Archive for Janeiro 29th, 2008

Algodão impulsionou o Porto de Fortaleza

O Brasil comemorou ontem (28 de janeiro) os 200 anos da abertura dos portos ao comércio internacional. A assinatura da Carta Régia, em 28 de janeiro de 1808, uma semana depois da chegada de Dom João VI a cidade Salvador, marcou uma nova era para o Brasil.

Muitos historiadores, como Ana Carla Sabino Fernandes, orientadora do Núcleo de Pesquisa do Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar, acham que a medida significou o processo de interiorização da metrópole portuguesa junto ao Brasil Colônia.

Segundo ela, a iniciativa foi resultado de amplas transformações de ordem social, política, econômica e cultural, cuja trajetória culminou, parcialmente, na Independência do Brasil, em 1822, ou melhor, na emancipação política fruto das disputas entre a sociedade colonial, portugueses do reino e portugueses da nova Corte.

No Ceará, no início do século XIX, os portos de Aracati e Sobral (Camocim e Acaraú) reforçaram a lógica de produção e circulação de materiais do sertão em especial o algodão e a carne seca. A professora Ana Carla Fernandes esclarece, no entanto, que esses portos não representaram um expressivo entreposto comercial para na época do Império.

A historiadora diz que o crescimento da cultura do algodão, mercadoria exportada para a Inglaterra, impulsionou o Porto de Fortaleza e a cidade de Fortaleza.

Em 1811, o irlandês William Wara abriu a primeira casa comercial em Fortaleza, gerando rendas alfandegárias e o desenvolvimento urbano da capital da província do Ceará.

Ao fazer análise do Brasil colônia, Ana Carla Fernandes diz que precisamos compreender as negociações que marginalizaram o Pacto Colonial estabelecido entre Portugal (Metrópole) e Brasil (Colônia). Ela lembra que já existiam relações comerciais diretas entre a Bahia e a Costa de Minas e entre o Rio de Janeiro e Angola, o tráfico de escravos, que permaneceram após a Independência.

Estas iniciativas, ressalta a historiadora, seriam demonstrações de que o monopólio português sobre as transações comerciais não era exercido de maneira absoluta. “Havia, antes da abertura dos portos, uma experiência comercial que capacitaria os negociantes do Brasil a assumirem as práticas mercantis que estiveram por muito tempo controladas pelos mercadores portugueses”, frisou Ana Carla Fernandes.

Ela salienta, ainda, que o tráfico de escravos figurou como uma das principais atividades que deveriam fomentar o comércio, a agricultura e a indústria no Brasil, prática sustentada pelo Tratado de Aliança e Amizade e o de Navegação e Comércio, em 1810, e que movimentaram, nesse período, os mares e os portos de Belém, São Luís, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

“A abertura dos portos brasileiros às nações amigas foi fundamental para o desafio de construir um novo/outro Império nos trópicos”, argumentou a historiadora.

MUCURIPE

Referência na história do Estado

A influência do Porto de Fortaleza é apontada pelo diretor de Ciência e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), economista Francisco José Lima Matos. Segundo ele, o impacto positivo desse porto estende-se sobre toda a área do Estado do Ceará e abrange outras regiões, principalmente os estados do Piauí e Rio Grande do Norte até os pólos de produção de frutas na região do Rio São Francisco.

Na visão de Lima Matos, a abertura de oportunidades de investimentos da iniciativa privada, a partir da Lei 8630 do ano de 1993, marcou o inicio de grandes transformações no Porto de Fortaleza. O diretor da Federação das Indústrias destaca, ainda, a implantação do Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda. (Tergran), empresa especializada em descarga de grãos, que permitiu a instalação do mais moderno terminal de descarregamento de grãos do País, com prancha de mais de dez mil toneladas por dia.

Lima Matos, que também é membro do Conselho de Autoridade Portuária, salientou a importância econômica direta do Porto para os cofres da Prefeitura Municipal. No período de 1995 a 2007, foram arrecadados R$ 12 milhões em impostos com o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerado pelas empresas: Lubnor-Petrobrás, Texaco, Shell, ESSO, Ipiranga, BR Distribuidora, Fábrica de Margarina, Nacional Gás Butano, Moinho M Dias Branco, Moinho J Macêdo e Grande Moinho Cearense. “Acrescente-se a isso os tributos pagos pelos Operadores Portuários que atuam no Porto, nos serviços de movimentação e transporte de cargas”, completa Matos.

Com a aprovação e destinação de recursos pela Secretaria Especial de Portos para as obras de dragagem de aprofundamento, que terão inicio este ano, “o porto de Fortaleza voltará a ter melhores condições de competir com os demais portos da região”, prevê.

Matos aponta uma série de dificuldades que precisam ser superadas para tornar o Porto de Fortaleza mais competitivo. Entre elas, melhor definição nas suas complementariedades com o Porto do Pecém, evitando-se uma possível concorrência predatória; construção de melhores vias de acesso; obter a ligação com a ferrovia transnordestina, planejada inicialmente para ir somente até o Pecém; conclusão do aprofundamento do calado para 13,5 metros de profundidade.

PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS

Estudo da CNI propõe reforma portuária

No momento em que o Brasil festeja os 200 anos da abertura dos portos, estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela os gargalos provocados pela má gestão das administrações das companhias docas dos Estados, e propõe uma Reforma Portuária, focando uma maior participação do setor privado.

O documento da CNI reconhece os avanços do setor nos últimos dez anos, quando foi promulgada a Lei dos Portos (Lei 8.630/1993), que privatizou os terminais, mas criticam os baixos investimentos que este segmento recebe por ano do governo Federal. Em 2006, somente 24% do orçamento da União, cerca de R$ 100 milhões, foram destinadas para as oito Companhias Docas existentes no País, segundo levantamento da CNI.

Ainda de acordo com o documento, as empresas públicas movimentaram entre oito e 12 contêineres por hora, contra 25 e 30 contêineres pelas concessionárias de terminais de uso privativo. A demora na liberação de cargas nos portos é outro problema a ser equacionado. No Brasil, a carga leva, em torno de 39 dias para ser liberada, enquanto a média mundial é de 25 dias.

Outro fator de atraso é a burocracia. O estudo da CNI revela que 90% dos procedimentos dos órgãos ainda são manuais, exceção para a Receita Federal que está informatizada. Com esse sistema emperrado, a Associação Brasileira de Terminais Portuários mostra que um navio parado no porto paga uma diária entre US$ 40 mil a US$ 60 mil.

O documento da CNI culpa a burocracia pelo excessivo número de paralisações das categorias profissionais que atuam nas atividades de desembaraço alfandegário.

TERMINAL PORTUÁRIO

Pecém amplia vendas externas

O Terminal Portuário do Pecém expande as fronteiras do Ceará com o mercado internacional. “A sua atual estrutura e futura expansão permitirá à economia cearense agregar valor à sua produção e ampliar seu comércio exterior”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos, Mário Lima.

Ele explica que o Terminal do Pecém foi concebido para atender às demandas industriais da economia cearense, visando, principalmente, atrair indústrias de base voltadas às atividades de siderurgia, refino de petróleo, petroquímica e de geração de energia elétrica.

Com o início das operações do Porto do Pecém, em novembro de 2001, o Ceará expandiu as áreas de relacionamento com os mercados das Américas (Central e Norte), da Europa e África. “Esta expansão interfere sobretudo na estruturação territorial local, pois passa a requerer padrões internacionais na prestação dos serviços públicos e até na forma de ocupar e utilizar o espaço”, argumentou Mário Lima.

Em 2007, o terminal movimentou 2.205.361 toneladas de mercadorias diversas, sendo 589.970 na exportação (cabotagem e longo curso) e 1.615.391 toneladas na importação (cabotagem e longo curso). A movimentação de carga geral, em 2007, registrou um crescimento de 18% em relação ao ano de 2006, com as exportações contribuído com 11%, e as importações com 20%.

A movimentação de contêineres cresceu 22%, no ano passado, totalizando 143.667 TEU´s ((unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo 70.657 TEU´s de exportação e 73.010 TEU´s na importação.

COMPANHIA DOCAS

Aprofundamento do calado será priorizado

A inauguração do Centro de Treinamento e o aprofundamento do calado são algumas das obras previstas para este ano no Porto do Mucuripe. Além dessas obras físicas, o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Sergio Novais, pretende priorizar os investimentos na capacitação técnica dos trabalhadores e na reestruturação do Porto. “A meta é tornar o Porto mais eficiente e ainda mais atrativo para o comércio exterior”, estima.

Entre os projetos previstos para este ano, Novais destaca a obra de aprofundamento do calado do porto para até 13 metros, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas e 300 metros de comprimento. Atualmente, o cais comercial do Porto do Mucuripe opera com navios de até 55 mil toneladas. As obras estimadas em R$ 40 milhões, já estão previstas no orçamento da Secretaria Especial de Portos deste ano, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Outra obra prevista para 2008 é a construção do Centro de Treinamento e Capacitação da Companhia Docas. “A previsão é de que os recursos para a obra, de aproximadamente R$ 1 milhão, venham do Orçamento da União de 2008, através de uma emenda individual apresentada pelo deputado federal Ariosto Holanda (PSB/CE)”, explica Sérgio Novais.

O Centro de Treinamento vai oferecer um amplo e moderno espaço de formação e qualificação profissional para funcionários e trabalhadores portuários, prestadores de serviços portuários, moradores de bairros circunvizinhos e das comunidades próximas ao Porto.

Fonte: Diário do Nordeste

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Add comment 29 Janeiro, 2008

Aeroportos do Rio operam normalmente

Os aeroportos do Rio operam normalmente na manhã desta terça-feira (29), segundo informou a Infraero. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, subúrbio do Rio, um vôo que deveria pousar às 5h30 vindo de Natal (RN) está atrasado. Não há registro de cancelamentos, segundo site da Infraero.

O Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, também opera normalmente para pousos e decolagens nesta terça. Um vôo, previsto para decolar às 8h15h para Juiz de Fora (MG) foi cancelado. Não há registro de atrasos, segundo site da Infraero.

Fonte: G1

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Congonhas e Cumbica operam apenas por instrumentos

Os dois principais aeroportos de São Paulo operam apenas por instrumentos na manhã desta terça-feira (29), por causa da chuva leve que atinge a cidade. Ambos estão abertos para pousos e decolagens, de acordo com a Infraero.

No Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, das 22 partidas previstas entre as 6h e as 7h, duas registraram atraso e uma foi cancelada. O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, região metropolitana, opera por instrumentos desde o início da noite de segunda (28). Da 0h às 7h, não foram registrados atrasos ou cancelamentos entre as 18 decolagens previstas.

Alagamento

A chuva que atinge boa parte do estado de São Paulo desde a madrugada desta terça (29) provoca um ponto de alagamento transitável na capital, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

O ponto, registrado às 5h20, está na pista expressa da Marginal Tietê, sentido Castello Branco, na altura da Ponte Anhangüera.

Por volta das 7h15, uma chuva fraca atingia toda a capital. A previsão é que ao longo da manhã, ela fique mais intensa nas regiões oeste e sul. Durante a madrugada, pancadas de chuva moderadas atingiram pontos isolados da cidade, informa o CGE.

Congestionamento

A chuva facilitou a ocorrência de acidentes na Marginal Tietê. No mesmo sentido e na mesma pista onde foi registrado o ponto de alagamento, dois acidentes envolvendo cinco caminhões prejudicam o tráfego.

Por volta das 5h30, houve um engavetamento entre três caminhões na pista expressa, sentido Castello Branco, perto do Shopping Center Norte. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), dois caminhões foram removidos, mas um ainda continua no local e provoca a interdição de duas das quatro faixas da via. A lentidão chega a 5 km desde a Ponte Aricanduva até o local do acidente.

Mais à frente, a cem metros da Ponte do Limão, um choque entre dois caminhões provocou a interdição de duas faixas da pista.

Fonte: G1

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Bauducco vai controlar a Hershey s

A fabricante americana de chocolates Hershey s anunciou ontem uma associação com a Pandurata Alimentos, dona da marca Bauducco. O acordo dará à Bauducco 49% das ações da Hershey s Brasil. Mas quem vai mandar de fato na nova companhia é a empresa brasileira. A discreta família Bauducco ficará à frente do negócio.

Toda a administração passa a ser compartilhada, e a multinacional de chocolates vai se desfazer de parte da sua estrutura, incluindo o marketing e a distribuição, segundo fontes ligadas ao negócio. A joint venture deve ter duração de pelo menos três anos. “A Bauducco entra em um novo segmento do mercado, diversificando a sua atuação e complementando seu portfólio”, disse, por meio de comunicado, o presidente da empresa, Massimo Bauducco.

No Brasil há dez anos – no início apenas importando e desde 2001 com produção local graças à aquisição de fábrica da Visconti -, a Hershey s vê no parceiro local a chance de resolver seu problema de distribuição e finalmente decolar no País. Com a associação, os mais de 130 mil pontos de venda da Bauducco serão abastecidos com chocolates da Hershey s.

Fonte: AE

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Sul-coreana investirá US$ 10 mi em empresa com a Vale

A siderúrgica sul-coreana Dongkuk Steel Mill, uma das maiores produtoras de aço daquele país, anunciou hoje que vai investir 9,68 bilhões de won (cerca de US$ 10 milhões) na joint venture de 18,97 bilhões de won com a mineradora brasileira Vale. O valor corresponde a participação de 51% da sul-coreana no negócios. Os 49% restantes serão detidos pela mineradora brasileira, informou a Dongkuk, em documento enviado à comissão reguladora do mercado mobiliário local.

A joint venture, chamada CSP, vai colocar em prática os planos da Dongkuk de construir uma usina siderúrgica no Brasil até 2011-2012, que terá uma capacidade de 2,5 milhões a 3 milhões de toneladas por ano, afirmou a porta-voz da empresa.

Fonte: AE

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Renault argentina produzirá modelo exclusivo de carro

A unidade argentina da montadora Renault produzirá, até o final deste ano, um novo modelo exclusivo, cujo design foi definido como “um ponto intermediário” entre o Clio e o Mégane.

O investimento da companhia, de US$ 100 milhões, será realizado nas instalações que a empresa possui no distrito de Santa Isabel, na cidade de Córdoba, capital da província homônima. O governador de Córdoba, Juan Schiaretti afirmou que Córdoba será o único lugar de produção do novo modelo, a ser exportado para o resto da América Latina.

O anúncio da montadora foi realizado pelo presidente da Renault, Dominique Maciet, após uma reunião com o governador de Córdoba, Juan Schiaretti. O governador sustentou que o investimento da empresa francesa implicará na criação de 1.200 novos postos de trabalho em Córdoba (400 postos dentro da própria fábrica, e outros 800 nas fábricas de autopeças da região).

A Renault argentina também fabricará uma nova fase do veículo Kangoo. Segundo as informações, a produção do Clio, realizada atualmente no Brasil, deve ser transferida para Córdoba.

Fonte: AE

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GM amplia gama Vectra com nova versão

Na próxima semana a GM mostrará à imprensa a nova versão de seu sedan médio: a Elite 2.0. Ela chega para preencher uma lacuna deixada desde o lançamento do modelo, já que a geração anterior teve diversas versões (inclusive a derradeira Collection) com este motor 2.0.

Ao contrário do que muitas publicações previam, o motor 2.4 16v seguirá em linha, segundo a General Motors. Vários modelos com 170cv de potência já foram flagrados e não seria espantoso se tal melhoramento vier já no próximo ano.

O novo modelo é cerca de 7% mais barato que a equipada com motor 2.4: custará cerca de R$ 75.000,00; contra os R$ 81,732,00 do motor topo de linha.

Os equipamentos são equivalentes: transmissão automática de quatro velocidades, airbags frontais e laterais, computador de bordo, freios ABS com freios traseiros a disco sólido e sistema de distribuição eletrônico de frenagem (EBD), sensor de chuva, rodas de alumínio aro 17, rádio AM/FM com CD e MP3 Player estão presentes no pacote “básico” do Elite. Como opcionais há o ajuste elétrico do banco do motorista e o teto solar.

Uma grande novidade é a introdução do navegador GPS, idêntico ao adotado no hatch da linha. O navegador tem como grande vantagem sua portabilidade, já que vai afixado no vidro. A desvantagem é que é necessário sempre carrega-lo, já que funciona por baterias, diferentemente do navegador usado na versão européia do veículo.

Segundo a GM, os 127,6 cv a 5.200 rpm e 19,6 kgfm a 2.400 rpm levam o Vectra a atingir 197km/h de velocidade máxima. No 0 a 100km/h são 11,9 segundos, ambos os dados referentes ao desempenho com álcool. Quando abastecido com gasolina a potência é de 121 cv e o desempenho tem uma ligeira queda.

Fonte: Auto Diário

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Via expressa para ônibus vai ocupar faixa de automóveis na Celso Garcia

A partir de hoje os passageiros de ônibus que vão da zona leste para o centro poderão usar uma linha expressa que sairá dos Terminais A.E. Carvalho, Penha e Aricanduva rumo ao Parque D. Pedro II. A Prefeitura estima que a nova linha diminua o tempo das viagens em 15 a 36 minutos. Para tornar viável o “corredor virtual”, os motoristas terão uma faixa a menos para circulação em alguns pontos das Avenidas Celso Garcia e Rangel Pestana. A linha expressa, delimitada por cones, será adotada nos horários de pico da manhã, de 6 a 8 horas, e da tarde, de 17 às 20 horas.

A perda de uma faixa para a via expressa deve causar lentidão à tarde, quando o maior fluxo é justamente no sentido bairro. “Pode gerar um tráfego maior nos primeiros dias. Agora, se nós verificarmos como é o tráfego nesses horários nas duas vias, vamos ver que já é muito parado. Não acreditamos que tenha grande repercussão”, alega o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o fluxo de veículos na Celso Garcia pela manhã é de mil por hora e na Rangel Pestana, de 2 mil. À tarde, aumenta para 2 mil carros por hora na Celso Garcia e 2,7 mil na Rangel Pestana. Para a secretaria, a linha expressa beneficiará 5 mil pessoas.

No entender de Moraes, o acréscimo de uma faixa para ônibus nas duas vias é necessário para permitir que os veículos que fazem a linha expressa possam ultrapassar os outros coletivos, que vão continuar fazendo todas as paradas. A Celso Garcia tem quatro faixas – três no sentido bairro e uma no sentido centro. Pela manhã, a via expressa ocupará a faixa da esquerda do sentido bairro, que será invertida – ao lado da faixa de ônibus que já existe no sentido centro. Nesses trechos, só sobrará uma faixa para os carros.

À tarde, a faixa expressa será a do meio no sentido bairro. Como a faixa da direita será mantida para ônibus que param nos pontos, restará só a pista da esquerda para os carros que usam o trajeto para fugir dos congestionamentos na Radial Leste (veja quadro ao lado).

A medida se baseou numa pesquisa feita em novembro com 150 mil usuários dos três terminais da zona leste. Segundo Moraes, 70% afirmaram que gostariam de um ônibus que fosse direto até o centro.

No pico da manhã haverá 25 partidas das linhas expressas. À tarde, serão 18 no sentido bairro. Além das linhas diretas, a secretaria criou outros quatro itinerários semiexpressos saindo de quatro bairros – Oliveirinha, Vila Mara, Jardim Camargo Velho e Itaim Paulista. Nesses casos, os ônibus vão fazer paradas até o Terminal São Miguel e, de lá, seguirão direto para o centro. “Há linhas com 98 paradas. Se calcularmos um minuto para cada uma, são 98 economizados”, afirma Moraes.

Experiência semelhante foi feita no ano passado na Rua Clélia, na Lapa, zona oeste, e deve ser retomada após o carnaval. A adoção da medida em outras avenidas, como a Robert Kennedy e Teotônio Vilella, na zona sul, está em estudo.

Fonte: Estadão

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Metrô-SP inicia monitoramento de trilhos com câmeras

Duas bases de manutenção, cada uma com dois funcionários treinados para identificar problemas em trens e trilhos, com ferramentas para consertos de emergência, estão em funcionamento desde ontem no Metrô. Também desde ontem, a companhia realiza as inspeções nos 61,3 quilômetros de vias com cinco equipamentos de termovisão. São câmeras com tecnologia infravermelha e sensibilidade ao calor, capazes de evidenciar fissuras e defeitos nos trilhos. A iniciativa faz parte do pacotão de 21 medidas antipanes, anunciado há uma semana.

O Metrô sempre garantiu que não há problema com a manutenção, mas anunciou as medidas depois que foram registradas quatro panes em 14 dias neste mês. As medidas são vistas com reservas pelo Sindicato dos Metroviários. “Elas ajudam, mas não vão resolver o problema”, diz Wagner Gomes, presidente do sindicato.

As bases de manutenção serão permanentes e ficarão localizadas nas Estações Sé (que faz parte das Linhas 1 – Azul e 3 – Vermelha) e Ana Rosa (que interliga as Linhas 1 – Azul e 2-Verde). A primeira vai operar nos horários de pico da manhã e tarde; a outra, 24 horas. Caso haja ocorrência por perto, como a perda de tração de uma composição (problema que já ocorreu três vezes este ano), serão esses metroviários os responsáveis por chegar primeiro ao local e tentar solucionar o defeito.

Fonte: AE

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