Archive for Março 3rd, 2008
Brasil e Argentina discutem trigo hoje em São Paulo
O governo brasileiro e a Argentina se reúnem hoje, na capital paulista, para discutir temas de relevância comercial para ambos os países. Na pauta das discussões, dois dos principais temas que serão debatidos serão as importações de trigo e o regime automotivo. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que participou da posse dos novos integrantes do Conselho de Administração da Amcham, em São Paulo.
Em relação ao trigo, o Brasil pleiteia mais transparência nos registros de importação, que só voltaram a ser emitidos no último dia 15 de fevereiro. Os registros estão fechados desde o início de dezembro e deveriam ter sido reabertos em 15 de fevereiro, mas o governo argentino adiou a abertura para o dia 3 de março, e ontem, por fim, prorrogou mais uma vez, para 8 de abril. “Queremos mais transparência nos registros de importações de trigo, sem as dificuldades que temos hoje, uma vez que o pãozinho tem um peso importante no controle da inflação”, disse ele.
A Argentina é o principal fornecedor de trigo para o Brasil, com cerca de 90% do volume total, mas, desde o ano passado, o governo argentino tem segurado o produto no mercado interno para controlar a inflação. Por esse motivo, o Brasil terá que comprar trigo em outros mercados, como os Estados Unidos. Neste ano, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já autorizou a importação de um milhão de toneladas de trigo sem recolhimento da Tarifa Externa Comum (TEC), de 10%, até o dia 30 de junho.
Na área automotiva, segundo ele, o objetivo do governo brasileiro é obter, um acordo cuja duração tenha no mínimo cinco anos e que proporcione mais segurança para a realização de investimentos em ambos os países. “Hoje os acordos para o regime automotivo têm prazos muito curtos e todo ano temos que renová-los. Isso cria dificuldades para os investimentos. Ninguém investe com um acordo baseado em um ano. Queremos acordos com cinco ou seis anos de duração, que sejam mais perenes”, disse o ministro.
Atualmente, o regime automotivo tem que ser renovado todos os anos. Pelo mecanismo, para cada US$ 1 que o Brasil exporta em carros e autopeças à Argentina, é obrigado a adquirir US$ 1,95 em automóveis e componentes argentinos. O Brasil deseja o livre comércio, mas a Argentina não aceita a proposta, que está prevista no documento que criou o Mercosul.
Fonte: AE
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 3 Março, 2008
Minas Gerais vive febre das importações
A indústria e o comércio de Minas Gerais iniciaram o ano reforçando os estoques. O volume de importação de eletrodomésticos e, principalmente, aparelhos portáteis, subiu em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os empresários e vendedores dizem que, além de atender os pedidos corriqueiros do primeiro bimestre, muitos estão aproveitando o dólar desvalorizado em relação ao real para começar a trazer produtos da moda, como extratores de suco, grills e panelas elétricas para o Dia das Mães e o mês das noivas. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, no mês passado, as importações de ferros de passar roupa, por exemplo, subiram 258,41% no estado, em relação a janeiro de 2007.
A importação de eletrodomésticos e portáteis cresceu ao longo do ano passado, com o ápice dos pedidos concentrados no último trimestre, véspera do Natal. Porém, segundo o empresário Lúcio Costa, presidente da Suggar, apesar de o aquecimento das compras ser mais comum no segundo semestre, o comércio tem grande venda em maio. “É uma sazonalidade muito boa, principalmente nas linhas de portáteis. O grande motivo é maio, mês dos casamentos e do Dia das Mães”, explica.
Segundo o empresário, os produtos internacionais chegam com grande variedade de modelos e qualidade, o que facilita as vendas. “O comércio tem momentos de modismo, como teve na época as escovas de dente elétricas, massageadores e limpadores a vapor. Agora, a demanda nacional por extratores de sucos, umidificadores de ambiente e grills é grande”, afirma Costa. A influência do real valorizado na importação desses portáteis é visível nos números do MDIC.
Os aparelhos que transformam uma fruta inteira em suco num piscar de olhos, muito comum nas propagandas de televisão, tiveram as compras ampliadas em 471,6% em janeiro, na comparação com igual mês de 2007, somente em Minas. Foram US$ 1,54 milhão contra US$ 269 mil, o suficiente para ampliar os desembarques de 10,1 mil unidades para 45,6 mil. Entre as novidades cada vez mais comuns, a maioria trazida do exterior, estão os aparelhos de passar roupa a vapor.
Câmbio desvalorizado
A economista Silvânia Araújo, da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), diz que o Dia das Mães é a principal época do varejo no primeiro semestre e a segunda do ano, atrás apenas do Natal. “´É a combinação de dois fatores: a data comemorativa e o câmbio desvalorizado, o que estimula a importação de produtos a preços acessíveis, num cenário no qual as pessoas têm mais crédito e procuram prestações menores”, explica. Segundo Silvânia, os lojistas têm a preocupação de antecipar os pedidos justamente para garantir diversidade e condição de pagamento aos clientes.
Para Frederico Martini, diretor da Domus Ceva, empresa que importa produtos para centenas de lojas e indústrias de Minas, o ritmo de compras externas deve realmente aumentar em abril, quando a maioria das cargas do semestre desembarcam no país. “Estamos começando a fazer os pedidos agora e o reflexo na balança comercial deve ser forte nesse mês, quando os produtos chegam. Entre os eletrodomésticos e portáteis mais encomendados estão processadores domésticos de alimentos e torradeiras com figuras de desenho animado”, diz.
Com essa combinação de demanda e dólar baixo, alguns produtos que nem mesmo apareceram nos resultados da balança comercial mineira de 2007, marcaram presença este ano. Depois de importar apenas uma torradeira elétrica em janeiro do ano passado, as compras em Minas saltaram para 5,8 mil unidades, representando US$ 33,86 mil. Os desembarques de liquidificadores passou de 6,6 mil peças para 8,69 mil, representando crescimento de 31,6% nesse período.
Fonte: Minas Gerais
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Add comment 3 Março, 2008
Viracopos pode virar um megaaeroporto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinal verde para a Infraero levar adiante um projeto ambicioso de expansão de Viracopos, em Campinas, que pode acabar tornando-se uma alternativa à construção de um terceiro grande aeroporto na região de São Paulo. A estatal pretende transformar Viracopos em um megaaeroporto, com quatro pistas de pouso e capacidade para até 85 milhões de passageiros por ano. Para efeito de comparação, o terminal de Campinas recebeu pouco mais de 1 milhão de passageiros no ano passado; em Guarulhos, foram 19,7 milhões.
O plano começa a ser executado nos próximos meses, com a contratação do projeto-executivo de engenharia da segunda pista. A intenção do presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, é começar a construção em 2009, após o término do estudo. Com 3,6 mil metros de comprimento e 60 metros de largura, a segunda pista teria investimentos de R$ 350 milhões.
Fonte: Valor Econômico
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Faltam caminhões devido a rodovia ruim e frete sobe até 20%
A má conservação da BR-163 entre Cuiabá e a região Norte também tem afetado o bolso dos produtores nesta safra. Com o escoamento da produção, a demanda de caminhões aumenta consideravelmente, porém, muitas centrais de frete não estão conseguindo atender os pedidos. A falta de caminhões resultou em um aumento de até 20% para transportar a soja e madeira do Nortão.
O empresário Alberto Kunze, dono de uma central de frete em Sinop, declarou, ao Só Notícias, que muitos motoristas, de outras regiões do país, preferem percorrer outros trajetos, onde encontram as rodovias em melhores condições de tráfego. “Com a rodovia assim, os caminhões estragam mais e os custos são maiores”, acrescentou.
Ainda, segundo ele, muitos armazéns estão lotados e precisam escoar parte da produção para dar espaço ao grão que ainda está na lavoura e corre o risco de ser perdido por causa das chuvas. Na maioria dos municípios, a colheita atrasou. “Como houve essa variação no frete da soja, conseqüentemente refletiu no da madeira”, enfatizou.
A realidade é a mesma em outras centrais, que passaram a cobrar cerca de R$ 200 por tonelada transportada até o porto de Paranaguá, no Paraná. Ainda, segundo o setor, a expectativa é que este valor caia após o escoamento da soja.
Fonte: Só Notícias
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Add comment 3 Março, 2008
Petrobras deve adquirir 40% de bloco da indiana ONGC
A Petrobras pretende comprar 40% de participação de um bloco em águas profundas da petrolífera indiana Oil & Natural Gas Corp. (ONGC) em Mahanadi, de acordo com o diário local Economic Times – atribuindo a informação a fontes.
A proposta de compra já foi enviada ao governo da Índia para aprovação, acrescenta o jornal.
Fonte: Estadão
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
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Lucro da Xstrata sobe 13%, ainda em negociações com Vale
A mineradora Xstrata divulgou hoje alta de 13% no lucro líquido anual com aumento de produção e informou que ainda está buscando outras aquisições durante as negociações com a brasileira Vale.
O quinto maior grupo minerador do mundo em valor de mercado informou que o lucro líquido de 2007 subiu para US$ 5,4 bilhões ante US$ 4,89 bilhões em 2006. A Xstrata produziu quantidades recordes de carvão coque e térmico, ferrocromo, níquel, zinco e plantina em 2007.
A empresa espera “significativo” aumento de volumes em 2008 e terá fluxos de caixas robustos este ano por conta dos preços elevados das commodities, informou o presidente-executivo da Xstrata, Mick Davis.
A Xstrata informou que a receita em 2007 cresceu 12%, para US$ 28,54 bilhões, enquanto o lucro por ação antes de itens excepcionais e operações descontinuadas subiu 12%, para US$ 5,60.
Davis evitou comentar detalhes sobre as conversas com a Vale, mas informou que essas negociações não vão interromper a busca pela empresa de oportunidades, incluindo alianças para as divisões da Xstrata e também possíveis grandes acordos.
“O que estamos tentando fazer como equipe de administração é posicionar a Xstrata para capturar valor para os acionistas. Uma transação com a Vale seria interessante nesse sentido, assim como outras transações, seja estarmos em uma posição onde a Xstrata faz a compra ou seja em que a Xstrata faz a venda”, afirmou o executivo.
Ele afirmou que uma fusão da companhia com a Anglo American Plc seria positiva para ambas as mineradoras, mas não se mostrou otimista em especular que um eventual acordo terá sucesso caso a Vale deixe as negociações.
“Não há dúvida de que uma combinação da Anglo com a Xstrata criaria muitas sinergias… mas as coisas têm que estar no universo do possível.”
Vale afirmou na sexta-feira que chegou ao limite nas negociações com a Xstrata e acrescentou que qualquer acordo futuro depende da solução de disputa sobre direitos de comercialização detidos pela suíça Glencore, que possui participação de 35% na Xstrata.
Uma aquisição da Xstrata pela Vale poderia movimentar US$ 90 bilhões, sendo uma das maiores já realizadas no mundo.
Fonte: Invertia
Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística
Add comment 3 Março, 2008
Vale vai ao Oriente Médio e à Colômbia processar alumínio
A Vale está procurando locais para instalar unidades para produção de alumínio fora do Brasil, uma vez que o País, apesar de possuir reservas de bauxita em abundância, não tem energia suficiente para novos projetos.
O presidente da mineradora, Roger Agnelli, afirmou na última sexta-feira que já está em conversações com o governo colombiano e com países do Oriente Médio para a instalação dos projetos. “Podemos instalar um smelter na Colômbia, combinando geração hídrica com térmica. E no Oriente Médio, em que usaríamos energias a gás. A idéia é usar bauxita e alumina brasileiras, processá-las nesses países e exportar”, disse.
Agnelli explicou que o Brasil possui muitas reservas de bauxita de alta qualidade, o que traz um grande potencial de crescimento da produção. No ano passado, a Vale produziu 4,7 milhões de toneladas métricas, superando em cerca de 17% o volume de 2006. Neste ano está previsto o início das operações de Paragominas II, que elevará a capacidade de produção da mina de Paragominas para 9,9 milhões de toneladas métricas.
Também em 2007 a Mineração Rio do Norte (MRN), empresa da qual a Vale possui 40% do controle, bateu recorde de produção de bauxita: foram 18,06 milhões de toneladas, cerca de 80% da produção brasileira.
Mas apesar da produção forte de bauxita, o Brasil encontra dificuldades em transformar o alumínio por conta da escassez de energia. “Pelo potencial que temos de bauxita, para ampliarmos a produção desses produtos precisaríamos de mais energia. Por enquanto, não estamos desenvolvendo esses projetos porque não temos a energia firme para podermos trabalhar a longo prazo”, explicou Agnelli.
Além dos projetos de alumínio, uma possível falta de energia pode atrapalhar outros projetos da Vale. Agnelli frisou que a Vale inaugurou, somente no governo Lula, oito usinas hidroelétricas no Brasil. E lembrou que estuda ainda a construção de mais três usinas térmicas. “Tem a usina de Barcarena, no Pará, cujas licenças ambientais de instalação já temos. Mas além dela queremos construir uma térmica a carvão no Maranhão e uma no Rio de Janeiro ou no Ceará. Ainda estamos estudando”, disse.
O presidente também lembrou que as usinas a carvão, apesar de muito poluentes, são menos nocivas ao ambiente que o óleo diesel. “Já há tecnologias avançadas que diminuem a emissão de poluentes do carvão”, explicou.
Recordes
O lucro líquido de 2007 da Vale, divulgado na última quinta-feira, foi o maior da história da companhia e um dos maiores entre as empresas de capital aberto do País nos últimos 22 anos – retirando-se a estatal Petrobras. A empresa arrecadou R$ 20 bilhões no ano, elevando em 49% o resultado do ano anterior.
A receita bruta da Vale chegou a R$ 66,3 bilhões, dos quais R$ 17,2 bilhões partiram das atividades da Inco. Com a aquisição da empresa canadense, o níquel já responde por cerca de um terço das vendas da Vale.
Agnelli ressaltou que a Inco pagou US$ 2,2 milhões em dividendos. Segundo as suas estimativas, a aquisição da Inco, realizada no último trimestre de 2006, será paga nos próximos 18 a 20 meses.
A mineradora brasileira obteve lucro de R$ 4,4 bilhões no quarto trimestre de 2007, alta de 29,4% em relação ao lucro de R$ 3,4 bilhões obtido no último trimestre do ano anterior.
O lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações, (Ebitda), caiu para R$ 6,43 bilhões de outubro a dezembro do ano passado, contra R$ 7,96 bilhões no mesmo período de 2006.
A receita bruta da companhia atingiu R$ 66,4 bilhões em todo o ano passado, a mais elevada da sua história, contra R$ 46,7 bilhões em 2006.
Além disso, a Vale alcançou recorde de produção em nove diferentes produtos: minério de ferro, pelotas, níquel, cobre, bauxita, alumina, alumínio, caulim e cobalto. Com isso, a companhia reafirmou sua posição de maior produtora mundial de minério de ferro, segunda maior de níquel e uma das maiores em caulim, cobalto, ferro ligas e alumina.
Agnelli também se mostra otimista em relação aos resultados deste ano. “2007 só vai ser pior que 2008. Nós vamos crescer muito este ano”, disse o executivo. Ele também destacou os investimentos da Vale. “Fizemos os investimentos certos na hora certa”, disse.
Fonte: DCI
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Add comment 3 Março, 2008
Acordo automotivo com Argentina volta a ser discutido
Representantes dos governos e da indústria automobilística brasileira e argentina se reúnem hoje, em São Paulo, para discutir um novo acordo automotivo. O fato de os dois mercados estarem em crescimento – e ambos atraírem investimentos no setor – não significa que a negociação será mais fácil desta vez. Do lado brasileiro, os negociadores se preparam para mais um embate, que vai se somar ao do trigo e do gás.
O Brasil vai insistir no livre comércio de carros e o governo argentino não vai aceitar. Os brasileiros, que nas discussões anteriores sempre cederam, devem brigar por um acordo de prazo mais longo, de pelo menos cinco anos. O atual, acertado em 2006, vence em junho.
“Partida de futebol e negociação de acordo automotivo são sempre complicadas entre Brasil e Argentina”, define o diretor de assuntos institucionais da Ford do Brasil, Rogelio Golfarb. “O setor é muito sensível para as duas economias”, diz o executivo, que dirigia a associação das montadoras brasileiras, a Anfavea, há dois anos, quando o atual acordo foi feito.
Fonte: Estadão
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Add comment 3 Março, 2008
Juiz garante exportação de carga pelo Porto de Antonina
O juiz federal substituto de Paranaguá, Carlos Felipe Komorowski, concedeu antecipação de tutela à empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix, no Porto de Antonina, no litoral paranaense, suspendendo a Ordem de Serviço 008/08, da Administração dos Portos de Paranaguá (Appa), que limitava as operações apenas aos produtos congelados e resfriados.
De acordo com o juiz, essa restrição poderá causar impactos econômicos negativos. “A OS em tela causa instabilidade, comprometendo a segurança jurídica e desestimulando os investimentos privados em infra-estrutura, tão necessários ao crescimento econômico do Brasil”, registrou o juiz.
De acordo com a assessoria da Appa, a ordem de serviço visava que o Porto de Antonina voltasse a sua vocação original, que era a exportação de congelados, incentivando investimentos para esse setor. Além disso, pretende-se evitar que a movimentação de carga química juntamente com congelados provoque questionamentos em relação à sanidade.
No entanto, a empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix argumentou, em sua petição à Justiça, que o edital para arrendamento admitia outros tipos de cargas, mediante autorização da Appa, o que obteve entre 1998 e 2000.
Em razão dessas autorizações, a empresa fez investimentos de R$ 200 milhões em infra-estrutura, dragagem do canal de acesso ao cais e treinamento de pessoal. No entanto, por causa do calado de 8,10 metros(seriam necessários 9,50 para os navios que levam contêineres), a exportação de carne ficava restrita ao mercado russo, que aceita os produtos frigorificados soltos nos porões dos navios.
“Esse fato, aliado às restrições à carne brasileira no exterior, inclusive pela Rússia, fizeram com que as cargas gerais (fertilizantes, produtos florestais, produtos siderúrgicos e outros) desempenhassem importante papel na manutenção e sobrevivência do terminal portuário”, argumentou a empresa em sua petição. Segundo ela, isso representa 85% da movimentação total. Portanto, uma suspensão provocaria “grave prejuízo às atividades, com repercussão negativa na execução do serviço portuário e na geração de emprego, renda e arrecadação tributária”.
Fonte: Estadão
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Add comment 3 Março, 2008