Archive for Janeiro 28th, 2008

Importação de insumos médicos sobe 27%

O dólar fraco e a forte demanda impulsionaram as importações brasileiras de máquinas, equipamentos e insumos médico-hospitalares em 2007, que somaram US$ 2,47 bilhões FOB, um crescimento de 27% quando comparado ao resultado do ano anterior. O levantamento da Associação Brasileira de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), baseado em estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostra que por quatro anos consecutivos o setor apresentou ritmo de crescimento acima de 20%.

“Acho que já passamos do grande impacto cambial. O crescimento dos dois últimos anos mostra realmente um aumento da demanda. Entre 2004 e 2005 a elevação das compras externas foi traduzida como demanda reprimida, solucionada por causa do enfraquecimento do dólar, que favorece a importação, mas agora é um pouco diferente, é demanda aumentada”, disse Abrão Melnik, vice-presidente da Abimed, entidade que congrega as empresas importadoras. A queda nos juros internacionais também ajudou. Melnik observou que, se mantidas as mesmas condições de 2007, as importações podem crescer entre 15% e 20% este ano, ficando próximas dos US$ 3 bilhões, se considerado o patamar mais alto de estimativa.

Fonte: Gazeta Mercantil

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Argentina anuncia reserva de petróleo na Patagônia

No meio da crise energética que assola a Argentina desde 2004, o governo da presidente Cristina Kirchner celebrou a descoberta de uma jazida de petróleo na Patagônia. A descoberta, a mais importante em muitos anos, foi realizada na bacia Escalente, nas jazidas de Cerro Dragón, nas vizinhanças da cidade de Sarmiento, no sul da província de Chubut, pela empresa Pan American Energy. A estimativa é que os poços descobertos proporcionariam à produção argentina até 120 milhões de barris por ano.

Esta companhia é controlada em 60% pela BP e 40% pelos Bulgheroni, uma família argentina de longa tradição no ramo petrolífero. As jazidas encontradas pela Pan American Energy proporcionariam de 100 a 120 milhões anuais de barris, o equivalente a meio ano de reservas argentinas. Atualmente, a Argentina produz 240 milhões de barris anuais. As reservas argentinas, antes desta descoberta, eram calculadas em seis anos de duração.

Para o governo argentino, a notícia foi considerada como um “bálsamo” já que nos últimos 10 anos as empresas petrolíferas fizeram poucas descobertas de novas jazidas no país, fato que gera preocupações sobre a capacidade de auto-suficiência do país para os próximos anos.

Fonte: AE

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Lula diz que PAC vai transformar país em “canteiro de obras”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante o programa de rádio “Café com o Presidente”, que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai transformar o país em um canteiro de obras.

“Eu estou convencido de que este ano nós vamos transformar as regiões metropolitanas e muitas outras cidades brasileiras, eu diria, num canteiro de obras, gerando os empregos que nós precisamos gerar e gerando a distribuição de renda que tanto nós queremos que aconteça no Brasil.”

Lula afirmou que as obras de infra-estrutura previastas no PAC vão gerar emprego e melhorar a renda das pessoas.

“Nós estamos fazendo aquilo que todo governante deveria ter feito. E eu trabalho com a perspectiva de que a gente tenha um longo período de crescimento econômico no Brasil para que a gente apague os 26 anos de baixo crescimento que tivemos”, afirmou.

O presidente ainda comentou a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada na semana passada, que apontou um crescimento no rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro.

“O emprego está crescendo bem, o rendimento médio do trabalhador cresceu 7,7%, o percentual de pessoas ocupadas com carteira assinada passou de 39,7 em 2003 para 42,4 em 2007. As taxas de desocupação também tiveram uma queda extraordinária, chegando a 7,4 em dezembro de 2007. Foi a menor”, afirmou.

Fonte: Folha Online

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Aeroporto Tom Jobim opera apenas por instrumentos

        O tempo encoberto e a forte chuva deixaram o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio, operando apenas com auxílio de instrumentos desde o começo da manhã de hoje, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Já o aeroporto Santos Dumont iniciou suas operações por instrumentos, mas às 8 horas já operava visualmente para pousos e decolagens, de acordo com a Infraero.

Apesar do mau tempo, não havia vôos cancelados nos aeroportos, e apenas o Galeão registrava dois vôos com atraso de mais de uma hora. Os aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos, operavam normalmente, de acordo com a Infraero.

Fonte: AE

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Xstrata sobe 1,71% em Londres com posível oferta da Vale

As ações da mineradora anglo-suíça Xstrata são negociadas em alta hoje, na contramão dos demais ativos do setor de mineração em Londres. O suporte para os ganhos da Xstrata vem da notícia de que a Vale estaria alinhavando uma oferta de compra que poderia chegar a US$ 80 bilhões, segundo o jornal “The Observer”. Metade desse valor seria pago em dinheiro e a empresa completaria a cifra com um lançamento de ações preferenciais para a Glencore, que detém uma participação de 35% na Xstrata, e, que por sua vez, assumiria uma participação na Vale.

O jornal informa ainda, sem citar nomes, que o negócio seria anunciado esta semana, mas fontes alertaram que a instabilidade do mercado de crédito estaria dificultando a obtenção do financiamento necessário pela companhia brasileira.

Às 9h01, as ações da Xstrata eram negociadas em alta de 1,71% na Bolsa de Londres. Outras mineradoras, no entanto, eram pressionadas por vendas. A Rio Tinto cedia 4,75%; a Vedanta perdia 2,3% e a Lonmin, -2%. Com informações da Dow Jones e cotações da Bolsa de Londres.

Fonte: AE

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Governo pode exigir internet rápida para aprovar Oi/BrT

O governo poderá exigir da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom (BrT), como medida compensatória para liberar a fusão entre as duas empresas, que assumam o compromisso de ampliar o acesso à internet de banda larga, especialmente para as escolas rurais e instituições públicas, como bibliotecas, postos de saúde e delegacias de polícia. A universalização da internet em alta velocidade é apontada por técnicos do governo como a saída mais nobre para justificar a aprovação do negócio.

A Oi está na reta final das negociações para comprar a BrT, mas depende de uma mudança na lei, que hoje proíbe a fusão de operadoras de telefonia fixa, incluindo a Oi e a BrT. Para isso, será necessário um decreto presidencial alterando o Plano Geral de Outorgas (PGO), que estabelece a área de atuação de cada empresa.

A proposta de decreto deve ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A mudança é polêmica. Críticos do negócio dizem que seria um casuísmo para beneficiar os controladores da Oi, principalmente os grupos La Fonte, de Carlos Jereissati, e Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade. Os defensores da operação dizem que é preciso fortalecer os grupos nacionais.

Investimentos

O deputado Jorge Bittar (PT-RJ), da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, é um dos defensores da idéia de se cobrar investimentos. “Como elas querem uma mudança nas regras, o governo pode estabelecer contrapartidas, como banda larga, tarifa menor e incentivo à política industrial e tecnológica.”

Bittar diz que os ganhos de escala obtidos pelas empresas com a fusão poderão ser usados para reduzir tarifas. “Pode-se cobrar melhoria das tarifas para beneficiar os usuários dessa área.” Um técnico do governo que participa das discussões diz que a redução de tarifas teria de ser precedida de um estudo econômico que comprovasse a sua viabilidade. “Existem várias opções, mas a saída mais nobre é a banda larga gratuita.”

Fonte: AE

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Vale do Rio Doce deverá revelar esta semana OPA sobre Xstrata

A mineira brasileira Vale do Rio Doce, a maior fabricante e exportadora de minério de ferro do mundo, está a poucos de dias de anunciar uma Operação Pública de Aquisição (OPA) sobre a sai rival anglo-suíça Xstrata por 80 mil milhões de dólares (54,5 mil milhões de euros), segundo a edição de ontem “Observer”.

Mafalda Aguilar

Sem citar fontes, o jornal adiantou que a gigante brasileira poderá anunciar o acordo até ao final desta semana, acrescentando que a Vale deverá pagar metade do montante da operação em dinheiro e o restante em acções referenciais.

Por seu turno, o jornal “Sunday Times” deu conta de que o grupo mineiro brasileiro conseguiu obter um financiamento de 50 mil milhões de dólares através de um consórcio de bancos, depois de o seu responsável financeiro, Fabio Barbosa, ter-se reunido com 12 instituições bancárias em Londres, na semana passada.

O Consorcio, que é liderado pelo HSBC, inclui o Santander, o BNP Paribas, o Lehman Brothers, o Credit Suisse e o Citigroup, acrescenta o”Sunday Times”.

Fonte: Diário Econômico

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Bradesco teve lucro de R$ 8 bilhões em 2007

O banco Bradesco encerrou 2007 com um lucro líquido de R$ 8,01 bilhões, 58,5% maior se comparado ao resultado de 2006. Esse valor representou um ganho de R$ 3,97 por ação e uma rentabilidade de 31,4% sobre o patrimônio líquido médio – sem considerar o efeito da marcação a mercado dos títulos disponíveis para venda.

Somente no quarto trimestre de 2007, a instituição teve lucro de R$ 2,193 bilhões, com alta de 21,2% sobre o resultado líquido positivo de R$ 1,81 bilhão do terceiro trimestre.

Segundo comunicado do banco, do lucro líquido total do ano passado, R$ 5,655 bilhões são oriundos de atividades financeiras (71%) e R$ 2,355 bilhões foram gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, que representaram 29% o resultado.

O Bradesco informou que seus ativos totais apresentaram saldo de R$ 341,184 bilhões ao final de 2007, com incremento de 28,5% sobre o ano anterior. O retorno anualizado sobre os ativos totais médios foi de 2,7%, superior ao patamar de 2,2% registrado em 2006. O valor de mercado do banco evoluiu 29,1% na mesma base comparativa, para R$ 109,463 bilhões.

Crédito

A carteira de crédito total do Bradesco, considerando avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito, totalizou R$ 161,407 bilhões em 2007, montante 38,9% maior em relação ao ano anterior. Segundo a instituição, as operações com pessoas físicas somaram R$ 59,277 bilhões, com crescimento de 34,2%, enquanto as com pessoas jurídicas atingiram R$ 102,130 bilhões (aumento de 41,7% em relação a 2006).

Os recursos captados e administrados pelo banco alcançaram R$ 484,265 bilhões no ano passado, com evolução de 25,3% sobre os R$ 386,586 bilhões registrados em dezembro de 2006. De acordo com o aviso ao mercado, o Índice de Eficiência Operacional foi de 41,8% ao final de 2007, apresentando uma melhora de 0,3 ponto porcentual sobre o patamar de 42,1% apurado no ano anterior. O patrimônio líquido do Bradesco era de R$ 30,357 bilhões em 2007, com alta de 23,2% no comparativo com o ano anterior.

Segundo o banco, a remuneração aos acionistas no período, na forma de juros sobre capital próprio e dividendos pagos e provisionados, somou R$ 2,823 bilhões, equivalente a 35,2% do lucro líquido de 2007 (R$ 8,01 bilhões).

Fonte: AE

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Petrobrás vai investir US$ 100 mi no Paraná

A Petrobrás, que atualmente investe US$ 2,9 bilhões na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), já definiu seu próximo projeto no Paraná: vai instalar uma fábrica de coque calcinado – usado como matéria-prima pela indústria de alumínio –, com recursos de mais US$ 100 milhões. A nova usina, que deve ficar pronta em 2011, vai aproveitar a produção de coque de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). “É um investimento adicional que vamos fazer para absorver a produção da refinaria” diz Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobrás.

A produção de coque calcinado é novidade na Petrobrás. A estatal ingressa neste mercado com a criação de uma nova subsidiária, a Companhia de Coque Calcinado de Petróleo (Coquepar), formada pela coligada Petroquisa, que detém 40% do capital, em parceria com a Unimetal Participações Ltda. (30%) e a Brazil Energy (30%).

A fábrica da Coquepar no Paraná terá capacidade para produzir 600 mil toneladas por ano de coque calcinado, de acordo com João Adolfo Oderich, diretor geral da Repar. O número de empregos que serão gerados e a localização do novo projeto ainda não foram definidos, mas o executivo adianta que a intenção é instalar a unidade em um dos municípios no entorno de Araucária. A expectativa do mercado é que a unidade possa empregar até 800 pessoas.

Além da calcinadora do Paraná, serão instaladas mais duas, no município de Seropédida, no Rio de Janeiro. Enquanto a unidade paranaense vai processar o coque produzido pela Repar, as demais terão como insumo o coque originário da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na cidade de mesmo nome, no Rio de Janeiro.

A produção poderá ser vendida para empresas como Alcoa e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e há grande potencial de exportação, segundo a Petrobrás. O mercado mundial de coque calcinado é estimado em cerca de 20 milhões de toneladas por ano, e é disputado por gigantes, como a British Petroleum e a norte-americana Oxbow Carbon. No Brasil, a Associação Brasileira de Alumínio (Abal) calcula que esse segmento movimente 600 mil toneladas por ano (cerca de US$ 140 milhões).

Enquanto a indústria de alumínio consome a maior parte (75%) do coque de petróleo calcinado, os 25% restantes são usados em aplicações como fonte de carbono para a produção de dióxido de titânio, aço e outros processos químicos.

O coque que será calcinado na fábrica paranaense da Coquepar é um dos novos derivados de petróleo que começarão a ser produzidos pela Repar nos próximos anos. Na semana passada, a direção da Petrobrás deu início às obras de ampliação da refinaria, que deverão absorver US$ 2,9 bilhões até 2011. As novas unidades vão produzir coque de petróleo, gasolina e diesel, gás de cozinha, propeno e hexano, além de aumentar em 10% a capacidade de produção, de 32 milhões para 35 milhões de litros por dia.

A refinaria, que fatura R$ 21 bilhões por ano, produz hoje 12% dos derivados de petróleo da Petrobrás. Oderich estima que pelo menos 5 mil pessoas devam trabalhar nas obras nos próximos meses. Hoje a Repar emprega 1,2 mil pessoas. Ao todo 21 consórcios de empresas estão trabalhando no local. O projeto de ampliação da refinaria chegou a integrar uma lista de obras sob suspeita de irregularidades pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado, mas, segundo Oderich, as questões já foram respondidas pela empresa. “Não há qualquer irregularidade. Tanto que demos início às obras na última segunda-feira” diz.

Fonte: Gazeta do Povo

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Portos travam expansão do País

Foi em solo baiano, há 200 anos, que o Brasil deu os primeiros passos para, de fato, se tornar uma nação. A assinatura da Carta Régia de Abertura dos Portos Brasileiros a Todas as Nações Amigas, em 28 de janeiro de 1808, provocou uma grande transformação na economia nacional, trouxe maior liberdade de comércio e desenvolveu a indústria, além de fortalecer o sistema portuário.

Com maior intercâmbio comercial, os portos brasileiros foram obrigados a se modernizar para ganhar competitividade. Mas as mudanças foram lentas, com avanços e retrocessos. Durante muito tempo, a prioridade do sistema portuário variou conforme o comando do País. Na Proclamação da República, as administrações dos portos foram transferidas para a iniciativa privada, sendo a primeira a do Porto de Santos, para o grupo liderado por Cândido Graffée e Eduardo Guinle.

Na ditadura militar, a gestão dos portos retornou ao Estado sob o argumento de ser um assunto de segurança nacional. Nessa época, surgiram vários portos em locais de pouca expressão econômica, mas com muita influência política. O setor só voltou a ser prioritário – e não mais uma atividade complementar – a partir da década de 90, com a maior abertura comercial do País, que culminou na Lei de Modernização dos Portos e a privatização da operação portuária. “Foi aí que perceberam que havia um gargalo enorme nos portos”, destaca o professor da Coppead/UFRJ, Paulo Fleury.
Apesar da administração continuar nas mãos do governo, a transferência da operação para a iniciativa privada representou um grande avanço. Os trapiches e as pontes fincadas em terreno pantanoso se transformaram em grandes terminais e extensos cais. Aos poucos, o País foi ganhando portos especializados em tipos de mercadoria, como grãos, minérios, granéis sólidos e contêineres, diz o diretor-executivo da Associação dos Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa.

Em alguns casos, o País conseguiu nível elevado de modernização. “Mas, na média, continuamos muito aquém dos maiores portos do mundo. Ainda temos terminais de segunda e terceira categorias”, diz Villa. Na opinião do Almirante Ribamar Dias, vice-presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), o sistema portuário brasileiro vive hoje duas realidades distintas. “Nos portos organizados, sob administração pública, o ambiente continua como antes. Já os terminais de granéis sólidos, da Petrobrás, e de minérios, da Vale, não deixam nada a dever para o resto do mundo.”

Apesar dos casos de sucesso, os investimentos em infra-estrutura portuária, que já vinham de um retrocesso durante anos, não evoluíram na mesma proporção que a corrente comercial (importações e exportações). Hoje 95% das exportações são feitas por via marítima, o que requer portos rápidos e eficientes, destaca o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Segundo ele, se a participação brasileira no comércio internacional fosse maior que os 1,14%, o sistema portuário atual entraria em colapso. Ele destaca que só 20 mil de um total de 4 milhões de companhias são exportadoras. “O Brasil tem o 10º maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo e somos apenas o 24º maior exportador.”

Na opinião do professor do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, Sério Fraga Santos Faria, vice-presidente do Grupo TPC, o sistema portuário brasileiro inegavelmente teve um grande avanço desde a década passada. “Mas tenho de ver como tem sido a evolução do meu concorrente. E, nesse caso, a melhoria foi muito maior que a nossa.”

Segundo ele, a globalização econômica provocou profundas alterações no segmento portuário mundial e exigiu um amplo e acelerado processo de modernização. O objetivo foi o aumento da eficiência e a redução drástica dos custos na prestação dos serviços portuários.

“Nesse aspecto, o Brasil ainda precisa evoluir bastante. Para se ter uma idéia, o País produz a soja mais barata do mundo. Mas, quando chega ao exterior, fica mais cara que a dos Estados Unidos por causa da ineficiência da nossa logística. Isso me deixa menos competitivo.”

De acordo com dados da Coppead, o Brasil demora, em média, 18 dias para exportar produtos em contêineres. Desse total, 14 dias são gastos com medidas burocráticas, como preparação de documentos, despacho aduaneiro e controle técnico. Os outros quatro dias são gastos com transporte interno e manuseio do porto e terminal. Isso põe o País no 57º lugar do ranking de tempo para exportar. “Se conseguíssemos reduzir para níveis semelhantes aos dos Estados Unidos teríamos um ganho de cerca de US$ 506 milhões por ano”, diz Fleury.

O estudo mostra que, de acordo com referências do Banco Mundial, o custo para exportar um contêiner no Brasil é de US$ 895, ante US$ 864 na Índia e US$ 425 em Hong Kong.

Fonte: O Estado de São Paulo

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