Archive for Janeiro 21st, 2008

Porto de Natal vai explorar minério

O problema é quase secular, mas nos últimos dez anos se intensificou a luta da população de Macaíba por uma solução para as enchentes, que em épocas de inverno rigoroso, praticamente inundam as áreas mais baixas da cidade, sobretudo nas imediações da ponte e em volta do antigo clube Pax e na rua Jundiaí, no centro, onde fica a rodoviária e se concentra a maior parte do comércio local.

As pressões das autoridades municipais e de instituições como a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato do Comércio Varejista e de clubes de serviços, como Lions, Rotary e até a Maçonaria, terminaram surtindo o efeito desejado: através da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (Serhid), o governo estadual começou a construir a barragem de Tabatinga, a 12 quilômetros de Macaíba, para conter as águas do rio Jundiaí. “A população de Macaíba espera por esta obra há mais de uma década e a nossa expectativa é de entregá-la em maio deste ano, ou seja, antes do período de chuvas. Além de conter as cheias, a barragem terá ainda a finalidade de abastecimento, beneficiando 55 mil habitantes e o Distrito Industrial do município”, afirma o secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, vice-governador Iberê Ferreira.

A ordem de serviço para a construção da barragem pelo consórcio Marquise/EIT saiu em novembro de 2006, mas a obra sofreu um atraso porque em 22 de janeiro de 2007 houve uma adequação ao projeto inicial, para a mudança de local de construção do vertedouro, mais conhecido popularmente como sangradouro. “A mudança foi para melhor, reduziu o custo da obra de R$ 23 milhões para R$ 18,8 milhões”, disse o coordenador de Infra-estrutura da Serhid, Antonio Tibúrcio da Costa Filho, que prevê para maio a entrega da obra.

Antônio Tibúrcio confirmou que a construção da Barragem de Tabatinga resolverá em 75% os problemas das enchentes do rio Jundiaí, porém, o governo vai construir, mais duas barragens.

Consórcio construtor já fez 30% das obras

O engenheiro do consórcio de empreiteiras Marquise/EIT, Cláudio Amado, afirmou que 30% das obras da Barragem de Tabatinga já foram realizadas. Com mestrado em gestão ambiental, ele disse que a barragem está sendo construída sem causar danos ao meio ambiente, até porque muitas das casas que ficarão ao redor da lâmina d’água foram preservadas e as águas vão inundar, preponderantemente, áreas de pastos e de pouca vegetação.

“Já colocamos 180 mil metros cúbicos de terra, de um total de 660 mil que são postos na obra”, disse Amado.

Além de ter a finalidade de conter as enchentes do rio Jundiaí, está sendo construída uma canalização de 92 metros com tubos de 800 milímetros que, posteriormente, vai servir para perenizar do rio Jundiaí a jusante da barragem, no sentido de quem vai para Macaíba. “No futuro as águas poderão servir para irrigação”, prevê ele.

Amado explicou que a obra é uma barragem de terra, com a construção de rocamento de pedras para evitar a marola d’água e a erosão da parede da barragem, que, segundo ele, terá uma cota de 53,5 metros, incluindo a parte de fundação. “A cota de inundação é de 50 metros”, informou o engenheiro, lembrando que o projeto inicial previa cinco tipos diferentes de vertedouros, mas a solução encontrada, objeto de uma adequação do projeto em janeiro de 2007, “termino sendo mais funcional e mais barata”.

Ele ainda acredita que se chover durante o período de construção da barragem não haverá problema, porque já foi construída uma espécie de sumidouro na área de fundação, que servirá para filtragem das águas pluviais.

Inverno deve ser normal, diz Emparn

O chefe do Setor de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, informou que a previsão é de inverno normal nas cabeceiras do rio Jundiaí, que nasce no município de Sítio Novo, região do Trairi/Agreste do Rio Grande do Norte. “As águas poderão chegar em Macaíba e devem em algum momento, sim, causarem inundação”, acrescentou ele.

Gilmar Bristot disse que a estação de inverno poderá começar já nesta segunda quinzena de janeiro, prolongando-se até maio na região fronteiriça do Agreste e do semi-árido do Estado.

“Acho que esse tipo de obra tem de ser feita durante o período seco, entre agosto a dezembro”, avaliou ele, com relação ao andamento das obras da Barragem de Tabatinga.

Segundo Bristot, os parâmetros analisados até agora no Setor de Meteorologia, são de que as condições climáticas nos Oceanos Pacífico e Atlântico “são favoráveis a chuvas”. Ele explica que as condições verificadas em novembro e dezembro de 2007 “vêm se mantendo e podem se tornar contínuas” até o fim da estação chuvosa.

Bristot disse ainda que o fenômeno “El Niño não está acontecendo, mas sim o “El Nina”, em que as águas dos oceanos estão frias “no Atlântico sul e quentes no Atlântico norte, o que favorece as chuvas na região Nordeste”.

O meteorologista Gilmar Bristot disse ainda que foi possível confirmar o período chuvoso do litoral, que normalmente ocorre de abril a maio.

Problema das enchentes vem desde 1997

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Macaíba, Luiz Antônio Lacerda, lembrou que a luta por uma solução definitiva para conter as enchentes do rio Jundiaí vem desde 1997, “quando a população foi surpreendida com a maior cheia dos últimos anos”.

Luiz Antônio Lacerda disse que desde daquele ano o problema se intensificou, tanto que no ano passado houve duas cheias, uma em cima da outra, causando sérios prejuízos à população e ao comércio local. “Tem gente que pensa que o prejuízo é só com a perda de mercadoria, mas muitas vezes tínhamos que fechar as portas do comércio, ficando sem faturar, quando havia ameaças de chuvas todo mundo ficava de plantão”, relatou ele.

Lacerda explicou que ao longo desses dez anos se fizeram diversas campanhas para sensibilizar as autoridades do Estado, até audiências públicas foram realizadas na Câmara de vereadores. Por fim, segundo ele, a bancada federal e o governo do Estado fizeram gestões junto ao governo federal e conseguiram a liberação de recursos através de emendas de bancadas ao Orçamento Geral da União (OGU) para a construção da barragem de Tabatinga.

“Nós estamos ansiosos para vermos a inauguração dessa obra, que vai resolver pelo menos 75% do problema das cheias”, otimiza Lacerda, que é dono de uma casa de material de construção na rua Jundiaí, 38, em frente à rodoviária de Macaíba.

Fonte: Jornal do Commercio

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Vale estuda oferta de cerca de US$ 90 bi pela mineradora Xstrata

A Vale está se preparando para tentar a fazer a maior aquisição de sua história. A mineradora estuda apresentar uma proposta pela anglo-suíça Xstrata, sexta maior mineradora do mundo. A proposta seria de cerca de US$ 90 bilhões, mas ainda está cercada de dúvidas.

Segundo fontes próximas à Vale, a empresa estaria terminando de formar um consórcio de bancos para financiar a compra – estariam envolvidos Merrill Lynch, Lehman Brothers, HSBC, Credit Suisse, Citigroup e Santander, entre outros. Na sexta-feira, as ações da Xstrata tiveram alta de 8,58% por causa de especulações sobre propostas de compra.

Ontem, dois jornais britânicos noticiaram que a Vale está prestes a fazer uma oferta pela mineradora. Segundo o Sunday Times, a Vale está fazendo uma auditoria nas contas da Xstrata para fazer sua proposta.

Já o The Observer diz que a Xstrata desperta o interesse não só da Vale, como também da britânica Anglo American – que acaba de comprar parte da mineradora brasileira MMX por US$ 5,5 bilhões. As ofertas pela Xstrata, diz o jornal, só sairão se o preço das ações das mineradoras se estabilizarem nos próximos dias no mercado internacional.

Mas, mesmo em meio ao nervosismo de mercado, os investidores têm apostado na realização oferta. A alta das ações de 8,58% da Xstrata ocorreu em uma semana em que ações de diversas outras mineradoras apresentaram queda, já que os investidores estavam preocupados com a perspectiva de uma freada econômica nos EUA que poderia inibir a demanda por minerais.

A Xstrata admitiu estar conversando com mineradoras, mas disse que não recebeu nenhuma proposta oficial. Caso isso tivesse ocorrido, o presidente da empresa, Mike Davies, teria de fazer um anúncio para o mercado.

O Observer afirmou que Davies está considerando que esse é um bom momento para vender a Xstrata por acreditar que os preços dos metais – que caíram recentemente – não devem recuperar os valores de 2007 por, pelo menos, um ano caso os EUA entrem em recessão. Isso mesmo após a seqüência recente de aquisições da Xstrata, incluindo a Cerrejon Coal, a Tintaya Copper e a Falconbridge.

Fontes ligadas ao negócio disseram ao Estado que a Vale está negociando com a Glencore (maior acionista da Xstrata) a aceitar um pacote de ações preferenciais como pagamento. A Vale quer oferecer o máximo possível em ações e o mínimo em dinheiro para não perder a nota de grau de investimento dada pelas agências de classificação de risco.

Se a dívida em dinheiro fosse muito grande, o mercado poderia avaliar que as finanças da empresa não estariam tão sólidas e ela poderia perder o grau de investimento. Sem ele, seria impossível levantar o valor necessário para fazer a oferta.

EXPANSÃO

Se for confirmada a aquisição, a Vale pode expandir sua atuação para outros minérios,nos quais a Xstrata tem grande participação: cobre, carvão, ferro-cromo, vanádio e zinco. O valor de mercado da Vale – que hoje é de US$ 160 bilhões – superaria US$ 220 bilhões.

Para isso, no entanto, a Vale teria de concordar com os riscos da operação, que envolveria cinco vezes o valor de sua maior aquisição: a canadense Inco, comprada em 2006 por US$ 17 bilhões. Hoje, a Vale é a segunda maior mineradora do mundo, atrás da anglo-australiana BHP Billiton, avaliada em mais de US$ 200 bilhões.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Docas Investimentos confirma compra da Intelig

A Docas Investimentos, do empresário brasileiro Nelson Tanure, confirmou hoje a compra da operadora de telefonia de longa distância Intelig. Segundo aviso ao mercado, o acordo foi fechado na segunda-feira da semana passada (dia 14), com o consórcio das três empresas detentoras da operadora após a privatização do sistema de telecomunicações no Brasil (Telebrás): National Grid, Sprint Nextel e France Telecom. O valor da transação não foi informado.

A Docas afirmou em comunicado que a aquisição abre “oportunidades para convergência de mídias que, no mundo globalizado, agregam valor a empresas do setor e enriquecem as opções de consumo e cidadania digital”.

O negócio está sujeito à aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fonte: Estadão

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Opep não vê necessidade de aumentar a produção

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirmou que não vê necessidade de aumentar a produção da commodity. Os membros da organização produziram uma média de 32,03 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo bruto em dezembro de 2007, segundo uma pesquisa da Platts com representantes oficiais da Opep e do setor de petróleo.

Este índice fica acima da taxa de novembro de 31,65 milhões de bpd. A Opep fará sua próxima reunião extraordinária em Viena no dia 1 de fevereiro de 2008, quando discutirá novamente a possibilidade de elevar sua produção.

Fonte: Invertia

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Grãos em alta valorizam terras agrícolas em 18%

Os recordes na cotação e produção das principais commodities estão impulsionando a valorização nos preços das terras brasileiras, que nos últimos 12 meses já avançaram 17,8%, em média, e atingiram seu maior patamar em valores nominais, segundo estudo realizado pela Agra FNP.

O destaque fica por conta da Região Norte, com um incremento de 24,6% no último ano, motivado pela procura de grupos atraídos pelos preços baixos na região. “Uma característica da região tem sido a migração de grandes empresas, como BrasilInvest, SLC Agrícola e Brasil Agro”, afirma Carlos Roberto Sonego, corretor e proprietário da imobiliária Terra Sul, localizada em Balsas, no Maranhão.

A região conta com áreas de cerrado onde um hectare pode custar de 25 a 30 sacas de soja e áreas localizadas em mais de 500 metros de altitude que podem custar apenas 100 sacas de soja.

A maioria das companhias que estão se instalando na região atua no setor de grãos. “A BrasilInvest arrendou novas áreas esse ano e deverá tomar posse no ano que vem”, diz Sonego. A BrasilAgro já adquiriu terras no Piauí e a SLC está arrendando novas áreas na região. “Há ainda uma usina de cana-de-açúcar e algumas especulações sobre esse setor, mais não é uma tendência do mercado; a maior procura é, sem dúvida, para grãos”, avalia.

O aumento no preço das terras é uma tendência que deverá permanecer pelos próximos dois anos, quando novos negócios vierem a se consolidar. Sonego destaca que produtores de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que também estão vendendo a grandes grupos em seus respectivos estados, agora começam a migrar para regiões mais promissoras, como o próprio Maranhão e o Piauí.

A evolução nos preços das terras teve início com a safra de grãos 2006/07 que garantiu um aumento nas cotações médias de R$ 3,2 mil para R$ 3,8 mil por hectare nos últimos 12 meses, com o que, a uma inflação acumulada de 8,21%, se verifica um ganho real foi de 9,6%. “Commodities como milho e soja passam por um momento muito bom e a tendência de alta dos preços deve se manter nos próximos dois anos, ainda que sujeita a oscilações”, diz a analista do mercado de terras da Agra FNP Jaqueline Bierhals.

A analista ressalta que, mesmo o hectare tendo atingido preços maiores no passado, a escalada de preços nos próximos anos deverá ser mais sólida. “É um ganho de valor que tem mais sustentabilidade, todos os fundamentos apontam para uma valorização de longo prazo”, afirma. Bierhals explica que o preço da terra costuma acompanhar proporcionalmente a alta das cotações; por isso, quanto maior o preço da commodity, mais se valoriza o hectare.

Região Sul

A valorização das terras na Região Sul do País avançou, em média, 20% no ano passado. Esse incremento se deve principalmente ao aumento da procura de áreas por grandes empresas, como a Votorantim, que busca locais para o plantio de eucalipto.

Apesar disso, as terras na região estão com preços menores do que as de outras partes do País. Essa redução no valor das terras ocorreu em função do cultivo de commodities como a soja e o milho, que têm maior foco na Região Centro-Oeste.

No Rio Grande do Sul (fronteira oeste) os preços variam de R$ 3 mil a R$ 10 mil por hectare. “Os preços eram menores, mas com a instalação, por aquisição de grandes extensões de terras, de empresas de celulose como Votorantim (VCP Florestal), Aracruz Celulose e Stora Enso, o preço de mercado das terras nesta região vem se elevando gradativamente”, afirma a corretora da Imobiliária Bagé, localizada na cidade de Bagé (RS), Gabriele Cloque.

Além da celulose, há a instalação de haras para criação de cavalos crioulos, puro-sangue inglês e puro-sangue árabe. A pecuária de leite, fruticultura, soja, arroz e trigo também tem atraído compradores para a região.

A região também tem recebido compradores de outras regiões e outros países. “Temos recebido clientes de várias partes do País que estão buscando terras na Região Sul em função do preço menor. Além disso, os estrangeiros, principalmente espanhóis, portugueses e alemães, têm buscado propriedades para instalação de haras e pecuária de corte”, diz a corretora.

Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste o preço das terras está sendo impulsionado principalmente por grãos como soja, milho e algodão. Segundo o proprietário de uma grande corretora de imóveis que preferiu não se identificar, o milho, o biodiesel e o etanol estão fazendo com que os preços das terras tenham um incremento de até 40% em algumas regiões.

Os preços praticados na região variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por hectare.

Grandes empresas, como Petrobras, Mitsui e Mitsubishi, têm prospectado e comprado terras na região para a instalação de plantas de biodiesel e etanol. Os principais compradores de terras no Centro-Oeste são os japoneses, os portugueses e os norte-americanos. No caso dos Estados Unidos, a busca é por terras para o plantio de milho e algodão, que teve área reduzida em função do aumento da produção de milho para o etanol.

“O Estado do Tocantins é o que recebe o maior número de visitas de compradores, seguido de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Esses estados são visados pela proximidade com grandes propriedades de grãos, matérias-primas para o biodiesel”, afirma o executivo.

Fonte: DCI

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Fura-Fila: custou R$ 861 mi e é subutilizado

O corredor de ônibus Expresso Tiradentes, mais conhecido pelo antigo nome de Fura-Fila, recebe 41 mil passageiros por dia, em oito quilômetros de modernas vias elevadas que ligam o centro à zona sudoeste de São Paulo. Quem o utiliza está contente. Diz que os veículos são rápidos, confortáveis, escapam do tráfego e, de quebra, dão a sensação de “estar voando”. Tudo ótimo, não fosse um detalhe: custou R$ 861 milhões aos cofres do Município, do Estado e do governo federal e é o corredor de ônibus menos utilizado da cidade – outro corredor de mesma extensão, o Jardim Ângela/Santo Amaro, na zona sul, recebe 459 mil passageiros por dia, quase 12 vezes mais.

Oito dos dez corredores de ônibus da cidade têm atendimento superior a 100 mil pessoas por dia. A exceção, além do Expresso Tiradentes, é o corredor Paes de Barros, na zona leste, que tem 4 quilômetros e atende 60 mil passageiros diariamente – mesmo com metade da extensão, é mais procurado que o Fura-Fila. Outro corredor de oito quilômetros, o Itapecerica/Santo Amaro, recebe 232 mil passageiros – seis vezes mais.

Especialistas dizem que o investimento feito no corredor não se justificou. “É uma piada do ponto de vista da engenharia. Quarenta mil passageiros ao dia não são suficientes para pagar o que foi gasto”, diz o consultor em engenharia de tráfego Horácio Figueira.

Segundo ele, enquanto uma parcela é beneficiada com o Expresso Tiradentes, gargalos se formam em outras regiões da capital. “É inconcebível que parcela tão pequena seja beneficiada por um projeto de custo elevadíssimo. Por causa da má distribuição no transporte público, diversos pontos ficam congestionados, formando gargalos no trânsito.”

Outro consultor, Sérgio Costa, do Instituto de Engenharia, afirma que o corredor já nasceu errado – desde o início de sua construção, em 1997, na gestão Celso Pitta. “Já era previsível. No tempo do Pitta, técnicos contestaram sua viabilidade e a demanda de carregamento”, afirma Costa. “Ainda assim, depois disso, um anteprojeto foi aprovado para a utilização do esqueleto do Fura-Fila na atual gestão. Os números mostram que devemos pensar melhor antes de aprovar alguns projetos.”

IDAS E VINDAS

O Expresso Tiradentes foi construído sobre a estrutura do Fura-Fila, que foi um projeto de campanha de Pitta. Durante sua gestão, apenas 2,8 quilômetros foram construídos.

Em 2001, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) retomou o projeto com o nome de “Paulistão”. Construiu mais cinco quilômetros, mas também não o concluiu. Até ali, cerca de R$ 600 milhões já haviam sido gastos no projeto.

A utilização da estrutura do antigo Fura-Fila também é alvo de críticas de especialistas. “Em vez de gastar toneladas de concreto para fazer uma via elevada, seria mais válido fazer investimento em corredores de ônibus em nível, com faixas exclusivas”, afirma Figueira.

Desde 2005, quando o então prefeito José Serra (PSDB) retomou o projeto, foram investidos mais R$ 261 milhões. O atual trecho do Expresso Tiradentes, que liga o Terminal Mercado, no centro, ao Sacomã, na zona sudoeste, foi inaugurado em março do ano passado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Tramontina desafia a lógica e ganha mercado nos Estados Unidos

A Tramontina está desafiando a lógica do capitalismo moderno. Enquanto o mundo inteiro transfere fábricas para a Ásia, onde os custos são mais baixos, a brasileira resolveu fazer o caminho contrário. Ela já produz 50 mil panelas de alumínio por dia na mesma planta do Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, ocupada até pouco tempo atrás por uma de suas principais concorrentes, a americana Mirro, que fechou os portões para tentar a sorte na China e no México. A estratégia às avessas ainda pode ir além: a Tramontina já comprou terreno e estuda a possibilidade de construir, dentro de cinco anos, uma segunda fábrica, em Houston, no Texas, ao lado da sede e do centro de distribuição da companhia nos EUA.

A empresa fez as contas e concluiu que fazer uma panela na China e levá-la até os EUA, seu principal mercado fora do Brasil, sairia mais caro do que fabricá-la localmente. Ou seja: a empresa optou por perder em mão-de-obra, mas ganhar em agilidade e não pagar pela burocracia e nem pelas tarifas de importação e de transporte. “Foi uma boa oportunidade que surgiu. A fábrica era completamente automatizada, o que aliviaria os custos de mão-de-obra, e exigiu um investimento mínimo”, diz o presidente da companhia, Clovis Tramontina.

No mercado americano, a lógica dominante é oposta: mais da metade das panelas vendidas no país é fabricada no exterior. A aposta, ousada à primeira vista, está dando certo por enquanto. A Tramontina alugou a fábrica no fim de 2006, passou a produzir em plena carga a partir do ano passado e já está, neste início de ano, com a produção vendida até julho. Ela atualmente produz no país um terço de suas vendas locais. O resto vem do Brasil.

Enquanto as vendas de panelas aumentaram entre 2% e 3% nos EUA, a Tramontina cresceu, em média, 20% ao ano nos últimos cinco anos. De cada 100 panelas vendidas no mercado mais concorrido do mundo, pelo menos 15 são da marca Tramontina – sim, nenhum de seus produtos sai de fábrica sem o nome da família de Carlos Barbosa, cidadezinha da Serra Gaúcha com pouco mais de 20 mil habitantes.

A marca é uma das principais fornecedoras de grandes cadeias de varejo como Wal-Mart, Costco, Target e Sears. “Nós crescemos às custas das perdas dos outros fabricantes. A decisão da Mirro, por exemplo, se mostrou errada com o tempo. Ela perdeu muito mercado e acabou sendo vendida”, diz o presidente da Tramontina USA, Antonio Galafassi.

SORTE OU PERSPICÁCIA

No último ano, quando vieram à tona escândalos de contaminação e de defeitos em produtos chineses, o tempo da estratégia contou a favor da Tramontina. “O produto que tem estampado o ‘made in USA’ é agora sinônimo de qualidade e segurança. Por causa disso, fabricar nos Estados Unidos virou uma tendência nova entre as empresas”, diz Galafassi. “Tivemos sorte, ou perspicácia, de sermos pioneiros nesse movimento.”

Apesar de os chineses e o câmbio jogarem contra a companhia há pelo menos dois anos, a Tramontina consegue manter o faturamento e o volume de suas exportações mais ou menos constantes, o que faz dela uma sobrevivente. Desde 2005, as vendas externas ficam ao redor de US$ 150 milhões. A companhia compensou a perda em alguns mercados com a descoberta de outros, como os países árabes, onde já se falsificam facas com a marca Tramontina. A empresa acaba de inaugurar um centro de distribuição em Dubai, que vai abastecer o Oriente Médio e o Leste Europeu.

O faturamento, de R$ 2 bilhões, foi exatamente o mesmo em 2006 e em 2007. Há cinco anos, porém, era duas vezes menor. O lucro da empresa no ano passado foi melhor que o do anterior, mas ainda um pouco abaixo do de 2005, quando a empresa foi obrigada a rever seus preços e algumas de suas linhas de produtos que concorrem diretamente com os chineses.

“Por enquanto, o resultado não nos preocupa. O importante é que a empresa continue dando lucro”, diz Clovis, fã do best seller O Segredo e entusiasta da teoria do pensamento positivo. “Pensar positivo atrai boas coisas.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Aeroportos do Rio operam apenas por instrumentos

Os aeroportos Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, no subúrbio, e Santos Dumont, no Centro do Rio, operam apenas por instrumentos na manhã desta segunda-feira (21). As informações foram confirmadas pela Infraero.

Segundo a empresa, o motivo é chuva que cai sobre a cidade.

Problemas em um avião Boeing 767 da United Airlines causaram transtorno a passageiros e funcionários do aeroporto Tom Jobim, no Rio, na madrugada de domingo (20). Segundo relato de passageiros a funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), houve discussão a bordo e viajantes quiseram descer do avião. A aeronave decolou, mas teve que fazer pouso de emergência. Na manobra, dois pneus estouraram.

Fonte: G1

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O comércio exterior na fila

O comércio exterior brasileiro deverá continuar crescendo em 2008, apesar dos problemas internacionais. Mas o dinamismo é só do setor privado. O governo federal tem dificuldades cada vez maiores para acompanhar, por meio de seus órgãos especializados, o aumento da atividade comercial. Serviços de rotina, como licenciamento de importações e registro de exportações, estão demorando absurdamente e emperrando o funcionamento das empresas. Falta gente para dar conta do trabalho no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embora o quadro de funcionários federais nunca tenha deixado de crescer nos últimos cinco anos.

A situação se complicou há alguns meses, quando mais alguns departamentos da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) foram transferidos do Rio de Janeiro para Brasília. Há razões de sobra para a centralização dos serviços na capital federal, mas, nesse caso, a mudança resultou em redução de eficiência. Como de costume, a maior parte dos funcionários preferiu a praia ao Planalto Central, e só 37 dos 133 servidores foram para a nova sede. A esses foram acrescentados 8 técnicos aprovados em concurso realizado alguns anos antes.

As conseqüências foram as previsíveis. A emissão de licenças de importação já não sai em 15 dias, mas em 45 ou até mais. Também ficou mais demorado o registro de exportações, assim como qualquer outro procedimento de interesse dos empresários envolvidos no comércio exterior. Para todos a demora representa um considerável peso adicional – um transtorno tanto financeiro quanto operacional para empresas normalmente já muito sacrificadas pelas ineficiências do famigerado custo Brasil.

Essa crise não é produto do acaso. Ao contrário, é mais um entre os vários apagões administrativos provocados pelo estilo petista de governo. Desde sua instalação no poder federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus companheiros conseguiram levar ao colapso vários segmentos importantes do serviço público, não por escassez de recursos, não por economia forçada, mas pela incapacidade absoluta de eleger prioridades e aplicar com bom senso o dinheiro disponível.

Entre 2003 e 2007, o valor exportado mais que dobrou, saltando de US$ 73,1 bilhões para US$ 160,6 bilhões. O valor importado pulou de US$ 48,3 bilhões para US$ 120,6 bilhões, multiplicado por 2,5. A corrente de comércio, isto é, a soma das vendas e compras, cresceu 131,8% nesse período.

O comércio internacional brasileiro não só se expandiu rapidamente, como ainda se tornou mais diversificado em termos de composição e de parcerias geográficas. Mais integrado nos mercados globais, o País ficou mais propenso a envolver-se em controvérsias com parceiros de todo o mundo, porque seus interesses se diversificaram, tornaram-se mais complexos e multiplicaram-se as possibilidades de conflitos comerciais. Mas o governo federal não se aparelhou para cuidar das novas tarefas decorrentes da expansão do comércio e da maior presença do Brasil nos mercados. Esse erro de avaliação é ilustrado pela redução do pessoal da Secex, de 550 para 220 funcionários no mesmo período.

No entanto, o quadro de funcionários federais não deixou de crescer nesses anos. Aumentaram tanto o número de empregados quanto o custo da folha de salários e benefícios. A evolução desses dados já foi publicada mais de uma vez e as contratações, como já foi provado, não se destinaram apenas à substituição de funcionários terceirizados. Além do mais, o presidente Lula e seus ministros não hesitam em defender a ampliação dos quadros, porque, segundo eles, a eficiência do governo aumenta na razão direta da expansão do emprego público.

Os quadros expandiram-se, os gastos se elevaram, mas a eficiência visivelmente diminuiu. O pessoal contratado obviamente não foi para os setores onde havia maior necessidade, porque o governo, como é evidente, opera sem objetivos bem definidos e sem prioridades claras. Aparelhamento, empreguismo e companheirismo não faltaram. Faltou competência para alocar bem os meios necessários e para pôr as pessoas certas nos lugares certos. O fim da CPMF será invocado, naturalmente, para explicar mais esse apagão. Mas a seqüência de erros começou muito antes do fim do imposto do cheque e ainda irá, provavelmente, muito longe.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Exportações baianas para Portugal mais do que triplicam

As exportações baianas para Portugal mais do que triplicaram em 2007 face a 2006, mostram os últimos números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que acaba de revelar as estatísticas da balança comercial por unidade federal. Na Bahia as vendas para Portugal aumentaram 251%.

Portugal tem sido um mercado que registra bom acolhimento dos produtos baianos, mas 2007 foi um ano especialmente bom para os produtores do Estado da Bahia. Daqui seguiram para o mercado luso bens no valor de US$ 135,5 milhões, bem acima dos US$ 38,5 milhões de 2006.

Estados Unidos da América, Argentina, Países Baixos e China registraram em 2007 compras à Bahia acima dos US$ 500 milhões. México, Bélgica, Itália, Venezuela, Alemanha, Bahamas e França foram os outros mercados para os quais a Bahia exportou mais do que para Portugal.

Portugal saltou para o 12º lugar na lista dos principais destinos das exportações baianas. E foi em 2007 um comprador mais valioso do que outros que em 2006 significavam para a Bahia mais milhões de dólares do que Portugal. Na verdade a subida do mercado português como destino dos produtos baianos deixou para trás mercados de exportação como Reino Unido, Chipre, Chile, Japão, Espanha, Coréia do Sul, Colômbia, Canadá, Cingapura, entre outros.

Outro dado importante é que a União Européia (UE) reforçou a posição de liderança na lista dos blocos comerciais que mais compram produtos baianos. A UE valia em 2006 pouco mais de 27% das exportações baianas (que somaram US$ 6,7 bilhões), acima dos 18,5% dos Estados Unidos. No ano passado o bloco europeu, no qual Portugal tem ambicionado o estatuto de porta de entrada (embora nem sempre com sucesso), representou já 32% do total das vendas baianas ao exterior (US$ 7,4 bilhões), enquanto os Estados Unidos registraram 19,8%.

À semelhança da tendência geral brasileira de comércio externo, a Bahia é superavitária. As importações cresceram 21%, mas não foram além de US$ 5,43 bilhões, ficando bem abaixo das exportações. Portugal é um “player” praticamente insignificante no quadro das importações baianas, uma vez que não surge na lista dos 30 principais mercados fornecedores, que vai dos US$ 991 milhões em compras ao Chile até US$ 27,6 milhões em importações a Hong Kong.

Rio de Janeiro deixa Portugal cair de 4º para 8º mercado de exportação

O Estado do Rio de Janeiro lidera as exportações brasileiras para Portugal. Em 2007 foram US$ 697,1 milhões em vendas para o território luso. Mas essa cifra correspondeu a uma quebra de 8,4% face ao registrado em 2006 (US$ 761,3 milhões).

Assim, Portugal, que era em 2006 o quarto principal destino das vendas do Rio de Janeiro ao exterior (somente atrás de Estados Unidos, Chile e China), caiu para o oitavo lugar e vê agora economias como Cingapura, Argentina, Santa Lucia e Holanda passarem a ser bem mais importantes para os exportadores do Rio de Janeiro.

Pelo contrário, Portugal conseguiu exportar mais para o Rio de Janeiro em 2007. As vendas lusas para este Estado cresceram 11,1%, de US$ 46,6 milhões para US$ 51,8 milhões, o que coloca Portugal na 25ª posição entre os maiores mercados fornecedores do Rio de Janeiro.

Distrito Federal também teve subida nas vendas para Portugal

Outro dado registrado nos números do MDIC é a subida das exportações do Distrito Federal para Portugal. De US$ 110 mil em vendas para empresas portuguesas em 2006, esta unidade passou para US$ 4,6 milhões em 2007. O crescimento é bem visível na alteração do peso de Portugal nas exportações brasilienses: os 0,17% de 2006 transformaram-se em 5,69% (das vendas ao exterior do Distrito Federal) em 2007. Portugal terminou o ano passado como o sexto principal destino das exportações do DF (atrás de Venezuela, Rússia, Arábia Saudita, China e Emirados Árabes Unidos).

Como fornecedor de produtos, Portugal já é menos importante para o DF, representando pouco mais de 0,3% do total que esta unidade federal brasileira importou em 2007. Mesmo assim as exportações portuguesas para Brasília cresceram 21,3% em 2007, de US$ 3,37 milhões para US$ 4,08 milhões.

Outros fatos relevantes do comércio luso-brasileiro:

Exportações de Portugal para o Brasil em 2007: US$ 340,9 milhões (+9,1%)

Exportações do Brasil para Portugal em 2007: US$ 1,8 bilhões (+22,9%)

54%: Crescimento das vendas de Santa Catarina para Portugal (de US$ 33,2 milhões em 2006 para US$ 51,3 milhões em 2007)

US$ 107,9 milhões: Vendas de Minas Gerais para Portugal em 2007 (-1,8%)

19º: Lugar de Portugal nas exportações do Ceará (US$ 10,5 milhões em 2007, +12%)

Fonte: Portugal Digital

Postado Por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

Add comment 21 Janeiro, 2008

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