Archive for Janeiro, 2008

Embargo da UE à carne brasileira não deve afetar Doha

O Itamaraty não considera que a suspensão das importações de carnes brasileiras pela União Européia (UE), ditada ontem por Bruxelas, afetará a posição do Brasil na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem em uma eventual retomada das negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu.

Diplomatas brasileiros avaliam que esse embargo deve ser considerado como um caso isolado nas relações bilaterais, uma vez que se trata de um volume de importações equivalente a apenas 5% da demanda européia. Mas acreditam que tanto a Rodada Doha quanto o acordo birregional poderão contornar essa e futuras tendências protecionistas da União Européia.

Para o Itamaraty, a decisão da UE foi largamente preanunciada e seria efetivada em qualquer momento, como medida camuflada de proteção aos produtores locais, sobretudo os da Irlanda. A resistência dos pecuaristas brasileiros em adotar um sistema de rastreabilidade do gado, conforme as exigências européias, teria alimentado a decisão final de Bruxelas.

No momento, além do diálogo bilateral, as alternativas para romper esse embargo e preservar o mercado já cativado pela produção brasileira são reduzidas.

O governo brasileiro, de fato, mostra-se de mãos atadas para resolver essa questão. A pequena participação das carnes brasileiras no mercado europeu praticamente anula qualquer influência sobre a formação de preços ou a oferta – indicadores que poderiam gerar pressões internas em favor da abertura do mercado ao produto do Brasil.

Embora discriminatória, a medida adotada por Bruxelas não deverá estimular o País a pedir a arbitragem da OMC. Primeiro, porque esse processo se alongaria por, no mínimo, dois anos. Segundo, porque os europeus tenderiam a voltar seus holofotes para problemas reais ou fictícios da produção pecuária brasileira, fato que acarretaria em prejuízos para o setor em outros mercados.

Fonte: A Tarde Online

Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

Add comment 31 Janeiro, 2008

GM vai deixar de produzir o Vectra com motor 2.4

Não está mais nos planos da General Motors do Brasil a continuidade de produção do Vectra com motor 2.4 litros que atualmente equipa a versão Elite, topo de linha, cuja tabela parte de R$ 83,2 mil. O motivo seria que o propulsor bicombustível que rende até 150 cvs de potência com álcool, não atende às novas regras de emissões de poluentes que entrarão em vigor a partir do ano que vem.

Algumas unidades da configuração Elite com o mesmo motor 2.0 das versões de entrada do Vectra já foram emplacadas pela fábrica. Esse propulsor, de até 126,6 cvs com álcool, também equipa o hatch Astra e a minivan Zafira. O Vectra Elite 2.0 deverá chegar ao mercado a partir de R$ 70 mil.

No ano passado, o sedã da Chevrolet foi o terceiro mais vendido entre os médios. O líder é o Honda Civic, que superou 47 mil unidades, enquanto o Toyota Corolla comercializou 34,5 mil, ficando em segundo lugar. Dos cerca de 30,5 mil Vectras vendidos, menos de 8% estavam equipados com o motor de 2.4 litros.

Fonte: Gazeta do Sul

Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

Add comment 31 Janeiro, 2008

Automóveis puxam varejo de BH em 6,3%

Enquanto o comércio comemora, quem sofre com o trânsito tem mais um motivo para se preocupar com o volume de carros nas ruas. Foi a venda de automóveis que impulsionou a alta de 6,3% no comércio varejista de Belo Horizonte, segundo o Termômetro de Vendas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). O setor de carros novos, usados e peças cresceu 22,3% em comparação com 2006, impulsionado especificamente pelos carros novos (30,8%). Em seguida estão os setores de máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças, com alta de 2,5% nas vendas.

Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, dezembro se mostra mesmo generoso para os lojistas, que venderam 15,6% a mais em 2007. Alguns setores da economia, porém, não têm comportamento tão bom. Papelarias e livrarias foram o segmento que apresentou maior queda: 26,2%. “Incertezas continuam a afetar a economia nacional, mas agora de forma mais amena”, diz o economista da CDL/BH, Fernando Sasso.

Fonte: O Tempo/MG

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Setor de embalagens faturou R$ 31,5 bilhões em 2007

A Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, que realiza a primeira edição entre os dias 10 e 14 de março, em São Paulo, aproveita o bom momento do setor para ampliar o volume de negócios das empresas do segmento. Segundo pesquisa da Abre (Associação Brasileira de Embalagem), o setor apresenta a maior taxa de crescimento trimestral desde agosto de 2004, 2,47% nos meses de abril, maio e junho, com estimativa de alcançar faturamento da ordem de R$ 31,5 bilhões em 2007, o que representa aproximadamente 1,5% do PIB nacional.

Para 2008, a entidade calcula um incremento de 1,8% na produção interna de embalagens. No primeiro semestre de 2007, as exportações somaram US$ 229 milhões, com crescimento de 40,65% em relação ao ano anterior, enquanto as importações tiveram um aumento de 25,98% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 159 milhões.

De acordo com a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o setor gráfico brasileiro registrou uma receita de vendas de R$ 16,2 bilhões em 2006. A entidade projeta um crescimento de 4% a 4,5% para esse ano, chegando à marca de R$ 17,1 bilhões. Depois de atingir crescimento recorde em 2006, a balança comercial de produtos gráficos registra queda nos seis primeiros meses de 2007.

O motivo é um aumento de 41% nas importações brasileiras, que passaram de US$ 89,64 milhões no período anterior para US$ 126,39 milhões no semestre analisado. Com isso, o saldo da balança comercial passa de US$ 55,96 milhões para US$ 22,59 milhões, segundo o Decon (Departamento de Estudos Econômicos) da Abigraf, baseados no Secex (Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Industria e do Desenvolvimento).

Paralelamente, as vendas de máquinas para indústria de artigos plásticos cresceram 0,5%. De acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o faturamento acumulado até o mês de julho desse ano atingiu R$ 33,9 bilhões, 10,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

O diretor da feira, Evaristo Nascimento, está otimista para realização do evento. “Os participantes entenderam a unificação das feiras. Colocamos no mesmo lugar toda a cadeia de produção de embalagens para fortalecer o setor.”

Fonte: Gazeta Mercantil

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Subway planeja dobrar lojas no Centro-Oeste em 2008

A rede americana de fast-food Subway deve dobrar a quantidade de restaurantes no Centro-Oeste em 2008, revelou Fábio Marques Júnior, seu diretor regional.

“Este ano, temos como meta chagar a 50 lojas na região e bater nosso grande concorrente no final do primeiro semestre”, disse Marques Júnior, que participou na terça-feira (29/01) do comitê conjunto de Jovens Executivos e Comércio Exterior e Logística da Amcham-Goiânia.

A rede, que começou com um restaurante em Goiânia em 2003, possui atualmente 25 lojas espalhadas por Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Marques atribui o sucesso da Subway no Centro-Oeste à padronização das operações e ao trabalho em conjunto dos franqueados. “Temos preocupação com pequenos detalhes. Da disposição dos vegetais à maneira de falar dos funcionários, tudo é padronizado, o que dá homogeneidade à rede”, revelou.

Modelo próprio

Segundo o diretor, a rede possui um modelo de negócio simplificado que facilita a gestão e possibilita retorno financeiro rápido.

A logística dos restaurantes, por exemplo, conta com três fornecedores: a Coca-Cola, um produtor de vegetais local e um centro de distribuição em São Paulo. Deste último, são comprados 80% dos itens da loja, de frios a materiais de limpeza. “Com isso, padronizamos nossos produtos, ganhamos em escala, e facilitamos a vida do franqueado, já que o pedido é feito uma vez por semana e gera um único boleto”, explicou Marques Júnior.

Praticamente todos os produtos chegam à loja prontos para consumo, com exceção do pão, que é assado no local, relatou o diretor. Segundo ele, esse procedimento facilita os processos e exige uma quantidade menor de funcionários na operação – aproximadamente sete por loja.

Marques Júnior destacou ainda que, como a rede não trabalha com frituras nem fogão e possui mão-de-obra enxuta, é possível abrir lojas em locais onde a concorrência não chega, como hospitais. “Isso possibilita que o retorno financeiro apareça, em média, de 18 a 24 meses”, revelou.

Fonte: 24 Horas news

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Add comment 31 Janeiro, 2008

Correios têm lucro recorde de R$ 830 milhões em 2007

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, revelou hoje que a instituição registrou lucro líquido de R$ 830 milhões em 2007, o maior de sua história. O lucro operacional, obtido somente com atividade postal, atingiu R$ 329 milhões no exercício. Desde 2001, esse item não ficava positivo. O faturamento total no ano passado foi de R$ 10 bilhões.

Custódio disse que as contas dos Correios serão apreciadas amanhã pelo Conselho da empresa, mas “que não resistiu” e apresentou os números hoje na solenidade de reinauguração da agência central dos Correios em São Paulo. A solenidade contou com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Comunicações, Hélio Costa, do governador paulista, José Serra, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, entre outras autoridades governamentais.

O resultado da atividade postal gerou à União receitas de impostos e dividendos da ordem de R$ 1,152 bilhão em 2007. Segundo Custódio, a diferença entre o lucro total e o operacional é resultado de variações cambiais e aplicações financeiras, geradas sobre o caixa de R$ 3 bilhões da empresa.

Em seu discurso na solenidade, Costa se referiu a pesquisas que apontam os Correios como a empresa “número 1 em credibilidade no País. “A família Correios, com 10 mil representantes em cada canto, é sempre motivo de prestígio e honra para o País”, disse ele.

Fonte: A Tarde Online

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Preço do boi gordo cai 3,14% na BM&F após UE suspender importações

A decisão da União Européia (UE) de suspender as importações de carne bovina brasileira provocou queda nos preços do boi gordo no mercado futuro e poderá acelerar o ligeiro recuo das cotações ao consumidor que já começou a ocorrer neste mês por causa do fim da entressafra.

O contrato de boi gordo para fevereiro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) recuou ontem 3,14% na comparação com o dia anterior. A arroba foi cotada a R$ 69, ante R$ 71,24 na terça-feira (dia 29). Todos os contratos tiveram retração, observa o analista da Scot Consultoria, Leonardo Alencar. Ele diz que a retração reflete a perspectiva de uma oferta maior de roduto no mercado doméstico, que absorve 75% da produção.

No mercado físico, as cotações não tiveram alterações. Na praça do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, de onde sai parte do produto para exportação, a arroba do boi rastreado foi cotada a R$ 73, segundo Alencar. Com o embargo, ele observa, os frigoríficos tentaram ontem comprar boi rastreado por um preço menor, de boi não rastreado. Mas, na prática, as compras de animais para abate estão paralisadas nesta semana, pois os frigoríficos já temiam que os importadores europeus suspendessem os embarques em fevereiro.

Fonte: 24 Horas News

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Add comment 31 Janeiro, 2008

PAC destina R$1,78 bilhão para a Bahia

Na Bahia, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começam em junho, com recurso da ordem de R$1,78 bilhão. Dos projetos pactuados com o governo federal para serem executados pelo PAC, 14,29% estão com as licitações em andamento e 85,71% com previsão para licitar até abril próximo. As informações foram passadas na manhã de ontem durante entrevista coletiva do Comitê Gestor do PAC na Bahia, que aglutina as secretarias de Desenvolvimento Urbano, Infra-estrutura, Planejamento, Fazenda e Casa Civil.

“É uma alegria termos construído esta forte parceria com o governo federal para a execução do PAC. Sabemos que não é suficiente que a União assegure os recursos. Também temos que apresentar projetos bons, e é isso que estamos fazendo, é nisso que estamos concentrando os nossos esforços”, disse a secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon.

Os R$1,78 bilhão do PAC, o governo do estado dividiu o bolo em cinco partes. Para a área de saneamento, vai ser aplicado 39,51% dos recursos, em seguida recursos hídricos (21,82%); habitação (14,80%); infra-estrutura (12,51%) e saneamento integrado (11,36%).

Para a área que é uma das mais deficitárias do estado, a de saneamento, as licitações serão iniciadas no próximo mês. Serão aplicados R$805,69 milhões nos municípios de Salvador, Simões Filho, Camaçari, Vitória da Conquista, Candeias e São Francisco do Conde. Ainda serão feitas, segundo adiantou o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, a ampliação do esgoto sanitário e de abastimento de água no entorno da Baía de Todos os Santos, Santo Amaro, São Félix, São Francisco do Conde e Madre de Deus. De acordo com o presidente da Embasa, até 2010 Salvador terá 88% de casas com água encanada. “Em 2012, serão 92%, isto porque os recursos já estão garantidos”, frisou Abelardo Filho.

A secretária da Casa Civil, Eva Maria Chiavon, destacou ainda outros dois projetos importantes: a Via Expresssa Portuária e Sistema Viário 2 de Julho. Com orçamento estimado em R$339 milhões e licitação marcada para ocorrer em fevereiro, o governo estadual pretende ligar a BR-324 ao Porto de Salvador, com o objetivo de desafogar o fluxo de cargas pela Avendia Bonocô. “Dessa forma vamos criar um novo acesso à cidade”, frisou Eva Maria.

A Via 2 de Julho, adiantou a secretária, vai melhorar a região de acesso ao Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. O recurso, no entanto, ainda está sendo negociado com o governo federal. Sobre o metrô de Salvador, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Afonso Florence, disse que a parte que compete ao governo do estado – a compra dos vagões e locomotivas – está sendo cumprida. “As peças estão sendo produzidas na Coréia e serão entregues no prazo”.

Já os trabalhos em habitação se darão no campo de melhorias habitacionais e sanitárias, requalificação de imóveis, contenção de encostas, espaços de lazer, equipamentos, recuperação ambiental, iluminação, energia e reassentamento. Em Salvador, nos bairros de Nova Esperança, Costa Azul, Alto de Ondina e Pilar 3 e em casarões do Centro Histórico, 2,5 mil famílias vão ser beneficiadas com as intervenções. Já em regiões carentes como Jardim das Mangabeiras, Baixa do Soronha e Nova Esperança, 6.862 famílias vão ser contempladas com as intervenções na área de saneamento integrado (serviços de água, esgoto, drenagem, pavimentação e recuperação de equipamentos comunitários, entre outros). Em Nova Esperança, a licitação já está em andamento e os trabalhos serão iniciados em março.

Fonte: Correio da Bahia

Postado por: Newscomex – Comércio Exterior e Logística

Add comment 30 Janeiro, 2008

Exportação de frutas cresceu 35,8% no ano passado

O Brasil ocupa o terceiro lugar como produtor mundial de frutas e exportou 920 mil toneladas, em 2007, 35,88% mais do que no ano anterior, com uma receita de US$ 644 milhões. O Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF), coordenado pelo Ministério da Agricultura, contempla 21 culturas frutíferas, das quais 14 em condições de certificação e formar pólos de produção integrada institucionalizados com selos de conformidade.

As uvas de mesa, exportadas principalmente para a União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá, ocupam o primeiro lugar, com a marca de 79 mil toneladas, rendendo US$ 169 milhões, 43,29% mais que em 2006. O segundo lugar é ocupado pelo melão, com mais de 204 mil toneladas ou US$ 128 milhões, aumento de 45,3%. O Japão e a UE foram os principais compradores de mangas, consumindo 116 mil toneladas ou US$ 89 milhões.

A UE contribuiu para o crescimento da exportação de maçãs, no ano passado, quando comprou 112 mil toneladas da fruta, investindo mais de US$ 68 milhões, 115% mais do que no ano anterior. Para o coordenador-geral de Sistemas de Produção Integrada do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos Bhering Nasser, o aumento nas exportações se deve à qualidade das frutas brasileiras, como é o caso da maçã. “Em 2005, uma missão oficial da União Européia realizou uma auditoria nas maçãs do Brasil e ficou satisfeita com o que encontrou, ou seja, um alimento seguro”, ressaltou. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Fonte: A Tarde Online

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Add comment 30 Janeiro, 2008

Argentina restabelece hoje exportação de trigo ao Brasil

A notícia de que o governo argentino decidiu liberar hoje a exportação de trigo ao Brasil levou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) a manter ontem a Tarifa Externa Comum (TEC) de 10% para importação de terceiros mercados. Os ministros que integram o colegiado preferiram esperar para ver qual o volume de trigo argentino será embarcado para o Brasil para então decidir se altera o imposto.

O governo brasileiro está preocupado com o desabastecimento do mercado interno e com eventual pressão inflacionária. Por isso, estudava isentar da TEC o trigo importado de países que não fazem parte do Mercosul. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a procurar o governo argentino apelando para que as vendas de trigo ao Brasil fossem restabelecidas.

“A notícia de reabertura das exportações argentinas é positiva”, comentou a secretária-executiva da Camex, Lytha Spindola, para quem o trigo argentino chegaria ao Brasil a preços competitivos em relação ao importado de outros países. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também elogiou a medida. Lembrou porém que não há confirmação das cotas que o Brasil receberá do país vizinho.

“Temos que avaliar o que vai representar a decisão da Argentina”, complementou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. “O problema de abastecimento não é agora. Estávamos jogando com um horizonte até junho. Como a Argentina reabriu e coloca uma cota a nossa disposição, precisamos saber quando essa cota virá.”

Resinas PET
A Camex aprovou ainda um entendimento entre o Brasil e a Argentina sobre as resinas PET. Os dois países retirarão as medidas de antidumping que mantêm um contra o outro sobre o produto. Ficou acertado também que o governo argentino desistirá de litígio contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o tema. “A indústria nacional foi consultada e não se opôs ao acordo”, declarou Lytha.

Fonte: Gazeta Mercantil

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