Archive for Fevereiro 12th, 2008
Balança comercial tem superávit de US$ 736 mi em fevereiro
A balança comercial iniciou o mês de fevereiro com um saldo positivo de US$ 736 milhões em fevereiro -até o dia 10 -período que contou com apenas quatro dias úteis. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.
No período, as exportações totalizaram US$ 2,784 bilhões e as importações, US$ 2,048 bilhões.
Em relação às médias diárias (total negociado por dia útil), as exportações foram de US$ 696 milhões enquanto as importações totalizaram US$ 512 milhões.
No ano, até o dia 10 de fevereiro, o superávit comercial está em US$ 1,680 bilhão, uma queda de 52,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano passado, o saldo positivo era de 3,569 bilhões de dólares somando o mês de janeiro e as duas primeiras semanas de fevereiro.
A comparação, no entanto, é afetada por conta do Carnaval -que diminuiu o número de dias úteis logo no início de fevereiro deste ano. Segundo o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, o saldo de fevereiro “deve passar muito” o superávit de 1,164 bilhão de dólares de janeiro.
Meta de exportação
As vendas para o exterior totalizam US$ 16,061 bilhões, valor 7,7% superior ao do ano passado. Já as compras de produtos importados chegam a US$ 14,381 bilhões, crescimento de 26,8 bilhões.
O Ministério do Desenvolvimento tem uma meta de exportações de US$ 172 bilhões para esse ano. Em 2007, foram exportados US$ 160,649 bilhões de produtos ao exterior e o saldo ficou em US$ 40,039 bilhões.
Segundo o boletim Focus, o mercado trabalha com uma previsão de superávit comercial de US$ 30 bilhões. No fim do ano passado, a previsão era de US$ 40 bilhões.
Fonte: Folha de São Paulo
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Importação de trigo pode ter cota e prazo maiores
O governo poderá aumentar a cota de importação de trigo e estender o seu prazo de vigência, caso haja problemas de abastecimento do produto. Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou a importação de uma cota de até 1 milhão de toneladas de países de fora do Mercosul, com tarifa zero, por considerar insuficiente a decisão da Argentina de reativar parte das exportações de trigo ao Brasil. A isenção tarifária vai até 30 de junho.
Nas contas da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o Brasil precisaria de uma cota de 4 milhões para suprir a demanda brasileira no atual período de entressafra. “Eventualmente, se houver problema de abastecimento de trigo, a Camex pode estender a cota ou aumentá-la”, declarou ontem a secretária-executiva da Câmara, Lytha Spíndola, referindo-se às incertezas sobre a próxima safra de trigo no País.
O assunto será um dos temas da agenda da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Argentina, que se reúne amanhã, em Buenos Aires. O comércio entre os dois países tem aumentado. Segundo estimativas do governo, o intercâmbio bilateral deve alcançar US$ 30 bilhões neste ano, 21% a mais do que em 2007.
No caso do trigo, porém, a cúpula do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior promete engrossar o tom nas discussões. “O Brasil dá prioridade e prefere importar o trigo da Argentina. Mas a instabilidade no fornecimento levou o governo a adotar esaa cota regulatória”, disse o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.
“Reivindicamos que a Argentina mantenha um processo contínuo e regular de registro e de embarque de trigo ao Brasil”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Ivan Ramalho.
O próprio governo argentino havia pedido a inclusão desse tema na pauta da comissão, antes da advertência sobre a possível ampliação da cota, temendo perder parcelas do mercado brasileiro para produtores dos Estados Unidos e do Canadá.
Criada há dois anos, a Comissão de Monitoramento terá uma reunião diferenciada amanhã. Seu principal objetivo será limar essa e outras cinco pendências que podem conturbar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina, no próximo dia 22, e azedar seu primeiro encontro bilateral com a presidente Cristina Kirchner.
O Brasil reclama das tarifas de exportação aplicadas pelo governo argentino sobre o trigo – mais elevadas para os grãos, como meio de forçar a venda de farinha – e ainda pressiona Buenos Aires por maior agilidade na liberação das licenças de importação de produtos dos sócios do Mercosul.
Na lista de reclamações estão ainda: a adoção, pela Argentina, de licenças não-automáticas de importação de fogões, de geladeiras e de máquinas de lavar de origem brasileira; a renovação, no fim de 2007, da salvaguarda que limita as exportações de televisores fabricados na Zona Franca de Manaus e a possível adoção de medida similar para TVs com tela de LCD e de plasma; a aplicação de critérios desatualizados de valoração aduaneira sobre fios e tecidos de algodão brasileiros.
Fonte: O Estado de São Paulo
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Vale quer formar mão-de-obra no Norte e NE
A Vale do Rio Doce começa a preparar terreno para dar andamento aos projetos que possui no Norte e Nordeste. Mesmo sem confirmar se há proximidade da vinda de novos investimentos para essas regiões, a empresa quer qualificar profissionais locais para formar um banco de talentos, que possa atender à demanda da companhia, à medida em que suas obras forem evoluindo.
Com a idéia de captar profissionais para participarem do programa de especialização da Companhia, um grupo de técnicos da Vale está percorrendo as duas regiões, em parceria com universidades locais. Além de divulgarem a empresa, eles promovem também os cursos de especialização em Mineração e Portos.
“Temos projetos dentro e fora do Brasil, mas no Nordeste e Norte do País é onde se concentra a maior demanda por profissionais qualificados. À medida em que os nossos projetos vão evoluindo, temos que estar preparando esses profissionais”, afirma Fábio Brasileiro, gerente geral de Planejamento Portuário da Vale, que proferiu palestra ontem pela manhã na Universidade Federal do Ceará (UFC) para alunos e professores do Centro de Tecnologia.
O gerente da área de operações de minas de bauxita da Vale, Agnus Dei Delgado, que também integrou a comitiva, chamou a atenção para as oportunidades oferecidas pela Vale. “A empresa tem planos de trabalho em vários países e em muitas regiões do Brasil. Temos ações nas Bolsas de Nova York e Paris. O salário inicial da Companhia é muito atrativo e as perspectivas de crescimento profissional também”, garante o executivo.
Fonte: Diário do Nordeste
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Carteira de crédito do Itaú cresceu 36% em 2007
O banco Itaú fechou o ano passado com uma carteira de crédito, incluindo avais e fianças, de R$ 127,589 bilhões, o que representa um crescimento de 36,2% em relação ao ano anterior. Desconsiderando as operações do BankBoston no Chile e Uruguai, que foram consolidadas apenas em 2007, a expansão da carteira atingiu 27,6%. No quarto trimestre do ano passado, a carteira total avançou 11,9% na comparação com o trimestre anterior.
Segundo o Itaú, a carteira de pessoa física cresceu 10,7% sobre o terceiro trimestre de 2007 e 34,8% no ano passado, para R$ 54,416 bilhões. As operações de financiamento de veículos mantiveram um forte ritmo de expansão, com acréscimo de 15,9% no último trimestre do ano passado e 64,4% no acumulado de 2007. As operações de cartões de crédito evoluíram 15,4% e 18,9%, respectivamente.
No segmento corporativo, a carteira de crédito cresceu 13,1% sobre o terceiro trimestre e 23,6% em 2007. Destacaram-se tanto as operações para as grandes companhias (alta de 14,4% no trimestre e 18% no ano) quanto os empréstimos e financiamentos para micro, pequenas e médias empresas (expansão de 11% e 34%, respectivamente).
As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa no quarto trimestre foram 4,1% menores que as registradas no terceiro trimestre. De acordo com o Itaú, essa redução decorreu da menor constituição de provisões, devido à melhora da qualidade do crédito das novas safras. Ainda no quarto trimestre, foram recuperados R$ 270 milhões em créditos anteriormente baixados como prejuízo.
O processo de melhora dos indicadores de inadimplência da carteira de crédito teve continuidade no quarto trimestre do ano passado. O índice que mede as operações vencidas há mais de 60 dias sobre a carteira total caiu de 4,7% no terceiro trimestre para 4,4% no último trimestre de 2007, influenciado pela melhora do risco das operações de pessoa física.
Fonte: G1
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Itaú lucra R$ 8,473 bilhões em 2007 e supera Bradesco
O banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 8,473 bilhões em 2007, o que representa um crescimento de 96,65% sobre o lucro de 2006. O resultado anual do Itaú superou os ganhos do rival Bradesco que, no ano passado, lucrou R$ 8,010 bilhões. De acordo com a consultoria Economatica, o resultado obtido pelo Bradesco era o maior já registrado por um banco brasileiro de capital aberto nos últimos 20 anos.
O ranking ainda pode mudar com a divulgação dos resultados do Banco do Brasil, no próximo dia 26. A estatal detinha o primeiro lugar no ranking até então, com os R$ 6,313 bilhões lucrados em 2006.
No quarto trimestre de 2007, o Itaú registrou lucro líquido de R$ 2,029 bilhões, superior ao R$ 1,280 bilhão dos mesmos três meses de um ano antes.
O Itaú encerrou o exercício de 2007 com ativos totais de R$ 294,876 bilhões e patrimônio líquido de R$ 28,969 bilhões. Excluindo efeitos não-recorrentes do exercício da ordem de R$ 1,295 bilhão, a instituição obteve lucro líquido recorrente de R$ 7,179 bilhões no ano passado.
Os ativos consolidados do Itaú totalizaram R$ 294,876 bilhões, com elevação de 40,6% na comparação com dezembro de 2006. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, ampliou-se 36,2%, alcançando R$ 127,589 bilhões.
Fonte: G1
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Microsoft reitera oferta, após recusa do Yahoo
A Microsoft anunciou ontem que não vai alterar sua oferta de compra do Yahoo, de US$ 31 por ação (o equivalente a US$ 44,6 bilhões em primeiro de fevereiro, dia em que a oferta foi anunciada). O comunicado da Microsoft é uma resposta à direção do Yahoo, que ontem rejeitou formalmente a proposta, alegando que ela subvaloriza a empresa.
“É uma pena que o Yahoo não tenha aceitado nossa oferta, justa e completa, de fundir as duas empresas”, disse a Microsoft, em comunicado. “Estamos confiantes no fato de que continuar avançando para concluir rapidamente a transação é para nosso mútuo benefício.”
A Microsoft não descartou a possibilidade de negociar diretamente com os acionistas da empresa. “A resposta do Yahoo não altera em nada nossa convicção dos méritos estratégicos e financeiros da oferta. Como já dissemos, a Microsoft se reserva o direito de dar todos os passos que forem necessários para assegurar que os acionistas do Yahoo avaliem nossa oferta”, concluiu. Ontem, antes de a Microsoft se posicionar a respeito da recusa do Yahoo, analistas disseram que a oferta poderia subir para até US$ 40 por ação.
Para a companhia de Bill Gates, a combinação entre as duas empresas também ofereceria um conjunto cada vez maior de soluções e permitiria a criação de uma companhia “mais eficiente”. “Além disso, a nova empresa criaria um mercado mais competitivo ao estabelecer um necessário segundo competidor no mercado de buscas pela internet e de publicidade online”, diz o comunicado da Microsoft, fazendo uma referência direta ao Google.
DEFESA
O Yahoo, por sua vez, estuda alternativas para se defender da proposta da Microsoft. Ontem, o jornal britânico The Times informou que a empresa poderia voltar a conversar com a America Online (AOL), que faz parte do grupo Time Warner, para uma parceria. Desde que a Microsoft fez a oferta especula-se também uma eventual parceria com o grande rival Google.
Em comunicado, o Yahoo afirmou que a oferta atual da Microsoft “subestima substancialmente” a companhia que possui uma marca global, audiência de quase 500 milhões de usuários e investimentos que criaram uma robusta plataforma de publicidade online.
Fonte: Estadão
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Estado quer liberar pedágio nas vias expressas da Castelo Branco
O governo estadual quer liberar a cobrança de pedágio na via expressa da Rodovia Castelo Branco na Grande São Paulo. Proposta levada pela Agência de Transporte do Estado (Artesp) ao governador José Serra prevê que a tarifa seja de R$ 2,80 tanto na pista principal, onde não há cobrança, quanto nas marginais da Castelo. Nas marginais, a proposta implica redução pela metade da tarifa atual, de R$ 5,60. Os novos postos de pedágio ficarão ao lado das praças já existentes nas marginais, no km 18, sentido interior, e no km 20, no sentido oposto.
A Artesp apresentou a proposta como forma de compensar a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – que explora as concessões da Castelo (com a Viaoeste) e da Anhangüera-Bandeirantes (Autoban) – pelas obras de dois complexos viários que facilitarão o acesso das rodovias à Marginal do Tietê. A Artesp disse dispor de pesquisas mostrando que os motoristas aceitam pagar pedágio em troca das melhorias. “Foi feita uma pesquisa de opinião mostrando a obra que melhorará o acesso a Itapevi e Jandira. E a grande maioria dos entrevistados privilegia isso”, afirmou o diretor-geral da Artesp, Carlos Eduardo Sampaio Dória.
Já iniciado, o Complexo Anhangüera deverá desafogar os congestionamentos nas principais saídas da estrada, entre os km 13 e 19. O pacote está orçado em R$ 270 milhões e a previsão de entrega é 2010. O projeto do novo Cebolão da Castelo, revelado pelo Estado na sexta-feira, tem três pontes. A realização das obras, orçadas em R$ 230 milhões, ainda está sendo negociada.
Normalmente, o governo usa como moeda de negociação com as empresas a extensão do prazo da concessão. Mas isso, no caso da Autoban e da Viaoeste, já aconteceu. Em dezembro de 2006, o Estado ampliou o contrato da Viaoeste em mais 4 anos e 9 meses, até dezembro de 2022. O da Autoban, estendido em 8 anos e 8 meses, acaba em agosto de 2027. A alegação foi de “necessidade de reequilíbrio financeiro” dos acordos.
Na Castelo, o pedágio vai aumentar o lucro da Viaoeste, mas há divergências sobre valores. De acordo com a Artesp, passam por dia na pista principal, em cada sentido, de 55 mil a 70 mil veículos. Nas marginais trafegam por dia 46 mil veículos no sentido interior e 43 mil no sentido capital. “O ganho líquido que a concessionária terá com a mudança do pedágio é de R$ 140 milhões ao longo do prazo de concessão”, disse Dória. Mas ele informou que, na avaliação da CCR, o ganho será de R$ 50 milhões. A CCR informou apenas que “estuda as propostas e aguarda decisões sobre as soluções apresentadas” ao Estado.
Mesmo se prevalecer o lucro calculado pela Artesp, haverá uma diferença entre o custo do Cebolão e o ganho da concessionária. A Artesp propõe abater da outorga (taxa cobrada pelo Estado para a concessão) a diferença de R$ 90 milhões. “Se discute isso há dois meses. Mas o que emperra é a discussão do ganho do pedágio”, disse Dória.
Para o advogado Ricardo Azevedo Setti, especializado em privatizações, o arranjo compensatório é legal. “É de interesse público que as obras aconteçam. Politicamente pode-se contestar tudo, mas, pela lei, não.”
Fonte: Estadão
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