo Chávez disse que brasileiros e venezuelanos deveriam ter orgulho do acordo de associação firmado entre as petrolíferas.

“A relação entre Brasil e Venezuela passou a um novo nível de concreção”, avaliou, em declaração à imprensa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, novamente mencionando projetos semelhantes já firmados com outros países, como Cuba e Nicarágua, entre outros.

“É uma visão estratégica”, justificou. E mencionou o potencial energético da região: “A maior reserva do mundo de petróleo está na América do Sul, além de uma das maiores de gás e de recursos hídricos.”

Crise sul-americana

Sem citar os Estados Unidos e o presidente norte-americano, George W. Bush, Chávez mencionou, no discurso, “forças muito poderosas” que tentam impedir a união sul-americana. “Queremos a paz. Apesar disso, temos que seguir alertas. Há poderosos interesses que querem desestabilizar nossa região”, afirmou.

Chávez disse ainda que continua disposto a ajudar em um acordo humanitário na Colômbia, mas pediu que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pare de vincular o governo da Venezuela às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Tal pedido, segundo o presidente venezuelano, já foi feito diretamente a Uribe três vezes, desde a reunião do Grupo do Rio, no começo deste mês, em Santo Domingo –logo após a reunião, Chávez retomou relações diplomáticas com o país vizinho e ordenou o retorno das tropas que havia enviado à fronteira com a Colômbia, depois do ataque militar colombiano a um acampamento das Farc em território do Equador.

Na entrevista coletiva concedida nesta quinta a jornalistas brasileiros e venezuelanos, Chávez também comentou a entrada da Venezuela no Mercosul, ainda pendente de aprovação pelo Senado brasileiro e pelo Congresso paraguaio.

Ele se disse otimista e deixou claro que a demora não impede projetos conjuntos da Venezuela com o bloco. “Estamos seguros de que haverá matrimônio, então já começamos o concubinato”, comparou.

Na quarta-feira, em Recife, Hugo Chávez recebeu o título de cidadão pernambucano. Ontem, ele seguiu para o Maranhão e, antes de retornar à Venezuela, cumprirá agenda no estado do Pará.

Fonte: Folha Online

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Mitsubishi fecha fábrica na Austrália após 28 anos de produção

A fabricante de automóveis japonesa Mitsubishi fechou nesta sexta-feira sua fábrica na Áustrália, pondo fim a 28 anos de produção no país. A justificativa é a queda das vendas.

Fontes da empresa informaram que nesta quinta-feira foram entregues os últimos 380 veículos, dos quais três serão destinados à caridade e um quarto fará parte da exposição permanente do Museu Nacional do Motor, nesta cidade do sul da Austrália.

Dos quase mil funcionários da fábrica, 500 deixarão seus postos e outros 430 trabalharão no desmantelamento da fábrica, que está previsto para durar 12 meses.

A Mitsubishi adquiriu em 1980 da americana Chrysler a fábrica de Tonsley Park, em Adelaide, e, desde então, produziu mais de 1,1 milhão de veículos, dos quais cerca de 100 mil foram exportados.

Em 2005, a companhia cortou 350 postos de trabalho em Tonsley e fechou sua fábrica de Lonsdale, na mesma cidade, dedicada à fabricação de motores.

Antes de anunciar o fechamento da fábrica, a Mitsubishi anunciou que o lucro líquido da companhia caiu entre abril e dezembro do ano passado 54,4%, aos US$ 2,948 bilhões.

Fonte: Folha Online

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Movimentação de sal pelo Porto de Paranaguá cresceu 40%

Nos primeiros três meses deste ano, a movimentação de sal pelo Porto de Paranaguá cresceu 40%, se comparada com o mesmo período do ano passado. Até o dia 24 deste mês, 35.136 toneladas do produto foram importadas pelo terminal, contra 24.756 nos primeiros três meses de 2007. Mais da metade do sal bruto, que é refinado no Brasil, vem do Chile. A outra parte vem de estados do Nordeste, como o Rio Grande do Norte. Depois de manufaturado, o sal produzido em Paranaguá abastece os mercados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Desde que a superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) baixou uma ordem de serviço, priorizando as atracações de navios carregados de sal, a importação do produto tem sido favorecida em Paranaguá. Em 2007, o Porto movimentou 234,9 mil toneladas de sal, registrando um crescimento de 70,73% em relação ao ano anterior.

A Romani S.A., que produz o Sal Diana, é a principal importadora de sal pelo Porto de Paranaguá. Segundo o diretor da empresa, Agenor Tavares, além da prioridade de atracação, a instalação das balanças nos portões de acesso à faixa portuária agilizaram as operações com o sal. “Com as balanças, temos suporte para agilizar o trabalho de descarga. Hoje, conseguimos desembarcar 14 mil toneladas de sal por dia. Há seis anos, antes dessas melhorias, conseguíamos descarregar, no máximo, três mil toneladas/dia”, conta. Para este ano, a expectativa da empresa – que está instalada há mais de 50 anos em Paranaguá – é aumentar sua movimentação em 20%.

Fonte: Umuarama Ilustrado

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Nova empresa brasileira começa a voar em 2009 com jatos Embraer

A nova empresa aérea brasileira que está sendo criada pelo presidente da companhia norte-americana JetBlue, David Neeleman, começará a operar vôos domésticos em janeiro de 2009, disse o executivo nesta quinta-feira (27), em São Paulo.

A companhia usará aviões da Embraer e terá seu nome escolhido pelos internautas, através do site www.voceescolhe.com.br. No dia 15 de abril, a companhia anunciará os dez melhores nomes sugeridos pelo público, quando vai ocorrer nova votação. Em 5 de maio, será anunciado o nome.

Apesar de ainda não ter autorização para voar no país, Neeleman disse acreditar que, em seis meses, a empresa irá conseguir o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta). Ele afirmou que já ingressou na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com pedido para autorização de vôo.

A empresa diz que, em cinco anos, pretende voar para as principais cidades do Brasil. Ele prometeu mais vôos sem escala entre as cidades brasileiras fora da rota Rio-São Paulo. Em relação aos preços, Neeleman diz que haverá flexibilidade.

“Nós pensamos que os preços estão altos demais”, diz. “Nossa meta é estimular os 150 milhões de passageiros em potencial que viajam em ônibus interestaduais, assim como aqueles que deixam de voar por não contarem com alternativas convenientes de transporte.”

Ele anunciou a encomenda de 36 jatos Embraer 195, mais 20 aeronaves em opção de compra e outras 20 com direito a compra. O valor total da encomenda pode chegar a US$ 3 bilhões, caso todas as opções sejam confirmadas.

Até 2013, a companhia pretende servir as principais cidades brasileiras, com uma frota de 76 jatos da Embraer 195. As três primeiras aeronaves serão entregues em dezembro.

Na configuração escolhida pela nova empresa, os Embraer 195 terão 118 poltronas dispostas em quatro assentos por fileira, posicionados dois a dois, sem poltrona do meio.

A empresa diz que as aeronaves contarão com mais espaço entre as fileiras do que qualquer outra empresa aérea brasileira. Todos os assentos serão revestidos em couro ecológico. A nova empresa também quer ser a primeira na América Latina a oferecer TV ao vivo, em monitores individuais, através da instalação de um sistema via satélite.

Em relação aos serviços, a empresa diz que o passageiro poderá escolher a hora de comer e beber. Serão oferecidos bolachas, salgadinhos, doces e outros snacks.

Concorrência

Ele diz que a empresa está “preparada para a guerra”, por ser a segunda empresa mais capitalizada da história da aviação, com US$ 150 milhões, atrás apenas da Virgin.

“Estamos preparados para a guerra, mas não acredito que isso vá acontecer”, diz.

No início, devem trabalhar na empresa cerca de 400 pessoas. Mas, quando a companhia chegar a 70 aviões, serão até 6.000 pessoas.

“Acreditamos que há espaço para uma terceira empresa aérea de grande porte no Brasil. Acreditamos que há um potencial de tráfego não servido que permite a exploração do mercado tanto por nossa empresa como pelas concorrentes.”

Fonte: Gazeta do Povo

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