Lucro do BNDES cresce 15,5% no ano

19 Fevereiro, 2008

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve o lucro líquido recorde de R$7,3 bilhões no ano passado, um resultado 15,5% superior ao de 2006, que foi de R$6,3 bilhões. O desempenho dos investimentos em ações (renda variável) saiu de R$3,5 bilhões para R$6,1 bilhões e se constituiu no fator de destaque entre os diversos que explicam o lucro. O banco participa,  por meio do BNDESPar, do capital de 141 empresas.

“O resultado reflete o bom momento da economia brasileira”, comentou a superintendente da área financeira da instituição, Maria Isabel Aboim. De acordo com ela, mostram isso tanto os resultados ligados aos investimentos em ações das empresas quanto à redução do nível de inadimplência, que caiu de 0,68% para 0,1% da carteira total de 2006 para 2007.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao anunciar há 12 dias outro recorde  da instituição no ano passado, o de desembolsos (que chegaram a R$64,9 bilhões),  também associou o bom desempenho do banco ao da economia nacional. As vendas de ações responderam por R$3,7 bilhões do lucro do BNDES e mais R$1,4 bilhão do lucro vieram de dividendos e juros sobre capital próprio.

Maria Isabel e a chefe do Departamento de Contabilidade do BNDES, Vânia Borghetti, observaram que, com a valorização da bolsa de valores dos últimos anos, as vendas de ações costumam resultar em grande lucro, porque o valor de mercado dos papéis está bem superior ao valor nominal deles na contabilidade do banco.

No ano passado, o destaque de venda de ações pela instituição de desenvolvimento  foi a oferta pública dos papéis do Banco do Brasil. A operação deu um lucro de R$1,079 bilhão para o BNDES. A empresa que mais gerou dividendos para o banco estatal de fomento foi a Petrobras. Outros R$1,4 bilhão de lucro vieram da reversão de provisões de crédito. Ou seja, operações que eram contadas como prejuízo em 2006 devido ao grande risco de crédito, passaram a contar positivamente em 2007. Uma boa parte dessa cifra veio da revisão da forma de classificar risco de crédito dos estados e dos municípios, segundo Maria Isabel e Vânia.

Outra parte do lucro com a reversão das provisões veio de renegociações de dívidas de empresas em 2007. O resultado bruto de intermediação financeira no ano passado foi de R$4,8 bilhões. As despesas administrativas e tributárias do banco foram de R$1,4 bilhão e a despesa com imposto de renda e contribuição social somou R$2,7 bilhões.

Os ativos totais do BNDES cresceram 8,1% sobre 2006, totalizando R$202,6 bilhões. A maior parte é referente à carteira de crédito, que chegou a R$164,5 bilhões em 2007 ante R$146,9 bilhões em 2006. O patrimônio líquido encerrou o ano passado em R$24,9 bilhões. O passivo exigível foi de R$177,7 bilhões em 2007, sendo boa parte com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O patrimônio de referência, usado para calcular tetos de crédito que o banco pode conceder, aumentou de R$33,8 bilhões para R$41,5 bilhões. Este patrimônio inclui dívida que o BNDES tem com o Tesouro, seu único acionista.

Fonte: Correio da Bahia

Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

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