Setor têxtil quer novo acordo com a China
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) pretende negociar com os chineses uma renovação do acordo de restrição voluntária de exportação, que estabeleceu, em 2006, limites nas vendas de artigos têxteis chineses para o Brasil. A Abit defende uma prorrogação do prazo, que vence em dezembro deste ano, e quer incluir novas categorias de produtos entre as oito que ele já abrange. O governo, por sua vez, tem alertado os empresários para que se preparem para um acirramento da concorrência chinesa.
Em dezembro, na verdade, expira o acordo firmado pelo Brasil e outros países com a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), pelo qual foram criadas cotas de exportação para os têxteis chineses e a possibilidade de conter essas exportações com “salvaguardas especiais” em caso de crescimento excessivo.
O setor privado, em substituição ao acordo atual, mira o modelo europeu e defende a criação de um sistema de monitoramento do fluxo comercial, como recentemente foi acertado entre União Européia e China. “A UE, com o fim do seu acordo com a China em 2007, criou um monitoramento, com certificações para o controle do comércio, de forma que os registros de licença de importação tenham que ser idênticos aos registros de exportação dos chineses”, explica Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, que considera este modelo como o mínimo necessário para evitar um “surto” de importações. Segundo fontes do governo, o Brasil gostaria de ter com a China um acordo semelhante ao negociado com os europeus.
Fonte: Valor Econômico
Postado por: Newscomex - Comércio Exterior e Logística