Vale já tinha US$ 71 bilhões para comprar a Xstrata
Apesar de não ter fechado a compra da Xstrata, a Vale já havia levantado, no mercado financeiro, US$ 71 bilhões para a operação, quase a totalidade do valor da oferta, estimado entre US$ 80 bilhões e US$ 90 bilhões. A afirmação, de uma fonte próxima às negociações, reforça a tese de que não foi por falta de fôlego financeiro que a operação não saiu do papel. Na segunda-feira, após três meses de negociação, a Vale anunciou oficialmente o fim das conversas para a compra da Xstrata.
Desde janeiro, a Vale tinha garantido com um grupo de oito bancos um empréstimo de US$ 50 bilhões para a operação. Mas, nas últimas semanas, outros nove bancos ofereceram à companhia brasileira um reforço de mais US$ 21 bilhões para financiar a compra da quinta maior mineradora mundial.
Segundo a fonte, o volume adicional deu respaldo à estrutura financeira da operação. Mas, o grande problema foram as divergências entre os interesses comerciais da Glencore e da Vale. Anteontem, o próprio presidente da mineradora brasileira, Roger Agnelli, afirmou que o “preço não foi o problema”. Para o executivo, o principal entrave às negociações foi mesmo a exigência da Glencore em obter os direitos sobre a comercialização de minérios, cláusula que a Vale não aceitava.
FREEPORT-MCMORAN
Com o fim das negociações, começam as especulações de que empresas seriam os novos alvos de compra da Vale. Segundo relatório do banco Goldman Sachs, a estratégia da Vale agora pode ser partir para a compra de grupos fortes em determinados produtos, como cobre, níquel e carvão. A mineradora americana Freeport-McMoRan, segunda maior produtora de cobre do mundo - atrás apenas da estatal chilena Codelco -, poderia ser um desses alvos.
Na segunda-feira, Agnelli, da Vale, disse realmente que os mercados de cobre e carvão são os que mais interessam à empresa no momento.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística