Archive for Janeiro 30th, 2008

PAC destina R$1,78 bilhão para a Bahia

Na Bahia, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começam em junho, com recurso da ordem de R$1,78 bilhão. Dos projetos pactuados com o governo federal para serem executados pelo PAC, 14,29% estão com as licitações em andamento e 85,71% com previsão para licitar até abril próximo. As informações foram passadas na manhã de ontem durante entrevista coletiva do Comitê Gestor do PAC na Bahia, que aglutina as secretarias de Desenvolvimento Urbano, Infra-estrutura, Planejamento, Fazenda e Casa Civil.

“É uma alegria termos construído esta forte parceria com o governo federal para a execução do PAC. Sabemos que não é suficiente que a União assegure os recursos. Também temos que apresentar projetos bons, e é isso que estamos fazendo, é nisso que estamos concentrando os nossos esforços”, disse a secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon.

Os R$1,78 bilhão do PAC, o governo do estado dividiu o bolo em cinco partes. Para a área de saneamento, vai ser aplicado 39,51% dos recursos, em seguida recursos hídricos (21,82%); habitação (14,80%); infra-estrutura (12,51%) e saneamento integrado (11,36%).

Para a área que é uma das mais deficitárias do estado, a de saneamento, as licitações serão iniciadas no próximo mês. Serão aplicados R$805,69 milhões nos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Vitória da Conquista, Candeias e São Francisco do Conde. Ainda serão feitas, segundo adiantou o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, a ampliação do esgoto sanitário e de abastimento de água no entorno da Baía de Todos os Santos, Santo Amaro, São Félix, São Francisco do Conde e Madre de Deus. De acordo com o presidente da Embasa, até 2010 Salvador terá 88% de casas com água encanada. “Em 2012, serão 92%, isto porque os recursos já estão garantidos”, frisou Abelardo Filho.

A secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon, destacou ainda outros dois projetos importantes: a Via Expresssa Portuária e Sistema Viário 2 de Julho. Com orçamento estimado em R$339 milhões e licitação marcada para ocorrer em fevereiro, o governo estadual pretende ligar a BR-324 ao Porto de Salvador, com o objetivo de desafogar o fluxo de cargas pela Avendia Bonocô. “Dessa forma vamos criar um novo acesso à cidade”, frisou Eva Maria.

A Via 2 de Julho, adiantou a secretária, vai melhorar a região de acesso ao Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. O recurso, no entanto, ainda está sendo negociado com o governo federal. Sobre o metrô de Salvador, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, disse que a parte que compete ao governo do estado – a compra dos vagões e locomotivas – está sendo cumprida. “As peças estão sendo produzidas na Coréia e serão entregues no prazo”.

Já os trabalhos em habitação se darão no campo de melhorias habitacionais e sanitárias, requalificação de imóveis, contenção de encostas, espaços de lazer, equipamentos, recuperação ambiental, iluminação, energia e reassentamento. Em Salvador, nos bairros de Nova Esperança, Costa Azul, Alto de Ondina e Pilar 3 e em casarões do Centro Histórico, 2,5 mil famílias vão ser beneficiadas com as intervenções. Já em regiões carentes como Jardim das Mangabeiras, Baixa do Soronha e Nova Esperança, 6.862 famílias vão ser contempladas com as intervenções na área de saneamento integrado (serviços de água, esgoto, drenagem, pavimentação e recuperação de equipamentos comunitários, entre outros). Em Nova Esperança, a licitação já está em andamento e os trabalhos serão iniciados em março.

Fonte: Correio da Bahia

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Exportação de frutas cresceu 35,8% no ano passado

O Brasil ocupa o terceiro lugar como produtor mundial de frutas e exportou 920 mil toneladas, em 2007, 35,88% mais do que no ano anterior, com uma receita de US$ 644 milhões. O Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF), coordenado pelo Ministério da Agricultura, contempla 21 culturas frutíferas, das quais 14 em condições de certificação e formar pólos de produção integrada institucionalizados com selos de conformidade.

As uvas de mesa, exportadas principalmente para a União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá, ocupam o primeiro lugar, com a marca de 79 mil toneladas, rendendo US$ 169 milhões, 43,29% mais que em 2006. O segundo lugar é ocupado pelo melão, com mais de 204 mil toneladas ou US$ 128 milhões, aumento de 45,3%. O Japão e a UE foram os principais compradores de mangas, consumindo 116 mil toneladas ou US$ 89 milhões.

A UE contribuiu para o crescimento da exportação de maçãs, no ano passado, quando comprou 112 mil toneladas da fruta, investindo mais de US$ 68 milhões, 115% mais do que no ano anterior. Para o coordenador-geral de Sistemas de Produção Integrada do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos Bhering Nasser, o aumento nas exportações se deve à qualidade das frutas brasileiras, como é o caso da maçã. “Em 2005, uma missão oficial da União Européia realizou uma auditoria nas maçãs do Brasil e ficou satisfeita com o que encontrou, ou seja, um alimento seguro”, ressaltou. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Fonte: A Tarde Online

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Argentina restabelece hoje exportação de trigo ao Brasil

A notícia de que o governo argentino decidiu liberar hoje a exportação de trigo ao Brasil levou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a manter ontem a Tarifa Externa Comum (TEC) de 10% para importação de terceiros mercados. Os ministros que integram o colegiado preferiram esperar para ver qual o volume de trigo argentino será embarcado para o Brasil para então decidir se altera o imposto.

O governo brasileiro está preocupado com o desabastecimento do mercado interno e com eventual pressão inflacionária. Por isso, estudava isentar da TEC o trigo importado de países que não fazem parte do Mercosul. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a procurar o governo argentino apelando para que as vendas de trigo ao Brasil fossem restabelecidas.

“A notícia de reabertura das exportações argentinas é positiva”, comentou a secretária-executiva da Camex, Lytha Spindola, para quem o trigo argentino chegaria ao Brasil a preços competitivos em relação ao importado de outros países. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também elogiou a medida. Lembrou porém que não há confirmação das cotas que o Brasil receberá do país vizinho.

“Temos que avaliar o que vai representar a decisão da Argentina”, complementou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. “O problema de abastecimento não é agora. Estávamos jogando com um horizonte até junho. Como a Argentina reabriu e coloca uma cota a nossa disposição, precisamos saber quando essa cota virá.”

Resinas PET
A Camex aprovou ainda um entendimento entre o Brasil e a Argentina sobre as resinas PET. Os dois países retirarão as medidas de antidumping que mantêm um contra o outro sobre o produto. Ficou acertado também que o governo argentino desistirá de litígio contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tema. “A indústria nacional foi consultada e não se opôs ao acordo”, declarou Lytha.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Camex retira sobretaxa de resina PET argentina

Duas boas notícias para a Argentina saíram ontem da reunião de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex): foi retirada a sobretaxa punitiva imposta às importações de resina PET, matéria-prima para garrafas plásticas, fabricada no país vizinho, e foi adiada a decisão de reduzir tarifas de importação para compras de trigo fornecidos por países concorrentes dos argentinos. A decisão sobre o trigo seria tomada para evitar desabastecimento do produto, provocado pela suspensão de exportações por parte dos argentinos.

Os ministros da Camex já estavam prestes a autorizar tarifas menores para o trigo de países como Estados Unidos e Canadá, abrindo mais o mercado do Brasil a concorrentes da Argentina, ontem, quando chegou em Brasília a notícia de que o governo argentino decidira retomar os registros de exportação do produto, suspensos desde o ano passado. Os argentinos comunicaram que o Brasil terá direito a importar até 400 mil toneladas por cinco meses, o que, segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephannes, pode ser “satisfatório”.

Stephannes ressalvou, porém, que o anúncio argentino não detalha as condições da reabertura de exportações de trigo, nem indica a data em que serão efetivamente retomadas.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá entrar em contato com o ministério de Economia da Argentina, e, se as condições de reabertura da exportação não forem consideradas suficientes, os ministros poderão decidir a queda nas tarifas de importação por telefone, como medida ad referendum da Camex.

No caso da resina PET, a decisão de retirar as tarifas impostas ao produto argentino sob acusação de dumping deve aumentar a concorrência com a recém-instalada fábrica do mesmo produto em Pernambuco, pela italiana M&G. A M&G, autora da ação antidumping foi consultada e, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, teria aceitado a decisão do governo. A tarifa punitiva imposta pelo Brasil havia levado a Argentina a abrir um constrangedor processo contra o Brasil, questionando a medida, na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que foi visto por críticos como sinal de debilidade do Mercosul. A Argentina concordou em retirar o processo aberto na OMC.

A Camex decidiu, ainda, mudanças na lista de exceções à Tarifa Externa do Mercosul, que beneficiarão principalmente a indústria de cosméticos. Cada sócio maior do Mercosul tem direito a manter até cem produtos com tarifas diferentes das adotadas pelos demais sócios.

Foram reduzidas as tarifas de óleo de palmiste em bruto (com cota de 37 mil toneladas), e de polidimetilsiloxano (uma espécie de silicone altamente viscoso) usado em xampus, além de aumentada a cota de óleo de palmiste refinado.

Devido à demanda superior à produção nacional, também foi reduzida, de 30% para 25%, a tarifa de importação do sorbitol, usado em alimentos, medicamentos e produtos de limpeza.

A pedido da indústria de máquinas agrícolas, o governo baixou de 12% a zero a tarifa de importação de chapa de aço laminada a quente, e, devido à pequena importação de outros produtos siderúrgicos, foram retirados da lista de exceções e terão de pagar tarifas entre 10% a 12% os vergalhões, bobinas de aço laminadas a quente e bobinas e chapas finas de aço carbolaminados a frio.

Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Espíndola, o governo deverá tomar, nos próximos dias, medidas de “facilitação de comércio”, com redução de burocracia e exigências nas exportações e importações. “Queremos nos concentrar em um número pequeno de produtos, realmente relevantes e estratégicos. Hoje dispersamos nossa atenção em um número excessivo”, comentou a secretária-executiva, para quem os mecanismos de controle do comércio externo deverão aumentar o “foco”. As medidas serão divulgadas durante o ano, com “novidades todos os meses”, anunciou

Fonte: Valor Econômico

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Brasil Telecom tem lucro de R$ 671,3 milhões em 2007

A Brasil Telecom Participações (BrT Par) registrou um lucro líquido de R$ 671,3 milhões no ano passado, valor 42,7% superior ao lucro de R$ 470,4 milhões apurado em 2006. Apenas no quarto trimestre de 2007, o lucro foi de R$ 205,6 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações) foi de R$ 3,797 bilhões no ano passado, alta de 8,7% em 12 meses. A margem Ebitda acumulada no ano ficou em 34,3%. No quarto trimestre, o Ebitda caiu 4,7% comparativamente a igual intervalo do ano anterior, totalizando R$ 902,3 milhões, com 31,4% de margem.

Segundo balanço consolidado, divulgado ontem à noite, a receita líquida anual ficou 7,4% maior, em R$ 11,058 bilhões. Nos três meses finais de 2007, essa valor foi de R$ 2,876 bilhões, avanço de 4,9%.

A unidade de telefonia celular da Brasil Telecom, a BrT Móvel, registrou em 2007 um prejuízo de R$ 181,5 milhões, reduzindo em 46,4% a perda de R$ 338,9 milhões apurada no ano anterior.

Fonte: A Tarde Online

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Aneel põe em consulta regras sobre relação de consumo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) colocará em consulta pública a partir de sexta-feira um conjunto de propostas para alterar as regras que regem a relação entre os consumidores de energia e as distribuidoras. Uma das principais alterações sugeridas pela agência é o aumento de 2% para 5% da multa que é cobrada dos clientes inadimplentes.

Segundo técnicos da agência, a idéia é reduzir as chamadas perdas não técnicas de energia, que são causadas por fatores como fraudes de medidores ou furto de energia (conhecidos como gatos), que causam às empresas prejuízos de R$ 5,5 bilhões por ano.Os técnicos ressaltam que parte dessas perdas acaba sendo repassada para as tarifas de todos os consumidores, prejudicando quem paga suas contas normalmente.

Outra medida proposta pela Aneel é o estabelecimento de valores fixos para as taxas de compensação que fraudadores devem pagar às distribuidoras para cobrir os custos administrativos que as empresas têm para fiscalizar e cobrar pessoas que adotam essas práticas irregulares. Atualmente, quando um fraudador é autuado, ele tem de quitar o valor acumulado da energia que consumiu e não pagou, mais uma taxa de 30%, sobre o valor da energia devida. A proposta da agência é de que os fraudadores paguem a energia devida mais uma taxa de compensação equivalente a três vezes o valor de religação de urgência da energia. No caso dos consumidores residenciais, isso equivale a taxas que vão de R$ 60,00 a R$ 150,00. Para as indústrias que forem pegas fraudando seu consumo, a taxa poderá chegar a cerca de R$ 1 mil, além do valor da energia não paga.

As empresas ou consumidores interessados em dar sugestões à Aneel poderão fazê-lo, por escrito, até o dia 8 de maio. A agência também agendará sessões públicas para debater as propostas em São Paulo, Belém, Brasília, Salvador e Porto Alegre.

Fonte: A Tarde Online

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Varig suspende vôos para Londres, Frankfurt e Roma

A nova Varig (VRG Linhas Aéreas) informou hoje que suspenderá seus vôos para Londres a partir de 1º de março, e também para Frankfurt e Roma a partir de 29 de março. A empresa concentrará seu serviço de longo curso do Brasil para Europa em apenas dois destinos: Madri e Paris.

A partir destas cidades, os passageiros da Varig poderão seguir para outros destinos na Europa por meio de outras companhias. A Varig possui acordo de interline (que permite conexões diretas) com o grupo Air France-KLM e com a espanhola Iberia, além de code share (compartilhamento de vôos) com a Air Europa.

A Varig continuará voando para a Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e México, e planeja iniciar ainda em 2008 vôos para os Estados Unidos.
A alteração na estratégia de negócios, segundo o comunicado divulgado pela Varig, visa a otimização da malha, o aumento da eficiência e o aprimoramento da qualidade dos serviços.

No mercado doméstico, a Varig adequará sua malha de vôos, visando interligar os principais centros de negócio e turismo do País. A empresa pretende aproveitar para isso o retorno, a partir de março, das conexões em Congonhas, autorizadas pelo governo na semana passada. A companhia também iniciou recentemente vôos entre Porto Alegre e Brasília, e de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro e Brasília.

Fonte: A Tarde Online

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Embraer pesquisa o uso de combustível “verde” nos aviões

A Embraer está investindo no desenvolvimento de diferentes tecnologias de bioquerosene de aviação. Um dos projetos envolve a Tecbio, empresa de pesquisa do Ceará pioneira no desenvolvimento de biodiesel.

A Tecbio vem desenvolvendo uma pesquisa sobre bioquerosene desde 2006, em parceria com a Boeing. A Embraer entrou no mesmo projeto, mas colaborando em diferentes etapas da pesquisa. “As duas parcerias são complementares”, diz o coordenador do programa de desenvolvimento tecnológico de bioquerosene da Tecbio, Ayres Correia de Sousa Filho. “A linha de pesquisa é uma só, mas, diante da complexidade do assunto, foi necessário envolver mais do que uma empresa.”

O bioquerosene tem com base uma mistura de óleos vegetais. Ayres não revela o nome das matérias-primas vegetais que estão sendo usadas.

Os engenheiros da Tecbio foram responsáveis por um projeto de bioquerosene de aviação financiado pela Aeronáutica em 1984. O projeto não tinha nada de ambiental. A preocupação era de segurança nacional, para reduzir a dependência nacional do petróleo.

À época, o bioquerosene, em sua forma pura, sem mistura, chegou a ser utilizado durante um vôo-teste, em um avião Bandeirante, de São José dos Campos a Brasília. Mas o projeto foi engavetado pela Aeronáutica e todos os relatórios da pesquisa, feita pelo engenheiro fundador da Tecbio, Expedito Parente, permanecem sob sigilo. “Estamos tentando resgatar esses relatórios”, diz Ayres. “Em uma conversa informal com um militar que fez o vôo na época soube que a emissão de poluentes era 70% a 80% menor.”

Desta vez, já foram realizados alguns testes preliminares. Além do bioquerosene puro, a Tecbio está testando uma mistura de bioquerosene com querosene de aviação.

A parceria com a Tecbio é apenas um dos projetos de biocombustível nos quais a Embraer está envolvida. “Estamos trabalhando em vários projetos, com parceiros diferentes, na busca de combustíveis alternativos, e tentando minimizar as modificações necessárias nos aviões”, afirma diretor de Estratégias e Tecnologias de Meio Ambiente, Graciliano Campos. Segundo ele, os estudos realizados até o momento mostram que a tecnologia é viável. Pelo cronograma do projeto mais avançado, o primeiro vôo-teste com o bioquerosene deve acontecer em meados de 2009.

Todos os projetos envolvem pesquisa de bioquerosene. Pioneira no uso do etanol na aviação, com o avião agrícola Ipanema, a Embraer não tem projetos para uso de etanol nos jatos. “Não abandonamos as pesquisas com etanol, mas para motores a jato isso implicaria em um desafio muito grande.”

Com a pressão sobre companhias aéreas para reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa, os fabricantes iniciaram uma corrida para tornar o avião ainda mais eficiente. “Devido aos altos custos do combustível, a indústria aeronáutica sempre buscou avanços tecnológicos”, diz Campos. “Os aviões hoje emitem 70% menos poluentes que há 40 anos.”

Assim como as demais fabricantes, a Embraer também busca ganhos de eficiência com o aprimoramento da estrutura aerodinâmica dos aviões. “Há uma nova geração de inovações tecnológicas que reduzem o atrito e tornam os aviões mais eficientes”, afirma Campos.

A empresa aderiu ao uso de madeira certificada no interior dos jatos executivos e tem se esforçado para reciclar praticamente todo resíduo de sua produção, do óleo da cozinha do refeitório a metais pesados que antes eram descartados.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Antaq reprova gestão ambiental de 38 portos do Brasil

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) avaliou a gestão ambiental e reprovou a estrutura de 38 dos 40 portos do País. De acordo com os estudos, somente os complexos de Recife, em Pernambuco, e Itaqui (foto), no Maranhão, possuem número suficiente de técnicos para os trabalhos de meio ambiente. E, para piorar, outros sete importantes complexos sequer contam com núcleos para os serviços de gestão ambiental, o que preocupa a agência e mostra que os investimentos nesse setor precisam ser ampliados urgentemente em 2008.

A qualificação profissional de quem já possui a responsabilidade de cuidar da área ambiental nos portos brasileiros é outro item que preocupa a Agência. De acordo com a Antaq, somente 46% das pessoas que atuam neste segmento possuem os requisitos necessários, como cursos e experiências anteriores, para tocar projetos e discutir políticas de preservação do meio ambiente. Além disso, 33% dos contratados não possuem qualificação adequada, informa a pesquisa.

Entretanto, o estudo não se restringiu a esses tópicos. A avaliação da Antaq também apresentou um balanço de quais Autoridades Portuárias já realizaram auditorias ambientais e, surpreendentemente, 14 portos não realizaram este trabalho até o momento, incluindo importantes portos, como Rio de Janeiro (RJ), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR), Porto Alegre (RS), Macapá (AP), Natal (RN) e Imbituba (SC).

O relatório final assinado pelo gerente de Meio Ambiente da Antaq, Marcos Maia Porto, aponta que, de positivo, pode-se falar sobre os projetos ambientais iniciados pela Codesp e Codeba para os portos de Santos, administrado pela primeira, e de Salvador, Ilhéus e Aratu. Outro ponto a ser considerado é a associação dessas companhias docas a instituições de ensino superior, para uma análise precisa dos problemas e investimentos necessários.

“Nossa avaliação foi feita em função das demandas de questões ambientais. A maior carência é de diversidade de conhecimento, ou seja, profissionais especializados em química, biologia e oceanografia. E vale lembrar que esse é um processo contínuo de avaliação que gerou um diagnóstico com medidas a serem adotadas para melhorar o processo de gestão. Daqui para frente, continuaremos acompanhando essas gestões ambientais”, explica o gerente da Antaq.

O presidente do Porto de Recife, Alexandre Catão, um dos dois portos bem avaliados pela agência nacional, vê o reconhecimento do trabalho realizado no terminal pernambucano com bastante alegria. Também, não é para menos. Ele conta que ao assumir o porto, em 2007, integrou vários departamentos e conversou com pessoas da própria Antaq e da Anvisa, para atacar os pontos prioritários e dinamizar a gestão ambiental no cais recifense.

“O importante era não perder tempo. Revisamos por completo o plano de gerência de resíduos sólidos, entramos com o monitoramento ambiental em toda a área do porto e passamos a tomar cuidado com a retirada de óleo das embarcações que aqui atracam. Isso tudo nos deu um upgrade nas operações. Queremos que as empresas nos ajudem nisso ao longo de 2008. Temos quatro pessoas só para esse fim aqui. Em outros portos pode ter até mais gente, mas aqui o trabalho flui porque os quatro contratados só trabalham com isso 24 horas por dia”.

O Porto de Santos foi um dos vários apontados com o trabalho ambiental incompleto, sem número suficiente de pessoas e com projetos em andamento ainda não concretizados. Procurada para comentar a pesquisa, a Codesp, por meio de sua assessoria de imprensa, reconheceu as deficiências apontadas pela Antaq, mas fez questão de frisar os avanços obtidos ao longo de 2007.

Em seu balanço anual, a estatal lembra que assinou convênios de cooperação mútua para dragagem e inaugurou um novo sistema de distribuição de água potável e tratamento de efluentes domésticos no porto. Para 2008, a prioridade é a conclusão dos trabalhos da Agenda Ambiental do Porto de Santos, a suspensão da limitação para retirada de sedimentos e o licenciamento para novas áreas de descarte, além da melhora das condições sanitárias do Porto de Santos e do visual de suas instalações.

Fonte: PortoGente-Santos

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Petrobras lidera ranking de exportadores brasileiros

A Petrobras, empresa estatal fabricante de petróleo e gás, manteve a posição de maior exportadora entre as companhias brasileiras em 2007, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

As exportações da companhia contabilizaram US$ 13,6 bilhões no último ano, um aumento de 22,9% em relação a 2006, e somou 8,4% do total das exportações do Brasil.

Entretanto, o resultado foi ultrapassado por suas importações em 2007, que registraram US$ 15,3 bilhões, representando 12,7% do total de importações do país no último ano e subiu 46% em relação a 2006.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, ficou em segundo lugar no ranking de maiores exportadoras, com US$ 7,9 bilhões, um aumento de 31,9% em relação ao ano anterior. Já nas importações, a empresa obteve US$ 395 milhões, garantindo a 45ª posição no ranking de importadores em 2007.

Em terceiro lugar ficou a fabricante de aeronaves Embraer, que exportou US$ 4,7 bilhões no último ano, um aumento de 44,4% em relação a 2006.

Outras sete companhias apareceram nas dez primeiras posições da lista de grandes exportadores: a empresa de agronegócio e alimentos Bunge, a montadora Volkswagen, as empresas de alimentos Sadia e Cargill e as montadoras GM do Brasil, Ford e Daimler-Chrysler.

Fonte: Gazeta Mercantil

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