Archive for Março 4th, 2008
Bahia ganhará novo complexo portuário de R$4 bi
A Bahia vai ganhar um novo complexo portuário. Conhecido como Porto Sul, o empreendimento será construído no município de Ilhéus e deve envolver recursos estimados em cerca de R$4 bilhões. De acordo com o secretário da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), Rafael Amoedo, a nova unidade vai auxiliar no escoamento de produtos como minério, grãos e cargas conteinerizadas, ajudando a diminuir os prejuízos provocados pelos atuais gargalos encontrados nos portos de Aratu, Ilhéus e Salvador. “É um projeto localizado em uma região privilegiada, que vem integrar outros importantes modais logísticos, como o novo aeroporto de Ilhéus, a ferrovia Oeste-Leste e a própria BR-101”, avalia.
Segundo o secretário, dentro de aproximadamente 60 dias será concluído o edital de licitação para a construção do complexo, que será instalado em uma área de 1.771 hectares, situada no sentido Ilhéus-Itacaré. O governo da Bahia já havia, inclusive, publicado no Diário Oficial um decreto desapropriando o terreno onde será implantada a nova unidade portuária. “A previsão é que no final de 2010, o novo porto já esteja em operação”, afirma. Com relação à forma de gestão do equipamento, que inclui alternativas como concessão ou PPP, Amoedo esclarece que haverá ainda uma segunda licitação para definir o modelo de administração da unidade.
Com a nova planta, o governo espera reintegrar o estado aos grandes eixos territoriais de desenvolvimento da produção no país. A expectativa é que o novo equipamento possibilite, por exemplo, a conexão de toda a região Centro-Oeste à costa atlântica, gerando um novo corredor de comércio exterior, ancorado em novos pólos industriais, comerciais e de serviços. Entre as demais regiões beneficiadas com o projeto está o oeste baiano, um dos principais pólos da agricultura estadual.
Problemas – Na avaliação do diretor executivo da Associação dos Usuários dos Terminais Portuários de Salvador (Usuport), Paulo Villa, apesar de bem-vindo, o novo complexo não altera em nada os problemas hoje enfrentados pelos portos públicos da Bahia – a exemplo da fuga de cargas privadas. “No ano passado, cerca de 2,548 milhões de toneladas de cargas baianas foram movimentadas por portos de outros estados, quase o mesmo resultado do ano anterior”, revela. Desse total, 650 mil toneladas eram conteinerizadas – volume 6% maior que o observado no balanço de 2006 e um prejuízo da ordem de R$150 milhões por ano. “Com esse valor, daria para construir um novo terminal de contêineres”, comenta.
Entre os motivos para a fuga de mercadorias está a falta de uma infra-estrutura portuária adequada para o atendimento à atual demanda, aliado ainda às constantes filas de embarcações marítimas. O dirigente informa que o Espírito Santo é o estado que mais tem se beneficiado com esse cenário. “É de lá que embarca, por exemplo, a celulose produzida no sul da Bahia, mesmo a produção baiana ficando apenas a 165 km do Porto de Ilhéus. Já a unidade portuária de Santos, em São Paulo, é a segunda que mais se beneficia dessa situação”, relata.
Fonte: Correio da Bahia
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Add comment 4 Março, 2008
Estaleiro Atlântico Sul decide duplicar investimento em Suape
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) resolveu duplicar sua capacidade. Segundo o presidente do EAS, Paulo Haddad, o investimento na planta industrial subiu para R$ 1,2 bilhão (era R$ 670 milhões), com a aquisição de máquinas de maior porte e aumento da área de 80 hectares para 160 hectares. O estaleiro está em construção na Ilha de Tatuoca, em Suape, e em julho começa a processar aço.
“A demanda por navios é muito grande. Por isso o estaleiro já fez uma nova ampliação”, disse Haddad, que participou ontem de uma cerimônia, no Senai do Cabo de Santo Agostinho, de conclusão de 300 alunos que integraram o programa de Reforço de Escolaridade, feito em parceria com prefeituras, governo do Estado e Sistema S.
Para ganhar maior agilidade e capacidade, o EAS optou por comprar dois guindastes que podem içar 1.500 toneladas, ao preço de US$ 35 milhões cada máquina. “Antes o projeto era de apenas um, com capacidade de 600 toneladas”, diz Haddad. O guindaste encomendado tem 160 metros de largura, com 100 metros de altura. “Isso nos possibilita fazer blocos maiores, ganhando velocidade e racionalizando a produção”, explica o diretor-adjunto de relações industriais do estaleiro, Gerson Beluci Miguel. Entretanto, o pico de utilização de mão-de-obra, previsto para 5.000 funcionários, não será alterado.
Isso e outras máquinas aumentam a capacidade de processamento de aço, por ano, para 150 mil toneladas. O volume anterior era previsto em 100 mil toneladas por ano.
O EAS é um empreendimento formado pelas empresas Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e PJMR e foi formado, inicialmente, para disputar encomendas de navios para a Transpetro, subsidiária da Petrobras. O EAS ganhou na licitação uma encomenda de 10 navios petroleiros Suezmax, ao custo total de US$ 1,2 bilhão. A empresa também já ganhou o contrato para construir blocos da plataforma P-55, da Petrobras, ao custo de US$ 392,6 milhões. As duas encomendas representam negócios de R$ 2,65 bilhões, pelo câmbio de ontem. “Há outras negociações em andamento”, adianta Haddad.
Fonte: Jornal do Commercio
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Porto de Santos terá plano piloto de gestão
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, garantiu que o plano de gestão que será elaborado como diretriz para as companhias docas do País irá respeitar as peculiaridades físicas e regionais de cada um dos portos. “Cada Docas terá um plano de gestão específico. É claro que na Secretaria adotaremos linhas gerais que serão aplicadas em todas. Mas, nisso, Santos será o piloto para todo o Brasil. Será o exemplo para exportar para o resto do País”. A afirmação foi feita à reportagem de PortoGente em visita do ministro ao litoral paulista na última quinta-feira (28).
Brito disse, ainda, que obras e ações já tomadas em Santos, como a criação do Centro de Excelência Portuária (Cenep) e a negociação para o saneamento de dívidas com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), também servirão de base para se tomar decisões nos demais portos brasileiros. Ele reafirmou seu compromisso com todos os trabalhadores portuários e elogiou a dedicação da equipe de profissionais que conduzem, com competência, a Companhia.
A respeito das seis demissões de funcionários de carreira da estatal, o titular da SEP foi enfático ao informar que não existe um plano de demissões. “O que houve foi uma situação fortuita que já foi encerrada”. O sétimo funcionário demitido, o advogado Antonio Carlos Paes Alves, conhecido como Cacaio, foi convidado a reintegrar o quadro da empresa, mas não aceitou.
Revitalização e Cenep
Duas ações nortearam a visita do ministro ao cais santista. Durante solenidade realizada entre os armazéns 1 e 2 do Porto de Santos, Brito assinou convênio com o prefeito João Paulo Tavares Papa para a revitalização das áreas portuárias do Valongo, justamente o local da cerimônia. O empreendimento, analisou o ministro, deve gerar receitas para o Porto e estreitar a relação com o município da Baixada Santista.
A área, hoje abandonada, não recebe a atracação de navios há muitos anos. A crítica dos que se opõem ao projeto de revitalização, explicou Brito, não tem validade. Ele aponta que, embora destinado a usos diferentes das tradicionais operações portuárias, o espaço não representará prejuízo para o Porto. “Pelo contrário, representará ganho, conforme comprovam experiências de outros países”, lembrando dos projetos de Barcelona, na Espanha, e de Puerto Madero, na Argentina.
A ocasião, que reuniu autoridades políticas de toda a região e contou com a presença do alto escalão da SEP – incluindo o secretário adjunto, José Roberto Correia Serra, e o chefe de gabinete, Augusto Wagner Padilha Martins, – também celebrou a assinatura da portaria para a criação do Cenep. O ministro-chefe ressaltou que a criação de centros de treinamento para os portuários já estava prevista na Lei 8.630, de Modernização dos Portos e que, portanto, “isso já deveria ter sido feito há 15 anos”.
A instituição foi classificada por Brito como uma “universidade destinada aos trabalhadores”. Inicialmente, os primeiros cursos deverão ser aplicados em salas de aula de colégios municipais, a partir de conteúdo já praticado em cursos de extensão e de graduação nas universidades paulistas. A expectativa é de que o Centro conte, ainda, com equipamentos e simuladores importados para qualificação dos trabalhadores.
Entusiasmado pelo prestígio que a prefeitura municipal recebeu com a concessão da área dos armazéns 1 ao 8, o prefeito Papa elogiou a atuação de Brito, indicando que “a SEP é um ministério de fato. Está transformando os portos brasileiros”. O representante do executivo disse que quer ver a Secretaria ainda mais fortalecida, com condições plenas para trabalhar no sentido de fortalecer e modernizar os instrumentos portuários. “O ministro não tinha vivência na área portuária, mas é um executivo exemplar na esfera governamental e está demonstrando tudo aquilo que falou assim que assumiu”.
Papa enfatizou que o titular da SEP “resolveu pular uma série de etapas para a criação do Cenep, tão grandes são as dificuldades burocráticas”. Já aos que defendem que a área agora destinada à revitalização tivessem outro uso, o prefeito pediu para colocar a “mão na consciência”, pois, de acordo com ele, se nada foi feito nos últimos 30 anos para colocar o local em situação digna de operação, não seria agora que isso iria mudar.
Figueira
A superintendência do Cenep será ocupada por Fausto Figueira, primeiro suplente de deputado estadual pelo PT. O anúncio do nome do médico foi feita durante a solenidade pelo ministro, que quebrou o protocolo e convidou Figueira para discursar, o que não estava previsto inicialmente. Segundo Brito, a indicação satisfez as expectativas da comunidade portuária. “Conversei muito com o Fausto e sei que fiz a escolha certa”.
Fonte: PortoGente
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Lula inaugura área da Embrapa em Campinas (SP)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje, em Campinas, a nova sede da Embrapa de monitoramento via satélite. Criada a partir de um ato da Presidência da República, em 1989, a unidade era a única da empresa sem sede própria. As instalações de 6 mil metros quadrados foram erguidas em um terreno cedido pelo Exército Brasileiro.
A Embrapa Monitoramento por Satélite opera como um centro de pesquisa que capta e analisa imagens de satélites que permitem a gestão territorial do agronegócio brasileiro. A partir das imagens orbitais, a unidade da Embrapa tem condições de avaliar as dinâmicas econômicas em todo o País, o avanço da agricultura e da pecuária em áreas de floresta, ou ainda, as mudanças provocadas por alterações de preços de culturas em áreas já ocupadas por atividades econômicas.
Os dados coletados pelos satélites também têm permitido à Embrapa acompanhar a infra-estrutura utilizada para o setor agrícola (como estradas, portos, áreas de armazenagem e de processamento) e até subsidiar o governo em projetos de expansão dessas redes.
Fonte: Estadão
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Governo autoriza siderúrgica da Vale no Pará
A Vale acertou ontem com os governos federal e do Estado do Pará a construção de uma siderúrgica em Marabá, no sudeste paraense. A companhia já havia anunciado a intenção de construir uma usina no local no final do mês passado, mas deixou claro que a obra precisaria da ajuda do governo, para viabilizar a infra-estrutura da região.
“Vamos precisar que o governo federal conclua a eclusa do Tucuruí e faça a viabilização da hidrovia a partir dessa eclusa. Já o governo estadual tem que trabalhar ativamente para que o processo, por exemplo, de licenciamento e de viabilidade dessa infra-estrutura aconteça logo”, disse Tito Martins, diretor executivo de Assuntos Corporativos e Energia da Vale. A empresa procura agora um parceiro para o empreendimento.
Ontem, Roger Agnelli, presidente da empresa, se reuniu em Brasília com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, para apresentar o projeto. Lula deu o aval à obra, que, de acordo com a Vale, vai ajudar no desenvolvimento da região. De acordo com a governadora, o presidente “bateu o martelo” em relação ao projeto, cujas obras devem se iniciar em 2009.
Neste projeto a Vale está indo na direção contrária à dos demais. A mineradora primeiro encontrava um parceiro e depois acertava o local da obra. Foi assim com a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), em que tem a alemã ThyssenKrupp como parceira, com a Companhia Siderúrgica Vitória, em parceria com a chinesa Baosteel, e com a Companhia Siderúrgica Pecém, que irá construir junto com a coreana Dongkuk Steel.
Segundo a Vale, a siderúrgica de Marabá terá capacidade para produzir entre 2,5 milhões a 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano. A estimativa da empresa é que o licenciamento ambiental saia em meados do próximo ano.
A governadora Ana Júlia afirmou que a Vale deve investir R$ 5 bilhões no projeto. Já os investimentos públicos em infra-estrutura, como a construção de um porto e de uma hidrovia no Rio Tocantins, seriam de cerca de R$ 1,5 bilhão. No entanto, apenas R$ 500 milhões representam novos recursos, uma vez que parte das obras já estava prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A companhia espera que o governo faça uma série de obras de infra-estrutura na região do complexo de Carajás, para garantir o escoamento da produção da nova usina.
Xstrata
A mineradora anglo-suíça Xstrata divulgou ontem seus resultados e afirmou que segue em conversações com a Vale a respeito de sua aquisição. Seus lucros cresceram 13% no ano passado, em relação a 2006, por conta da expansão da produção de carvão e zinco.
O principal entrave para a negociação continua sendo a trading Glencore, principal acionista da Xstrata. De acordo com informações do jornal britânico The Sunday Times, a trading exige um contrato de dez anos de direitos de comercialização de minerais para fechar a venda da empresa para a Vale. A Vale, ainda de acordo com o jornal, oferece à Glencore um contrato de cinco anos – excluindo o minério de ferro, o principal produto da mineradora brasileira.
As negociações entre as duas empresas chegaram na semana passada à beira do fracasso, exatamente por causa dessa discordância. “Chegamos ao nosso limite”, disse, na sexta-feira, o presidente da Vale, Roger Agnelli. “Dependemos da Glencore para continuar construindo esse acordo”. Ele confirmou que uma disputa sobre direitos de comercialização é o maior obstáculo ao acordo.
De acordo com outro jornal britânico, o Sunday Telegraph, a Glencore teme perder sua maior fonte de receita – boa parte do lucro de US$ 6 bilhões da empresa vem dos direitos de comercialização de produtos da Xstrata, como o níquel. O jornal também informa que as negociações entre a Vale e a Glencore, que haviam sido interrompidas na semana passada, depois do impasse, foram retomadas.
Ontem o presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) e do conselho de administração da Vale, Sérgio Rosa, engrossou o coro dos que enxergam um impasse nas negociações.
“No momento, as negociações não estão evoluindo a ponto de se falar em qualquer tipo de fechamento dessa transação”, afirmou. Rosa defendeu ainda que a companhia brasileira não abra mão da comercialização direta de produtos como o minério de ferro, níquel e carvão metalúrgico.
Segundo ele, se a Vale abrir mão dessa operação, vai perder o “feeling” sobre questões como tendência de mercado e necessidade de investimento para atender a demanda de seus clientes.
Fonte: DCI
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Termoaçu deve entrar em operação só em setembro
A Termoaçu deverá entrar em operação em comercial a partir de setembro, segundo previsão de seu presidente José Paulo Vieira, ao informar que a usina estará em fase final de testes e de pré-operação a partir do final de junho deste ano. “O cronograma final de funcionamento, neste momento, está vinculado muito mais à resolução de alguns problemas técnicos muito específicos”, disse ele
José Paulo Vieira disse que em abril serão realizados os testes internos com a chegada do gás para mover as turbinas e caldeiras da termelétrica localizada no município de Alto do Rodrigues, no Vale do Açu.
Vieira explicou que alguns motivos impactaram o cronograma original, como a dilatação do prazo de construção e montagem na recuperação dos equipamentos (caldeiras e turbo-geradores) e ainda dilatação do prazo de fornecimento de harpas em inox e dificuldades com a limpeza química das harpas em aço carbono e também dos prazos da estação de tratamento das águas, estação de tratamento de efluentes e da subestação 230 Kv dos tanques de água tratada e obras civis.
Outro fator que motivou atraso para o começo dos testes foi a greve dos empregados da empreiteira contratada, em novembro de 2007.
Segundo Vieira, no pico das obras da Termoaçu, em junho do ano passado, foram gerados 2.200 empregos diretos. A maioria dos empregos gerados, cerca de 60%, está concentrado na região do Vale do Açu. Após o início de operação o efetivo será de cerca de 60 pessoas.
A Termoaçu vai gerar 340 MW de energia e 600 t/hora de vapor, consumindo 1.000 m3 /hora d´água. A energia a ser gerada equivale a 2,5 bilhões de kWh ou seja, dois terços do consumo atual do Estado, e seria suficiente para atender ao consumo de 2 milhões de residências da região.
Essa energia atenderá, segundo Vieira, aos clientes da COSERN e da COELBA, além da Petrobras. O vapor será utilizado para a injeção contínua em poços de extração de petróleo, possibilitando à Petrobrás aumentar sua produção de petróleo do RN em até 18.000 barris por dia.
“Mais relevante ainda, esse aprimoramento possibilitará o aumento das reservas da Petrobras no Rio Grande do Norte em cerca de 60 milhões de BOE (barris equivalentes)”, disse Vieira.
Fonte: Tribuna do Norte
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Ônibus do consórcio Via Sul circulam normalmente nesta manhã
Os ônibus das empresas que compõem o consórcio Via Sul circulam normalmente na cidade de São Paulo desde às 3h30 desta terça-feira, 4. As informações são do centro de controle operacional da São Paulo Transportes (SPTrans).
Na segunda-feira, cerca de 1.200 motoristas e cobradores iniciaram uma paralisação às 13h30, prejudicando cerca de 70 mil pessoas na zona sul da capital paulista que dependem de 43 linhas feitas por 483 ônibus. O não pagamento das horas extras motivou o protesto da categoria. Os funcionários voltaram ao trabalho por volta das 21 horas.
A circulação no Expresso Tiradentes, antigo Fura-Fila, também foi prejudicada por causa da greve no consórcio. Às 19 horas, sua circulação foi temporariamente interrompida.
Um total de 223 ônibus de outras viações foram colocados no lugar da frota parada para atender aos passageiros. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) prolongou 30 de suas linhas, ligadas ao Expresso Tirandentes, até as regiões do Glicério e Parque Dom Pedro e as estações do metrô Santa Cruz, Vergueiro e Luz.
Fonte: Estadão
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Dólar e crise do gás reduzem lucro da Petrobras em 17%
O prejuízo de R$ 449 milhões com as operações de usinas termelétricas ajudou a derrubar o lucro líquido da Petrobras no ano passado, que ficou em R$ 21,5 bilhões. O resultado, 17% inferior aos R$ 25,9 bilhões de 2006, foi afetado de forma significativa pela desvalorização de 17% do dólar frente ao real e pela repactuação do Plano Petros, caixa de funcionários da empresa. Apesar das más notícias, o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, fez questão de anunciar que em 2007, a estatal alcançou a condição de terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, atrás da americana Exxon e da anglo-holandesa Shell.
Sobre a queda no lucro, Barbassa disse que o impacto das operações do setor elétrico ocorreram não só devido à multa imposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de R$ 85 milhões, como também pelo pagamento de encargos pelo não-cumprimento de contratos de fornecimento de gás natural para termelétricas. Os encargos, que funcionam como uma espécie de multa, demandaram um desembolso de R$ 309 milhões no ano passado. O item que mais pesou para o resultado negativo, no entanto, foi a desvalorização do dólar, que teve impacto de R$ 3,9 bilhões. Embora o câmbio também tenha afetado o resultado de 2006, a contínua apreciação do real aumentou o impacto em R$ 2,6 bilhões em 2007 frente ao ano anterior.”Como aumentamos nossa presença no exterior, o câmbio teve impacto muito maior para o resultado da companhia no ano passado do que em outros anos”, disse Barbassa, ao tentar minimizar o resultado da estatal. Os investimentos da empresa, em 2007, foram 34% maiores do que no ano anterior.
Ontem, o Conselho da Petrobras aprovou a substituição do diretor da área internacional da estatal, Nestor Cerveró, pelo engenheiro elétrico Jorge Luiz Zelada.
Fonte: Gazeta Mercantil
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