Archive for Fevereiro, 2008
UE autoriza importação de carne de 106 propriedades
A União Européia (UE) autorizou a importação de carne bovina in natura provenientes de 106 propriedades brasileiras a partir de hoje. A decisão foi anunciada ontem pelo embaixador da UE no Brasil, João Pacheco, sob o argumento de que a última lista de propriedades enviada pelo Ministério da Agricultura atendeu aos requisitos de rastreamento de rebanhos exigidos por Bruxelas.
Fonte: A Tribuna Online
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Add comment 28 Fevereiro, 2008
Importação de autopeça cresce 35,9% em 2007
As importações do setor de autopeças cresceram 35,9% no ano passado em relação a 2006, segundo o Sindipeças. As compras externas totalizaram US$ 9,215 bilhões e representaram o maior volume importado pela indústria brasileira de autopeças na história. Dessa forma, o setor registrou déficit de US$ 84,244 milhões em sua balança comercial, o primeiro desde 2002. Já as exportações apresentaram avanço de 4,2%, para US$ 9,131 bilhões, também recorde histórico.
De acordo com o Sindipeças, a valorização do real está pressionando para baixo os preços no mercado interno, comprometendo a rentabilidade das exportações e elevando as importações. “As empresas não param de exportar, mesmo com desvantagem, porque os negócios são de longa maturação e muitos fornecimentos atuais foram negociados há bastante tempo”, explica o conselheiro George Rugitsky em documento recente da entidade.
Fonte: Monitor Mercantil
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Add comment 28 Fevereiro, 2008
Europa libera importação de carne brasileira
O embaixador da União Européia no Brasil, João Pacheco, anunciou ontem a decisão de Bruxelas de autorizar a importação de carne bovina in natura de 106 propriedades brasileiras. A medida começa a vigorar hoje. Segundo o embaixador, a decisão foi tomada com base em uma lista enviada pelo governo brasileiro, no início da semana, e que, segundo ele, atende às exigências de certificação da rastreabilidade.
A missão de veterinários europeus, que iniciou seus trabalhos de verificação aqui no Brasil nesta semana, deverá inspecionar uma amostra de 27 fazendas. O embaixador não soube responder se, na hipótese de serem encontrados problemas em algumas propriedades, a lista toda virá a ser suspensa novamente. Ele explicou que o governo brasileiro poderá pleitear a liberação de novas listas de fazendas e que a União Européia seguirá o mesmo procedimento – a checagem dos termos da certificação nessas propriedades e a posterior inspeção.
A União Européia restringiu o ingresso da carne in natura do Brasil no dia 10 de fevereiro, por considerar que as propriedades brasileiras não estavam cumprindo os requisitos de rastreabilidade, assumidos em acordo de 2002. Pacheco argumentou que, no ano passado, a União Européia alertou o governo brasileiro sobre problemas na aplicação do Sisbov (sistema responsável pelo rastreamento) e que foi dada uma clara mensagem de que o Brasil precisaria corrigir esse sistema até o final de 2007, quando uma missão de veterinários faria as inspeções no Brasil. De acordo com o embaixador, essas correções não foram feitas, o que levou Bruxelas a restringir o ingresso da carne brasileira.
Sanidade – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio Meireles, comemorou a decisão da União Européia. “Isto mostra que a carne brasileira e o rebanho brasileiro têm a melhor sanidade do mundo. A carne nossa, além de ter qualidade extraordinária, tem sanidade. O que nós precisamos é manter aberto o mercado para a Comunidade Européia de todas as nossas propriedades. É o início para se abrir como o antigamente uma política adequada com a Comunidade Européia e outros mercados”, declarou.
Fonte: Correio da Bahia
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Natura fecha 2007 com lucro de R$ 462,2 milhões
A fabricante e distribuidora de cosméticos Natura registrou lucro líquido consolidado de R$ 462,255 milhões em 2007. Em relação a 2006, o lucro cresceu 0,32%. O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) ficou em R$ 702 milhões, com evolução de 7,3%. A margem Ebitda caiu de 23,7% para 22,8%.
A receita líquida da Natura cresceu 11,46% no ano passado e somou R$ 3,072 bilhões. O lucro bruto no ano atingiu R$ 2,080 bilhões e foi 11,52% maior do que no exercício anterior. O lucro operacional cresceu 1,37%, para R$ 617,262 milhões.
Fonte: Diário do Nordeste
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Companhias sul-coreanas explorarão gás no México
Um consórcio liderado pela Corporação Nacional de Petróleo da Coréia do Sul informou hoje que adquiriu os direitos necessários para explorar quatro jazidas de gás no Golfo do México, por US$ 195 milhões.
A Corporação Nacional de Petróleo da Coréia do Sul conta com 35% de participação no consórcio, enquanto a Keangnam Enterprises detém 30%. Já as empresas SK Corp. e a Hanwha Corp. contabilizam 10% de participação cada.
As perfurações nas quatro jazidas do Golfo do México começarão a partir do segundo trimestre deste ano. Já a exploração ocorrerá até 2018, acrescentou as empresas por comunicado.
As informações são da agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Fonte: Gazeta Mercantil
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Add comment 28 Fevereiro, 2008
Chrysler reduzirá a oferta de veículos nos EUA
Ninguém pode acusar a nova diretoria da Chrysler de falta de pressa nos seus esforços para conservar liquidez, sacrificar vacas sagradas e com isso preparar a fabricante para ser vendida.
No início de fevereiro, a Chrysler se opôs ao aumento dos preços das autopeças fabricadas pela Plastech Engineered Products, uma empresa de Michigan. Em vez de pagar mais, a Chrysler cancelou os contratos com a Plastech, enviou vários caminhões para a fábrica e pediu de volta as máquinas-ferramentas que declarou serem de sua propriedade. A Chrysler planejava emprestar as máquinas para outras fornecedoras.
A Plastech declarou estar quebrada e a conseqüente escassez de peças de plástico moldadas por injeção causou o fechamento temporário de quatro linhas de montagem da Chrysler. A Plastech tem 35 fábricas na América do Norte.
Enquanto esse conflito esquentava, a Chrysler informou uma semana depois que reduziria pela metade o quadro de 3.600 concessionários nos Estados Unidos, diminuindo o número de modelos que oferece. Os revendedores que não concordarem com a consolidação podem acabar desprovidos de certos tipos de veículos.
A Chrysler poderá, por exemplo, decidir vender peruas só do modelo Dodge ou Chrysler, em vez de ambos modelos, como agora. Além disso, a fabricante informou aos agentes da Chrysler, Dodge e Jeep que não esperem muita ajuda monetária para cobrir as perdas quando venderem ou fecharem seus estabelecimentos.
A Cerberus Capital Management, companhia que detém 81% das ações da Chrysler, deu para o diretor-executivo, Bob Nardelli, luz verde para fazer tudo o que julgar necessário, e evitar as práticas mercantis de Detroit, às vezes mais próprias de um clube que do mundo dos negócios. A Cerberus, uma companhia de capital de risco, gostaria de ter lucro mediante a venda da Chrysler dentro de dois ou três ano. Para isso será necessário fazer da atribulada fabricante de automóveis uma empresa de administração eficiente e que produza dinheiro em vez de queimá-lo.
As perdas de 2007 foram suficientemente grandes para a Daimler se render e vender para a Cerberus a maior parte das ações, conservando em seu poder apenas 19,9%. Portanto, Nardelli está disposto a ignorar a etiqueta da Cidade do Automóvel e provocar a indignação da Ford Motor e da General Motors com suas táticas agressivas contra a Plastech, cuja produção de autopeças para veículos da Ford e da GM pode agora se desordenar.
A GM e a Ford, que como a Chrysler investiram milhões de dólares na Plastech para mantê-la em operação, não devem estar nada contentes. Basta comparar os confrontos de Nardelli com a Plastech e os revendedores da Chrysler com uma situação similar na GM.
A GM concedeu reembolsos para a rede Oldsmobile, em alguns casos até ofereceu milhões de dólares por franquia, depois de ter decidido abandonar a marca Oldsmobile em 2000. A conta da GM pelo fechamento da Oldsmobile somou US$ 940 milhões. É preciso reconhecer que a GM pode ter aprendido algumas lições. A empresa está consolidando suas franquias Pontiac, Buick e GMC.
Fonte: Gazeta Mercantil
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Importação de carro cresce 271%
Brasileiros são apaixonados por carros, como todo mundo sabe. Pelos importados então, nem se fala. A desvalorização do dólar frente ao real, aliada a acordos comerciais com países do Mercosul – que permitiram a isenção das tarifas de importação –, a redução dos juros e o alongamento dos prazos de financiamento estão fazendo com que o sonho de adquirir um carro luxuoso importado se torne cada vez mais realidade. Dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) revelam a explosão da entrada de veículos oriundos de outros países no mercado brasileiro. Só em janeiro, a média diária de importação de automóveis de passageiros teve um crescimento de nada menos que 271,7% em relação ao mesmo mês de 2007. Por dia, o valor médio das importações de veículos somaram US$ 15 milhões, acumulando US$ 325 milhões no mês passado.
A procura por carros importados é tão grande que, em algumas concessionárias, há longas filas de espera para determinados modelos. Para adquirir uma Mitsubishi L200 Triton, por exemplo, na Mitcar, revendedora da Mitsubishi em Belo Horizonte, o cliente precisa esperar 40 a 50 dias. “As vendas de janeiro superaram as expectativas de todas as concessionárias, que acompanharam o ótimo desempenho de 2007. As expectativas para 2008 são as melhores possíveis. Esperamos bater 2007 com um crescimento de 20%”, ressalta Adalto dos Reis, gerente da Mitcar. “Produtos cada dia melhores e com tecnologia avançada estão motivando as pessoas a aderir aos utilitários por conforto e para rodar com segurança em nossas estradas. As vendas estão subindo igual avião”, diz.
Outro fator de grande peso é a redução dos preços em decorrência da queda do dólar. Segundo Reis, o modelo Air Tracker, por exemplo, que há pouco mais de um ano custava R$ 126.990, hoje custa R$ 96.990. “As condições de pagamento também são muito atrativas. A procura por leasing aumentou muito, pois temos taxa de até 1,05% ao mês e prazo de até 60 meses. No CDC, é possível parcelar em até 72 meses”, diz.
A importação de veículos ocorre de duas formas: pelas próprias montadoras, que complementam as categorias trazendo automóveis de suas plantas sediadas em outros países da América do Sul, ou por marcas vindas exclusivamente da Europa e Coréia do Sul. Independentemente da forma, o crescimento é geral. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que congrega as marcas BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong, as importações em 2007 atingiram 12.491 unidades, mais que o dobro das 5.894 unidades vendidas em 2006.
Fonte: Estado de Minas
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Só Kassab pode impedir trem da alegria para o TCM
Está nas mãos do prefeito Gilberto Kassab (DEM) a sanção – ou veto – de um projeto aprovado pela Câmara que dá ao Tribunal de Contas do Município benefícios que podem provocar aumento de até R$ 12 milhões por ano na folha de pagamento. Ele prevê a criação de 28 cargos sem concurso, com salários iniciais de até R$ 8,5 mil, e gratificação por produtividade que varia de R$ 1,2 mil a R$ 4,8 mil mensais, retroativa a junho. Com as bonificações, os salários podem superar o teto do Município – de R$ 12,3 mil, pago ao prefeito.
O trem da alegria foi divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo. Ele passou em segunda votação na terça-feira, por 29 votos a favor – 1 além do necessário – e 6 contra. A aprovação foi garantida pelo PT, que deu 8 votos numa bancada de 12, pelo DEM, com 5 de seus 7 votos, e pelo Centrão, bloco formado por integrantes do PR, PMDB, PTB e outras legendas. Embora os vereadores neguem, um articulador da Casa admitiu que parte das novas vagas foi reservada a indicações de parlamentares.
Com os 28 cargos, o TCM passará a ter 666 funcionários, dos quais 152 dispensam concurso. O orçamento do tribunal em 2008 é de R$ 149,1 milhões, ante R$ 104,5 milhões em 2007 (42,6% a mais). O cálculo do aumento na folha foi feito por técnicos do Legislativo. O tribunal informou que não tinha condições de fazer essa projeção.
A gratificação por produtividade segue o modelo aprovado pela Câmara para seus servidores em 2007. A retroatividade a junho de 2007 – quando o TCM protocolou o projeto – criou polêmica entre os vereadores. “É absurdo. Como é possível prever pagamentos referentes a um ano que já acabou?”, questionou um opositor do projeto. Contando a partir de hoje, o servidor que receber gratificação de R$ 4,8 mil terá direito a R$ 48 mil retroativos.
O presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PR), disse que, “se o tribunal tem previsão no orçamento”, não há problema na gratificação retroativa. “E se o projeto só fosse aprovado depois de cinco anos, como ficaria o tribunal?”
O acúmulo de gratificações também criou polêmica. “Não adianta colocar numa lei que o teto pode ser ultrapassado, é questão constitucional”, alegou um tucano. Antônio Goulart (PMDB), que se classifica como “maior defensor do TCM” justificou a criação dos cargos e da gratificação alegando que “há servidores no tribunal com um currículo impressionante”.
Em nota, a assessoria do TCM alegou que a média salarial do tribunal, de R$ 6,8 mil, é inferior à do mercado.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Licitação somente em novembro
O Porto do Mucuripe contará com R$ 35 milhões para realizar a sua dragagem. A licitação da obra, entretanto, só deverá ser lançada no início de setembro, segundo informou ontem Paulo André Holanda, diretor de Infra-estrutura e Gestão Portuária da Companhia Docas, que é responsável pelo porto da Capital.
A obra foi anunciada há mais de um ano e é prioritária para que o porto possa receber navios de grande calado, mas o início das obras deve ficar somente para 2009.
Em dezembro último, o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, havia informado que o processo licitatório seria lançado até junho deste ano, mas a data foi outra na reunião que teve, na última terça-feira, com o diretor das Docas. Durante o encontro, Holanda o entregou o projeto básico da obra, que envolve todos os dados de engenharia que viabilizam a dragagem.
Com o aprofundamento, o porto passará dos atuais dez para 14 metros de profundidade, permitindo a atracação de navios de grande porte, como os panamax e post-panamax — embarcações com 228 metros de comprimento e 13,65 metros de calado (altura do casco), próprias para o transporte de derivados de petróleo.
Holanda acrescenta que já foi lavrada a licença ambiental tanto para a obra como para a sua manutenção.
O valor destinado à dragagem já estava assegurado através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê ainda a dragagem de outros 14 portos no País neste ano, com recursos que totalizam o montante de R$ 1,4 bilhão.
Fonte: Diário do Nordeste
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