Archive for Fevereiro 21st, 2008

Austrália exporta cada vez mais para a China

A China passará a ser o principal destino das exportações da Austrália, informou Zheng Xinli, vice-diretor do Escritório de Planejamento Diplomático. Atualmente, o Japão ocupa essa posição, mas a forte demanda por energia e recursos naturais da China mudará esse cenário.

No ano fiscal finalizado em 30 de junho de 2007, as exportações australianas para a China contabilizaram A$ 22,8 bilhões, contra A$ 32,6 bilhões em exportações para o Japão.

O crescimento da demanda por matérias-primas para abastecer o setor de construção na China manteve a economia da Austrália aquecida a um nível superior em relação às economias desenvolvidas. Zheng também espera que o comércio bilateral entre a Austrália e a China exceda US$ 50 bilhões até 2010.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Add comment 21 Fevereiro, 2008

Importações continuam a derrubar saldo

O ritmo forte das importações brasileiras tem derrubado o superávit da balança comercial brasileira em 2008. O saldo acumulado no ano, até 16 de fevereiro, é de apenas US$ 2 bilhões, uma queda de 53,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o superávit totalizou US$ 4,27 bilhões.

As importações somam US$ 17,43 bilhões, com média diária de US$ 562,2 milhões e alta de 42,2%. O ritmo de expansão das exportações, por outro lado, tem sido bem menor. As vendas externas somam US$ 19,43 bilhões no ano, com média diária de US$ 626,8 milhões e aumento de 20,3%.

Na terceira semana de fevereiro, encerrada no sábado, o superávit comercial foi de US$ 321 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,37 bilhões e importações de US$ 3,05 bilhões. No acumulado do mês, com nove dias úteis, o saldo comercial totaliza US$ 1,06 bilhão, 27,1% menor que a média diária registrada em fevereiro de 2007. As vendas externas no mês somam US$ 6,15 bilhões, com média diária de US$ 683,7 milhões e crescimento de 21,5%. As importações acumulam US$ 5,10 bilhões este mês, com média diária de US$ 566,2 milhões e expansão de 40,9% em relação à média de fevereiro de 2007.

Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as vendas de semimanufaturados este mês subiram 31,9%, por causa de óleo de soja em bruto, ferro fundido, celulose, semimanufaturados de ferro e aço. Os embarques de básicos aumentaram 24,4%, puxados principalmente por carne de frango e suína, milho em grão, farelo de soja, minério de cobre e de ferro, café em grão e petróleo em bruto.

As exportações de manufaturados cresceram 16,7%, graças a gasolina, suco de laranja congelado, chassis com motor, aviões, álcool etílico, motores e geradores, máquinas e aparelhos para terraplenagem, calçados, pneumáticos e tratores.

As importações, no comparativo com fevereiro de 2007, aumentaram sobretudo com cereais e produtos de moagem, siderúrgicos, adubos e fertilizantes, cobre, automóveis e partes, borracha, plásticos, equipamentos mecânicos e aparelhos eletroeletrônicos.

NÚMEROS
US$ 17,43 bi é o total das importações até 16 de fevereiro – alta de 42,2%
US$ 19,43 bi é o total das exportações no mesmo período – alta de 20,3%US$ 1,06 bi é o saldo da balança comercial acumulado em fevereiro

Fonte: O Estado de São Paulo

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Importações abastecem 30% da alta da demanda

O crescimento superior a 20% das importações de bens e serviços em 2007 abasteceu cerca de 30% da expansão da demanda doméstica e das exportações no ano passado, tendência que pode se acentuar em 2008 e 2009. Embora as compras externas tenham um peso ainda modesto na economia brasileira, a sua expansão acelerada, favorecida pelo câmbio valorizado, tem sido decisiva para evitar pressões inflacionárias relevantes, mesmo num cenário de aquecimento da atividade econômica.

O departamento de economia do Credit Suisse prevê que as importações devem responder este ano por 13% da oferta total de bens e serviços, aumentando em relação aos 11,9% estimados para 2007. Embora o percentual seja modesto em relação à oferta, o ponto é que o ritmo de expansão das compras externas tem sido significativamente maior que o dos demais componentes do PIB do ponto de vista da demanda (consumo das famílias, consumo do governo, investimentos, variação de estoques e exportações). Para 2007, a estimativa é de que as quantidades importadas de bens e serviços tenham aumentado 21%, muito acima da alta de 6% da produção industrial. “Nesse cenário, nós estimamos que as importações abastecerão um terço da da expansão da demanda doméstica e das exportações em 2008 e 2009″, afirmam os analistas do Credit Suisse. A previsão é de que, em 2007, a participação tenha ficado em 31%.

Se respondem apenas por 13% da oferta total de bens e serviços na economia, as importações têm um peso mais relevante quando a conta se limita à indústria. A fatia dos importados no consumo brasileiro de produtos industriais atingiu 20% no período de 12 meses encerrado no terceiro trimestre de 2007. No fim de 2004, quando começou o mais recente período de valorização do real, esse percentual estava em 15,6%. O cálculo considera o consumo aparente, que é a produção doméstica somada às importações, menos a exportação.

Francisco Pessoa Faria, economista da LCA Consultores, diz que o “significativo” aumento na participação das importações ocorreu em um período de forte crescimento da produção industrial. Ele acredita que a produção doméstica não foi prejudicada pelas importações, porque a demanda brasileira cresceu muito, impulsionada pelo crédito e pelos juros mais baixos. “É um cenário diferente do que ocorreu em 1995, no Plano Real, quando foram adotadas medidas monetárias contracionistas.”

As importações ganharam uma relevância maior na economia brasileira de forma generalizada. De 21 setores industriais analisados pela LCA, apenas quatro registraram queda na fatia dos importados no período: extrativa mineral, petróleo e carvão, químico diversos e abate de animais. No setor de petróleo, os investimentos da Petrobras para aumentar a produção, quase atingindo a auto-suficiência, contribuíram para a queda das importações, apesar do crescimento da economia.

Nas atividades em que os produtos importados ganharam espaço, destacam-se veículos, têxtil e móveis. Entre o fim de 2004 e os 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2007, a participação das importações no consumo cresceu 115%, 78% e 70%, respectivamente. Em automóveis, por exemplo, o share dos produtos vindos do exterior subiu de 4,9% para 10,6% no período. Em máquinas e tratores, a alta foi de 27,8% para 29,3%. Faria lembra que a produção doméstica de automóveis e máquinas também cresceu significativamente.

Na avaliação da LCA, o crescimento da compra de bens industriais importados complementou a produção doméstica e contribuiu de significativamente para que não houvesse pressões inflacionárias no curto prazo. O economista explica que, apesar de uma participação minoritária, a concorrência dos importados ajuda a frear o aumento de preços de itens nacionais.

A consultoria estima que a fatia das importações no consumo industrial brasileiro deve continuar subindo e atingir 22% este ano, mantendo sua contribuição para o controle da inflação. Com base em um cenário de desaceleração controlada na economia dos EUA, Faria diz que a quantidade de produtos importados deve seguir crescendo acima da produção industrial.

A fatia do aumento da demanda abastecida pelas compras externas mudou de patamar nos últimos anos, segundo o Credit Suisse. Em 2004, ano de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as importações abasteceram 23% da alta do consumo. Em 2006, o número chegou a atingir 36%, caindo para os já citados 31% no ano passado, indicando a capacidade de reação da indústria brasileira.

Para os economistas do Credit Suisse, esse recuo se deveu ao crescimento mais robusto da produção doméstica de bens e serviços no ano passado, ainda que as importações tenham crescido 21% em 2007, mais que os 18,5% do ano anterior. A produção industrial, que cresceu 3,1% em 2006, avançou 6% no ano passado.

Os serviços, por sua vez, tiveram expansão de 4,8% em 2007, segundo estimativas do banco, mais que a alta de 3,8% de 2006. Como a produção doméstica tem um peso bem maior no total da oferta da economia, o avanço mais forte da indústria e do setor de serviços explica por que as importações abasteceram uma fatia um pouco menor da alta da demanda doméstica e das exportações em 2007.

Para este ano e para o próximo, o banco acredita que poderá haver um novo aumento. As importações continuam a crescer com força, e é provável que a economia sofra alguma desaceleração. Em vez dos 5,4% esperados para 2007, o PIB deve avançar algo como 4,5%, estima o Credit Suisse.

Se confirmado, é um cenário bastante favorável para o controle da inflação. A economia pode continuar a crescer a um ritmo robusto sem pressionar demais os índices de preços. “Nossas simulações sugerem que é o crescimento das compras externas, e não o seu nível, o que mais influencia a dinâmica da inflação”, dizem os analisas do banco.

Esse é um dos motivos que fazem o Credit Suisse apostar num Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 4% em 2008, abaixo da projeção do mercado, de 4,39%. Não por acaso, o banco acredita que os juros voltarão a cair neste ano, estimando uma taxa Selic, hoje em 11,25% ao ano, de 10,75% em dezembro.

O câmbio deve se manter favorável às importações. A LCA prevê que o dólar deve continuar se apreciando, atingindo a média de R$ 1,70 este ano. Faria enumera os motivos para o real forte: o diferencial entre os juros doméstico e internacional ainda é alto, existe uma expectativa positiva de entrada de investimentos estrangeiros direitos no país, e os preços das commodities devem subir mais, garantindo maior entrada de dólares.

Fonte: Valor Econômico

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Fluxo cambial fica positivo na quinzena

Após a saída mais forte de dólares do Brasil em janeiro em pleno auge da crise imobiliária nos Estados Unidos, o fluxo cambial parece voltar à normalidade. Dados preliminares do Banco Central mostram que o País recebeu US$ 1,048 bilhão nos 15 primeiros dias de fevereiro. O resultado positivo foi gerado pelo fluxo comercial, já que a conta financeira – onde é registrado o fluxo de investimentos em ações e títulos – fechou o período com leve saída de recursos.

A entrada de dólares na primeira quinzena do mês foi gerada pelo saldo positivo da conta do comércio exterior, que trouxe US$ 1,482 bilhão ao País. O valor foi mais que suficiente para cobrir a saída de recursos no segmento financeiro, que teve saída de US$ 434 milhões. “Os números mostram que a crise arrefeceu pelo menos no começo do mês, quando o Brasil se descolou do comportamento dos mercados externos”, diz o superintendente do Banco Banif, Rodrigo Trotta. Em janeiro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 2,357 bilhões, com destaque para a conta financeira, que registrou saída de US$ 6,530 bilhões no período.

O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, avalia que dois fatores deflagraram o retorno dos dólares ao Brasil: queda do juros nos Estados Unidos e preço baixo das ações brasileiras. “Com a queda do juro americano, aumentou a vantagem de se investir em títulos brasileiros. Na Bovespa, houve a avaliação de que as ações ficaram baratas e muita gente voltou a comprar, tanto que a Bolsa voltou a operar acima dos 60 mil pontos”, diz.
Mesmo sem sinais de que a crise internacional esteja perto do fim, Batistel acredita que o fluxo cambial deve permanecer em trajetória positiva – com entrada de dólares – nas próximas semanas. “Parece que voltamos à normalidade. Ainda que permaneçam as preocupações com a crise, o investidor tem mantido o interesse no Brasil e os dólares têm vindo”, diz Mario Batistel. Ele destaca principalmente a entrada de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele destinado à construção e ampliação de empreendimentos. “A demanda interna tem batido recordes. Isso mantém o interesse no Brasil mesmo com a crise externa porque o investidor tem vindo com planos de longo prazo”, diz.

Fonte: Jornal do Comércio (RS)

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Braskem define local de unidade até abril

Como foi com a unidade da Ford, novamente Rio Grande do Sul e Bahia disputam um grande investimento. Até o mês de abril a empresa petroquímica Braskem deve decidir em qual dos dois estados instalará sua planta de produção de polietileno “verde”, gerado a partir do etanol da cana-de-açúcar.

O presidente da companhia, José Carlos Grubisich, informa que entre os fatores que serão determinantes para a escolha estão as questões tributárias e logísticas. A definição do local da unidade, inicialmente, estava prevista para o final do ano passado. No entanto, o redimensionamento do projeto, aumentando sua proporção para 200 mil toneladas ao ano, fez com que atrasasse a divulgação de onde e de quanto será o investimento na iniciativa.

Embora as questões tributárias sejam apontadas como fundamentais para a escolha do destino do investimento, o Estado ainda não discutiu com a empresa uma possível concessão de incentivos fiscais, de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai). O órgão, no entanto, já vem mantendo conversações com a companhia sobre o projeto. A expectativa é de as negociações se intensifiquem nas próximas semanas.

O planejamento é de que o empreendimento inicie sua operação a partir de 2010. O projeto, segundo Grubisich, terá um perfil exportador. Quanto à questão logística, a Bahia leva a vantagem de a Região Nordeste ser maior produtora de cana-de-açúcar que o Rio Grande do Sul. Se a planta da Braskem for construída em território gaúcho, o álcool para abastecer a unidade, inicialmente, terá que vir da Região Sudeste. A favor dos gaúchos, o fato de que a companhia já opera sua unidade-piloto de polietileno verde em Triunfo, com capacidade de 12 toneladas ao ano. Sobre a viabilidade técnica de implantação do empreendimento, Grubisich informa que os pólos do Sul e do Nordeste possuem condições semelhantes.

Ainda no Pólo Petroquímico de Triunfo, a Braskem pretende aumentar a geração de vapor e de energia da sua controlada, Copesul. Uma das metas é diminuir a dependência do grupo quanto aos fornecedores externos de energia. A Copesul, que pode gerar hoje cerca de 62 MW, adicionará em torno de 45 MW em sua capacidade de produção de energia elétrica. Serão investidos em torno de R$ 200 milhões no projeto que utilizará como combustível o carvão. Mesmo assim, as unidades da Braskem no Pólo gaúcho precisarão adquirir mais 100 MW de outros geradores.

A Braskem também estuda a expansão das capacidades de produção de polietileno e polipropileno no Estado. Na manhã de ontem, em São Paulo, Grubisich apresentou os resultados econômico-financeiros da Braskem em 2007.

A Braskem alcançou no ano passado seu recorde de produção de resinas, com 2,8 milhões de toneladas. Atualmente, a Braskem é a terceira petroquímica das Américas, em capacidade produção. As vendas de resinas termoplásticas da empresa no mercado doméstico tiveram um crescimento médio de 8% em relação a 2006, com destaque para um aumento de 16% para o PVC.

A receita bruta consolidada da Braskem foi de R$ 23,9 bilhões em 2007, com crescimento de 11% sobre 2006. Já a receita líquida consolidada foi de R$ 19 bilhões em 2007. Esse desempenho, segundo a companhia, traduz os maiores volumes vendidos no mercado doméstico e o crescimento de 12% nas exportações, que alcançaram US$ 2,3 bilhões, refletindo uma melhor precificação dos produtos proporcionada pela comercialização direta aos clientes com operações próprias de distribuição na Argentina, Estados Unidos e Europa.

A Braskem ampliou ainda mais sua capacidade de geração de caixa com um Ebitda de R$ 3,2 bilhões em 2007, um crescimento de 5% na comparação com 2006. O lucro líquido alcançou R$ 568 milhões, cerca de quatro vezes maior que o lucro do ano anterior. Em 2007, os investimentos de capital da Braskem totalizaram R$ 1,3 bilhão (sem contar os R$ 2,4 bilhões utilizados na aquisição dos ativos petroquímicos do grupo Ipiranga). Em torno de R$ 300 milhões foram destinados à Petroquímica Paulínia, cuja entrada em operação está programada para março. A unidade adicionará 350 mil toneladas anuais de polipropileno à capacidade de produção da Braskem.

A companhia também investirá cerca de R$ 100 milhões na conversão de suas unidades em Camaçari de MTBE, um aditivo da gasolina, para ETBE. A conversão já foi feita nas unidades da Copesul, que recentemente exportou sua primeira carga de ETBE para o Japão. Com a alteração nas plantas da Bahia, que devem ser concluídas em 2009, a Braskem terá uma capacidade para produzir até 300 mil toneladas do produto.

Para 2008, está previsto um investimento de cerca de R$ 1,3 bilhão por parte da Braskem, o que inclui as paradas de manutenção das centrais petroquímicas Copesul (abril) e Camaçari (maio). Com a interrupção, a Copesul deve reduzir em cerca de 50 mil toneladas sua produção de eteno neste ano.

Fonte: Jornal do Comércio

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Americana compra fabricante do óleo de arroz Carreteiro

A Nutracea, empresa americana do setor de alimentos à base de farelo de arroz integral, adquiriu a Irgovel – Indústria Riograndense de Óleos Vegetais, de Pelotas, fabricante do óleo de arroz Carreteiro. O valor de compra não foi revelado, mas a empresa anunciou um investimento de US$ 40 milhões na operação.

Com um parque industrial que ocupa uma área de 50 mil m², a pelotense Irgovel é a única empresa brasileira a produzir óleo de arroz para consumo humano. Tem capacidade de processar 60 mil toneladas/ano de farelo de arroz, matéria-prima obtida do processo de beneficiamento do cereal.

Segundo o sócio-diretor da Camaquã Alimentos, José Américo Machado, que acompanhou as negociações, a Nutracea buscava uma fábrica no País com infra-estrutura e condições especiais para atender à demanda.

Conforme nota distribuída pela empresa nos EUA, a aquisição permite à Nutracea a entrada imediata no mercado de óleos comestíveis, além de garantir um local para a distribuição de seus produtos na América do Sul.

Esta aquisição também fornece uma plataforma para a introdução de novos produtos de maior valor agregado”, diz o comunicado. A Nutracea, é líder mundial em pesquisa e tecnologia de farelo de arroz estabilizado e já vem trabalhando há dois anos para obter todas as autorizações necessárias. “Os produtos da fábrica brasileira serão vendidos no Brasil, países vizinhos da América do Sul e exportados para todo o mundo”, finaliza a nota.

Fonte: Jornal do Comércio

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Operadora CVC descentraliza vôos charter

A CVC, maior operadora de turismo da América Latina, está descentralizando os vôos charter. O estado de São Paulo, responsável por 90% das operações em 2007, deve ficar com 60% este ano. A distribuição dos 40% restantes serão entre Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Também o centro-oeste e interior de São Paulo ganham a atenção da operadora, em função do bom momento do agronegócio. A estimativa é que as ofertas em regiões fora do eixo Rio-São Paulo tenham um incremento de 12% este ano.

A medida foi tomada após a crise aérea, em grande parte provocada pelo esgotamento da capacidade de operação do aeroporto de Congonhas, na capital paulista. “Tínhamos receio em colocarmos fretamentos fora de São Paulo, mas estamos felizes da vida com a medida”, comemora o presidente do conselho de administração do grupo CVC, Guilherme Paulus.

Para apoiar a mudança, em agosto de 2007 a CVC efetivou a aquisição da companhia aérea Webjet, que passou a ser uma alternativa complementar aos fretamentos, realizados efetivamente pela TAM. Mais de 90% dos negócios da operadora permanecem com a TAM, garante Paulus, mas como a companhia é uma empresa de vôos regulares, que só freta as aeronaves não-utilizadas na malha regular e tem maior foco em São Paulo, a CVC optou pela Webjet como uma alternativa complementar aos destinos a que a TAM não pode atender.

A entrada de novas cidades emissoras de vôos fretados também vai colaborar para o crescimento estimado pela CVC este ano, que é de 12%. O percentual corresponde a 2,5 vezes o índice de aumento no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2007 e está alinhado à expectativa do setor aéreo nacional. A meta é embarcar 1,5 milhão de passageiros, contra 1,350 milhão em 2007.

O atendimento recorde de turistas também será resultado de novos roteiros nacionais e internacionais e da ampliação da frota de navios para os cruzeiros da temporada 2008/2009. No total, serão seis transatlânticos, um a mais que em 2007. Três virão ao Brasil pela primeira vez sob o comando da operadora: Soberano dos Mares (Sovereign of the Seas, com 2,8 mil lugares), Celebration e Imperatriz dos Mares (Express of the Seas).

Fonte: Jornal do Comércio

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Empresas Randon faturaram R$ 3,6 bilhões no ano passado

A divulgação dos resultados da gaúcha Randon na manhã de ontem confirmou o momento de bons ventos vividos pela economia nacional. Com clientes que vão desde o setor primário até a indústria automobilística, a companhia pegou carona no crescimento brasileiro e garantiu um faturamento bruto (sem eliminar as vendas entre empresas) recorde de R$ 3,6 bilhões. O resultado representa um crescimento de 24,4% sobre o ano anterior.

A receita líquida consolidada foi de R$ 2,5 bilhões, número 35,2% superior ao de 2006. O lucro bruto chegou aos R$ 671 milhões, uma evolução de 27,3%. Já o lucro líquido cresceu 30%, chegando a R$ 173,4 milhões.

O diretor corporativo e de relações com investidores da Randon S.A., Astor Milton Schmitt, explica que a evolução apresentada pela empresa se deve principalmente ao crescimento das cadeias do agronegócio, mineração e bioenergia, além do bom momento do consumo de bens duráveis e não-duráveis.

As exportações consolidadas cresceram 13,6% no ano passado, com um total de US$ 235 milhões em embarques. O resultado superou a expectativa do início de 2007, que era de atingir a marca de US$ 220 milhões. Para contornar a valorização do real, o grupo apostou em estratégias como a redução de custos, aumento da importação de insumos e captação de financiamentos em dólar.

Em 2008, a empresa planeja manter o ciclo crescimento, mas em ritmo menor. A expectativa é de um faturamento bruto de R$ 4 bilhões (11,1% a mais do que em 2007). A perspectiva positiva está alicerçada na tendência de evolução na produção de grãos para alimentação e biocombustíveis no Brasil e a continuidade do ritmo de consumo. Outra fonte de otimismo são os planos das montadoras para expansão da produção, o que deve aquecer a demanda por peças e sistemas automotivos.

No mercado externo, a previsão também é positiva. Como o mercado externo deve seguir ampliando a demanda, a projeção da Randon é um de uma evolução de 6,38% nas exportações, chegando aos US$ 250 milhões. A única exceção no cenário externo é o mercado norte-americano, que deve se retrair ainda sob efeito da crise no sistema financeiro.

Para este ano, o grupo projeta um total de R$ 250 milhões em investimentos (60% de recursos próprio e 40% de financiamento bancário), contra R$ 196,6 milhões no ano passado. Parte do volume previsto para 2008 corresponde à cerca de R$ 50 milhões que deixaram de ser aportados no ano passado devido a atrasos em cronogramas de obras e recebimento de equipamentos. Os recursos serão aplicados na reposição de ativos, expansão da capacidade produtiva e projetos de integração da cadeia produtiva.

Embora garanta os atuais resultados satisfatórios, a atual euforia econômica pode esconder armadilhas para os próximos anos, na avaliação de Schmitt. A alta nos preços das commodities básicas no mundo deve ser repassada para a cadeia produtiva entre 2008 e 2009, segurando o ritmo de crescimento. Para o executivo, isso impõe às empresas o desafio de lidar com futuras pressões inflacionárias, o que vai exigir medidas como controle de custos e ganho de economia de escala. “As empresas têm de perceber esse sinais para melhor manejá-los”, explica Schmitt.

Fonte: Jornal do Comércio

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Metrô de SP vai reformar 48 quiosques em estações

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô começou a desocupar ontem, em caráter provisório, 48 quiosques de venda de produtos como bijuterias e roupas em 13 estações, incluindo Brás e Tatuapé. A companhia pretende reorganizar os quiosques, que passarão por reformas elétricas e hidráulicas, além de padronização visual, para “torná-los mais atraentes”, informa nota do Metrô.

Os comerciantes foram informados que a companhia rescindiu o contrato que mantinha com uma empresa, que agia como intermediária no aluguel dos espaços. Com o auxílio de oficiais de Justiça, o Metrô transportou as mercadorias até locais indicados pelos concessionários, onde ficarão até que as reformas sejam feitas. A desocupação dos quiosques terminou às 20h.

O Metrô não pretende diminuir o número de quiosques: pesquisa realizada em dezembro mostrou que 88% dos passageiros acham o comércio nas estações “bom” ou “muito bom”. Das 55 estações, 45 têm aproximadamente 230 pontos comerciais. O próprio Metrô deve ficar responsável pela concessão dos quiosques diretamente aos interessados, eliminando a intermediação. O aluguel de um espaço varia de R$ 1.500 a R$ 6.500 por mês.

Convocação – Em reunião na tarde de ontem, deputados estaduais do PT decidiram convocar o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Ele vai prestar depoimento na Assembléia Legislativa sobre as denúncias de superfaturamento e favorecimento da empresa Ezalpha em licitações do Metrô para a compra de equipamentos contra incêndio. As denúncias foram feitas pelo Fantástico, da Rede Globo. Anteontem, o presidente da empresa prestou depoimento a uma comissão de sindicância do Metrô. Um gerente administrativo da Ezalpha na época das licitações não compareceu para depor.

Fonte: AE

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Mesmo com trechos críticos, Dnit libera rodovia no Rio

A BR-495, que liga as cidades de Petrópolis e Teresópolis, na região serrana do Rio, não está mais interditada. Nesta quarta-feira, a pista foi liberada, depois de ficar fechada por mais de 15 dias, em decorrência do afundamento provocado pelas fortes chuvas que afetaram a região durante o Carnaval.

Apesar de liberar o trânsito, o diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, que vistoriou hoje a pista, admite que a rodovia apresenta condições críticas.

“A estrada não vai ficar fechada. Inclusive, cruzamos por uma região que tem um trecho extremamente perigoso, em que uma parte da rodovia cedeu, e poderemos ter a interrupção do tráfego”, disse Pagot em Itaipava (RJ), região mais afetada pelas chuvas.

“Vamos garantir a trafegabilidade nem que seja por um desvio.” No km 15, onde parte da pista cedeu, o Dnit já anunciou a construção de um desvio.

Por enquanto, Pagot recomenda que os motoristas andem abaixo dos 60 quilômetros exigidos pela sinalização. “A rodovia está comprometida. Vários trechos estão críticos. Então, a minha recomendação é que a população ande em baixa velocidade.”

Há dez dias, o Dnit trabalha na BR-495. São 40 homens e 20 caminhões para recuperar um trecho de 30 quilômetros. Segundo a prefeitura de Petrópolis, ainda há 200 barreiras na pista –resultado de quedas de encostas– em uma extensão de 20 quilômetros. São trechos com risco de mais desabamentos.

As obras de recuperação da BR-495 fazem parte de um plano de emergência, orçado em R$ 20 milhões. Mas com as chuvas e os desabamentos freqüentes, o Dnit planeja realizar obras de adequação no local a um custo de R$ 120 milhões.

No entanto, o diretor do órgão, Luiz Antonio Pagot, também admite que falta dinheiro. “Não tenho orçamento para essas obras, apenas para conserva e restauração, além das emergenciais”, falou ao prometer buscar soluções para que as obras comecem pelo menos em 2009.

Fonte: Folha Online

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