Archive for Março 20th, 2008

MPE tem provas de que projeto para trecho do metrô não foi respeitado

Às 15 horas do dia 12 de janeiro de 2007, o aposentado Salvador de Azevedo, de 80 anos, entrou na estação de trem Santo Amaro à procura da mulher. Mas ela nunca chegou. Abigail Rossi de Azevedo, de 75 anos, tinha acabado de ser soterrada em uma cratera de 5 mil metros quadrados nas obras da futura Estação Pinheiros. Ela estava indo a pé ao médico quando se tornou uma das sete vítimas do maior desastre da história do Metrô de São Paulo. Cerca de 230 moradores das ruas no entorno ficaram desabrigados. Uma família ainda teve de passar o Natal em um hotel.

Cerca de 14 meses depois, o Ministério Público Estadual garante já ter provas de que as obras da Estação Pinheiros foram aceleradas de forma inexplicável e houve erro na execução do projeto. Os dados coletados até agora pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) revelam pelo menos três desconformidades em relação ao projeto original da Estação Pinheiros, assinado pela Engecorps. São elas: inversão do sentido de escavação do túnel sob a Rua Capri; discrepância entre os registros dos diários de obra e o que foi encontrado pelos técnicos durante a investigação e possível aceleração do ritmo de construção da estação.

Um dos pontos que permanecem obscuros na investigação diz respeito às explosões de rochas feitas no dia do acidente. Até agora, a polícia ainda não conseguiu ouvir o técnico do consórcio responsável por manusear as dinamites. Ele alega problemas de saúde para não comparecer aos depoimentos.

Segundo o Metrô, foram assinados 107 acordos com pessoas prejudicadas – a maioria, 59, por danos morais e materiais. Nas Ruas Capri, Gilberto Sabino e Conselheiro Pereira Pinto, segundo a Emurb, 41 imóveis serão desapropriados para a construção de um terminal de ônibus, metrô e trem. Ninguém até agora foi punido. “Não vou responsabilizar as pessoas (do consórcio e/ou do Metrô) a qualquer custo, mas vou responsabilizá-las custe o que custar”, afirma o promotor Arnaldo Hossepian Júnior.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Exportação da Gazprom Neft à China será interrompida

A Gazprom Neft, empresa petrolífera controlada pela gigante Gazprom, não conseguiu garantir espaço em oleodutos para exportar petróleo para a China no fim deste ano.

De acordo com Natalya Vyalkina, porta-voz da companhia, o Ministério da Indústria e Energia da Rússia não explicou os motivos que embasaram a decisão. Vyalkina acrescentou que a Gazprom Neft, que tinha planos de exportar 1,1 milhão de toneladas de petróleo para a China, irá contestar a decisão.

Tanto a Gazprom Neft como a TNK-BP, companhia russa de petróleo que está entre as dez maiores produtoras privadas no mundo, obtiveram autorização para embarcar 150.000 toneladas de petróleo para a China, atravessando o Casaquistão pelo oleoduto Atasu-Alashankou, no primeiro trimestre deste ano.

Já a estatal russa Rosnet exporta petróleo para a China por meio de estrada de ferro, tendo em vista que o país não possui oleodutos de sua propriedade para a China.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Petrobras arremata 22 blocos no Golfo do México

A Petrobras arrematou 22 blocos em leilão no Golfo do México americano (Lease Sale 206) promovido ontem pelo Minerals Management Service (MMS), órgão regulador dos Estados Unidos para atividades marítimas. A empresa diz, em nota, que ficou posicionada entre os principais vencedores, com um investimento total de US$ 178,9 milhões. O leilão, que contou com a participação de 78 companhias de óleo e gás, teve como foco a região central e leste do Golfo do México.

Em 11 dos 22 blocos que arrematou, a Petrobras assegurou 100% de participação e a condição de operadora. Os demais foram arrematados em parceria com a americana Devon Energy, todos com participação de 50% de cada empresa. Quatro destes serão operados pela Petrobras, e sete pela sócia.

A exemplo do leilão ocorrido em outubro de 2007, quando arrematou 26 blocos, a Petrobras adotou a estratégia de concentrar as ofertas nas águas profundas e ultraprofundas. A companhia ampliou a sua posição nessas áreas, que são o foco de suas atividades no Golfo do México – com destaque para os quadrantes Walker Ridge, Mississipi Canyon, Green Canyon, Keathley Canyon e Atwater Valley.

No momento em que as novas concessões forem confirmadas pelo MMS, a carteira de projetos exploratórios de águas profundas e ultraprofundas totalizará 221 blocos, dos quais 157 operados pela Petrobras.

Fonte: AE

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Eletrobrás teve lucro de R$ 1,55 bilhão em 2007

A Eletrobrás, estatal de energia elétrica, fechou o ano passado com lucro de R$ 1,547 bilhão, equivalente a um crescimento de 33% na comparação com o resultado apresentado no ano anterior. Esse desempenho é reflexo de ganhos financeiros decorrentes da carteira de empréstimos da companhia e do reconhecimento dos resultados das empresas coligadas. Em nota oficial, a empresa informou que teve perdas decorrentes da valorização do real em relação ao dólar, já que parte da sua carteira de empréstimos está vinculada à moeda norte-americana.

“Nesses 12 meses de 2007, a Eletrobrás registrou uma variação cambial negativa de R$ 3,001 bilhões. No mesmo período de 2006, a companhia reconheceu uma perda cambial de R$ 1,599 bilhão”, diz o comunicado. As perdas, porém, foram compensadas parcialmente pelo aumento de R$ 3,499 bilhões, para R$ 3,741 bilhões, na receita líquida com encargos financeiros.

Já o resultado das empresas coligadas contribuiu positivamente com R$ 1,888 bilhão para o lucro da Eletrobrás. “Esse resultado foi influenciado pelo reconhecimento do superávit verificado nas Fundações de Previdência Complementar patrocinadas pelas empresas do Sistema Eletrobrás, no montante de R$ 1.224,4 milhões, com destaque para a Fundação Real Grandeza que, isoladamente, contribuiu com um superávit de R$ 1.138,0 milhões”, informou o comunicado da empresa. A receita do Sistema Eletrobrás com a venda de energia elétrica totalizou R$ 7,555 bilhões. Parte desse montante, no entanto, terá de ser revertido para o consumidor final, como determinam as regras de Itaipu e do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).

Fonte: AE

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Credit Suisse prevê prejuízo no 1º trimestre

Credit Suisse disse que provavelmente registrará prejuízo no primeiro trimestre deste ano, pela primeira vez em cinco anos, por causa de “dificuldades” financeiras e baixas contábeis em títulos de dívidas que foram precificados incorretamente por operadores.

Baixas contábeis no valor de US$ 2,65 bilhões serão distribuídas pelo quarto trimestre do ano passado e pelos primeiros três meses de 2008, informou o banco suíço em nota. O lucro líquido foi reduzido em 789 milhões de francos suíços (US$ 788 milhões) para 540 milhões de francos suíços no quarto trimestre de 2007, e 7,76 bilhões de francos suíços no ano inteiro.

O Credit Suisse disse que foi lucrativo no final de fevereiro, mas que as condições difíceis no mercado durante o mês de março levarão o banco a registrar perdas no primeiro trimestre.

Uma investigação interna, divulgada ontem, apontou erros de precificação feitos por uma série de operadores, que foram suspensos. “O incidente é inaceitável”, disse Brady Dougan, chefe executivo da instituição, em nota. As informações são das agências internacionais.

Fonte: AE

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Vale vai contratar 62 mil funcionários

A Vale vai abrir 62 mil vagas num período de cinco anos em todo o mundo. De acordo com a empresa, este será o primeiro programa de seleção, contratação e treinamento de uma empresa brasileira com abrangência mundial. As contratações devem começar ainda este ano.

Serão 33 mil empregos próprios e outros 29 mil terceirizados (permanentes e em projetos) com ênfase nas áreas de engenharia e geologia (para candidatos de nível superior) e na área técnica nos setores portuário, ferroviário e de mineração.

Pelo menos 80% das vagas serão abertas no Brasil. As demais 20% ficarão distribuídas em 30 países onde a Vale tem negócios. A contratação foi motivada pela necessidade de reforçar os quadros e atender às demandas da empresa, que pretende investir, em cinco anos, US$ 59 bilhões (R$ 99,592 bilhões).

Os programas serão lançados oficialmente na semana que vem com anúncios em jornais e revistas do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra.

São oito modalidades de formação gratuita para graduados e técnicos: formação profissional (3,5 mil vagas), especialização profissional (300 vagas), primeiro emprego (80 vagas), estágio (2 mil vagas), leste europeu e Filipinas (45 vagas), especialização internacional (20 vagas), summer job (5 vagas) e global trainee (150 vagas). O objetivo, em 2008, é preencher 7 mil vagas com salários iniciais de R$ 350 a R$ 3 mil, dependendo do nível de escolaridade.

Fonte: Correio Braziliense

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Toyota admite dificuldade para alcançar meta de vendas

A Toyota Motor Corp. disse, nesta quinta-feira, que considera difícil alcançar sua meta de vender 9,85 milhões de veículos em 2008 por causa da valorização do iene e da elevação dos preços das matérias-primas.

“No entanto, nós tentaremos alcançar a meta de vendas para este ano ampliando nossa comercialização nos países emergentes como a Rússia”, disse o vice-presidente executivo da montadora, Uranishi Tokuichi, durante uma apresentação à imprensa de novos modelos.

A meta de vendas da Toyota em 2008 é maior que as 9,37 unidades comercializadas em 2007.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Ampliação do dique seco deve chegar a R$ 1 bilhão

Ontem à tarde, o presidente da WTorre, responsável pela construção do maior dique seco de grande porte do País, Walter Torre Jr., acompanhado do vice-presidente da empresa, Paulo Remy, concedeu entrevista coletiva à imprensa rio-grandina, quando falou sobre a ampliação do dique seco e anunciou outros projetos no Município.

Devido à demanda do País para a construção de novos navios, a área do dique seco, provavelmente, será ampliada em breve. A notícia não foi confirmada pelos diretores. No entanto, em entrevista concedida por eles a um jornal da capital ontem, Walter Torre Jr. afirmou que o investimento será de R$ 1 bilhão. O investimento deverá ser anunciado pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem visita prevista para o mês de abril ao Estado, passando pelo Porto do Rio Grande.

Em Rio Grande, ele deu pistas praticamente confirmando o investimento. “Para a ampliação, estamos procurando novas áreas próximas ao dique. E como o governo (Federal) exige que 65% do material utilizado nos empreendimentos seja proveniente do País, estamos trabalhando na construção de um Condomínio Industrial de Fornecedores, com infra-estrutura para atrair empresas e indústrias especializadas em matéria-prima, interagindo diretamente com a construção das plataformas”, revela.

Ainda à imprensa de Porto Alegre, ele assegurou a triplicação da capacidade do dique seco e disse que a área terá duas novas funções: a mais importante será o terceiro dique para a construção de carcaças padronizadas sobre as quais serão montados os FPSOs – navios capazes de processar, armazenar e transferir para a costa o petróleo ou gás natural extraídos, e a segunda trata-se da utilização do dique seco para a manutenção de “supply boats” – embarcações que prestam serviço às plataformas em operação na costa.

Segundo Walter Torre Jr., o dique seco do Rio Grande está no mesmo nível dos construídos pelos asiáticos e, após concluído, entrará na disputa pela construção de navios no cenário internacional. “Após conhecer a área, uma empresa de Cingapura entrou em contato conosco na intenção de firmar sociedade”, conta Walter Torre Jr.

O presidente da WTorre falou também que Rio Grande deverá se consolidar como o maior pólo metal mecânico do País, entre os primeiros do mundo.
“A primeira etapa da obra, considerada a mais difícil, está pronta. Agora, a WTorre trabalha num programa de ampliação de seu complexo, após a conclusão da plataforma. Este investimento – anunciado pela ministra-chefe da Casa Civil durante sua visita a Porto Alegre, no final da semana passada e estimado em R$ 1 bilhão – irá abrir cerca de 6 a 8 mil novos empregos”, argumenta.

Construção de casas para funcionários
Para atender a migração forte que deverá ocorrer em Rio Grande devido à abertura de novas vagas de emprego, a empresa já adquiriu uma área de 3 mil hectares próxima ao Cassino – entre a nova via de ligação do balneário e a 4ª Secção da Barra -, onde serão construídas 3 mil unidades habitacionais aos futuros trabalhadores da WTorre. “Este investimento faz parte da política da empresa. A abertura de novas vagas irá atrair pessoas também de outras cidades. Para isso, é preciso ter a infra-estrutura necessária”, explica Walter Torre Jr. O empreendimento ficará sob a responsabilidade da empresa Guanandi, que atua em parceria com a WTorre e já construiu casas em diversos pontos de atuação da empresa de engenharia no País. “Esta política prevê também a qualificação dos funcionários, maneira encontrada de também segurá-los junto ao pólo”, afirma.

Andamento da obra
Segundo Torre, o dique seco já é uma realidade e 63% da obra já foi executada. “O projeto foi dividido em grandes unidades: a oficina, que deverá ser concluída em 60 dias, ficando pronta para operar caso seja necessário; o cais norte, que possui cerca de 100 metros e está bem adiantado, objetivando o reparo das plataformas, e o cais sul, que tem 350 metros, onde acontecerá o acabamento das plataformas.
Atualmente, aproximadamente mil pessoas trabalham diretamente na obra e a previsão é de que mais 250 sejam contratadas. Além disso, segundo a diretoria da empresa, há três mil trabalhadores atuando indiretamente.

Pórtico está a caminho
Quanto ao pórtico do dique seco, Walter Torre explica que esta já está a caminho do Rio Grande. Conta que um navio foi feito exclusivamente para transportar a peça, carinhosamente chamada por eles de “gigante”. “O pórtico já partiu da China e está em direção ao Município. O único problema a ser resolvido é quanto à retirada dos cabos tracionados na linha de transmissão de energia elétrica, que leva luz a São José do Norte”, fala.
As obras de adequação serão debatidas no próximo dia 25, no auditório do Ministério Público, em São José do Norte.

O pórtico possui 100 metros de altura, 133 metros de vão, 12 metros de viga e pesa 600 toneladas.

Cidade em desenvolvimento
Os diretores da WTorre falam que a cidade possui grande potencial e o crescimento acelerado requer investimento em infra-estrutura. “A cidade precisa acompanhar este crescimento e ainda há muito o que investir, mas estamos satisfeitos com a mobilização de autoridades locais, que entendem a situação e o potencial”, fala.

Fonte: Jornal Agora

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Conselho do Porto pede agilidade para liberação do início da obra

O Conselho de Autoridade do Porto do Rio Grande (CAP/RG) encaminhou esta semana à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ofício nº 011-2008, que trata sobre a necessidade de duplicação da BR-392, estrada que liga Rio Grande a Pelotas.

Cópias do ofício também foram encaminhadas para a Secretaria Especial de Portos (SEP), Ministério dos Transportes (MT), ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes ou Terrestre (Dnit), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao governo do Estado e às prefeituras e câmaras municipais do Rio Grande e Pelotas.

De acordo com o presidente CAP/RG, Hélio José da Silva, após o Conselho ter tomado ciência da aprovação do Orçamento Geral da União pelo Congresso Nacional, onde consta previsão de aplicação de recursos para a duplicação da BR-392, este decidiu se manifestar solicitando à ministra prioridade na aplicação da obra na rodovia.

O ofício descreve os motivos pelos quais a obra é necessária, entre os principais estão: o crescente volume de cargas operadas pelo Porto do Rio Grande, sendo a BR-392 o escoadouro de 70% dessa movimentação, que em 2007 atingiu cerca de 27 milhões de toneladas; o fomento de empreendimentos navais e da indústria de papel e celulose; a importância da estrada para a região que liga duas das principais cidades do Estado, recebendo diariamente cerca de 10 mil veículos, e, por fim, ressaltou o número de acidentes que somente em 2007 chegou a 281, deixando 141 pessoas feridas e 12 óbitos.

Ao finalizar o ofício, o presidente do CAP/RG observou a importância do conselho que conta com trabalhadores e operadores portuários, exportadores e importadores de mercadorias, representantes das instalações portuárias e representantes dos governos Federal, Estadual e Municipal.

Fonte: Jornal Agora

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